Guilherme Bini: A sua casa está segura? 1427

Guilherme Bini é presidente do SindSeg RS. Filipe Tedesco/JRS

Confira artigo do presidente do Sindicato das Seguradoras do RS

Gostaria de começar meu texto perguntando se você, pai/mãe, sabe que sites seu filho acessa, que arquivos ele baixa e com quem conversa na internet? Provavelmente a resposta para algumas dessas questões seja não. Por mais que especialistas façam o alerta de que é preciso manter vigilância constante e acompanhar o rastro digital de crianças e adolescentes, muitas vezes acabamos fazendo tantas coisas que esquecemos disso e confiamos na educação que demos para eles.

Porém, no último ano, a situação mudou. A pandemia mudou radicalmente a maneira como eles se relacionam e, mais ainda, assistem à aula. Se antes meio turno era passado na escola, agora este turno é em frente ao computador. Aulas, atividades extracurriculares, jogos online, redes sociais passaram a ser a realidade para crianças e jovens, que necessitam da tecnologia para realizar atividades que antes eram feitas longe de telas. E os pais, que também precisaram transformar sua casa em local de trabalho, não dão conta de acompanhar de perto tudo. O perigo, que antes estava em cada esquina, agora está dentro de casa.

Em 2020, o Brasil sofreu seu maior ataque hacker da história. No último ano, foram mais de 3,4 bilhões de ataques cibernéticos, o que deixa o país nas primeiras posições em perdas por este tipo de ação. Assistentes eletrônicas com acesso a uma infinidade de informações e dados que não fazemos nem ideia tem se popularizado nos últimos anos e nos deixado ainda mais vulneráveis.

Se nós, adultos, muitas vezes caímos em golpes manjados, acessamos sites duvidosos e temos nossos dados roubados, como podemos esperar que as crianças e jovens se comportem de maneira exemplar neste mundo novo que se abre diante deles pelo computador? Mesmo que já tenham nascido num mundo digital, muitos não faziam tanto uso desses equipamentos até o ano passado. É preciso, portanto, conversar, orientar, vigiar e, mais do que tudo, se proteger para evitar que pequenos descuidos se tornem grandes problemas. É preciso fazer de nossos lares locais seguros, para que todos possam explorar os benefícios do uso da tecnologia.

Cobertura ‘Escritório em Casa de Funcionário’ da HDI Seguros apresenta crescimento de 24% em 2020 324

Cobertura 'Escritório em Casa de Funcionário' da HDI Seguros apresenta crescimento de 24% em 2020 / Divulgação

Aumento das vendas da cobertura reflete investimento e preocupação das empresas que adotaram e permanecem com colabores em home office

A tendência de trabalho remoto continua firme em 2021. Mesmo no modelo híbrido – no qual o colaborador pode dar expediente em casa e no escritório, em dias alternados –, o desenvolvimento de ferramentas, produtos e serviços para um home office melhor segue em alta. A HDI Seguros, por exemplo, desenvolveu, em 2020, para o seguro empresarial, a cobertura Escritório em Casa de Funcionário – dedicada a proteger equipamentos cedidos pelas empresas aos colaboradores que trabalham em casa – que, em levantamento realizado pela companhia, cresceu 24% somente no ano passado.

O aumento da procura de soluções como essa acompanha a mudança no comportamento não só do mercado de trabalho, mas também do setor de eletrônicos. Segundo pesquisa da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), ao longo de 2020 foram vendidos no Brasil 4,9 milhões de notebooks, um aumento de 18% em relação ao ano anterior. O valor investido em equipamentos para o home office também ficou mais expressivo. A mesma pesquisa aponta que, em 2019, 31% do total de notebooks e desktops comercializados no país custava mais de R$ 3 mil. Em 2020, a venda de equipamentos dessa faixa de preço cresceu para 48% do total.

“Os números e novos hábitos de empresários e colaboradores apontam para um novo cenário para o qual já estamos preparados. Como seguradora, pensamos na cobertura Escritório em Casa de Funcionário como um produto que tem o objetivo de garantir o bom andamento do trabalho, assegurando a proteção de equipamentos”, diz Jefferson Silvestrin, superintendente técnico de massificados da HDI.

A ‘Escritório em Casa de Funcionário’ cobre, no endereço dos colaboradores em home office, danos ocorridos nos seguintes equipamentos: computadores, laptops, tablets, impressoras, roteadores, modems e mobílias de escritório. Entre as ocorrências cobertas, estão incêndio, queda de raio, explosão acidental, queda de aeronave, danos elétricos decorrentes de qualquer fenômeno de natureza elétrica, queda e quebra súbita e imprevista, roubo e furto, e vendaval, granizo, furacão, ciclone e tornado.

Como escolher os cuidados para seu gato ou cachorro de estimação 575

Como escolher os cuidados para seu gato ou cachorro de estimação

Confira artigo de Ale Boiani, CEO, fundadora e Sócia do 360iGroup

Ale Boiani é CEO, fundadora e Sócia do 360iGroup / Divulgação
Ale Boiani é CEO, fundadora e Sócia do 360iGroup / Divulgação

Para muitas pessoas os animais de estimação, como gatos e cachorros, são considerados parte da família. E assim como protegemos nossos familiares, devemos pensar na proteção dos nossos filhos de quatro patas. Da mesma forma que pessoas estão sujeitas a acidentes e doenças e podem precisar de um atendimento médico, os pets também precisam de cuidados com a saúde e estar protegido no caso de imprevistos ou problemas repentinos.

Porém, a ida ao veterinário para consultas, tratamentos e remédios, principalmente em casos emergenciais, pode custar caro. E o que fazer para não ser pego de surpresa nessa situação e tomar um grande prejuízo financeiro?

Uma opção recomendada é utilizar uma rede credenciada de saúde pet, com apenas a carteirinha do plano do pet. Dessa forma, qualquer pessoa que esteja com o seu bicho de estimação naquele momento pode levá-lo ao veterinário sem precisar ter uma despesa não planejada.

Essa rede credenciada funciona como planos de saúde para humanos. Além do pagamento dos custos, ela também garante atendimento telefônico com veterinários que podem tranquilizá-lo e orientá-lo. Isso é um diferencial muito grande no caso de emergência em que não sabemos como proceder. Também é possível a consulta domiciliar para gatos e cachorros que não podem ser transportados. Cobertura de vacinas e castração também fazem parte dos serviços que um plano pet pode oferecer.

É muito importante que nós que amamos nossos pets avaliemos o custo benefício das coberturas, e não apenas o custo final. Pode ser que algum plano te ofereça algo que realmente faça diferença para você e para a saúde de seu gato ou cachorro.

Outra importante dica neste processo, é checar se o Seguro Saúde Pet é atrelado a uma seguradora regulamentada pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), órgão responsável pelo controle e fiscalização do mercado de seguros, e se segue uma série de normas e critérios. Quando for escolher seu seguro, procure saber quem é a seguradora responsável e a solidez da empresa.

Também existem os Planos de Saúde Pet que não são comercializados por seguradoras e por isso não têm regulamentação da Susep. Estes produtos merecem mais cuidado na hora de pesquisar sobre a empresa responsável.

Avalie se a rede credenciada atende às suas expectativas e se o produto tem opção de reembolso. Mesmo quando você está acostumado a utilizar a rede, a opção de reembolso é importante para quando você viaja. Se você tem o hábito de levar seu pet sempre com você, é importante que ele tenha cobertura em qualquer lugar que vocês estejam.

Tudo isso serve para que a saúde do seu pet seja protegida da melhor forma. Afinal, sabemos que sua vida e sua saúde valem muito!

Ever Given: encalhe é só a ponta do iceberg da crise em Supply Chain 457

Ever Given: encalhe é só a ponta do iceberg da crise em Supply Chain

Confira artigo de Rodrigo Scolaro, economista da Costdrivers

Poderia ser até uma cena saída de um filme hollywoodiano: um navio gigantesco, com capacidade para transportar mais de 20 mil TEUs (um TEU é equivalente à unidade de medida de um contêiner de 20 pés), preso em um dos pontos de estrangulamento de transporte marítimo mais movimentados do mundo. Esse foi o enredo de uma história sem precedentes no mundo – que parou o canal de Suez há poucos dias – e que teve como protagonista a embarcação Ever Given, um dos maiores porta-contêineres do mundo.

Entretanto, essa é só a última peça em um complexo emaranhado de problemas que têm afetado a cadeia global de fornecimento desde o começo da pandemia do coronavírus. Falta de contêineres, de mão de obra, e a pressão do setor aéreo, com aviões comerciais desocupados já sendo usados para transporte de insumos para vacinação – elevam o embate dos custos e a necessidade de eficiência.

O cálculo do prejuízo causado pelo encalhe do Ever Given talvez nunca possa ser feito em sua totalidade, mas o impacto não foi pequeno, se considerarmos que ao menos US$ 3 bilhões de mercadorias por dia passam pelo canal. Mais do que isso, o acontecimento também vai, nos próximos meses, reverberar em mudanças graduais, mas que podem desenhar novas rotas. Na China, por exemplo, serviços de transporte por trem tiveram um pico na Rota da Seda após o incidente do Canal de Suez – com a capacidade de transporte completamente lotada até o final de maio.

Crise nas cadeias globais

O problema nas cadeias globais de Supply Chain vai além e, claro, esbarra no impacto causado pelo Covid-19. A pandemia trouxe caos ao setor de transporte marítimo e, recentemente, houve um substancial aumento de preços – sobretudo no transporte de contêineres. A alta ocorre sobretudo pelo tempo que os barcos têm ficado presos nos portos ao redor do mundo, em função do custo e da falta de mão de obra para carga e descarga. O atraso nos portos, claro, impacta o transporte e armazenagem terrestres, sendo repassado para produtos e commodities.

Outro ponto para a crise no transporte marítimo foi a falta de contêineres – que começou, claro, com a pandemia. A falta de mão de obra disponível nos portos e a diminuição do número de navios em funcionamento foram coadjuvantes neste cenário – agravado no final do ano por uma mudança no comportamento do consumidor – levando a um aumento no influxo de bens exportados da Ásia para os Estados Unidos.

Com isso, centenas de contêineres ficaram presos em solo norte-americano, por conta das restrições de mão de obra. Hoje, ainda, de cada 10 contêineres parados nos EUA, apenas quatro retornaram para a Ásia.

Cenário brasileiro

No Brasil, o terceiro trimestre de 2020 registrou um aumento na movimentação portuária de 2,1%, quando comparado ao mesmo período de 2019.

Apesar da alta, o aumento nos preços, atrasos e mudanças no itinerário de diversos navios atrapalha a logística dos portos e exportadores – que já operam em uma característica diferenciada devido à natureza comercial do Brasil – que compra muitos produtos manufaturados e exporta commodities. Estas últimas utilizam geralmente o transporte a granel e não contêineres – e as empresas que param no país para descarregar manufaturados preferem voltar com seus contêineres vazios, ao invés de “meio cheios”, visando um lucro maior no carregamento de produtos manufaturados para outras regiões.

Esses fatores atrapalham a exportação de diversos setores, como o de carne, e também a produção de manufaturados em solo nacional que dependem de produtos importados, como os setores têxtil e automobilístico.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou recentemente um relatório em que aponta uma diminuição no número de operadores marítimos no país nos últimos anos, contribuindo para um cenário de pressão dos preços devido a menor concorrência. Há também a discussão sobre o projeto BR do Mar, que deve ser votado no final de abril, e visa permitir a utilização de navios estrangeiros para cabotagem em rotas nacionais e, assim, diminuir os custos com transporte no país com mais concorrência e menor necessidade de uso de caminhões para grandes viagens entre regiões costeiras. Embora pareça uma alternativa atrativa, há críticas ao projeto.

Pelo mundo, diversas empresas de transporte estão aproveitando o momento para aumentar seus lucros, tendo em vista que esse comportamento pode durar até o final do ano. Há fatores que podem alterar essa previsão, como o ritmo de vacinação e de retomadas econômicas pelo globo, aumento da capacidade de produção de novos contêineres e novas saídas logísticas para o escoamento da produção global. Só nos resta esperar que outro encalhe de proporções globais não nos tire ainda mais da rota da normalidade.

Diagnóstico correto favorece resultado das cirurgias de câncer de pele 447

Diagnóstico correto favorece resultado das cirurgias de câncer de pele

São 200 mil novos casos por ano, de acordo com o INCA

“Tumor de pele não é algo banal”. O alerta é do cirurgião de pele do Grupo Oncoclínicas em Porto Alegre (RS), Dr. Ronaldo Oliveira, ao afirmar que o diagnóstico adequado é imprescindível para que o tratamento tenha êxito. Por isso, segundo o especialista, deve-se levar em consideração diversos aspectos da saúde do paciente e não apenas o lado estético. A Sociedade Brasileira de Dermatologia relata que o câncer da pele já responde por 33% de todos os diagnósticos desta doença no Brasil e o Instituto Nacional do Câncer (INCA) registra, a cada ano, cerca de 200 mil novos casos.

O cirurgião ressalta que o diagnóstico correto terá papel importante quando o paciente precisar ser submetido a uma cirurgia. “É preciso estar alerta sobre como abordar os diferentes tipos de tumor de acordo com a suas particularidades e localização”, destaca.

Dr. Ronaldo Oliveira exemplifica que no caso de tumores da face, a preocupação do paciente deve ser mais com o tratamento adequado do que com a estética, pois é uma região na qual a presença de nervos, músculos e ossos, estão muito próximos da pele, propiciando facilidade do tumor de invadir tais tecidos.

O câncer de pele do tipo não melanoma é a variação mais comum da doença. Embora com baixa letalidade, apresenta alta incidência. Sua origem está no crescimento descontrolado das células que compõem a pele. Os mais comuns são os carcinomas basocelulares e os espinocelulares, responsáveis pela maioria dos novos casos da doença. O melanoma é um dos tipos mais agressivos e letais de câncer da pele, podendo causar metástases, ou seja, atingir outros órgãos. Anualmente, são registrados cerca de 8,4 mil casos de melanoma no Brasil.

Ele informa que as técnicas cirúrgicas variam desde métodos convencionais mais simples, até procedimentos mais elaborados, como no caso das cirurgias micrográficas com avaliação anatomopatológica total das margens cirúrgicas. A definição do procedimento dependerá do tipo do tumor, tamanho e localização. A maioria dos procedimentos pode ser realizada em consultórios médicos ou clínicas especializadas, sem necessidade de internação. Já para tumores com alto risco de disseminação, a cirurgia pode ocorrer seguida de tratamentos como radioterapia, quimioterapia, imunoterapia, entre outros.

Fica a dica: quanto mais precoce for o diagnóstico e mais especializada a equipe médica responsável pelos tratamentos, maiores são as chances de cura.

B3: Registro Digital de Apólice garante transparência, eficiência e segurança às seguradoras 3700

Apostando cada vez mais no mercado de seguros, o Registro Digital de Apólice é uma contribuição altamente inovadora da B3 ao setor. A facilidade conquistou destaque mesmo antes de iniciar o prazo do registro obrigatório de operações de seguros, que começou a valer em novembro de 2020 para os ramos de seguro garantia (setores público e privado), quando ainda era facultativa às seguradoras.

Icaro Demarchi Araujo Leite é superintendente de Produtos de Seguros da B3. Crédito da foto: André Ananias Gregorini

No momento em que uma companhia passa a registrar as apólices com a B3, a empresa atende a todos os requisitos máximos de transparência, eficiência e segurança no registro de operações de seguros. “Entendemos que os dados registrados pelas companhias são de suma importância, razão pela qual adotamos e praticamos os mais altos padrões de segurança da informação e de governança de dados, em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (e anteriormente já em compliance com a GDPR), oferecendo o ambiente adequado para o tratamento de dados para atendimento das demandas deste mercado”, destaca o Superintendente de Produtos de Seguros da B3, Icaro Demarchi Araujo Leite.

O prazo para a completa implementação do SRO (Sistema de Registro de Operações) vale até o dia 20 de março de 2023. Atualmente, a B3 é a registradora de importantes players como BMG, Pottencial, Newe, Junto e Sompo, entre outros, que já somam mais de 60% do mercado de seguro garantia.

“A antecipação da integração e início do registro das operações, além de preparar as companhias para o atendimento da demanda regulatória, possibilitará a utilização e construção de soluções de valor para as companhias aproveitando as sinergias com os demais mercados em que a empresa opera”, explica o Superintendente.

Graças à expertise da B3 no mercado financeiro e de capitais, o registro das operações de seguro permitiu o estreitamento das relações com as seguradoras, fomentando inúmeras oportunidades. “A B3 está empenhada em tornar o processo de registro de operações o menos complexo possível, atendendo entidades de todos os portes e independentemente de sua capacidade tecnológica atual. Temos a percepção de que com o início da obrigatoriedade em novembro de 2020, as companhias estão se mobilizando para estarem adequadas antes da obrigatoriedade de registro dos demais ramos de seguro, previdência, capitalização e resseguro”, comenta.

Por isso, caso alguma empresa deseje buscar o auxílio da B3 para registrar digitalmente suas apólices, o momento é perfeito. “As seguradoras que já registram e as interessadas em iniciar essa digitalização contam com o suporte de um time de profissionais capacitados e conhecedores do mercado segurador. São profissionais que se colocam perto das empresas e estão obstinados em satisfazer os clientes. O ambiente de diálogo criado com o mercado segurador, Susep e registradoras a partir do registro eletrônico é altamente promissor para o desenvolvimento do mercado e, consequentemente, para os consumidores”, afirma. “A B3, parte desse processo, almeja ser uma infraestrutura de mercado segurador, com um portfólio de produtos e serviços voltados ao desenvolvimento e aprimoramento do setor”, conclui.

B3 no JRS