Previdência privada: ainda pensamos no futuro? 925

Previdência privada: ainda pensamos no futuro?

Nos tempos atuais, será que as reflexões sobre planos futuros e aposentadoria estão muito presentes?

No Brasil, pesquisas apontam que somente 3% da população em idade de aposentadoria consegue se sustentar com os recursos que pouparam, incluindo o dinheiro da previdência pública. Portanto, os outros 97% restantes dependem de terceiros para sobreviver.

O momento atual, que alia a pandemia de Covid-19 e taxas de juros ainda baixas para os padrões históricos do Brasil, reforça também como é importante ter um planejamento das finanças e investir todos os meses, pensando na aposentadoria e na segurança para o futuro.

A pandemia nos fez refletir sobre o futuro ainda mais e sobre a necessidade de ter reservas, pelo menos é isso que temos sentido nas pessoas. Mas em momentos como esse ainda é difícil se programar, pensar no longo prazo, quando as coisas ainda estão tão indefinidas. Mas é importante não perder o foco e continuar se preparando para a aposentadoria.

Hoje temos uma série de serviços e produtos que ajudam nessa construção de patrimônio e aposentadoria a longo prazo. Um deles é a previdência privada, como muitos sabem. Mas o que percebemos é que as pessoas ainda têm dúvidas sobre qual a melhor opção.

A previdência privada é a construção de uma renda extra para projetos futuros, como um reforço para a aposentadoria oficial, pois ela não é uma aposentadoria que não está ligada ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Existem dois tipos de planos de previdência privada: o VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre) e o PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre). Basicamente, o que influencia na escolha de um tipo ou de outro é a maneira como o investidor faz sua declaração de Imposto de Renda. Veja as principais diferenças:

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*Guilherme Dultra é economista e mestre em administração. É diretor do Comitê de Finanças Pessoais da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (ANEFAC).

Sete passos para a escolha de um plano de previdência 481

Marcelo Rosseti é Superintendente Executivo da Bradesco Vida e Previdência / Divulgação

Veja o que deve ser priorizado para que objetivos sejam plenamente atingidos

Escolher a modalidade adequada, conhecer seu perfil de investidor e reavaliar periodicamente as metas almejadas são alguns dos passos que devem ser seguidos no processo de contratação de um plano de previdência privada. O forte avanço e a sofisticação da indústria de investimentos deram origem a um imenso leque de produtos para todos os perfis de clientes, desde os mais conservadores até os de maior tolerância a risco. Existem centenas de opções e, em se tratando de longo prazo, todo planejamento financeiro deveria incluir uma previdência privada. Marcelo Rosseti, Superintendente Executivo da Bradesco Vida e Previdência, detalha a seguir sete passos para escolher o plano mais indicado para cada caso.

  1. Defina seu perfil de Investidor. Assim como qualquer produto financeiro, os planos de previdência contam com diferentes níveis de risco. Os fundos de renda fixa, por exemplo, estão menos expostos à volatilidade e concentram-se em um perfil mais conservador. Já os fundos de ações e multimercados são opções mais arrojadas, mas, em contrapartida, podem apresentar melhores rentabilidades. Vale destacar que a incorporação de uma nova agenda socioeconômica tem conquistado espaço no setor, por meio dos chamados fundos ESG, que investem em empresas comprometidas com boas práticas ambientais, sociais e de governança corporativa.
  2. Escolha sua modalidade de previdência. Existem duas modalidades de previdência privada: o PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) e o VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre). A diferença entre eles está na incidência do Imposto de Renda (IR). No PGBL, é possível deduzir da base de cálculo do IR as contribuições feitas ao plano em até 12% da renda bruta anual tributável. No VGBL, o imposto incide apenas sobre o rendimento e no momento do resgate, sendo uma opção mais indicada para quem é isento ou faz a declaração de forma simplificada.
  3. Entenda a influência do regime tributário. A escolha do regime tributário ocorre na proposta de adesão ao plano. Há duas opções de tributação: regressiva e progressiva. No regime regressivo, o IR pago no resgate é descontado na fonte, de forma definitiva, e a alíquota diminui à medida que o prazo da aplicação aumenta, podendo chegar a 10% a partir do décimo primeiro ano. Já no progressivo, a alíquota é definida conforme a tabela de IR das Pessoas Físicas, mas não é definitiva, podendo ser compensável, parcial ou integralmente, na ‘Declaração de Ajuste Anual’. No caso de resgate, serão deduzidos, na fonte, 15% de IR a título de antecipação. “Durante a escolha do regime de tributação, é importante definir seu horizonte de investimento, sendo assim, o prazo em que pretende realizar as aplicações para atingir seus objetivos”, aconselha o especialista.
  4. Resgate do plano de previdência. No momento do resgate, o participante tem a opção de receber de forma integral o valor investido, optar por uma remuneração mensal por um período determinado ou uma renda vitalícia – que pode ser utilizada para familiares e dependentes. Vale lembrar que ao escolher uma renda mensal por um período determinado, em caso de falecimento do titular, o saldo pode ser destinado aos beneficiários.
  5. Estabeleça o propósito da constituição da reserva. Os planos de previdência privada podem ser indicados não apenas para fins de aposentadoria, mas também para o planejamento educacional dos filhos e dependentes – seja uma faculdade particular, um MBA ou intercâmbio no exterior -, além de planejamento tributário e sucessório.
  6. Taxa de administração do fundo de previdência. “A indicação é única e simples: não tome sua decisão apenas com base na taxa de administração. Muitas vezes, um fundo mais sofisticado e com gestão ativa tende a apresentar melhor performance na carteira do que outro com taxa inferior, o que resulta em maior ganho para o participante”, revela Rosseti.
  7. Reavalie seus objetivos periodicamente. É recomendável revisar o plano de previdência com alguma frequência, especialmente pela flexibilidade que a carteira proporciona ao participante. Esteja atento se o plano contratado ainda faz sentido para o seu contexto de vida, caso contrário, trace novas rotas para alcançar suas metas de médio e longo prazo. “Esteja aberto à diversidade de fundos previdenciários, para que o plano esteja sempre adequado aos seus objetivos. Na Previdência Privada, através do instituto da portabilidade, o participante pode alterar sua estratégia de investimento a qualquer momento, sem ter que solicitar o resgate de sua reserva, o que evita a incidência de tributação”, finaliza Marcelo Rosseti.

Professor Rodrigo Maia dá consultoria sobre Vida e Previdência ao vivo 366

Será no Especial do CVG-RS, no próximo dia 22 de julho, a partir das 18h

O Clube de Seguros de Vida e Benefícios do Rio Grande do Sul (CVG RS) realiza, no dia 22 de julho, às 18h, o CVG Sem Fronteiras – Programa de Educação e Capacitação. O painel online “Consultoria em Vida e Previdência” aborda como um profissional da área pode identificar as reais necessidades do cliente para ajudá-lo a levantar os benefícios compatíveis a cada situação. O encontro será ministrado pelo expert em desenvolvimento humano e organizacional, Rodrigo Maia. A transmissão será pelo YouTube do CVG RS com a mediação da Diretora do CVG RS e Educadora, Jane Manssur.

O especialista enfatiza as habilidades do profissional que atua na área de vida e previdência, e apresenta os desafios que ele precisa enfrentar dentro no mercado segurador, com os clientes mais precisamente. Rodrigo tem 20 anos de experiência em gestão estratégica de recursos humanos e desenvolvimento de pessoas com foco em competências relacionadas à estratégia do negócio, já tendo ocupado cargos de gestão em grandes empresas, inclusive no exterior.

Durante a live, empresas associadas irão presentear um dos participantes com a inscrição para o “Programa CVP – Consultores em Vida e Previdência”. Rodrigo Maia também irá ministrar o curso do mês de agosto, em ambiente totalmente virtual. O programa vai destacar a metodologia Spin Selling, considerada uma das melhores para vendas de produtos de vida e previdência, e traz conteúdos interativos nos módulos: Oportunidades e estratégias – A comercialização de V&P, Mergulho técnico e Especialização em Vendas – técnica e prática, cada um deles com 8h. As vagas são limitadas e as inscrições acontecem até o dia 29 de julho, pelo e-mail secretaria@cvgrs.com.br.

Para o especialista Rodrigo Maia, “atuar em vida e previdência pode ser um desafio para muitos corretores, mas para o mercado, para os clientes mais precisamente, é uma necessidade. Vida e previdência requer um perfil consultivo do corretor, um perfil que tenha como premissa identificar as necessidades do cliente, fazer com que ele perceba os riscos e os benefícios de atendê-las e, por fim, desenhar as melhores soluções. No programa CVP vamos trabalhar desde definição de estratégias até aspectos comerciais, da prospecção à venda, passando também por um ‘mergulho técnico’ em vida e previdência”, ressalta.

Segundo a presidente do CVG RS, Andréia Araújo, a gestão da entidade investe cada vez mais em parcerias que incentivem a educação. “Nossa atual gestão tem dois pilares importantes: dar sequência ao projeto de interiorização onde buscamos associados e parceiros no interior do estado do RS. Além disso, incentivar que essas parcerias promovam educação e capacitação. No pilar Educação e Capacitação, nosso objetivo é proporcionar aos associados serviços que possam contribuir para seu desenvolvimento e aprimoramento usufruindo de condições especiais de investimento. Nossa primeira grande parceria foi com a ENS e estamos trazendo um curso ministrado por um professor que é referência nacional, Rodrigo Maia que nos brinda nos três primeiros sábados de agosto compartilhando conhecimentos e experiências. Não vamos parar por aqui, em setembro seguiremos com mais novidades”, destaca.

O encontro deste mês é o nosso quinto painel sobre a área de seguros, desta vez na pasta Educação e Capacitação do CVG RS Sem Fronteiras, com o objetivo de impulsionar iniciativas em tecnologia, capacitação e boa informação para o setor. O Clube promove pautas relevantes a partir da expertise de suas diretorias no biênio 2021-2022.

Palestrante e professor

Rodrigo Maia: Especialista em desenvolvimento humano e organizacional, formado em comunicação, possui especialização em gestão empresarial e recursos humanos pela PUC do Rio de Janeiro. Com 20 anos de experiência em gestão estratégica de recursos humanos e desenvolvimento de pessoas com foco em competências relacionadas à estratégia do negócio, já ocupou cargos de gestão em grandes empresas, inclusive no exterior. Atua em diferentes áreas, estando entre elas: gestão estratégica de negócios; desenvolvimento de soft e hard skills; vendas e negociação; inovação; projetos; e formação e desenvolvimento de lideranças. Gestor de projetos educacionais e de geração de renda da Cruz Vermelha Brasileira, é ainda consultor associado da Lee Hecht Harrison e da SGS Academy, Sócio-Diretor da Lucrus Consultoria e da MentorCor, também atuando como consultor e palestrante. Professor de cursos técnicos, graduação e pós-graduação de renomadas instituições como UERJ, ENS, Senac Rio/SC, Unifal, Unifoa e vídeo-professor da Dtcom.

Aspecir Previdência: uma história de 84 anos 681

Aspecir Previdência: uma história de 84 anos / Divulgação

Trajetória da empresa é marcada por grandes acontecimentos, credibilidade e inovação

O presidente Milton Machado e João Carlos da Silva Fortes, com 28 anos de Aspecir Previdência / Divulgação
O presidente Milton Machado e João Carlos da Silva Fortes, com 28 anos de Aspecir Previdência / Divulgação

Em 1937, no dia 17 de julho, nascia a Associação de Pecúlios do Comércio e Indústria Riograndenses fundada por um grupo de comerciantes e operadores da indústria, hoje Aspecir Previdência. Na época ainda não existia a previdência como conhecemos hoje e, para proteger seus entes queridos, a opção eram os institutos fechados de socorro mútuo e pensão. Assim, este grupo idealizou a Aspecir.

A Associação iniciava os primeiros passos quando o Estado Novo foi instaurado, em 10 de novembro de 1937. Nesta época, houve uma eclosão no uso dos meios de comunicação e o consequente desenvolvimento de várias manifestações artísticas.

O presidente Milton Machado e Lueci Santos de Mattos, com 27 anos de Aspecir Previdência / Divulgação
O presidente Milton Machado e Lueci Santos de Mattos, com 27 anos de Aspecir Previdência / Divulgação

O rádio ocupou uma posição privilegiada. As estações disseminavam novelas, programas de auditório e notícias. Isso abriu caminho para uma expressiva geração de cantores, músicos e compositores. Pelos grandes centros urbanos da época existia uma agitada vida noturna. Cassinos, teatro de revista e os bailes promoviam as atrações de uma época lendária para a boemia. Ao mesmo tempo, as salas de cinema apareciam com a divulgação das produções hollywoodianas e os enredos de um meteórico cinema brasileiro, apoiado pelas instituições oficiais e marcado pela ação de companhias de cinema, como a Atlântida e a Cinédia.

O presidente Milton Machado e Patrícia Schoffen de Oliviera com 10 anos de Aspecir Previdência / Divulgação
O presidente Milton Machado e Patrícia Schoffen de Oliviera com 10 anos de Aspecir Previdência / Divulgação

Oscar Niemeyer despontava na elaboração de projetos arquitetônicos que mudaram a paisagem de Belo Horizonte (MG) e, posteriormente, da nova capital federal, Brasília (DF). Uma impecável geração de modernistas traçava uma nova forma de se pensar o tempo, na busca por temas de cunho inovador.

O presidente Milton Machado e Renata da Rocha Ribeiro com 12 anos de Aspecir Previdência / Divulgação
O presidente Milton Machado e Renata da Rocha Ribeiro com 12 anos de Aspecir Previdência / Divulgação

A partir daí, e com o aumento da industrialização no Brasil, os direitos trabalhistas ganharam mais atenção e incentivaram o surgimento de diversos Institutos de Aposentadoria e Pensões, os quais, em 1966, foram unificados em apenas um órgão, embrião do atual Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), do qual, atualmente, todo brasileiro com carteira assinada participa.

Já a previdência privada, também conhecida como previdência complementar, remonta a um processo de evolução dos institutos fechados de socorro mútuo e pensão – que se destinava ao pagamento de pensão à família do empregado após seu falecimento. Mas só em 1977 é que a previdência privada foi regulamentada, através da Lei nº 6.435.

O presidente Milton Machado e Simone Cristiane Baptista Duarte com 14 anos de Aspecir Previdência / Divulgação
O presidente Milton Machado e Simone Cristiane Baptista Duarte com 14 anos de Aspecir Previdência / Divulgação

No entanto, o crescimento mais pronunciado dessas instituições só foi verificado na década de 1990, impulsionado pela estabilidade monetária alcançada com o Plano Real. Desde então, a cada dia, as instituições tornam-se mais procuradas pela população para ajudar na realização de projetos de vida.

O presidente Milton Machado e Marilucia Vieira Martins com 25 anos de Aspecir Previdência / Divulgação
O presidente Milton Machado e Marilucia Vieira Martins com 25 anos de Aspecir Previdência / Divulgação

E com um caminho seguro e estável, a Aspecir viveu cada um desses momentos ao evoluir com o tempo e as mudanças históricas, mas sempre com foco no futuro.

Presidida por Milton Machado, com 50 anos de expertise no mercado, a instituição de Previdência Complementar Aberta está estabelecida em valores éticos como transparência e responsabilidade. Hoje, ao completar 84 anos, vive a pandemia de Covid-19, mas não esmorece. Permanece firme, com respeito à vida e ciência. Reconhecida por sua atuação no ramo previdenciário, a empresa segue a inovar com o desenvolvimento de produtos que atendam às necessidades e proporcionem tranquilidade aos associados.

Ao longo da reportagem as ilustrações trouxeram imagens dos funcionários com 10 anos ou mais de atuação na Aspecir Previdência. Inclua-se também o nome de José Maurício de Farias, com 14 anos de casa. Cada um recebeu uma caneta com os nomes gravados, além de um chaveiro onde o tempo de serviço ficou marcado. Todos receberam as homenagens diretamente pelo presidente Milton Machado em seus respectivos setores. Também foi distribuído um bolo de pote em alusão aos 84 anos da empresa.

Aspecir Previdência há 84 anos vivendo a história e pensando o futuro. Sempre à frente, sempre forte.

Previdência complementar aberta apresenta crescimento em 2021 452

Carlos de Paula é diretor executivo da Fenaprevi / Divulgação

Alta nesses planos segue puxada pelo aumento de prêmios e contribuições no acumulado do ano, em relação ao mesmo período do ano anterior

Levantamento mensal da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi) revelou que, de janeiro a maio de 2021, o segmento de previdência privada aberta teve 91,7% de crescimento em captação líquida (considera receitas menos os resgates do período), e totalizou R$ 11,9 bilhões. Em maio houve alta de 83,7%, uma cifra equivalente a R$ 3 bilhões no mês. Os percentuais referem-se à comparação dos mesmos períodos com os dados de 2020.

A evolução resulta do crescimento de prêmios e contribuições cujo total foi de cerca de R$ 53 bilhões, no acumulado, e de R$ 11,6 bilhões apenas em maio (aumento de 28,6% e de 66,3%, respectivamente). Os resgates alcançaram R$ 41 bilhões e tiveram 17,4% de aumento nos primeiros cinco meses. No mês de maio o saldo foi de R$ 8,6 bilhões, incremento de 61%.

Ainda conforme os indicadores da Fenaprevi, as provisões técnicas do segmento (valores registrados contabilmente pelas seguradoras e entidades abertas de previdência complementar) somaram R$ 1,03 trilhão em 2021.

“Os números são um bom indicativo para a indústria, pois representam uma retomada gradativa do setor que tem se demonstrado resiliente diante do momento mais desafiador das últimas décadas”, destacou o diretor executivo da Fenaprevi, Carlos de Paula.

De Paula explica que “fatores como o histórico investimento na inovação tecnológica e a prontidão da indústria em atender às necessidades imediatas dos participantes têm sido pontos determinantes no sentido de ratificar a importância do setor para a sociedade”.

Visão por produtos

Na análise da Fenaprevi estão computados os planos das famílias Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL), Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) e os tradicionais de acumulação.

Nos cinco primeiros meses de 2021, em termos de prêmios e contribuições, os VGBL representaram 91,9% dos planos contratados, vindo depois o PGBL, com 7,2%, e 0,9% dos demais planos. A modalidade de contratação predominante é a individual (87,7%), seguida pela coletiva (10,9%) e pelos planos para menores (1,5%).

Do ponto de vista geográfico, segundo informações da Fenaprevi com dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep), os prêmios e contribuições acumulados estão distribuídos em 61% na região Sudeste, 17% na Sul e 11% na Nordeste. Por fim, o Centro-oeste responde por 8% de representação e o Norte do país por 3%.

Resolução do CNSP determina características gerais dos microsseguros 422

Resolução do CNSP determina características gerais dos microsseguros

Medida passa a vigorar a partir de 02 de agosto

Em 02 de julho de 2021, o Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) publicou a Resolução CNSP nº 409/2021, que estabelece novos princípios e características para a operação dos seguros classificados como microsseguros. A medida revoga a Resolução CNSP nº 244/2011.

São classificados como microsseguros os seguros desenvolvidos e estruturados para a população de baixa renda, os microempreendedores individuais e, como novidade trazida pela nova norma, as microempresas e/ou as empresas de pequeno porte.

A Resolução nº 409/2021 prevê uma relação de princípios e valores básicos que regerão estes produtos, quais sejam:

  • Inclusão: os produtos devem promover a inclusão do público-alvo (população de baixa renda, microempreendedores individuais, microempresas e empresas de pequeno porte);
  • Simplicidade: o contrato e os procedimentos relacionados ao microsseguro devem ser de fácil compreensão para os segurados;
  • Foco no cliente: as coberturas devem atender as reais necessidades do público-alvo;
  • Acessibilidade: a distribuição, as informações e os custos do produto devem ser apropriados e compatíveis com o público-alvo;
  • Transparência: as informações relacionadas ao produto devem ser prestadas de forma clara, objetiva, tempestiva e apropriada;
  • Proporcionalidade: os controles das supervisionadas devem ser tratados com consideração aos riscos cobertos e a importância segurada dos contratos;
  • Sustentabilidade: os produtos devem ser desenvolvidos com o objetivo de proporcionar desenvolvimento social sustentável;
  • Educação financeira: as sociedades seguradoras devem empenhar-se em promover a capacitação dos seus empregados e a educação financeira dos clientes, de modo a possibilitar o pleno entendimento dos microsseguros ofertados; e
  • Inovação: as sociedades seguradoras devem considerar, no desenvolvimento e distribuição dos produtos, a adoção de novos processos, tecnologias, metodologias e procedimentos para atender as necessidades dos consumidores.

A nova Resolução prevê, ainda, que os planos de microsseguros poderão abranger, isoladamente ou em conjunto, tanto coberturas de danos, como de pessoas, desde que sejam estruturados no regime financeiro de repartição; apresentem clausulado de fácil entendimento; identifiquem claramente os riscos cobertos e excluídos, bem como as obrigações das partes; evitem a adoção excessiva de exclusões de cobertura; e prevejam prazos tempestivos para regulação e liquidação de sinistros, observadas as necessidades do público-alvo.

Por fim, o art. 6º da Resolução dispõe que a Superintendência de Seguros Privados (Susep) poderá editar regulamentação e adotar as medidas que julgar necessárias para a execução do disposto na norma. A despeito disso, notamos que o teor da norma publicada se coaduna com a postura mais principiológica que tem sido adotada pelo CNSP e pela Susep, o que permite que as seguradoras possuam mais liberdade na estruturação de seus produtos.

A Resolução nº 409/2021 entrará em vigor em 02 de agosto de 2021.