As mudanças no Seguro Viagem com a atual pandemia mundial 328

As mudanças no Seguro Viagem com a atual pandemia mundial

Em artigo inédito, Lama Ibrahim e José Marciano Neto discorrem sobre os impactos da pandemia nos vários tipos de Seguros de Pessoas

A pandemia da Covid-19 impactou todos os setores da economia, e com o setor de seguros privados não foi diferente. No Brasil, esse mercado foi responsável por 3,7% da soma de todos os bens e serviços finais produzidos no país em 2020 (PIB nacional), conforme levantamento Síntese Mensal, realizado pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) com base nos dados das seguradoras.

O levantamento da Susep comprova, ainda, que a pandemia teve impacto diverso entre os vários ramos de seguros, dentre eles os Seguros de Pessoas que, em razão de garantir os riscos de morte e incolumidade física do segurado, concentrou grande parte das discussões acerca dos impactos da pandemia da Covid-19 no setor.

Os Seguros de Pessoas são, em uma definição sucinta, aqueles seguros cujo risco recai sobre uma pessoa física. Assim, têm por objetivo garantir o pagamento de uma indenização ao segurado ou aos seus beneficiários, observadas as condições contratuais e as garantias contratadas.

Seguro de Vida, Seguro Funeral, Seguro de Acidentes Pessoais, Seguro Educacional, Seguro Viagem, Seguro Prestamista, Seguro de Diária por Internação Hospitalar, Seguro Desemprego (perda de renda) e Seguro de Diária de Incapacidade Temporária são alguns exemplos de Seguros de Pessoas. Agora, um dos Seguros de Pessoas que vem atraindo cada vez mais a atenção de consumidores mais antenados é o Seguro Viagem.

Regulado pela Resolução nº 315/2014 do Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP), o Seguro Viagem tem por objetivo garantir aos segurados ou aos seus beneficiários uma indenização, limitada ao valor do capital segurado contratado, na forma de pagamento do valor contratado ou de reembolso. Ou, ainda, na forma de prestação de serviços, no caso de ocorrência de riscos cobertos, durante período previamente determinado, nos termos estabelecidos nas condições contratuais.

Coberturas contratuais em tempos de pandemia

Os planos de Seguro Viagem devem oferecer pelo menos uma das seguintes coberturas básicas: Despesas Médicas, Hospitalares e Odontológicas, Traslado de Corpo, Regresso Sanitário, Traslado Médico, Morte em Viagem, Morte Acidental em Viagem e Invalidez Permanente Total ou Parcial por Acidente em Viagem. No caso de Viagem ao Exterior, é obrigatória, ainda, a contratação das coberturas Despesas Médicas, Hospitalares e Odontológicas, Traslado de Corpo, Regresso Sanitário e Traslado Médico. Outras coberturas podem ser oferecidas desde que estejam relacionadas com a viagem objeto do seguro contratado, por exemplo: Perda ou Roubo de Bagagem, Funeral, Cancelamento de Viagem e Regresso Antecipado.

Quanto à questão da cobertura para pandemias, o contrato de seguro viagem previa de forma expressa a exclusão dos eventos ocorridos em consequência de epidemias e pandemias. Ou seja, não haveria cobertura para eventuais reclamações dos segurados para fatos decorrentes da doença objeto de um cenário pandêmico.

Trata-se, portanto, de uma exclusão cuja legalidade nos contratos de Seguros de Pessoas é validada pela Susep, mas não de exclusão mandatória. Razão pela qual o clausulado aplicável deve ser analisado para que seja confirmada, ou não, a incidência da cobertura securitária.

A exclusão possui caráter técnico bem delimitado: afastar a cobertura para sinistros decorrentes de epidemias e pandemias. Risco, este, com potencial de aumentar substancialmente a sinistralidade das apólices e comprometer a estabilidade financeira e atuarial das apólices e, eventualmente, inclusive das seguradoras.

A determinação se uma doença se torna pandemia é da Organização Mundial da Saúde (OMS), enquanto principal agência mundial de saúde. Isto é, são as doenças que têm grande potencial de infecção, pela abrangência geográfica. Por exemplo, quando a Covid-19 deixar de ser integrada como pandemia pela OMS, passará a ter cobertura como outra doença qualquer, o que implica dizer que quem determina a exclusão da cobertura não é a doença em si, mas a sua decretação como pandemia pelo órgão competente.

Isso decorre do fato de que uma pandemia é um risco de difícil previsão e, por consequência, de difícil precificação, o que justifica sua exclusão das coberturas de Seguros de Pessoas, dentre eles o de Seguro Viagem. Até porque a delimitação dos riscos é uma prerrogativa das companhias seguradoras, devidamente respaldada em lei.

De toda forma, à luz do Código de Defesa do Consumidor (CDC), não se trata de cláusula abusiva, pois não se encaixa em nenhuma das hipóteses do art. 51 do CDC, justamente por retirar do âmbito de cobertura eventos raros e de consequências incertas, não coloca o segurado, enquanto consumidor, em desvantagem exagerada. Assim, a exclusão de tal risco está de acordo com a limitação dos riscos intrínseca ao contrato de seguro, conforme conceito inserido no caput do artigo 757 do Código Civil.

Neste sentido, em 20 de maio de 2020 foi aprovado o Substitutivo do Projeto de Lei do Senado Federal nº. 2.113/2020, cujo objetivo é alterar a Lei nº. 13.979, de 6 de fevereiro de 2020, que trata das medidas para enfrentamento da emergência de saúde pública decorrente da Covid-19. O Substitutivo veio para determinar que o Seguro de Assistência Médica ou Hospitalar4, bem como o Seguro de Vida ou de Invalidez Permanente, não poderá conter restrição de cobertura a qualquer doença ou lesão decorrente da emergência de saúde pública de que trata a Lei.

Como se vê, o Substitutivo aprovado não menciona a exclusão de pandemias, anteriormente comentada, mas, de todo modo, torna ilegal a possibilidade de restrição de cobertura no Seguro de Vida ou de Invalidez Permanente para qualquer doença ou lesão decorrente especificamente da Covid-19.

Ainda assim, independentemente da aprovação do Projeto de Lei mencionado, inclusive pelo cenário que não demonstrava estar próximo do fim, algumas seguradoras apresentaram mudanças em sua postura, passando então a permitir a cobertura de eventos decorrentes da Covid-19. Principalmente pelo fato de que determinados países passaram a exigir essa abrangência, acrescido ao interesse dos próprios viajantes, bem como para a retomada do setor de viagens como um todo, bastante impactado pela pandemia.

Nesse contexto, assim como nos Seguros de Vida, diversas seguradoras anunciaram que, para a tranquilidade dos seus clientes, ofereceriam cobertura para clientes que apresentassem sintomas de coronavírus durante o período de viagem. Isso, claro, de acordo com as garantias contratadas e seus respectivos critérios, pois algumas podem conceder garantia apenas para Despesas Médicas e Hospitalares por Covid-19, enquanto que outras abrangem, também, o traslado do corpo.

Diante disso, havendo a intenção de viajar e, consequentemente, da contratação do Seguro Viagem, o consumidor precisa checar quais são as seguradoras que estão oferecendo cobertura para Covid-19, bem como conferir as garantias passíveis de contratação e sua respectiva abrangência para acioná-las junto à seguradora contratada, se for o caso.

A contratação de Seguro Viagem em qualquer traslado, nacional ou internacional, antes, durante, ou pós-pandemia é de suma importância, visto ser mais uma tranquilidade aos viajantes para caso possam vir a precisar de atendimento médico. Quanto aos destinos internacionais, é preciso lembrar que nem todos os países oferecem acesso à rede pública hospitalar a estrangeiros, o que apenas confirma a necessidade de contratar esta modalidade de seguro.

Produto inovador da Fator Seguradora tem mercado potencial superior a R$ 700 bilhões 876

Produto inovador da Fator Seguradora tem mercado potencial superior a R$ 700 bilhões / Reprodução

Seguro Garantia Arbitral trata-se de solução inédita no Brasil

Um produto inovador cria um novo segmento para a indústria de seguros. O inédito Seguro Garantia Arbitral, lançado recentemente pela Fator Seguradora, foi explicado detalhadamente aos parceiros de negócios da companhia em webinar nesta segunda-feira (10). O momento contou com mediação de Juliana Lopes, Diretora Jurídica Adjunta e de Regulação de Sinistros da companhia. Pedro Mattosinho, Diretor de Garantia da seguradora, explicou tudo sobre a novidade ao lado de Cassio Gama, sócio do escritório de advocacia Mattos Filho; Carolina Jardim, Superintendente de Garantia da Marsh Brasil; e do professor e árbitro, Walter Polido.

“Esperamos o surgimento de uma demanda represada por este produto. Fico feliz com o otimismo diante desta novidade – com a qual também estamos nos acostumando. Quero deixar nossos parceiros corretores tranquilos, até mesmo os que não possuem tanto conhecimento sobre este tipo de solução. Nossa equipe comercial está preparada e qualificada. Os advogados que ajudaram a criar este produto também estão à disposição para ajudar na missão de disseminar essa cobertura no mercado”, disse Pedro Mattosinho ao convocar os profissionais da corretagem de seguros a conhecerem mais sobre este tipo de proteção.

Durante o bate-papo ficou evidenciado que o novo produto é fruto também da atualização do ambiente regulatório proposto pela Superintendência de Seguros Privados (Susep). “Este é um momento de mais autonomia e esperamos um ano muito promissor para os negócios. O estímulo da Superintendência em termos de contratação, liberdade e impulsão para soluções desejadas por um mercado que é carente de maior atenção. Este lançamento possibilitará precificação e alternativas mais justas”, analisou Juliana Lopes.

A morosidade do sistema judiciário convencional no Brasil demonstra a importância da arbitragem como “uma alternativa importante para dirimir conflitos e negócios”, conforme explicou Cassio Gama. “É o seguro cumprindo com sua função social e criando mercado. A aplicabilidade deste produto transborda para diversas possibilidades. Trata-se de um mercado bilionário e extremamente relevante”, completou ao explicar que uma apólice de Garantia Arbitral visa salvaguardar decisões liminares em que se exige uma espécie de caução – atualmente fornecido unicamente pela Fiança Bancária. “Isso dá maior liberdade ao árbitro e também protege as partes envolvidas no caso de uma reversibilidade de uma decisão liminar”, acrescentou Gama ao demonstrar a aplicação deste tipo de situação em uma obra que está em andamento ou em uma discussão societária, por exemplo. “Isso garante parcialidade e diminui possíveis prejuízos. O árbitro sente-se mais livre para julgar com muito mais tranquilidade”, afirmou.

As atuais discussões sobre concessões estatais de aeroportos, rodovias, o Marco do Saneamento Básico, a própria Lei das Licitações e diversas outras são diretamente beneficiadas pela existência do Seguro Garantia Arbitral. “Isso representa a continuidade da execução de um contrato ao invés de uma paralisação que pode demorar anos até que se resolva determinado conflito, como disputas por reequilíbrio econômico financeiro do contrato ou discussão sobre matriz de risco”, embasou Gama ao destacar a perspectiva de R$ 700 bi no Programa de Parcerias e Investimentos (PPI).

“Vamos ser surpreendidos com a demanda que vai surgir para este produto, ainda mais diante do conforto que este tipo de medida representa para o árbitro. A aplicabilidade é muito ampla e o clausulado é de fácil compreensão. Riscos cobertos ou excluídos estão expressamente identificados”, justificou Carolina Jardim. “Quanto mais claras as cláusulas, maior a liquidez nessas demandas e maior a democratização do acesso a este tipo de seguro. Sentimos, como corretora, que há um aumento nas demandas de nossos clientes por este tipo de garantia. E, até então, não existia um produto específico para isso”, complementou ao enfatizar o apoio técnico de um dos maiores escritórios de advocacia do País.

Carolina lembra que a novidade representa uma importante oportunidade de cross selling para os profissionais da corretagem de seguros. “Não vejo este como um produto de nicho. Ele é bem democrático, inclusive. Encorajo e acredito na revisão dos guidelines. A arbitragem pode envolver distintos valores, não necessariamente cifras bilionárias”, recomendou.

Além do amparo garantido pela parceria com o resseguro, o professor e árbitro, Walter Polido, demonstrou o caráter inovador e preventivo deste produto. “O árbitro sempre é a figura mais ‘fragilizada’ em disputas. Diferentemente de um juiz estatal – que tem proteção por parte do Estado – o árbitro tem preocupação muito grande ao expor-se. Este tipo de seguro vem em uma hora mais que esperada. Muitas vezes, exige-se de um requerente um caução justamente para fomentar uma contracautela ou um gravame”, exemplificou. “O aumento destes mecanismos faz-se mais que necessário. Um segurado não pode esperar mais de 10 anos para ter uma solução de indenização. Além do que, psicologicamente, este produto funciona muito bem para o árbitro”, finalizou.

Mercado de seguros de automóveis tem queda de 2,1% no ano devido à pandemia 520

Mercado de seguros de automóveis tem queda de 2,1% no ano devido à pandemia

Relatório destaca mudanças no Seguro DPVAT – que passou a ser administrado pela Caixa

No final de 2020, a Superintendência de Seguros Privados (Susep) passou a administrar o Seguro DPVAT (Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre). Este seguro passou, desde então, a ser administrado pela Caixa e demonstrou a importância de que os usuários possam escolher as melhores coberturas entre as diversas empresas seguradoras que tenham registro na Susep.

Este movimento da autarquia máxima do setor de seguros visa alertar sobre as fraudes no mercado de seguros e tentar eliminar o monopólio do antigo consórcio da Seguradora Líder.

Pela pandemia, foi observada uma queda de 13,1% do trânsito, mas mesmo assim continua sendo uma das maiores causas de morte no Brasil. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil está na quarta posição do ranking mundial de mortes por acidentes de trânsito.

Segundo a empresa comparadora de seguros O Melhor Trato, 57% dos acidentes são por colisão, os quais representam a maior taxa de mortalidade.

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Somado a esta cifra, alarmantes em si, somente 3 de cada 10 automóveis que circulam no território nacional contam com um seguro veicular.

Como escolher a melhor cobertura

A partir do movimento de inclusão de novos players no mercado segurador, diante da criação do modelo Sandbox por parte da Susep, os usuários podem considerar as características a levar em conta para escolher um seguro de carro ótimo para cada um deles.

Existem diferentes produtos no mercado brasileiro das seguradoras:

  1. Se encontra o seguro de jovem, que é destinado a motoristas iniciantes.
  2. Tem um segmento especializado de seguros de carro para mulheres que aponta a situações mais cotidianas do trânsito, pois o índice de sinistros é menor.
  3. Também se encontram os seguros para veículos usados, focados na realização de uma inspeção prévia na totalidade do veículo.
  4. Por outro lado, se realizam seguros para carros financiados, e
  5. Por último, o seguro para veículos com franquia exclusiva para pessoas com limitações físicas ou mentais.

Panorama encorajador

Devido ao isolamento social preventivo, os usuários não renovaram seus contratos, isso produziu uma queda na contratação de seguros durante o ano da pandemia, com um piso em maio daquele ano que teve 17,9% menos de contratos com respeito ao ano anterior. Apesar da crise, em setembro de 2020 o mercado segurador começou a mostrar sinais positivos, que se mantiveram desde então.

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Em linhas gerais, em 2020, o seguro de veículos caiu 2,1%, em relação ao ano anterior, queda acentuada no primeiro semestre, mas com uma grande melhora no segundo.

Segundo a previsão da Superintendência de Seguros Privados, no primeiro semestre de 2021 o número de clientes de seguro de carros, em comparação ao semestre de 2020, vai aumentar.

A pandemia criou a necessidade de se adaptar rapidamente aos meios virtuais e as seguradoras não estão isentas disso.

É esperado um ano repleto de novas tendências, com maior força tudo o que se refere ao serviço online e à adesão ao seguro, realizada em sua totalidade de forma digital.

Outra tendência que deve se consolidar neste novo ano é o seguro com pagamento por uso do veículo, devido a que desde que começou a ser aplicado em 2019 mostrou um aumento de 31% nos produtos com base em seu uso, e nos primeiros meses do ano 2020 um aumento de mais de 50% devido à pandemia da Covid-19.

Não há certeza de que os seguros de veículos diminuirão seu valor em 2021, porque há otimismo por parte das seguradoras de que persista a recuperação do número de segurados. Porém, de acordo com a análise realizada por Melisa Murialdo, é um excelente momento para que as companhias seguradoras apliquem um desconto, caso se confirme a redução do risco nas estradas durante o ano 2020 e gere, dessa forma, confiança por meio de benefícios claros e diretos com a possibilidade de atrair mais clientes.

Por Melisa Murialdo, Editora e Redatora de Conteúdos para a América Latina | Contador Público Analista.

Resiliência é o futuro do setor de seguros 460

Antonio Carlos Costa é presidente do Sindicato das Seguradoras RJ/ES / Arquivo JRS

Confira artigo de Antonio Carlos Costa, presidente do Sindseg RJ/ES

A palavra resiliência parece ter conquistado seu espaço na área econômica diante de tantos desafios trazidos pela pandemia. Em um cenário extremamente difícil, o setor de seguros conseguiu reavaliar prioridades, traçar novos caminhos, aperfeiçoar produtos e serviços para atender às necessidades do consumidor. Já se sabe que o setor tem potencial para crescer, mas depende do avanço da vacinação contra a covid-19, da retomada da economia e de facilitar o acesso à educação financeira para os brasileiros.

Dados do último informe da Confederação Nacional de Seguros (CNseg) apontam que a arrecadação de seguros no primeiro bimestre cresceu 4,5% comparada com o mesmo período de 2020, quando ainda não havia pandemia. O setor teve arrecadação de R$ 22 bilhões em fevereiro deste ano. Com avanço de 12,6%, os seguros de Danos e Responsabilidade ficaram com a liderança e o segmento de pessoas acumulou crescimento de 1,5%; e os Títulos de Capitalização tiveram receitas aumentadas em 6,6%. No Rio de Janeiro, os seguros de Danos e Responsabilidade cresceram 14,6% mantendo a liderança e os outros segmentos que se mostraram em crescimento foram o habitacional com 8,3% e o de vida com 12,8%. Já no Estado do Espírito Santo, o segmento de vida apresentou aumento de 28,8%, o seguro de garantia estendida acumulou alta de 43,3% e o habitacional cresceu 2%.

Pesquisa recente realizada pela TransUnion – empresa especializada em soluções que auxiliam na prospecção de novos clientes, cross selling e prevenção à fraude – aponta tendências do mercado norte-americano que podem auxiliar as empresas brasileiras de seguro a adotar novas práticas e estratégias digitais para compreender melhor as necessidades do novo consumidor pós-pandemia. De acordo com o estudo, consumidores e empresas esperam que as seguradoras tenham maior compreensão das necessidades individuais do cliente. O estudo aponta ainda que os esforços de digitalização da operação de seguros continuarão presentes neste ano e essa transformação está acontecendo em todo o ciclo de vida das apólices de seguro. Os próximos meses e iniciativas do governo federal serão decisivas para o rumo da saúde e consequentemente da economia do país.

Imposto de Renda 2021: quando é necessário declarar o Seguro de Vida? 432

Bernardo Castello é Diretor da Bradesco Vida e Previdência / Foto: Bitenka/Divulgação

Especialista esclarece dúvidas sobre como enviar as informações certas para a Receita Federal

Muitas pessoas ficam em dúvida sobre se é necessário declarar o Seguro de Vida no Imposto de Renda, em que situações e como fazê-lo. Embora as indenizações sejam consideradas rendimentos isentos, é fundamental informar o seu recebimento na declaração, para que a Receita Federal identifique a origem do recurso e o contribuinte não incorra em eventuais erros por informações incompletas ou incorretas. Bernardo Castello, Diretor da Bradesco Vida e Previdência, explica como declarar a indenização de seguro de pessoas no Imposto de Renda 2021. Veja como fazer!

Como informar o valor pago no seguro de vida

O valor pago à seguradora mensalmente pelo Seguro de Vida não precisa ser declarado. Nos seguros resgatáveis, havendo o resgate, a parcela correspondente ao rendimento, quando existente, deve ser declarada, assim como as indenizações, quando recebidas . No Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL), o plano de Seguro de Vida com cláusula de cobertura por sobrevivência, deve ser informado na ficha ‘Bens e Direitos’, no código 97 VGBL, com a descrição do produto contratado e os saldos acumulados referentes aos valores históricos das aplicações que o segurado pagou à seguradora.

Como declarar o Imposto de Renda por invalidez e em casos de doenças graves

Bernardo Castello esclarece que as indenizações dos seguros devem ser informadas na ficha de rendimentos isentos e não tributáveis, sob o código 03, intitulado de ‘Capital das Apólices de Seguro ou pecúlio pago por morte do segurado’ e ‘Pecúlio recebido de entidades de previdência privada em decorrência de morte ou invalidez permanente’. São exemplos de indenizações as coberturas por invalidez (perda ou a redução da funcionalidade de um membro ou órgão), doenças graves (câncer de mama/ginecológico), internação hospitalar, reembolso de despesas médicas e diárias de incapacidade (em que a pessoa é impedida de executar suas tarefas profissionais), entre outros.

Como declarar o Seguro Educacional

Nos Seguros Educacionais, em geral, as indenizações são pagas diretamente à instituição de ensino. Em vista disso, qualquer declaração relativa ao recebimento desses valores deve ser realizada pela escola. Caso o pagamento seja feito ao segurado, ao responsável pelo estudante ou ao próprio estudante, a declaração deve ser efetuada como nos demais seguros de pessoas, na ficha de Rendimentos Isentos e Não Tributáveis, sob o código 03.

“Outra observação importante para o contribuinte é que o Seguro de Vida não é passível de dedução no Imposto de Renda, ou seja, o valor pago pelo seguro não pode ser abatido da base de cálculo do IR. Para os seguros na modalidade VGBL, com cláusula de cobertura por sobrevivência, o saldo acumulado também deve ser informado na ficha de ‘Bens e Direitos’, sob código 97 VGBL”, ressalta Bernardo.

Os seguros resgatáveis que oferecem rendimentos não são dedutíveis, sendo assim, não é obrigatório declarar os valores pagos. Já os valores resgatados precisam ser declarados, conforme a sua classificação anual, seja como rendimento isento ou tributável na fonte (ganho de capital).

Entenda a diferença entre a declaração do Seguro de Vida e Planos de Pensão

Os Seguros de Vida e os planos de previdência costumam ter características similares, uma delas é o pagamento por óbito do titular. No geral, os seguros garantem um pagamento único e os planos previdenciários preveem o pagamento por renda mensal (pensão). A diferença entre esses dois benefícios é o processo tributável. As condições pagas aos planos de previdência complementar são parecidas ao da previdência social que podem ser dedutíveis da base de cálculo do IR. Enquanto, o valor pago no seguro de pessoas não precisa ser declarado. Outro exemplo, é o pagamento de renda mensal em planos previdenciários que constituem rendimento tributável, em contrapartida a indenização paga aos beneficiários no seguro de vida é isenta de Imposto de Renda.

Revista JRS apresenta Raio-X da Saúde no Brasil durante a pandemia 123797

Edição 247 ainda traz outros destaques do mercado segurador

A edição 247 da Revista JRS destaca um panorama geral sobre a saúde no Brasil em tempos de pandemia. Os sistemas público e privado de atendimento sofreram grande pressão com a chegada da segunda onda do novo coronavírus e uma série de ajustes foi promovida para melhor atender e salvar vidas.

O intuito deste levantamento é promover um ponto de inflexão, de modo a observar dados e estatísticas, para poder traçar expectativas e projeções para um futuro próximo. Futuro esse, esperamos, com todos mais seguros e devidamente imunizados.

Além disso, a edição mensal da publicação destaca uma série de avanços tecnológicos e comportamentais do ecossistema de seguros. A Capemisa Seguradora, por exemplo, foi uma das primeiras empresas a anunciar que adotará em definitivo a modalidade de teletrabalho. Você verá também, ao longo das próximas páginas, que não apenas as empresas do segmento têm buscado aprimorar suas operações, como também as entidades representativas. É o caso do Sindicato dos Corretores de Seguros do Estado de São Paulo (Sincor-SP), que promoveu uma série de novidades no projeto Sincor Digital, um verdadeiro marketplace de soluções e ferramentas que visam dinamizar e auxiliar o profissional da corretagem de seguros a gerir e ampliar sua carteira de clientes.

A ousadia, garra e persistência da Gente Seguradora é ponto de partida para inspirar nossos leitores – que também celebram os 40 anos da Bradesco Vida e previdência e os 15 anos da chegada da Berkley Seguros ao Brasil.

Esta super edição termina com um artigo do Diretor-Presidente da Sabemi Seguradora, Antonio Tulio Lima Severo, que aborda a construção do futuro.

Excelente leitura!