Seguros: uma reflexão contemporânea 706

FGV Conhecimento reúne especialistas e representantes do universo jurídico e segurador em webinar

A FGV Conhecimento reuniu juízes do Superior Tribunal de Justiça, representantes da Superintendência de Seguros Privados e especialistas da Fundação Getúlio Vargas (FGV), no webinar “Seguros: uma reflexão contemporânea”, realizado no mês de abril. “Apenas em janeiro e fevereiro, o setor arrecadou R$ 46,5 bilhões – 4% a mais que no ano anterior – por isso, faz-se relevante analisar este segmento de mercado”, comentou o Professor da FGV e Juiz do Superior Tribunal de Justiça, Marco Aurélio Bellizze.

Na visão do Presidente da FGV, Carlos Ivan Simonsen Leal, o público em geral conhece mais os produtos de balcão, como o seguro para automóvel, por exemplo. “O segmento é muito mais complexo do que parece. O próprio aumento da concorrência no setor demonstra sua solidez. Contudo, quando comparamos com o andamento em outros países, é possível enxergar um mar de oportunidades. Ainda mais em um cenário de mudanças tecnológicas profundas, que servem como impulso não apenas para este segmento – que pode alavancar a economia como um todo”, analisou.

Para Leal, o percentual de contratação de seguro no Brasil ainda é relativamente baixo por conta da falta de conhecimento e de mecanismos modernos para alocação de recursos para empresas do setor. “Outro ponto relevante é a relação do mundo jurídico com o setor. Trata-se de um ecossistema muito complexo e fica cada vez mais necessário sofisticar os quadros de treinamento de todos os seus atores, bem como o arcabouço regulatório e jurídico”, acrescentou.

Seguros: uma reflexão contemporânea / Reprodução
Seguros: uma reflexão contemporânea / Reprodução

Para a Superintendente da Superintendência de Seguros Privados (Susep), Solange Paiva Vieira, o seguro é muito importante no dia a dia das pessoas. “O seguro é muito mais do que o seguro para automóveis. Ele impacta nos investimentos e em questões como as grandes obras de infraestrutura, por exemplo. Trata-se de um setor fundamental para a economia brasileira”, disse ao enfatizar o trabalho da autarquia em criar um novo marco regulatório para o setor. “Buscamos a desregulamentação, de modo que o segmento possa evoluir. Desse modo, o regulador estabelece parâmetros mínimos na forma como os contratos são constituídos, o que permite a criação de produtos mais flexíveis e compatíveis com a realidade dos dias de hoje, completou.

Diversas frentes foram adotadas pela Susep com o intuito de aumentar ainda mais a participação da indústria seguradora no Produto Interno Bruto (PIB). “O intuito é diminuir a barreira para entrada de novos operadores no mercado. Iniciativas como a discussão sobre dívidas subordinadas, novos normativos para Grandes Riscos, Massificados e Seguros Paramétricos, a introdução dos seguros intermitentes e novas normas de conduta, além do ILS (instrumento sobre capital na área de resseguros), do Sistema de Registro de Operações (SRO), do Open Insurance e do Sandbox Regulatório, visam ampliar o número de competidores com priorização da satisfação dos desejos existentes por parte da sociedade em produtos e soluções”, resumiu Solange. “São medidas que visam o crescimento do segmento com o consumidor sendo bem atendido. Este é um setor que vive de credibilidade. Por isso, faz-se necessário ainda mais investimentos em inovação, maior liberdade, maior concorrência, mais transparência, produtos flexíveis, aumento da cobertura, menor custo de capital e, consequentemente, a redução de preço”, justificou.

Entre os principais desafios existentes para o mercado brasileiro segurador está o desenvolvimento de pessoas com resiliência, conexão e empatia, na visão da representante da autarquia. Outras questões colocadas por Solange Vieira foram a introdução de produtos customizados e flexíveis, automação e uso da inteligência artificial para processos e operações, governança e conformidade com a regulamentação, responsabilidade social na qualidade da prestação de serviços, além da tecnologia para maior disseminação de informação.

O Coordenador Acadêmico da FGV Conhecimento e Ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Antonio Saldanha Palheiro, apontou questões controversas do setor de seguros. Durante sua apresentação, o palestrante rememorou o conceito que deu origem ao mercado de seguros. “As pessoas buscam a perpetuação de todos os bens da vida, como a própria existência, a saúde, a moradia, a educação, o emprego, e a atividade profissional.Por isso, o mercado buscou uma alternativa para compensar monetariamente as possíveis adversidades”, citou ao traçar um breve histórico no conceito do que é seguro, bem como a normatização relacionada ao segmento, como o Código Civil, o Código de Defesa do Consumidor e a Legislação Especial do setor.

Palheiro enfatizou as inovações introduzidas no mercado, como o Sandbox Regulatório, e apontou Projetos de Lei em tramitação no Congresso Nacional. O especialista ainda demonstrou de que modo as questões do mercado segurador são debatidas nos tribunais com exemplos de jurisprudência.

Para Antonio Saldanha Palheiro, o cerne da questão passa pela competência de todos os agentes em transmitir confiança, transparência, legitimidade e segurança ao setor. “A boa notícia é que, após diversos levantamentos de tendências para o futuro, o corretor de seguros não aparece em nenhuma das listas que demonstram quais as profissões que deixarão desaparecer. Cada vez mais, este profissional deverá ser reconhecido como um consultor. Nossa missão fundamental é o conhecimento, com capacitação técnica no sentido de conhecer as peculiaridades dos produtos, além de informação transparente, precisa e atualizada com as variáveis que impactam as contratações”, afirmou.

O Diretor da Central de Qualidade para Pesquisa Aplicada da FGV, Ricardo Simonsen, reforçou a ideia de que o Brasil não conseguirá crescer sem o fortalecimento do setor de seguros. “As diversas mudanças na sociedade nos últimos tempos criam novas demandas de produtos, relacionamento e soluções. Isso impacta em todos os segmentos da economia”, comentou ao reforçar a importância da agenda de otimização das práticas no segmento.

O foco em liberdade e inovação também foi evidenciado pelos Diretores Técnicos da Susep, Rafael Pereira Scherer e Igor Lins da Rocha Lourenço. “As ações coordenadas visam propiciar que mais pessoas possam obter as proteções oferecidas pelos produtos do setor. A Resolução 382, por exemplo, segue normas internacionais de conduta com o consumidor. São medidas que dão transparência e credibilidade à indústria seguradora”, disse Scherer ao revelar a visão da autarquia sobre as medidas implementadas recentemente. “Os contratos precisam ser claros, objetivos e transparentes. Afinal, tratam-se de acordos baseados no princípio da boa-fé”, complementou Lourenço.

A Coordenadora Executiva da FGV Conhecimento, Maria Alicia Lima Peralta, destacou o papel do corretor de seguros diante do ambiente de transformações impetrado no ecossistema segurador. “Tecnologia e consumidores são os principais pilares que determinarão a disseminação de produtos mais flexíveis. Com isso, surgem muitas dúvidas e o profissional da corretagem é o principal interlocutor do setor. Por isso, o corretor precisa conhecer sobre os novos temas, como o Open Insurance, por exemplo. Como isso é positivo e seguro para o consumidor?”, defendeu ao citar a importância da comunicação e a conformidade do Open Insurance com a Lei Geral de Proteção de Dados.

O momento contou ainda com considerações do Professor da FGV e Juiz do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, Ricardo Couto de Castro. “Viver é perigoso, mas podemos remediar certos riscos. O objetivo do seguro é reduzir a insegurança”, finalizou.

Este é um dos conteúdos da edição 248 da Revista JRS, confira na íntegra:

Atendimentos digitais na SulAmérica aumentaram 1.138% no primeiro trimestre de 2021 386

Atendimentos digitais na SulAmérica aumentaram 1.138% no primeiro trimestre de 2021

Plataforma conta com profissionais de mais de 50 especialidades

Pouco mais de um ano após o início da pandemia do novo coronavírus no Brasil, a telemedicina se consolida cada vez mais como alternativa segura para cuidar da saúde, com facilidade de acesso e a conveniência de não precisar sair de casa, quando não se trata de emergência.

Na SulAmérica, a Orientação Médica Telefônica (OMT) e o Saúde na Tela, plataforma de atendimento virtual com médicos de mais de 50 especialidades, além de psicólogos, nutricionistas e outros profissionais, registraram 309 mil consultas no primeiro trimestre de 2021, um crescimento de 1.138% em relação ao mesmo período do ano passado. Apenas em março de 2021, um mês de elevados índices de casos da Covid-19 no país, foram 141 mil atendimentos, 679% a mais em comparação ao mesmo mês de 2020.

O serviço tem alto nível de resolutividade, sendo que 90% dos casos não exigem atendimento presencial posterior, e de satisfação, com 92 p.p. de NPS. O Saúde na Tela está disponível para todos os beneficiários de planos de saúde da SulAmérica, sem custo adicional.

Startup brasileira de ensino a distância lança curso de Libras online e gratuito 289

Startup brasileira de ensino a distância lança curso de Libras online e gratuito

Intuito da empresa é democratizar acesso a conteúdos de qualidade sobre o assunto

O último levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE), no início de 2020, mostrou que o Brasil possui mais 10 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência auditiva. Destas, 2,7 milhões não ouvem nada, o que representa cerca de 5% de toda a população brasileira, e um dos maiores desafios de quem tem um quadro de perda parcial ou total de audição no contexto social é a dificuldade de comunicação.

A barreira na conversação impede a autonomia dos surdos para realizar as mais banais atividades do dia a dia, como ser atendido em um estabelecimento comercial ou pedir uma informação, e para grande parte dessa comunidade a forma mais eficaz de se expressar e interagir é a Linguagem Brasileira de Sinais. Atenta a esses dados e com a intenção de estimular a acessibilidade e inclusão social desta parcela da população, a Kultivi, uma das principais plataformas de ensino online do país, acaba de lançar um curso completo de Libras.

Voltado a surdos e ouvintes, o curso conta com um conteúdo exclusivo desenvolvido pela Kultivi em parceria com especialistas na linguagem. Completamente online e gratuito, a atividade é uma forma de tornar o acesso a capacitação em Libras mais efetivo e descomplicado. “Promover o acesso de toda e qualquer pessoa interessada na capacitação em Libras foi o que nos motivou a incluir o ensino desta linguagem em nossa plataforma. É um recurso de comunicação que amplia a independência e igualdade de acesso a informação entre surdos e ouvintes, e deveria sempre receber a mesma importância que o ensino de línguas estrangeiras”, afirma Cláudio Matos, CEO da Kultivi.

Ministrado pela professora Isabela Jordão, surda oralizada e especialista em ensino de Libras e inglês, o curso conta com 60 aulas disponíveis em vídeo que são postadas no site da Kultivi ás terças e quintas e abordam todas as particularidades da linguagem nacional de sinais, incluindo, definição, alfabeto, vocabulário específico para cada situação, sinais gramaticais e verbos, expressões faciais e diferenças de região para região além de nomenclaturas adequadas para se referir a comunidade surda e dicas de convivência com pessoas surdas. “Tomamos o cuidado de convidar uma profissional com vivência na comunidade surda para elaborar o curso. Desta forma é possível abranger com ainda mais profundidade as reais prioridades de aprendizagem em Libras”, explica o CEO da Kultivi. O conteúdo também inclui certificado de conclusão e material de acompanhamento no formato de e-book. “Acrescentar o conhecimento em Libras ao currículo é tão vantajoso para o estudante, que ganha novas possibilidades profissionais, reforça o raciocínio lógico e ágil , quanto para toda a sociedade que aos poucos se torna mais inclusiva”, completa Cláudio Matos.

UCS apresenta novo momento da Allianz para os corretores de seguros 387

UCS apresenta novo momento da Allianz para os corretores de seguros

4º Trocando Ideias Online de 2021 é o primeiro evento realizado na gestão do presidente Arno Buchli Junior

No dia 18 de maio, terça-feira, a partir das 19h, a UCS – União dos Corretores de Seguros – realiza seu 4º Trocando Ideias Online de 2021. Será o primeiro encontro comandado pelo presidente Arno Buchli Junior, cuja diretoria foi empossada no mês passado.

O tema será “Oportunidades para os corretores em São Paulo com a Allianz Seguros”, apresentado pelo convidado Flavio Rewa Moreira, diretor Comercial da companhia.

Segundo ele, a empresa criou um novo modelo de atendimento para ficar mais próxima dos corretores. “Temos muitos produtos e queremos ajudar o corretor na diversificação da sua carteira”, defende Flavio Rewa Moreira. “Corretores, venham conhecer as novidades da Allianz”, convida.

O presidente da UCS, Arno Buchli Junior, diz que a Allianz traz aos corretores mais opções de produtos e serviços a serem disponibilizados aos clientes. “Vemos de forma muito positiva o novo momento da seguradora com os corretores”, aponta.

Corretor de seguros, participe. “A UCS atua para colaborar com o desenvolvimento da categoria”, informa a entidade em nota. Clique aqui para participar.

Divulgação
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Companhia demonstra benefícios como um dos principais atrativos do Seguro de Vida 604

Companhia demonstra benefícios como um dos principais atrativos do Seguro de Vida

Orientação médica e coberturas para doenças graves impulsionam procura por este tipo de apólice

De acordo com dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep), a busca por seguros de vida cresceu 11,4% em 2021 e a expectativa é que este tipo de seguro continue ganhando destaque, principalmente por conta do período de pandemia. Segundo a Liberty Seguros, um dos fatores que tem contribuído com o aumento de interesse pelos seguros de vida são os benefícios agregados que podem ser utilizados no dia-a-dia do consumidor, como por exemplo, a telemedicina.

Alexandre Vicente é Diretor de Seguros de Pessoas da Liberty Seguros / Divulgação
Alexandre Vicente é Diretor de Seguros de Pessoas da Liberty Seguros / Divulgação

Dados compilados pela Saúde Digital Brasil mostram que, somente em 2021, a telemedicina evitou mais de 4,5 milhões de atendimentos em pronto-socorro. Com o intuito de incentivar esse tipo de atendimento e oferecer maior comodidade aos segurados, a Liberty disponibiliza, no produto Vida Perfil, a Assistência Einstein Conecta, um serviço de orientação médica online que oferece acesso aos atendimentos profissionais do Hospital Israelita Albert Einstein pelo celular ou pelo computador, além da tranquilidade e segurança de ter à disposição um serviço que funciona 24 horas por dia, sete dias por semana.

Além disso, outro benefício relevante para o consumidor é a cobertura de Doenças Graves. Recentemente, a Liberty ampliou o plano de Doenças Graves, que antes cobria até 24 doenças e, agora, passa a cobrir até 30 tipos diferentes de enfermidades, entre elas a Doença de Hodgkin, anemia aplástica, distrofia muscular, queimaduras severas, lúpus eritematoso sistêmico e Síndrome de Guillain-Barré. Dados da Susep mostram que os seguros em caso de doenças graves tiveram um crescimento de 19% em prêmios emitidos no acumulado de 2021 em comparação com o mesmo período de 2020.

“O seguro de Vida vive um momento muito promissor. Cada vez mais, o consumidor entende a importância deste tipo de proteção e valoriza benefícios que vão além da indenização em caso de morte. Por isso, estamos trabalhando focados em aperfeiçoar e ampliar os benefícios dos nossos produtos de vida pensando sempre no que tornará a vida dos nossos clientes mais simples e segura”, observa Alexandre Vicente, Diretor de Seguros de Pessoas da Liberty Seguros.

B3 alia inteligência à segurança de dados para auxiliar seguradoras sob aspectos tecnológicos e jurídicos 313

Processos como o Registro Digital de Apólices e o ambiente Open Insurance são inovações que revolucionam a inteligência de mercado, mas que também concentram os olhares à segurança cibernética e de dados pessoais. Além de ser uma obrigação legal através da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), o cuidado e bom uso dessas informações para o setor segurador é um compromisso com os clientes que fornecem seus dados com o intuito de que seus riscos possam ser adequadamente subscritos do momento da subscrição à indenização do sinistro.

Mirando na evolução do mercado de seguros e na digitalização das empresas que fazem parte dele, a B3 é a parceira certa para que as companhias atendam a todos os cuidados que as informações pessoais exigem. “A integridade da base de dados é uma condição essencial para que o compromisso com o cliente segurado seja honrado. Por isso, a B3, sendo a principal infraestrutura de mercado financeiro do Brasil, reúne expertise, solidez e credibilidade operacional necessárias à garantia da segurança do registro das operações de seguros, previdência complementar aberta, capitalização e resseguros tanto sob os aspectos jurídicos quanto tecnológicos”, destaca o Superintendente de Produtos de Seguros da B3, Icaro Demarchi Araujo Leite.

Icaro Demarchi Araujo Leite é superintendente de Produtos de Seguros da B3. Crédito da foto: André Ananias Gregorini

Com competência e atenção aos processos, a empresa garante às seguradoras expertise tecnológica em conformidade com o ambiente jurídico da LGPD, uma vez que o tema que já vinha sendo trabalhado na B3 há anos. “Prezamos pela solidez e credibilidade operacional e nos preparamos para atuar em conformidade com a LGPD e, mesmo antes, com a GDPR por conta de investidores estrangeiros, já possuímos políticas públicas de segurança da informação e de governança de dados. Adotamos as melhores práticas e realizamos investimentos necessários em infraestrutura”, explica.

Além disso, há processos de trabalho que deverão passar por uma revisão no setor de seguros, diante da proteção de dados pessoais dos clientes. “Podemos auxiliar em diversas situações que aliem tecnologia à transparência de dados. A B3, por força de suas políticas públicas de segurança da informação e governança de dados, exige altos padrões de segurança em todas as etapas de seus processos e realiza investimentos constantes para que sua infraestrutura possa atendê-los, sendo uma referência para o mercado no que diz respeito à resiliência operacional, segurança e governança”, afirma.

Por fim, as empresas que estão em busca de uma maior eficiência de operação, ou buscam apoio para adequação de segurança das apólices, devem buscar pelo auxílio da B3. “Conectamos, desenvolvemos e viabilizamos os mercados em que atuamos, de modo que as seguradoras encontram na B3 a parceira ideal para desenvolverem seus projetos e atenderem suas obrigações regulatórias”, comenta. “Adotamos uma postura comprometida com nossos clientes e com a sociedade, um ambiente de transparência e neutralidade”, conclui.