PageGroup e It’sSeg apontam as novidades na forma como colaboradores e empresas encaram os benefícios 779

PageGroup e It’sSeg apontam as novidades na forma como colaboradores e empresas encaram os benefícios

Saiba quais são as três principais mudanças (e tendências) nessa relação

Utilizar moedas virtuais, ter auxílio-internet ou até mesmo um plano de saúde “repaginado”. Estas têm sido as principais tendências e mudanças verificadas na relação dos funcionários e seus benefícios durante a pandemia. Essas mudanças fazem parte de um estudo sobre benefícios realizado em conjunto pelo PageGroup, consultoria líder mundial em recrutamento executivo especializado, e pela It’sSeg, uma das maiores corretoras de seguros do país especializada em gestão de benefícios. De acordo com a análise dos especialistas, funcionários de empresas de diferentes setores estão percebendo que, num momento de isolamento social e de mudanças drásticas de comportamento, o ideal é compor uma cesta de benefícios mais adequada ao seu momento profissional e pessoal.

“Enquanto a pandemia interrompia rotinas e mudava hábitos antigos, era preciso fazer a gestão de equipes e não perder produtividade. Antes do coronavírus, muitos contavam com processos manuais e pouca solução virtual na gestão de benefícios que, imediatamente, deixaram de ter a mesma eficiência com o início do home office. Mais do que nunca, gerir bem o que já existia em benefícios dentro das organizações era fundamental, mas buscar alternativas para as novas circunstâncias de trabalho, gerando real valor na vida dos colaboradores, tornou-se tão importante quanto. Hoje os colaboradores querem ter mais liberdade de escolha na seleção de seus benefícios, que sejam mais flexíveis. As empresas precisam estar atentas a essa nova onda”, explica Thomaz Menezes, presidente da It’sSeg.

Para Gil van Delft, presidente do PageGroup no Brasil, essa virada de chave na oferta do pacote de benefícios indica uma importante forma de atrair e reter talentos. “As companhias estão em permanente busca de soluções de atração e retenção de seus talentos. Uma delas, e que vem ganhando força na pandemia, é como o funcionário pode ter a liberdade de administrar seu pacote, seja por meio de moedas virtuais para selecionar quais benefícios são mais adequados ou até mesmo selecionar aqueles mais vantajosos. Essa mudança de comportamento do colaborador vai ajudar as empresas a pensarem em novos pacotes de ofertas daqui para frente”, conta.

Confira abaixo as principais tendências em benefícios:

1 – Surgimento dos novos benefícios

Auxílio a despesas diárias, como conta de luz, internet e telefone, foi um dos benefícios que surgiu em função da pandemia, provocado especialmente pela atuação dos funcionários no modelo remoto. Ajuda com mobiliário também é outro exemplo de benefício surgido durante o isolamento social.

2 – Atenção especial ao plano de saúde

O plano de saúde sempre foi relevante para os colaboradores, mas passou a ter uma percepção mais relevante na pandemia. Com as restrições de mobilidade, o número de atendimentos presenciais em consultas, exames e terapia caiu, mas foram rapidamente substituídos por modelos à distância, com a utilização da telemedicina e telepsicologia. Os funcionários deram atenção especial a esse tipo de benefício na pandemia, buscando cada vez mais por um plano que atendesse suas necessidades nesse período de crise sanitária.

3 – Flexibilidade de benefícios

Uma das principais tendências em benefícios é o funcionário ter a liberdade de escolher quais serão os benefícios mais aderentes a sua necessidade. Muitas empresas têm oferecido uma espécie de moeda virtual. Com ela, o colaborador recebe um pacote de créditos e pode decidir quanto vai investir em cada benefício. É ele quem decide o formato e cobertura de seu seguro-saúde, quanto quer investir em outras modalidades, como cursos, alimentação, compras em e-commerce e até pagamento de boletos.

Capemisa, KSA, C Josias & Ferrer e Grupo MBM são Patrocinadores Bronze do Troféu JRS 2021 391

Capemisa, KSA, C Josias & Ferrer e Grupo MBM são Patrocinadores Bronze do Troféu JRS 2021

19ª edição da cerimônia de reconhecimento acontece nesta sexta-feira (29), a partir das 20h

A realização do 19º Troféu JRS está cada vez mais próxima. Para isso, empresas com relevantes operações no mercado segurador emprestam suas marcas para a concretização de mais uma edição do tradicional evento de reconhecimento aos Destaques do Mercado Brasileiro de Seguros. Por isso, Capemisa Seguradora, KSA Corretora de Seguros, C. Josias & Ferrer – Advogados Associados e Grupo MBM integram o Time Campeão de Patrocinadores Bronze do Troféu JRS 2021.

Este ano o Troféu acontecerá na sexta-feira, 29 de outubro de 2021, a partir das 20h. Em formato híbrido, com a presença física dos reconhecidos e mais 1 mil pessoas em plateia virtual, todos os detalhes poderão ser conferidos através do Canal do JRS no YouTube. A limitação do público acontece pelas medidas ainda vigentes para controle da pandemia de coronavírus. Todos os cuidados, como a exigência da apresentação do passaporte vacinal, foram tomados para quem participar da parte presencial.

Saiba mais sobre o Time Campeão de Patrocinadores Bronze

  • Com mais de 60 anos dedicados ao mercado de Seguros, Previdência e Capitalização, a Capemisa Seguradora é especialista em vida, com soluções flexíveis e sob medida. Os planos são adequados ao perfil de cada cliente e os preços são acessíveis.
  • A KSA Corretora de Seguros une há quase 15 anos profissionais experientes e que atuam com o intuito de proporcionar orientação especial aos clientes para contratação e renovação de apólices de seguros.
  • Fundado em 1983 pelo Advogado Carlos Josias Menna de Oliveira, o escritório C. Josias & Ferrer desenvolveu ao longo das quase quatro décadas de atuação uma imagem de solidez e respeito no mercado, com atuação em diversas áreas do Direito e especialidade em Direito Securitário.
  • Ao longo dos 70 anos de atuação, o Grupo MBM alcançou destaque e reconhecimento junto ao mercado segurador por adotar uma concepção moderna de gestão, tendo como foco o seguro de vida individual e em grupo. A companhia atua em todo o território nacional e está presente em 11 Estados do Brasil.

“No ano passado, mesmo com os desafios de restrições por conta da pandemia, o evento foi realizado no formato Drive-In – no estacionamento do Aeroporto Internacional de Porto Alegre. Agora, com o avanço da vacinação, o encontro acontecerá em formato híbrido e com mais de 1 mil pessoas na plateia virtual – que poderão interagir durante a entrega dos Troféus e desfrutarão de mimos em kits especiais enviados pelos patrocinadores”, explica Júlia Senna Carvalho, CEO do Grupo JRS.

Patrocinadores Diamante: Icatu, Rio Grande Seguros e Previdência, Bradesco Seguros, Omint Seguros, MAPFRE, HDI Seguros, MAG Seguros, SulAmérica, Gente Seguradora, Grupo Life Brasil, Grupo Caburé, Anjo App, Agrifoglio Vianna – Advogados Associados, Fracel Corretora de Seguros, TopMed e DOC24. Patrocinadores Prata: Grupo Aspecir, Aspecir Previdência e União Seguradora. Patrocinadores Bronze: Capemisa Seguradora, Porto Seguro, Sancor Seguros, GBOEX, KSA Corretora de Seguros, MBM Seguro de Pessoas, Expermed Perícias Médicas e C. Josias & Ferrer – Advogados Associados.

Saiba mais sobre o evento no hotsite especial.

SulAmérica é patrocinadora do maior evento de tecnologia e dados para impacto social no Brasil 431

Tomás Carmona é superintendente de Sustentabilidade da SulAmérica / Divulgação

Festival Social Good terá mais de 50 palestrantes nacionais e internacionais em evento 100% online e gratuito

Estudos e pesquisas apontam o exponencial aumento do volume de dados no Brasil e no mundo. E saber entende-los tem se tornado uma demanda urgente para os negócios e a sociedade. É por essa razão que o Festival Social Good Brasil (SGB), um evento digital e gratuito patrocinado pela SulAmérica, pretende debater a importância das pessoas, organizações e governos estarem cada vez mais fluentes em dados, a favor de impactos e transformações sociais positivas.

Entre os dias 26 e 30 de outubro, o maior festival de dados para impacto social do país chega à sua 10ª edição. O evento, que já alcançou mais de 12 mil pessoas, neste ano já confirmou a participação de mais de 50 palestrantes nacionais e internacionais em debates sobre a relação das pessoas, o futuro e o poder dos dados.

Ao todo serão cinco dias de programação com mais de 20 horas de conteúdo e diversas atrações culturais. Na edição 2021, a SulAmérica participará em três momentos dos debate e discussões.

Na quarta-feira (27), às 18h10min, Washington Vital, head de Data Analytics e Transformação Digital da SulAmérica, participa do painel “Porque toda empresa deveria ser uma empresa de saúde?”. O executivo da seguradora irá abordar o conceito prioritário de Saúde Integral sob a ótica do futuro do trabalho e a jornada para se tornar cada vez mais data-driven.

“A SulAmérica, ao longo dos seus 125 anos, sempre apostou na inovação. Vamos nos unir ao SGB para debater questões sobre tendências em usos de dados e novas tecnologias para impacto socioambiental positivo, futuro do trabalho e a importância de toda empresa ter como foco a Saúde Integral, promovendo o equilíbrio entres saúdes física, emocional e financeira”, destaca Washington.

Já na sexta-feira (29), às 14h, o superintendente de Sustentabilidade, Tomás Carmona e a gerente de Transformação Digital da SulAmérica, Camilla Azeredo, que juntos vão explorar o processo de transformação digital da companhia e seus impactos na sociedade, apresentando o workshop “Como mobilizar sua empresa para investir em práticas ESG”, uma jornada que começou há mais de 10 anos na SulAmérica.

“Iniciamos a integração da sustentabilidade à estratégia há mais de uma década, orientada por compromissos como os Princípios para o Investimento Responsável (PRI), os Princípios para Sustentabilidade em Seguros (PSI) e o Pacto Global da ONU. Hoje, aplicamos as melhores práticas ESG em nossa jornada digital, no desenvolvimento de produtos e serviços, afim de gerar impacto positivo para todo o ecossistema. No workshop, vamos apresentar mecanismos para engajar e mobilizar as empresas em uso de dados para benefícios ESG”, afirma Tomás Carmona.

Por fim, no quinto e último dia (30), será a vez da superintendente de Desenvolvimento Organizacional da SulAmérica, Flávia Neves, apresentar o painel “Espaço de carreira: criando o trabalho do futuro, de olho no presente”, às 10h. O bate-papo terá como foco a Jornada do Colaborador na companhia, com destaque para o case “Modelo Futuro de Trabalho”, que prevê até 70% de remotização no pós-pandemia.

Participações de peso

O SGB terá a participação de palestrantes internacionais como Andrew Means, Diretor Senior da Salesforce Global e fundador da maior rede de profissionais de dados no setor social, a Data Analysts for Social Good, Beth Kanter, facilitadora reconhecida internacionalmente em transformação digital e bem-estar no local de trabalho para organizações sem fins lucrativos, e Simon Mainwaring, fundador e CEO da consultoria estratégica We First e autor de We First: How Brands and Consumers Use Social Media to Build a Better World.

Também participam dos debates grandes nomes do mercado nacional, como Daniela Arrais, jornalista e sócia-fundadora da Contente, Alan Soares, fundador do Movimento Black Money, Liliane Tie, Community Builder e iniciadora da Women in Blockchain Brasil, Fernanda Campagnucci, diretora-executiva da Open Knowledge Brasil, e Rodrigo Borges, cofundador da Escola do Vazio e Clube do Diálogo.

O Festival Social Good Brasil é gratuito e online e as inscrições estão abertas neste endereço.

Seguro protege obras de arte em caso de perda ou dano 405

Seguro protege obras de arte em caso de perda ou dano / Foto: Robert Keane / Unsplash Images

Trata-se de uma forma de diminuir o prejuízo financeiro

Em março deste ano um incêndio atingiu um galpão em São Paulo que era usado para armazenar obras de diversas galerias da cidade. Após o incidente, foi confirmado que diversos trabalhos da Galeria Nara Roesler, uma das mais importantes do país e referência no exterior, foram perdidos. Acidentes desse tipo podem acontecer em diversos locais, como no Museu Nacional, no Rio de Janeiro, em 2018, ou na residência de grandes colecionadores, como ocorreu, em 2012, no apartamento de Jean Boghici, em Copacabana (RJ), que destruiu parte do seu acervo incluindo Samba (1925), de Di Cavalcanti, e Floresta Tropical (1938), de Alberto da Veiga Guignard.

A perda ou dano são imensuráveis para os apaixonados por arte, mas contratar um seguro para as obras é uma forma de diminuir o prejuízo financeiro. O produto foi desenvolvido para proteger veículos de coleção e peças em exposições públicas e privadas, em locais, como: museus, instituições culturais, universidades, coleções corporativas, galerias comerciais ou em posse de restauradores ou curadores.

O cliente pode definir as proteções de acordo com as suas necessidades. Assim como todo seguro patrimonial, o produto oferece coberturas básicas que cobrem os riscos como roubo, queda, deterioração, danos causados durante o transporte e outros, com ou sem cobertura “prego a prego”, que envolve todas as etapas do transporte da obra até o retorno ao local de origem. “O valor da apólice varia de acordo com o ‘valor em risco’ da obra ou coleção segurada”, aponta Luiz Carlos Gama Pinto, Diretor Executivo da Corretora de Seguros Bancorbrás.

Luiz Carlos comenta que o seguro também cobre danos elétricos e o transporte das obras e que o segurado pode contratar coberturas adicionais e estender a proteção dos bens. “Caso a exposição ocorra ao ar livre, por exemplo, o cliente pode incluir esse ‘risco’ na apólice, pois é difícil prever se o tempo irá mudar repentinamente e danificar o acervo”, finaliza.

Para mais informações sobre o produto basta ligar para 0800 7070 020 ou acessar este endereço.

Número de cesarianas cai na saúde suplementar 389

Número de cesarianas cai na saúde suplementar / Foto: Mart Production / Pexels

Análise do IESS mostra redução do procedimento no intervalo entre 2015 e 2020

Em 2020, do total de partos realizados na saúde suplementar, 82,7% foram por cesarianas. A taxa representa retração de 0,5 ponto percentuais (p.p.) em relação ao índice de 2019 e queda de 1,9 p.p. em comparação a 2015. Os dados são da “Análise da Assistência à Saúde da Mulher na Saúde Suplementar Brasileira entre 2015 e 2020“, do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS).

A avaliação do IESS mostra uma tendência lenta de queda do percentual de cesarianas no período analisado. Entre 2015 e 2020, a realização desse tipo de procedimento caiu de 481.571 para 400.243 (-16,9%). Em relação aos partos normais, entre 2019 e 2020, observa-se um crescimento gradual na quantidade com alta de 82.681 para 83.767 (+1,3%). Entretanto, no período entre 2015 e 2020, houve redução de 4,3%.

Para José Cechin, superintendente executivo do IESS, “os dados da Análise da Assistência à Saúde da Mulher na Saúde Suplementar Brasileira são informações que podem auxiliar na formulação de políticas assistenciais voltadas à população feminina, especialmente em nos cuidados específicos durante uma gestação”, opina. “A tendência é positiva, mas ainda muito fraca. São necessárias políticas para acelerar a redução do percentual de partos cesarianos”, completa.

No período analisado, o número de partos também caiu 14,9% na saúde suplementar. Em 2015, foram realizados 569.188 procedimentos. Já em 2020, o total diminuiu para 484.010. A mesma tendência foi apontada na pesquisa Vox Populi realizada a pedido do IESS. O parto representou 5% dos serviços utilizados pelos beneficiários de planos de saúde em 2015. Em 2021, a taxa caiu para 3%.

Café com Seguro da ANSP realiza segunda live sobre Open Insurance 298

Palestrantes abordam questões técnicas, dúvidas, desafios e benefícios do sistema para a sociedade

Na última quarta-feira (20) a Academia Nacional de Seguros e Previdência (ANSP) realizou a palestra “Open Insurance – parte II”. A live foi apresentada pelo Presidente João Marcelo dos Santos, e contou com a participação do professor, Diretor e PhD de Pesquisa de Inovação pelo departamento de Risk e Data Science na “University of Oslo”, o Acadêmico Reinaldo Marques; do Diretor Técnico da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), Alexandre Leal e do advogado e Vice-Presidente do Conselho Superior da ANSP, o Acadêmico Antonio Penteado Mendonça

Em suas considerações iniciais João Marcelo ressaltou que o Open Insurance é um movimento importante que está relacionado a crescente quantidade, qualidade e portabilidade de dados pessoais e de empresas. “É um tema da ordem do dia e a Superintendência de Seguros Privados (Susep) tem feito um trabalho muito forte para avançar projeto, beneficiando-se do esforço já feito no caso do open banking brasileiro, o melhor do mundo”, disse.

Marques trouxe um panorama sobre o tema, não apenas no Brasil, mas em todos os países onde ele se insere, além das implicações técnicas e contextualizações. O open insurance se insere dentro de um contexto maior que é o do open finance. “Por meio do open finance espera-se que tenhamos mais acesso aos serviços, uso de dados alternativos, linhas de créditos, seguros customizados, conveniência para troca e avaliação de serviços e produtos e revisão de taxas e rendimentos”, explicou.

O palestrante falou também sobre uma questão de mercado que tem sido levantada em relação ao open insurance: como será o comportamento dos atores nesse novo cenário nessa nova realidade? Segundo ele, espera-se que os clientes vão na direção de marketplace de dados. Outro ponto é que o fato de os clientes poderem compartilhar dados não significa que eles farão. Sendo assim, se faz necessária uma proposta de valor clara, que mostre que isso é realmente um benefício para as pessoas.

O convidado comentou, ainda, uma pesquisa sobre a variação cultural entre os países que aderem a tecnologia. Dados revelam que países emergentes e a China são mais propensas ao compartilhamento de informações visando algum benefício. Falou sobre questões técnicas e esclareceu dúvidas sobre riscos, aumento da transparência e justiça atuarial, por meio de algoritmos. Na visão de Marques, a governança de dados, o fluxo de dados (APIs), a amplitude do compartilhamento e a robustez do sistema são os principais desafios.

“Quanto mais a gente digitaliza os processos, mas a gente amplia as possibilidades de riscos e ataques de todas as direções. Isso é inerente ao processo de digitalização”, sinalizou Alexandre Leal, criticando a velocidade com que o open insurance vem sendo implementado. No que diz respeito a proteção do consumidor, o Diretor da CNSEG reforça que é preciso garantir o cumprimento das leis de proteção de dados e a clareza das informações para que o cliente perceba que está sendo beneficiado.

“A digitalização, não só no mercado de seguros, mas também no mundo, vai trazer vários desafios. É importante que os reguladores acompanhem isso bem de perto para evitar fraudes é anomalias”, alertou o palestrante, acrescentando que seguradoras e insurtechs podem se beneficiar ampliando o portfólio de produtos e criando novos modelos de negócios, além de se especializar em nichos estratégicos. Em sua visão, os corretores têm um papel fundamental na orientação dos segurados. E para a sociedade como um todo, espera-se mais competitividade (oferta x preço) e preparação para o seguro digitais (demanda em proteção).

Para Alexandre Leal, a abertura de dados que foi potencializada pela lei de proteção de dados em diversos países é uma tendência que veio para ficar. “Nos preocupa muito essa velocidade com que se está imprimindo essa questão aqui no Brasil. O open insurance, como proposto pela Susep, não tem paralelo no mundo”, pontuou. Lá fora, até por entender a complexidade do setor de seguros, a implementação ou a introdução do open insurance, dos produtos, dentro desse ambiente mais amplo do open finance, foi para o final da fila. “Aqui no Brasil, a penetração dos seguros é baixa, mas não há nenhuma evidência de que o open insurance vai ajudar a aumentar essa penetração”, disse. O executivo observa que o corretor não aparece na resolução ou na circular da Susep, que ele não faz parte do sistema de seguros abertos. Segundo o especialista, essa questão de como engajar o corretor nesse novo ambiente não ocorreu aqui e várias outras discussões que estão ocorrendo lá fora para mitigar os riscos também não foram trazidas a pauta no Brasil.

Na opinião de Leal, um dos riscos é o fato do segurado não querer que suas informações sejam disponibilizadas nesse ambiente de open insurance. “Será que ele vai ter problema para contratar um seguro caso não autoriza o compartilhamento dos seus dados? Como o cliente que não quer suas informações circulando será entendido nesse novo mundo?”, questionou.

O executivo manifestou ainda outras preocupações, como por exemplo, a de acabar induzindo uma compra baseada simplesmente no preço dos produtos e a comoditização dos produtos de seguros. “É um desafio enorme implementar isso tudo em um cenário de grande investimento das empresas. Corremos o risco de cometer erros que já foram cometidos na implementação do open banking simplesmente porque não tivemos tempo de absorver a experiência do sistema aqui no Brasil”, alertou.

“O open insurance é uma boa intenção que eu já coloco em dúvida de saída, pois a autarquia alega que o objetivo é desenvolver o mercado. Eu nunca vi a Susep querer desenvolver o mercado. Ao contrário. É um enorme âncora contra o desenvolvimento do setor”, relatou o advogado Antonio Penteado Mendonça.

O advogado questiona por que o Brasil seria bem-sucedido com a implantação do open insurance se não existe nenhum sistema parecido em nenhum lugar do mundo. Quanto a sociedade iniciadora de serviços de seguros, criada pela autarquia, Mendonça questiona sua natureza jurídica.

Na opinião de Penteado de Mendonça, “O open banking nada mais é do que a portabilidade do juro. Ele permite que o cliente do banco leve a sua operação, o seu juro – seja de empréstimo ou de investimento – para uma situação mais favorável para ele. Isso porque, com o open banking o cidadão passa a ter a possibilidade de acessar o sistema financeiro como um todo para encontrar a situação mais conveniente para ele”. “Isso não vale para seguro, porque não existe fidelidade nesse mercado”, frisou. “No momento em que o corretor pede para seguradora fazer a cotação do risco do segurado, ele passa para a companhia todas as informações que o open banking passa numa operação de crédito. O que não é necessário no open insurance, considerando que a seguradora já tem bancos de dados robustos e com todas as informações necessárias para o funcionamento de suas operações”.