Desafios da expansão do microsseguro são debatidos em workshop da Microinsurance Network 496

O atual presidente da CNseg, Marcio Serôa de Araujo Coriolano / Foto: William Anthony/JRS

Encontro foi promovido na última quinta-feira, 14 de abril

O Presidente da Confederação Nacional das Seguradoras – CNseg, Marcio Coriolano, afirmou que os desafios ao avanço dos microsseguros no País não estão restritos à questão regulatória, mas também a barreiras na distribuição e de custos dos produtos. Sua declaração aconteceu na abertura do workshop virtual “Landscape of Microinsurance Study – Brazil” (ou, “Panorama do Estudo do Microsseguro no Brasil”), promovido pela Microinsurance Network, com apoio da CNseg, na quarta-feira, 14 de abril.

“Não adianta apontar o dedo apenas para a regulação do Governo, mas é preciso reconhecer mudanças necessárias na distribuição e nos custos de transação da oferta dos microsseguros”, disse ele, diante de uma plateia que reuniu, entre outros: a Diretora-Executiva do Microinsurance Network, Katharine Pulvermacher; a Gerente de Relações Institucionais e Sustentabilidade da Bradesco Seguros, Ivani Benazzi (mediadora); o Diretor de Supervisão da Susep, Rafael Scherre; a Coordenadora-Geral de Regulação de Seguros Massificados, Pessoas e Previdência da Susep, Mariana Arozo; o Presidente da AM Best Rating, Matthew Masher; a Vice-Presidente da AM Best Rating, Andrea Keenan; e o Diretor Sênior da América Latina da AM Best Rating, Carlos de la Torre.

Para Marcio Coriolano, a redução desses custos, que afetam o produto, é fundamental para que o microsseguro ganhe maior relevância dentro do mercado brasileiro de seguros, sobretudo porque seu público-alvo (a população com renda mais baixa) é muito sensível aos preços, tendo em vista que hoje a renda de 70% da população brasileira situa-se abaixo de dois salários-mínimos. “Parte importante dessa renda vai para transportes, alimentação, aluguéis, restringindo o espaço dos orçamentos familiares que sobra para a proteção securitária”, afirmou, para demonstrar a relevância dos custos e das condições de acesso aos microsseguros.

Em razão desse quadro e da perspectiva de aprovação de novo marco regulatório ainda este ano, o Presidente da CNseg avaliou que a mudança regulatória, que reduz prescrições, pode tornar o modelo de microsseguros mais efetivo, algo a se comemorar, pois incentivará as empresas do setor a se debruçarem ainda mais sobre esse segmento. “O microsseguro é uma salvaguarda para o patrimônio da população com renda menor. O seu papel é justamente contribuir para tornar a trajetória irregular das conquistas dos mais pobres em uma linha reta e ascendente, reduzindo o impacto negativo dos imprevistos financeiros na sua vida. Os microsseguros possuem vocação para complementar os programas de proteção social do Estado e suprir eventuais lacunas deixadas por eles, especialmente em países periféricos, como o Brasil”.

O Presidente da CNseg frisou que o marco regulatório dos microsseguros evoluiu nos últimos anos, exemplificando isso com a guinada do modelo de supervisão, de prescritivo para principiológico e colaborativo, algo que deve contribuir para o desenvolvimento desse segmento.

Ainda segundo ele, entre 2016 e 2020, os prêmios dos produtos classificados nos ramos de microsseguros no Brasil cresceram mais de 55%, passando de R$ 228,4 milhões para R$ 355,4 milhões nesse período, avanço quase duas vezes superior ao observado para o segmento de Danos e Responsabilidades, que cresceu 29%. Importante também, lembrou, o aumento do número de seguradoras que emitiram prêmios de microsseguros, que passaram de 17, em 2016, para 24, em 2020.

Acrescentou que alguns outros produtos, que não estão classificados formalmente como microsseguros, vem ganhando apelo junto às populações com renda mais baixa, como o residencial, que entre 2016 e 2020, cresceu 35%.

O Presidente da CNseg assinalou outra contribuição importante e indireta dos microsseguros: “As inovações apresentadas para as operações de microsseguros foram gradativamente incorporadas aos modelos tradicionais de negócios, como a possibilidade de vendas de seguros por meios remotos ou por meio de correspondentes de microsseguros e de instituições financeiras. Além disso, avanços tecnológicos se intensificaram, impulsionando novas abordagens de aproximação com o consumidor final, utilizando centrais de atendimento, internet, telefones celulares, canais varejistas, entre outras, o que permitiu ampliar a oferta de produtos e oferecer um tratamento mais ágil, para além da abordagem pessoal.”

Apesar dos primeiros passos da regulação terem sido reconhecidos como avanços para o setor, as empresas, segundo Coriolano, entendem que a formatação de produtos muito restrita, com imposição de exigências regulatórias superiores às dos produtos tradicionais, agravou o desafio do custo operacional, que é determinante para o sucesso desse segmento.

Assinalou, também, que o amadurecimento desse marco regulatório se deu em um momento em que as condições econômicas brasileiras começaram a deteriorar. “Ao longo de 2014, o processo de ascensão da ‘nova classe média’ foi interrompido, e até certo ponto revertido, fazendo com que o espaço para a ‘popularização’ do seguro se reduzisse. Como falei, chegamos ao último trimestre de 2020, com cerca de 70% da população com renda proveniente do trabalho inferior a dois salários-mínimos (US$ 388). Ou seja, a grande maioria da população sequer tem renda suficiente para construir um patrimônio, quiçá protegê-lo por meio de seguro, sem que custos sejam reduzidos e acesso seja facilitado ao máximo”.

Também no encontro foram apresentados os principais pontos do estudo “Landscape of Microinsurance – 2020”, que identifica e avalia as tendências e a evolução dos produtos e serviços de seguros inclusivos, contando com a participação de 194 provedores de microsseguro, de países da África, Ásia e América Latina e Caribe. Um breve debate sobre suas conclusões ocorreu entre os participantes, demonstrando o enorme desafio que marca a expansão global dos microsseguros.

Os dois representantes da Susep, Rafael Scherre e Mariana Arozo, adiantaram as principais modificações para o marco regulatório de microsseguros. Deixaram claro que o mercado terá plena liberdade para desenhar os produtos, estabelecer limites de capitais segurados (hoje de R$ 30 mil) e encerrar a exclusão de limitação de coberturas.

LTM transforma plataforma de fidelidade da Porto Seguro em ecossistema de negócios 468

LTM transforma plataforma de fidelidade da Porto Seguro em ecossistema de negócios

Baseada na lógica de coalizão, solução provê engajamento mais eficiente e atrativo para os públicos-alvo e otimiza os investimentos da seguradora

A Vertem, holding focada no desenvolvimento de ecossistemas de negócios, anuncia a recente parceria da LTM, uma das empresas do grupo, com a Porto Seguro para reformulação de seu programa de fidelidade. A mudança entrega mais valor aos clientes dos cartões de crédito Porto Seguro, corretores de seguros e prestadores de serviços por meio do modelo ecossistema e coalizão de recompensas. Com a aliança, a LTM é a responsável pela plataforma digital integrada, e pelo marketplace, no qual os participantes podem resgatar seus prêmios e conquistar mais benefícios.

Batizado de PortoPlus, o projeto entrou em vigor há pouco mais de três meses. Raphael Mello, CEO da LTM, explica que antes, a Porto Seguro apresentava seis diferentes iniciativas de fidelidade e incentivo para diversos públicos. “Em nossa análise, identificamos a oportunidade de construir uma plataforma mais abrangente, com visão unificada do cliente e independente do serviço ou produto contratado; que, ao mesmo tempo, respeitasse as regras de negócio específicas de cada área, além de permitir a colaboração com empresas parceiras”, declara.

Para atingir esses objetivos, engajar mais os clientes, corretores e prestadores de serviço da Porto Seguro e oferecer a eles benefícios mais atrativos, a LTM desenvolveu um sistema inteligente que opera o relacionamento com o usuário identificando seus hábitos de consumo, preferência e necessidades. A ferramenta oferece a mais de 2 milhões de usuários a possibilidade de resgates em produtos e serviços condizentes com seus perfis.

“Na plataforma integrada, um corretor de seguros pode ter acesso a mais benefícios ao utilizar o cartão de crédito da seguradora, por exemplo, acumulando mais pontos no PortoPlus. Com isso, por meio da lógica de coalizão, conseguimos oferecer à Porto Seguro dados ricos sobre os hábitos de consumo dos beneficiários, o que, gradativamente, permite que ela ofereça novos serviços e produtos ao longo da jornada de relacionamento com o mesmo, resultando em novos negócios”, completa Mello.

A experiência da LTM propiciou que a plataforma se tornasse um fortalecedor da marca e dos negócios oferecidos pela Porto Seguro. Por meio dessa integração, a seguradora cria uma nova experiência ao usuário, proporcionando visão integrada de seus benefícios. Raphael Mello ressalta ainda que “no cenário atual, em que a tendência de customer centricity (consumidor no centro) se tornou uma realidade de mercado, a solução integrada que apresentamos se mostra como uma ótima viabilizadora de negócios, além de ser de grande utilidade para exploração de novos canais de venda e conexões com novos parceiros”.

O modelo de ecossistema amplia a captação de dados relevantes sobre os hábitos de consumo, para que as empresas possam promover estudos mais assertivos sobre risco, criação de novos produtos, desenvolvimento de parcerias e entender a melhor maneira e o timing correto para abordar o consumidor final.

Com a unificação das plataformas, tanto os benefícios quanto os pontos acumulados passam a ser gerenciados de forma única e integrada. “Queremos incentivar a fidelização e conceder aos nossos clientes, corretores e prestadores de serviço uma nova experiência, proporcionando visão integrada de seus pontos e a efetiva utilização em um único lugar, maximizando suas recompensas”, diz Felipe Milagres, diretor de Clientes e Digital da Porto Seguro.

No desenvolvimento dessa estratégia, as empresas do grupo Vertem trabalham em conjunto com a Porto Seguro em formato de squads para fazer a evolução do programa e intensificar o relacionamento com os participantes. O projeto foi estruturado em cinco meses com base no modelo ágil e conta com equipes tanto da seguradora quanto da holding de ecossistemas em todas as frentes de negócio. Além disso, toda a operação foi gerenciada por um time multidisciplinar, que garante melhorias contínuas para o programa.

Sancor registra crescimento de 31% em negócios com cooperativas 384

Ampliação neste mercado é uma das estratégias da companhia para 2021

A Sancor Seguros trouxe seu DNA cooperativista para o Brasil e os negócios relacionados a esta parceria têm trazido bons resultados à companhia. O Canal Cooperativas, implantado em 2016, alcançou a marca de R$ 195 milhões em 2020. O número é 31% maior do que a movimentação alcançada em 2019. Para este ano, a estratégia é ampliar o canal. Afinal, somente no primeiro trimestre de 2021, houve crescimento de 21% nas transações, em comparação ao mesmo período do ano passado.

Segundo o gerente do Canal Cooperativas, Paulo Alexandre Dawibida, tecnologia e capital humano são os principais pilares neste momento de expansão. “Implantamos a comercialização por meio das vendas digitais. Com isso, as contratações de seguros ocorrem de forma simples e fácil, com assinaturas e processos 100% digital e em ambiente online. Isso possibilitou a ampliação dos negócios, mesmo durante o período de pandemia”, ressaltou.

Porém, a possibilidade de personalização dos produtos é o que garante o sucesso da parceria. “Conseguimos desenvolver tecnologia para distribuição e oferta de produtos, com muita maleabilidade para customização, de maneira a atender as reais necessidades dos nossos parceiros de negócios. A ideia é fazer com que a relação entre seguradora, cooperativa e segurado seja vantajosa, com seguros de alta qualidade, que contemplem as expectativas do cliente e a um preço justo”, complementa.

Com oito anos no Brasil e prestes a completar cinco anos de um canal exclusivo para negócios com cooperativas no País, a Sancor Seguros caminha para a maturidade no setor. “Dizemos que a Companhia tem um DNA cooperativista, pois nasceu e se desenvolveu dentro de uma cooperativa na Argentina. Portanto, temos, em nossa formação, a mesma essência e a nossa expertise permite que possamos trabalhar observando os mesmos princípios e ideais deste setor”.

Na estratégia para este ano, a ampliação de negócios no segmento tem como base treinamento e foco nas necessidades das cooperativas. “Elegemos 2021 para ser o ano do Cooperativismo. Por isso, nossos colaboradores estão altamente engajados em aprender e entender este ramo, com a finalidade de oferecer as melhores soluções em seguros para este público. Estamos realizando treinamentos internos e incentivando também a adesão ao cooperativismo. Com todas estas ações, iremos melhorar o atendimento para nossos atuais parceiros e conquistar um número ainda maior no decorrer deste ano”, projetou o executivo.

E nesta parceria, tanto seguradora quanto cooperativa saem ganhando: “com a comercialização de seguros, as cooperativas podem obter uma nova fonte de receita sem onerar os custos para seus cooperados. Além disso, aproximadamente 81% de todo o faturamento retorna para as comunidades na forma de indenizações, pagamento de prestadores de serviços e remuneração da cadeia produtiva”, acrescentou o gerente do canal.

Atualmente, a Sancor atende 185 cooperativas de crédito e do agronegócio. Os estados onde há maior volume de comercialização são: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás, Pará, Amapá, Espírito Santo e Rondônia. Todos os ramos comercializados são negociados pelas cooperativas, de forma customizada: Vida, Auto, Residencial, Empresarial e Agrícola, garantindo proteção total para as pessoas e patrimônios.

Telemedicina do Qsaúde cresce mais de 370% nos últimos seis meses 587

Telemedicina do Qsaúde cresce mais de 370% nos últimos seis meses

Resolutividade e segurança da teleconsulta são os principais atrativos do serviço, segundo usuários

A operadora de planos de saúde Qsaúde registrou aumento de mais de 370% nas teleconsultas realizadas por seus beneficiários com médicos do serviço de telemedicina do Einstein nos seus primeiros meses de funcionamento. É o que aponta levantamento recente da companhia, realizado entre novembro de 2020 e março de 2021. Só no primeiro trimestre deste ano, o crescimento foi de 132% e pode ser relacionado ao recrudescimento da pandemia em São Paulo.

Ainda segundo a pesquisa, entre as principais queixas médicas que levaram os clientes a buscar o atendimento online estão infecção aguda das vias aéreas superiores (gripes e resfriados), sintomas associados ao Covid-19 e quadros gastrointestinais. No geral, a taxa de resolutividade dos casos atendidos é de 80%. Com isso, o atendimento remoto evita que 8 a cada 10 pacientes sejam encaminhados a um serviço de urgência e emergência e fiquem expostos aos riscos decorrentes de um ambiente hospitalar.

“Oferecemos a todos os beneficiários o serviço de telemedicina com médicos do Einstein, disponível 24 horas. O modelo alia agilidade, conforto e, principalmente, segurança. Acompanhamos de perto os indicadores de resolutividade e os motivos que fazem os clientes a realmente necessitarem do pronto-atendimento. Dessa forma, nosso time de saúde monitora a evolução de cada caso, realiza visitas hospitalares e auxilia na elaboração de um plano de cuidado que contemple estratégias de prevenção e promoção de saúde”, afirma o diretor médico do Qsaúde, o cardiologista Ricardo Casalino.

Telemedicina no Brasil

Após um ano da permissão ao uso da telemedicina no país em caráter emergencial, o atendimento a distância segue crescendo na saúde suplementar e, também, no sistema público de saúde.

Segundo dados da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), as 15 operadoras associadas juntas – entre elas as maiores do país -, chegaram a realizar, em média, 250 mil consultas por mês em 2020.

No Sistema Único de Saúde (SUS), foram mais de 1,8 milhão de teleconsultas até julho de 2020.

Benefícios da telemedicina

Conceitualmente definida pelo uso de recursos digitais de comunicação e tecnologia para troca de informações de saúde a distância, a telemedicina traz muitos benefícios à população. Em meio à crise sanitária global, a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) apoia a implementação da telemedicina, que já era utilizada em países como Inglaterra, Portugal, Estados Unidos, Austrália, Índia e Japão.

Além da resolutividade de grande parte de casos não caracterizados como urgências ou emergências médicas, a teleconsulta garante mais segurança ao evitar o deslocamento até uma unidade de saúde, em um momento no qual o isolamento social é uma das principais formas de prevenção do contágio do coronavírus. Ainda oferece maior acessibilidade àqueles que, seja por imobilidade ou questões geográficas, não podem ir até um profissional de saúde.

Imposto de Renda 2021: quando é necessário declarar o Seguro de Vida? 368

Bernardo Castello é Diretor da Bradesco Vida e Previdência / Foto: Bitenka/Divulgação

Especialista esclarece dúvidas sobre como enviar as informações certas para a Receita Federal

Muitas pessoas ficam em dúvida sobre se é necessário declarar o Seguro de Vida no Imposto de Renda, em que situações e como fazê-lo. Embora as indenizações sejam consideradas rendimentos isentos, é fundamental informar o seu recebimento na declaração, para que a Receita Federal identifique a origem do recurso e o contribuinte não incorra em eventuais erros por informações incompletas ou incorretas. Bernardo Castello, Diretor da Bradesco Vida e Previdência, explica como declarar a indenização de seguro de pessoas no Imposto de Renda 2021. Veja como fazer!

Como informar o valor pago no seguro de vida

O valor pago à seguradora mensalmente pelo Seguro de Vida não precisa ser declarado. Nos seguros resgatáveis, havendo o resgate, a parcela correspondente ao rendimento, quando existente, deve ser declarada, assim como as indenizações, quando recebidas . No Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL), o plano de Seguro de Vida com cláusula de cobertura por sobrevivência, deve ser informado na ficha ‘Bens e Direitos’, no código 97 VGBL, com a descrição do produto contratado e os saldos acumulados referentes aos valores históricos das aplicações que o segurado pagou à seguradora.

Como declarar o Imposto de Renda por invalidez e em casos de doenças graves

Bernardo Castello esclarece que as indenizações dos seguros devem ser informadas na ficha de rendimentos isentos e não tributáveis, sob o código 03, intitulado de ‘Capital das Apólices de Seguro ou pecúlio pago por morte do segurado’ e ‘Pecúlio recebido de entidades de previdência privada em decorrência de morte ou invalidez permanente’. São exemplos de indenizações as coberturas por invalidez (perda ou a redução da funcionalidade de um membro ou órgão), doenças graves (câncer de mama/ginecológico), internação hospitalar, reembolso de despesas médicas e diárias de incapacidade (em que a pessoa é impedida de executar suas tarefas profissionais), entre outros.

Como declarar o Seguro Educacional

Nos Seguros Educacionais, em geral, as indenizações são pagas diretamente à instituição de ensino. Em vista disso, qualquer declaração relativa ao recebimento desses valores deve ser realizada pela escola. Caso o pagamento seja feito ao segurado, ao responsável pelo estudante ou ao próprio estudante, a declaração deve ser efetuada como nos demais seguros de pessoas, na ficha de Rendimentos Isentos e Não Tributáveis, sob o código 03.

“Outra observação importante para o contribuinte é que o Seguro de Vida não é passível de dedução no Imposto de Renda, ou seja, o valor pago pelo seguro não pode ser abatido da base de cálculo do IR. Para os seguros na modalidade VGBL, com cláusula de cobertura por sobrevivência, o saldo acumulado também deve ser informado na ficha de ‘Bens e Direitos’, sob código 97 VGBL”, ressalta Bernardo.

Os seguros resgatáveis que oferecem rendimentos não são dedutíveis, sendo assim, não é obrigatório declarar os valores pagos. Já os valores resgatados precisam ser declarados, conforme a sua classificação anual, seja como rendimento isento ou tributável na fonte (ganho de capital).

Entenda a diferença entre a declaração do Seguro de Vida e Planos de Pensão

Os Seguros de Vida e os planos de previdência costumam ter características similares, uma delas é o pagamento por óbito do titular. No geral, os seguros garantem um pagamento único e os planos previdenciários preveem o pagamento por renda mensal (pensão). A diferença entre esses dois benefícios é o processo tributável. As condições pagas aos planos de previdência complementar são parecidas ao da previdência social que podem ser dedutíveis da base de cálculo do IR. Enquanto, o valor pago no seguro de pessoas não precisa ser declarado. Outro exemplo, é o pagamento de renda mensal em planos previdenciários que constituem rendimento tributável, em contrapartida a indenização paga aos beneficiários no seguro de vida é isenta de Imposto de Renda.

Quase 900 mil pessoas contrataram planos de saúde nos últimos 12 meses 485

Quase 900 mil pessoas contrataram planos de saúde nos últimos 12 meses

1,57 milhão adquiriram planos odontológicos; Números foram divulgados pela ANS

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) disponibilizou os números de beneficiários de planos de saúde relativos a março. O setor manteve a tendência de crescimento – iniciada em julho do ano passado – e registrou 47.977.271 usuários em planos de assistência médica e 27.606.039 em planos exclusivamente odontológicos.

Nos planos médico-hospitalares, em um ano houve incremento de 862.970 beneficiários – o equivalente a 1,83% de aumento – em relação a março de 2020. O aumento ocorreu em todas as modalidades de contratação, mas foi mais expressivo nos planos coletivos empresariais (2,47% de aumento). O total de beneficiários é o maior registrado desde setembro de 2016 – antes disso, foi superado em agosto de 2016, quando foram registrados 48.037.472 beneficiários.

Na segmentação exclusivamente odontológica, foi registrado aumento de 1.573.312 beneficiários em um ano – o que representa 6,04% de crescimento no período. Esse é o maior quantitativo já registrado nesse segmento.

Entre os estados, no comparativo com março de 2020, o setor registrou aumento de beneficiários em planos de assistência médica em 19 unidades federativas, sendo São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo os que tiveram o maior ganho de beneficiários em números absolutos. Entre os odontológicos, 24 unidades federativas registraram aumento no comparativo anual, sendo São Paulo, Minas Gerais e Paraná os estados com maior crescimento em números absolutos.

A ANS ressalta que os números podem sofrer modificações retroativas em função das revisões efetuadas mensalmente pelas operadoras.