Leonardo Pereira de Freitas: Seguro, um item essencial para o planejamento financeiro 2180

Leonardo de Freitas é diretor de Organização de Vendas da Bradesco Seguros / Divulgação

Confira coluna de Leonardo de Freitas, diretor de Organização de Vendas da Bradesco Seguros

Inicio de mais um ano, geralmente é o período de organizar a vida e se preparar para um novo ciclo, renovar as perspectivas. É época de pensar nas metas que queremos atingir e se preparar para cumpri-las. E por que não aproveitar o ambiente propício – de reflexões e mudanças, para olhar as finanças e planejar melhor a vida financeira? Em tempos de pandemia, esse tem sido um movimento cada vez mais frequente entre os brasileiros; já que muitos enfrentam dificuldades, seja financeira ou por questões de saúde, e precisam começar a se atentar para a importância de estar preparado para os imprevistos. Atualmente, grande parte das pessoas já mudaram completamente suas prioridades e hábitos de vida.

A pesquisa Panorama-Covid, realizada pelas áreas de pesquisa e inteligência de mercado da Globo, explorou essa tendência e identificou que 88% dos respondentes estão preocupados com a crise sanitária e 62% afirmam ter medo de perder o emprego. Entendemos que esse novo momento despertou uma nova mentalidade – a preocupação com o futuro; e com isso, a necessidade de se preparar para os eventos inesperados.

Buscar opções de investimento é um dos fatores mais importantes do planejamento financeiro, embora o senso comum restrinja essa prática quando não há avaliação de gastos e contenção de dívidas. Em primeiro lugar, é preciso equilibrar as contas no presente, mas também buscar opções que tragam segurança e garantam o bem-estar para a longevidade. Neste aspecto, o seguro é um item que pode ser inserido no planejamento financeiro e que oferece benefícios tanto à curto prazo, quanto à longo prazo; e em tempos de crise, pode assumir um papel ainda mais importante, como um investimento essencial.

Pensando no presente, e nos potenciais benefícios de uma apólice de seguro, podemos entender sua importância a partir dos imprevistos, quando paramos para avaliar o papel das suas coberturas no dia a dia. Quantas vezes você já economizou tempo e dinheiro porque acionou o seguro para resolver algum problema com o carro? Quanto já poupou de gastos médicos por investir em um plano de saúde? Já deixou de fazer reforma ou trocar algum eletrodoméstico com a cobertura do seguro residencial?

Todas essas ocasiões, em que acionamos o seguro, representam uma economia de gastos significativa no orçamento; prevenindo custos financeiros, que mais tarde poderiam, eventualmente, se tornar grandes dívidas. Portanto, contar com um seguro significa investir um pouco mais agora para evitar prejuízos muito maiores futuramente, em situações cotidianas que fogem completamente do nosso controle.

Contudo, notamos que as pessoas começam a despertar a consciência para a relevância do seguro – adquirindo uma concepção de risco. E essa nova realidade pode ser facilmente percebida quando observamos o aumento expressivo da procura de alguns segmentos dentro do mercado segurador. Por exemplo, a grande adesão ao home office, o aumento da permanecia dentro das residências e as mudanças nas rotinas dos lares, gerou um aquecimento do seguro residencial. Segundo balanço da Superintendência de Seguros Privados (Susep), o Residencial arrecadou R$ 2,7 bilhões entre janeiro e outubro de 2020, um aumento de 3,6% com relação ao mesmo período de 2019.

Falando de futuro, é certo que o seguro não é a única opção para oferecer segurança e proteção, afinal investir em produtos financeiros, como previdência privada é importante também; essa é uma boa forma para quem deseja garantir um “pé de meia” para a posteridade, mesmo quando não for mais possível trabalhar. Com isso, além de produtos como o seguro de Vida, a Previdência também é uma solução para garantir que os clientes tenham uma renda para recorrer.

Olhando para o mercado, os produtos de Vida também tiveram crescimento entre janeiro e outubro de 2020, com aumento de 10,5%, segundo dados da Susep; e têm um potencial imenso de penetração nos próximos anos, sendo também um ótimo recurso em casos de doenças graves, despesas médicas e hospitalares; além de uma série de assistências que estão disponíveis para os segurados.

Por fim, seja pensando no presente ou no futuro, é essencial considerar a adesão aos seguros quando se desenha um planejamento financeiro. Avalie quais os segmentos e tipos fazem mais sentido dentro dos seus hábitos e estilo de vida, e certamente você encontrará boas opções que atendem as suas prioridades. Além disso, se há dúvidas sobre onde adquirir, ou em qual produto investir, é necessário procurar a orientação de um especialista – nesse caso, um corretor de seguros; que irá, primeiramente, entender seu momento de vida – alinhado com as suas condições financeiras, para encontrar a solução adequada às suas necessidades.

Chubb divulga resultados financeiros do primeiro trimestre 558

Chubb retoma projeto de treinamentos para corretores

Lucro operacional foi de US$ 1,14 bilhão, ou US$ 2,52 por ação

A Chubb Limited (NYSE: CB) divulgou, no último dia 27 de abril, um lucro líquido para o trimestre encerrado em 31 de março de 2021 de US$ 2,30 bilhões, ou US$ 5,07 por ação, em comparação com US$ 252 milhões, ou US$ 0,55 por ação, registrados no mesmo trimestre do ano passado. O lucro operacional foi de US$ 1,14 bilhão, ou US$ 2,52 por ação, em comparação com US$ 1,22 bilhão, ou US$ 2,68 por ação, alcançados no mesmo trimestre do ano passado.

Para os três meses findos em 31 de março de 2021 e 2020, as despesas tributárias (benefícios) relacionadas à tabela acima foram de US$ 5 milhões para amortização do ajuste ao valor justo dos ativos investidos adquiridos e dívida de longo prazo para ambos os períodos; US$ 133 milhões e US$ 17 milhões, respectivamente, para o ajuste de ganhos e perdas líquidos; e US$ 210 milhões e US$ 237 milhões, respectivamente, para o lucro operacional.

“A Chubb teve outro trimestre muito bom com excelente crescimento de receita de prêmios globalmente, taxa de renovação de dois dígitos nas linhas comerciais de P&C e maior expansão de nossas margens de subscrição”, comentou Evan G. Greenberg, presidente e CEO da Chubb Limited. O lucro operacional foi de US$ 2,52 por ação e o lucro líquido por ação foi de US$ 5,07. Embora tenha sido um trimestre ativo para catástrofes naturais, publicamos um excelente índice combinado de 91,8%; porém excluindo as catástrofes, o lucro do trimestre considerando o ano de subscrição cresceu mais de 26%, levando a um excelente índice combinado de 85,2%. A melhoria da margem de ambos os índices de perdas e despesas foi fruto de uma ampla atuação da companhia em todas operações.

“Nossos negócios nas linhas comerciais de P&C em todo o mundo continuaram a se capitalizar de condições de subscrição favoráveis. Os prêmios retidos de P&C aumentaram 9,7% globalmente, com as linhas comerciais crescendo mais de 15,5%. O câmbio contribuiu com 1,6 ponto para este excelente resultado. As taxas de seguros continuaram a aumentar e variaram por linha, com uma média global de cerca de 14,5%. Pelo que podemos ver, estou confiante de que essas condições de mercado perdurarão. Francamente, eles são uma resposta contínua e racional ao ambiente de perdas e anos de preços baixos do setor”, acrescentou Evan. “Globalmente, nossas linhas de consumo permanecem impactadas pelos efeitos da pandemia em viagens e outros negócios e atividades relacionadas ao consumidor, com prêmios retidos caindo 2,5%. Vemos os primeiros sinais de recuperação e, de fato, nossa divisão de linhas pessoais reportou um crescimento global modesto no trimestre. Esperamos que o crescimento melhore ao longo do ano”, complementou.

O executivo ainda destacou o foco, o engajamento e o comprometimento da organização. “Estamos com foco nas atuais condições de subscrição favoráveis, de modo a aumentar a exposição e expandir as margens. Temos todos os recursos para fazer nossa empresa crescer de maneira lucrativa e, ao mesmo tempo, aumentar o valor para os acionistas”.

Seguro de vida amplia espaço no mercado com análise de dados e maior interação com os planos de saúde 437

Seguro de vida amplia espaço no mercado com análise de dados e maior interação com os planos de saúde

Especialistas avaliaram evolução do segmento em evento promovido pela corretora e consultoria Willis Towers Watson

Reinaldo Lovetro é diretor de Vida e Produtos da Willis Towers Watson / Divulgação
Reinaldo Lovetro é diretor de Vida e Produtos da Willis Towers Watson / Divulgação

O setor de seguros passa por uma grande transformação na forma de conduzir os negócios e os recursos relacionados à análise de dados estão no centro disso. Na última sexta-feira, 30 de abril, a corretora e consultoria Willis Towers Watson reuniu especialistas do setor para debater sobre a importância da informação para previsibilidade no seguro de vida em grupo, novidades e evolução do mercado, promoção do bem-estar e monitoramento de saúde.

O evento “A transformação do seguro de vida em grupo: dados e informações para prever cenários em um novo normal” contou com a participação de Reinaldo Lovetro, diretor de Vida e Produtos da Willis Towers Watson, e dos convidados Paula Bernardoni, diretora de distribuição e planejamento da Prudential do Brasil, e Bernardo Castello, diretor da Bradesco Vida e Previdência.

Dados da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi) apontam crescimentos consistentes no segmento de seguro de vida. Segundo a instituição, em 2020 houve uma alta de 26% na contratação de apólices de seguro de vida, em comparação com o ano de 2019. No primeiro bimestre de 2021, o ritmo de crescimento se manteve com avanço de 24,9%.

Para Lovetro, essa tendência de crescimento, apesar de também ser reflexo da pandemia do coronavírus, demonstra que o brasileiro está mais preocupado em se proteger e garantir patrimônio para si e para as próximas gerações. Além disso, o uso de tecnologia tem sido indispensável para a evolução do segmento Vida, principalmente quando se trata de observação de indicadores. “A análise de dados está ficando cada vez mais aprofundada no mercado de seguros e isso permite uma maior previsibilidade do segmento, além de proporcionar reflexos e sugestões de ações que as empresas podem implantar”, explica.

Um bom exemplo para o uso de dados está na possibilidade de interação com os planos de saúde que possuem informações que podem ser valiosas e servir de subsídio para as estratégias de seguro de vida. “Por exemplo, um paciente crônico que morre, nós procuramos avaliar o histórico dele do plano de saúde para entender se houve um acompanhamento e o que pode ter causado o sinistro”, afirma Lovetro.

Os especialistas avaliam também que uma maior personalização dos planos, proliferação de seguros e serviços para utilização em vida, e o foco no bem-estar serão as maiores tendências para o segmento nos próximos anos. Ao promover uma melhor qualidade de vida, as empresas vão observar no futuro um menor nível de casos de afastamento no trabalho, de síndrome de burnout, e consequentemente ganhar em produtividade.

Mercado segurador brasileiro movimentou R$ 17,2 bi em 2020, segundo Austral Report 410

Mercado segurador brasileiro movimentou R$ 17,2 bi em 2020, segundo Austral Report

Estudo mostra que ambiente de negócios continua estável e busca diversificação de riscos

Mapeamento exclusivo feito pela Austral Re, líder em resseguros na América Latina, o Austral Report confirma a resiliência do mercado num panorama de estabilidade para as resseguradoras nacionais. O estudo traz uma análise aprofundada dos negócios no Brasil e indica que as empresas locais do ramo, por exemplo, continuaram líderes em marketshare com 73% de participação no volume de resseguro cedido pelas seguradoras brasileiras (líquido de comissão), o que corresponde a R$ 12,60 bilhões no total, 23,7% superior ao ano de 2019.

Linhas como Patrimonial e Rural permitem uma cessão de prêmios superior a 50% e influenciaram nesse dado. De forma geral, esse aumento de resseguro cedido também revela mais flexibilidade no ambiente de negócios.

De acordo com o levantamento, no acumulado de 2020, o volume do setor no Brasil (bruto de comissão) foi de R$ 17,2 bilhões, levando ao crescimento de 25,1% em relação ao período anterior. Outro dado relevante indica que as resseguradoras locais ampliaram a aceitação de riscos do exterior um volume de R$ 4,27 bilhões, que representa um crescimento de 24,5%.

Esse aumento reforça a busca por novos negócios internacionais pelas empresas locais. Com a aceitação de riscos do exterior, as resseguradoras diversificam suas estratégias de negócios e conseguem alavancar crescimento, sem depender de foco exclusivo no mercado nacional.

No ano passado, a proporção de resseguro cedido sobre prêmio de seguro ficou em 14,7%, uma melhora em comparação aos 12,1% do período anterior. O volume de prêmio de cosseguro (divisão de responsabilidades na cobertura de um mesmo risco), durante o período acumulado foi de R$ 2,45 bilhões, um crescimento de 7,9%, em relação aos R$ 2,27 bilhões apresentados no mesmo período anterior.

Com o aumento da sinistralidade, houve também incremento do Combined Ratio (soma das despesas operacionais, administrativas e de comercialização divididas pelo prêmio ganho), que ficou em 118,6% frente aos 98,4% de 2019. O lucro líquido das resseguradoras locais apresentou um prejuízo de R$ 1,47 bilhões, frente a um lucro de R$ 1,47 bilhões apresentados no ano anterior. Apesar do resultado deste ano, os prêmios emitidos pelas resseguradoras locais apresentaram crescimento de 21,6%. Os resultados tendem a continuar estáveis, já que essa volatilidade faz parte da atividade.

Grupo Bradesco Seguros divulga resultados do 1º Trimestre de 2021 617

Bradesco Seguros mira o público jovem e cria perfil no Tiktok

Lucro líquido apresenta crescimento de 40,6% em relação ao mesmo período de 2020

O Grupo Bradesco Seguros apresentou, no 1º Trimestre de 2021, Lucro Líquido de R$ 1,6 bilhão, o que representa crescimento de 40,6% em relação ao mesmo período de 2020. Esse desempenho foi favorecido pelo aumento no Resultado Financeiro, que chegou no Faturamento a R$ 19,5 bilhões. Já o Resultado das Operações de Seguros, Previdência e Capitalização alcançou R$ 3,1 bilhões, acusando expansão de 7,0%, na mesma base de comparação, e 37,5%, se confrontado com o 4T20. Vale ressaltar, ainda, a expressiva elevação de 6,2 pp no ROAE (Retorno sobre o Patrimônio Líquido Médio), que passou de 13,4% para 19,6% na comparação entre os primeiros trimestres.

As Provisões Técnicas do Grupo Segurador cresceram 4,7%, para R$ 285 bilhões, correspondentes a cerca de um quarto de todo o mercado segurador brasileiro, e os Ativos Garantidores dessas Provisões evoluíram 6,4%, chegando a R$ 318 bilhões. Outro dado relevante, no comparativo entre os primeiros trimestres, foi a evolução de 6,1% na quantidade de Segurados, Participantes em Previdência e Clientes de Capitalização, que alcançou 30,7 milhões.
No que tange aos indicadores de desempenho do Grupo, merece destaque o Índice de Eficiência Administrativa, que ficou em 3,8% no 1T21, melhorando ainda mais em relação aos 4,0% verificados em igual período de 2020. Já o Índice de Sinistralidade atingiu 77,7%, o que representou aumento de 4,8 pp na comparação com mesmo período do ano anterior, refletindo a retomada gradual dos procedimentos eletivos e eventos indenizáveis, em virtude da maior flexibilização das medidas relacionadas ao distanciamento social.

Desde o início da pandemia, o Grupo Segurador vem empregando esforços no sentido de ampliar e aprimorar a cobertura de riscos, agilizar a contratação de produtos e habilitar novos canais de comercialização, com o objetivo de levar a seus clientes uma proteção ainda mais completa e eficiente nesse momento de maior necessidade.

Para tanto, tem investido cada vez mais em seu processo de transformação digital, expandindo e aperfeiçoando os canais de distribuição nessa modalidade. No 1T21, as vendas por esses canais cresceram 73% ante o 1T20, atingindo cerca de R$ 340 milhões, com aumento de 31% na quantidade de itens distribuídos. As vendas pelo canal Mobile cresceram 96%.

Os aplicativos Bradesco Seguros acumulam 7,1 milhões de downloads. Além disso, 92% dos reembolsos de Saúde e 79% das vistorias de sinistros de Seguro Auto foram concluídos por processo digital, e 90% das vendas de Previdência Privada foram assinadas digitalmente por meio do aplicativo Bradesco, Internet Banking e biometria.

Completando um ano de funcionamento em março de 2021, o hotsite criado pela Bradesco Saúde e Mediservice com ênfase em autoproteção e cuidados essenciais sobre Covid-19 superou a marca de 1,5 milhão de acessos. Desde o seu lançamento, em julho de 2020, o aplicativo Saúde Digital para consulta médica a distância registrou cerca de 220 mil atendimentos.

Também completou um ano em março de 2021 o programa de Acolhimento Psicológico da Bradesco Saúde, que oferece aos beneficiários suporte voltado para a saúde emocional, tendo em vista as consequências do distanciamento social decorrente da pandemia. No total, o programa já atendeu mais de 235 mil pessoas.

Além disso, foi inaugurada em Belo Horizonte (MG) a primeira unidade da rede de clínicas Meu Doutor Novamed na região, com foco em atendimento primário, oferecendo, entre outros serviços, consultas médicas básicas e especializadas, procedimentos cirúrgicos ambulatoriais e exames laboratoriais e de imagem.

A rede registrou 54 mil atendimentos no 1T21, tendo como diferencial as consultas por livre demanda devido aos casos de suspeita de Covid-19. No total, as 20 unidades em operação no país realizaram mais de 4 mil atendimentos não agendados, o que representou 7,4% do total das consultas no período.

No segmento de Previdência, a Bradesco Vida e Previdência desenvolveu novas opções de produtos na grade de planos individuais e empresariais, com destaque para o lançamento de fundos de investimento em Previdência ESG (Environmental, Social and Governance), formados por empresas com alto grau de comprometimento ambiental, responsabilidade social e governança corporativa. Administrados pela Bradesco Asset Management (BRAM), os novos produtos reforçam o compromisso da empresa com as boas práticas relacionadas ao meio ambiente, inclusão social e transparência corporativa.

Em Seguro de Vida, a Bradesco Vida e Previdência implantou o modelo de tele-subscrição, que possibilita a contratação de produtos de forma remota, por meio de entrevistas online, tornando todo o processo mais ágil, seguro e conveniente para o cliente.

Já em Seguro Auto e Ramos Elementares, a Bradesco Auto/RE ofereceu em março, em homenagem ao mês da mulher, condições especiais ao público feminino na contratação ou renovação de contrato de produtos dos segmentos automotivo e residencial. A empresa também implantou uma nova segmentação para os produtos Empresarial, focada em coberturas ainda mais aderentes aos variados formatos de negócios, e Residencial, personalizando a proteção de acordo com o estilo de vida e moradia de cada consumidor, a exemplo da cobertura inédita para atividade comercial na residência, tendo em vista a prática crescente do home office.

Susep propõe simplificação do seguro para automóveis 518

Susep propõe simplificação do seguro para automóveis

Autarquia inicia consulta pública que permitirá ao consumidor contratar seguro mesmo sem carro próprio

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) colocou em consulta pública proposta de circular que flexibiliza e simplifica os seguros de automóveis no Brasil. A medida visa facilitar e ampliar o acesso a essa importante modalidade de seguro, responsável por um volume de R$ 35 bilhões em prêmios emitidos em 2020, o que permitirá maior diversificação de produtos, mais inovação e seguros mais baratos. Apesar do alto volume de receitas, segundo dados do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) e da Susep, apenas 16% da frota de veículos no Brasil tinha cobertura de seguros em 2019. Mesmo ao considerar a frota com até 10 anos, o número não supera 33%.

Entre as mudanças propostas está a possibilidade de o seguro ser contratado mesmo sem identificação exata do veículo. Algo em prática em diversos países, mas inexplorada no mercado brasileiro. Isso facilita, por exemplo, o acesso ao seguro por motoristas de aplicativos e condutores que adotam o compartilhamento de automóveis, utilizam carros por assinatura ou alugados, o que amplia ainda mais as oportunidades de acesso e inclusão. Essa proposta está em linha com a crescente tendência de economia compartilhada.

Para a superintendente da Susep, Solange Vieira, trata-se de ação importante no processo de acesso ao seguro e desenvolvimento do setor. “Temos trabalhado para que o seguro seja uma escolha relevante para que o consumidor, o cidadão, possa se proteger e proteger seu patrimônio”, afirma. Na avaliação da Superintendente, a flexibilização no segmento auto é um exemplo de transformação de forte impacto em termos de possibilidades para negócios e inovação em um mercado tradicional. “Esta medida, sem dúvida, propiciará muitas oportunidades para o mercado e, principalmente, para novos consumidores do seguro, como aqueles que não são proprietários do veículo, mas precisam do seguro como instrumento de trabalho – motoristas de aplicativos e locadores, por exemplo. Trata-se de oferecer mais acesso e possibilidade de escolhas, dando mais poder para o consumidor e desenvolvendo o mercado”, completa.

O diretor da Susep, Rafael Scherre, destaca outras importantes novidades trazidas pela proposta. Ele cita, por exemplo, a livre possibilidade de combinação de coberturas, tanto típicas do segmento automóvel quanto de outras linhas de negócio. Scherre enfatiza a possibilidade de coberturas parciais de casco e a exclusão de limite para caracterização de indenização integral, o que permite maior diversificação de produtos e preços para necessidades e preferências de diferentes consumidores. “Esperamos um crescimento significativo do mercado nos próximos anos, com ampliação de cobertura, inclusão e principalmente inovação. E a partir de agora as bases para um ambiente favorável à competição e novos negócios, com menos restrições regulatórias, estão lançadas”, acrescenta o diretor.

Mariana Arozo, coordenadora-geral de Seguros Massificados, Pessoas e Previdência da Susep, lembra que o consumidor terá também a possibilidade de contratar coberturas de Responsabilidade Civil Facultativa (RCF) e Acidentes Pessoais de Passageiros (APP) vinculadas ao condutor. “A proposta traz grande flexibilidade em relação às regras atuais. Esperamos novos produtos e mais segurados – sempre com boas práticas de conduta e total transparência por parte das seguradoras. Comparando com os números da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), é um mercado com potencial para dobrar de tamanho”.

Com base nos dados da OCDE (2019), a penetração do mercado de seguros para automóveis no Brasil é de 0,53% do Produto Interno Bruto (PIB), que representa a metade da média da Organização (1,06%).

Mercado relevante

Em termos de arrecadação de prêmios, os seguros de automóveis representaram 44,8% do mercado de seguros de danos no Brasil, em 2020. Trata-se da modalidade de seguros mais “popular” no país, que gerou uma receita de R$ 35,34 bilhões no ano passado, frente aos R$ 78,86 movimentados pelo segmento de danos.

Divulgação/Susep
Divulgação/Susep