Executivo defende educação financeira nas escolas 690

Marco Antonio é COO da fintech Bullseye / Divulgação

Confira artigo de Marco Antonio, COO da fintech Bullseye

É sim importante entender a respiração celular, como calcular Bhaskara, quais são as vegetações da Caatinga até os Pampas Gaúchos e o como formular uma oração subordinada substantiva completiva nominal. Fiquem calmos professores, a frase “nunca vou usar isso na minha vida” também me incomoda muito.

A educação fundamental é muito maior do que uma aprovação no vestibular, como o próprio nome diz, será um fundamento na nossa trajetória da vida. Fundamentos tão importantes que trazem o sentido de estarem enraizados no nosso ser e expandem nossa visão de mundo, nossa consciência e senso crítico, aumenta nosso raciocínio lógico e nos trazem verdades interiores e exteriores. Apesar da terminologia remeter a fixação no solo, os fundamentos da educação nos trazem liberdade.

Porém essa liberdade se limita quando vou falar em público pela primeira vez, quando vou fazer meu primeiro imposto de renda ou quando chega em uma eleição e não sabemos a diferença de um deputado para um senador. Ficamos presos, travados, procurando informações de última hora, e muitas vezes tomando decisões erradas.

A educação financeira dentro das escolas está engatinhando e é também uma temática abominada para muitos adultos por aí. Justamente por não termos esse contato desde criança sobre o que é dinheiro e como ele funciona, isso no futuro se torna algo longe do entendimento e como se fosse algo para poucas pessoas. Da mesma forma que eu entendo porque a maçã cai na cabeça do físico eu deveria entender o que é juros, imposto, investimento e os temíveis boletos da vida adulta. E de fato isso é algo que “vou usar na minha vida”, gostando ou não. Porém boa parte das vezes que não gostamos de algo é porque não a entendemos, ou seja, a introdução ao mercado financeiro se torna essencial para nos tornamos adultos com a saúde financeira em dia e consequentemente ajudando na saúde mental. Nada como uma dívida para tirar seu sono de noite.

Medidas como simulações da ONU, feira de ciências, teatro, música, robótica, já são práticas que algumas escolas implementam para ajudar na formação dos alunos, e que trazem experiências marcantes na vida desse estudante. Mas é difícil encontrar uma solução para falar de finanças com um público tão difícil como os adolescentes. Muitas vezes o primeiro salário irá demorar alguns anos para acontecer, mas quando acontece a grande maioria irá gastá-lo em questão de dias, quando não no mesmo dia. Eu concordo que o primeiro salário deva ser motivo de comemoração, mas e os próximos? Você sabe a diferença entre economizar e investir? Quanto está rendendo a Selic? O que é taxa Selic?

Por isso é importante buscar mecanismos para ser a porta de entrada para os futuros investidores do Brasil. Justamente por entender a dor que é estar perdido nesse mundo que parece que só empresários da Faria Lima entendem.

Encontro Nacional de Corretores da Tokio Marine homenageia Valmir Rodrigues 467

O executivo Valmir Rodrigues / Divulgação

No próximo dia 30, executivo deixará a companhia para dedicar-se a projetos pessoais após 30 anos de trabalho

Em clima de despedida e forte emoção, o Diretor Executivo da Tokio Marine, Valmir Rodrigues, foi homenageado por seu time e pelos parceiros de negócios durante o Encontro Nacional de Corretores organizado de forma online pela Tokio Marine na última semana. No próximo dia 30 de junho, o executivo deixará a companhia para dedicar-se a projetos pessoais após 30 anos de trabalho.

Durante o evento virtual, Valmir Rodrigues recebeu vários tributos dos corretores e assessorias como cartas, vídeo e álbuns de memórias com fotos da sua longa trajetória profissional na Tokio Marine. Em seu discurso, ele reforçou que os gestores da Área Comercial estão preparados e capacitados para os grandes desafios e oportunidades que estão por vir e que o forte relacionamento com os corretores continuará sendo a marca registrada da Tokio Marine.

O evento contou com a participação do Presidente José Adalberto Ferrara e dos quatro Diretores de Canais que assumirão a gestão comercial da empresa: João Luiz de Lima, Diretor Comercial Nacional Varejo; Marcia Silva, Diretora de Canais Especiais; José Luís Franco, Diretor Comercial Corporate; e Marcos Kobayashi, Diretor Comercial Nacional Vida.

Cada um dos quatro Diretores de Canais falaram aos corretores e assessorias e comprometeram-se a dar continuidade ao trabalho feito por Valmir Rodrigues junto aos parceiros de negócios.

Ronaldo Dalcin: Cliente protegido, sociedade segura 536

Ronaldo Dalcin é presidente do Sindicato das Seguradoras Norte e Nordeste (Sindsegnne) / Divulgação

Confira artigo de Ronaldo Dalcin, presidente do Sindicato das Seguradoras Norte e Nordeste (Sindsegnne)

Certamente, enquanto consumidor, você já teve a experiência de adquirir uma geladeira para sua residência, não é mesmo? Essa jornada passou por algumas etapas: seleção de três ou quatro modelos para pesquisa (por vezes, indicado por um parente ou amigo), comparativo de custo x benefício, análise do impacto no orçamento mensal e escolha do local para a compra, que pode ser baseada em uma percepção positiva anterior, inclusive no que se refere a ter uma boa consultoria de um vendedor. Escrevo isso com propriedade, pois recentemente fiz uma aquisição desse tipo para meu lar, o que confirma que passei por todos esses estágios, com a certeza e segurança de adquirir um bem que atende minhas expectativas.

Bem, e por que trago esse exemplo para fazer uma analogia com o mercado segurador? Porque as etapas são semelhantes: você precisa, primeiramente, escolher um corretor de seguros de confiança que discutirá alternativas para o seu perfil e as suas necessidades, ao compor um lote de propostas amparadas por seguradoras oficiais para que você analise e chegue à apólice de sua preferência. Ao escolher um corretor e uma seguradora, você estará amparado nas condições contratuais e protegido por um ambiente regulado que respeita integralmente os direitos do consumidor.

De volta ao exemplo da geladeira, pergunto: você pensaria em adquirir esse bem se não soubesse a procedência? Se não tivesse a segurança de que ele atenderia suas expectativas? Se soubesse que o valor da parcela poderia ser diferente daquele que foi acordado inicialmente? Ou se não houvesse o cumprimento da garantia legal, tampouco o prazo de entrega do bem? Eu tenho certeza que não.

Essas são questões básicas que também podem ser trazidas à análise para aquisição de uma apólice de seguro. E se você não soubesse exatamente qual seria o valor da parcela durante a vigência do contrato? E se não houvesse garantia de que o valor da franquia seria fixo neste período? E mais: sem compromisso de prazo para pagamento de uma indenização ou até mesmo garantia de que você venha a recebê-la? Mais uma vez afirmo: se você tivesse ciência desses riscos, nunca deixaria de procurar uma seguradora e um corretor.

Ter nossas expectativas frustradas, de fato, é muito ruim. Esse sentimento acontece justamente em um momento de extrema necessidade: quando temos um carro roubado, por exemplo. Se você adquiriu sua apólice junto a uma seguradora, pode ficar tranquilo. Você tem a garantia contratual e legal do recebimento dessa indenização. A segurança em confiar seus bens a uma seguradora e a um corretor são fatores primordiais para a sua proteção e da sua família.

Os números do setor de seguros confirmam esse fato. Nos treze estados que estão sob a gestão do Sindicato das Seguradoras Norte e Nordeste (Sindsegnne): Pernambuco, Alagoas, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí, Maranhão, Pará, Amazonas, Acre, Roraima, Amapá e Rondônia, no período compreendido entre janeiro e março desse ano, efetuamos indenizações no valor de R$ 1,8 bilhões. Esse montante, por si só, demonstra o tamanho dessa indústria e o quanto temos lastro financeiro para fazer frente a absolutamente todas as indenizações pelas quais estamos responsáveis.

Projeto de educação financeira nas escolas públicas é expandido para todo o Brasil 501

Projeto de educação financeira nas escolas públicas é expandido para todo o Brasil

Expectativa é atingir 22 milhões de estudantes do ensino fundamental

O programa Aprender Valor, do Banco Central, será expandido e, a partir de agora, qualquer instituição da rede pública de ensino fundamental poderá aderir ao projeto de educação financeira em escolas. O Aprender Valor está sendo implementado em caráter experimental em todas as regiões do país. A iniciativa, segundo o Banco Central, era desenvolvida, de maneira experimental, no Ceará, Minas Gerais, Paraná, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal e Pará.

“Com esse passo muito esperado, abrimos a real possibilidade de atingir 22 milhões de estudantes do ensino fundamental de escolas públicas em todo o país”, afirmou o diretor de Relacionamento, Cidadania e Supervisão de Conduta, do Banco Central, Mauricio Moura.

O Aprender Valor tem como objetivo incentivar o desenvolvimento de competências financeiras por parte dos estudantes, para que possam desenvolver uma relação consciente, responsável e autônoma dos recursos financeiros desde a infância. A ideia é preparar o aluno para lidar melhor com o dinheiro no dia a dia, antes mesmo de entrar no mercado de trabalho. O tema é abordado de forma integrada às disciplinas obrigatórias da grade curricular, como Matemática, Língua Portuguesa e Ciências Humanas.

“Por meio do Aprender Valor, o Banco Central vem apoiando escolas e secretarias de Educação estaduais e municipais na implementação da educação financeira de forma integrada e transversal a disciplinas curriculares obrigatórias. Desde o início de 2020, e mesmo durante a crise sanitária, o Banco Central e as áreas de educação de seis Unidades Federativas vêm implementando a etapa piloto do Aprender Valor”, explicou o diretor.

Público atendido

Atualmente, 429 escolas em 257 municípios estão envolvidas com o projeto piloto do Aprender Valor. Mais de 1.200 profissionais, entre gestores e professores, estão cursando ou já concluíram as formações oferecidas de forma on-line. Já foram beneficiados 14 mil estudantes.

“E isso é apenas o piloto. Os projetos têm duração de 5 a 10 aulas e podem ser aplicados tanto a distância quanto presencialmente de acordo com a situação de cada escola. Apesar das dificuldades impostas, o programa Aprender Valor está tendo boa acolhida”, afirmou Mauricio Moura.

O Aprender Valor conta com o financiamento do Fundo de Defesa de Direitos Difusos, do Ministério da Justiça e Segurança Pública, e a parceria do Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação da Universidade Federal de Juiz de Fora (CAEd/UFJF).

Pais e professores

O programa também traz benefícios para os adultos, uma vez que professores, diretores, equipes gestoras da escola e técnicos das secretarias de Educação terão acesso a formação específica sobre educação financeira, podendo trazer ganhos na melhoria do planejamento familiar e melhor compreensão de riscos e prioridades.

Os pais também serão beneficiados, uma vez que os alunos levarão o conhecimento para dentro de casa.

As vantagens de parar de fumar 575

Dra. Ana Gelatti é Médica Oncologista e Pesquisadora da Oncoclínicas RS / Divulgação

Confira artigo da Dra. Ana Gelatti, Médica Oncologista e Pesquisadora da Oncoclínicas RS

O tabagismo é considerado um dos maiores fatores de morte evitável e de doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), tais como doenças cardiovasculares, respiratórias e câncer. Além de causar inúmeros outros danos ao organismo, o cigarro provoca risco de morte três vezes maior em fumantes do que em não fumantes. E os números são assustadores. A estimativa é de que o tabagismo poderá causar 1 bilhão de mortes no século 21. Já são mais de 8 milhões de mortes por ano no mundo e mais de 156 mil óbitos/ano no Brasil.

No entanto, é possível reduzir esses riscos e ainda ganhar anos de vida. Por isso, além dos programas de prevenção, os especialistas têm se dedicado a iniciativas que auxiliem pacientes a abandonarem o tabagismo, com apoio de equipes multidisciplinares. Parar de fumar melhora a autoestima e traz benefícios de curto e de longo prazo, tanto à saúde pessoal, quanto para aqueles que convivem com os fumantes.

Conforme estudos publicados no British Medical Journal, quanto mais cedo o indivíduo parar de fumar, maior será sua expectativa de vida em ganho de anos. Para se ter uma ideia, se parar de fumar entre entre 25 e 34 anos de idade, o ganho é de 10 anos de vida; se a parada for um pouco mais tarde, entre 35 e 44 anos de idade, são 9 anos de ganho de vida. Mas se a opção de parar acontecer entre os 45 e 54 anos de idade, esse baixa para 6 anos e se ocorrer entre 55 e 64 anos de idade, o ganho de vida será de apenas 4 anos.

Além da longevidade, a interrupção do tabagismo contribui para melhorar o rendimento profissional e reduz as abstenções, seja no trabalho ou na escola, devido a problemas de saúde. Também reduz os custos familiares, públicos e da assistência suplementar com o diagnóstico e tratamento das doenças relacionadas ao tabaco. Mas é importante alertar que mesmo o ex-fumante deve manter-se atento aos exames preventivos do câncer para evitar eventuais efeitos posteriores do tabagismo.

Newton Queiroz: Todos falam em crescimento no primeiro trimestre, mas como o consumidor se sente? 645

Newton Queiroz é especialista em seguros e colunista do JRS / Arquivo JRS

Colunista do JRS afirma que é preciso observar jornada do consumidor na aquisição de proteção

Como sabem tenho um grande foco no consumidor de nosso produto (seguros), uma vez que existe ainda muito espaço para crescimento em nosso setor como parte do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

Claro. Os números são importantes e os mesmos demonstraram que nosso primeiro trimestre foi positivo como indústria. Tivemos um pequeno crescimento de margem em relação ao ano anterior e um crescimento interessante de prêmio emitido.

Porem, nos dias de hoje, tão importante quanto o crescimento de receita é o crescimento da 1) lealdade do cliente com a marca; 2) lealdade do cliente com o produto; 3) identificação com produto e marca; 4) senso de que o produto é feito especialmente para ele/ela e a lista segue… Sempre com o foco em melhorar a jornada do cliente (pré, durante e no pós-venda) de modo que o mesmo tenha percepção de que recebe pelo que paga.

Agora, se analisarmos o trimestre na perspectiva de novos produtos, melhorias nos existentes e na jornada do cliente… Quanto deveríamos comemorar? Acredito que se olharmos os números de novos produtos e inovações, poderíamos dizer que estamos no caminho certo, mas como o aumento de prêmio se deu muito ou por decisão já tomada do cliente, ou por ajuste em segmentos, é difícil afirmar se o que foi introduzido já teve um real significado para o consumidor final.

Para quem está na indústria é muito claro que já temos muitos benefícios e avançamos muito, mas em relação ao cliente ainda vejo como um grande desafio de que não temos todos os dados bem definidos.

Chamo a atenção a este ponto, pois, um estudo mundial informa que 95% das interações entre consumidor final e indústria de seguros deverá ter algum elemento de Inteligência Artificial até 2025 e 50% ou mais consumidores preferiram comprar seus produtos de seguro com empresas de tecnologia que já conhecem e se identificam.

Tais dados mostram o quanto é importante o foco em garantir a melhor experiência para toda cadeia de nosso produtos. Do ressegurador, seguradora, corretor, até o consumidor final. Muito já foi feito até a parte dos corretores (essenciais nessa adaptação, ao levar em conta as visões dos clientes finais).

Agora estamos na hora de focar em pesquisas, dados e satisfação desses consumidores finais. Eles entendem o produto, a compra foi fácil, durante a jornada se sentiram acolhidos? E mais importante: percebem o valor do produto que compraram e da empresa que o vendeu?

Com esses pontos em foco acredito que seria prematuro indicar um resultado do primeiro trimestre em relação ao consumidor final. Portanto, devemos monitorar isso de perto para promover os ajustes necessários.

O que mais me alarma é o fato de que a maioria dos consumidores finais não sabem quem são as seguradoras e corretores e, por isso, preferem contratar o mesmo produto via outro canal com pagamento mais caro, na maioria das vezes.

Muito importante nos juntarmos como indústria e defender a venda de nossos produtos corretamente ao deixar claro o imenso valor que se pode agregar a proteção com um produto de seguro.

Vamos verificar o resultado do segundo trimestre e aguardar novidades positivas à respeito de tais pontos.