Nova lei de licitações abre espaço para o seguro garantia 444

Álvaro Igrejas é Diretor de linhas financeiras da Willis Towers Watson / Divulgação

Confira coluna de Álvaro Igrejas, Diretor de linhas financeiras da Willis Towers Watson

As lições trazidas pelo ano de 2020 levaram muitas empresas a revisar e mitigar suas projeções de fluxo de caixa, obrigações de liquidez e despesas. Com a expectativa de retomada das obras públicas, algumas medidas já começam a ser formuladas para garantir a segurança dos investimentos.

Como novidade dentro deste tema, temos a aprovação da nova Lei de Licitações nª 14.133/21 que deu destaque, no Artº 96 – item II, à possibilidade de apresentar, no edital, o Seguro Garantia como um instrumento de conforto para as Administrações Públicas Diretas, Autárquicas e fundações da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios nas hipóteses previstas no Art. 2º da mencionada Lei. A contratação deste tipo de proteção é, em sua essência, uma forma de assegurar que um contrato seja executado integralmente, protegendo a instituição, ou empresa, de qualquer exposição financeira adicional em caso de inadimplência.

Para melhor entendimento, a contratação do Seguro Garantia envolve quatro partes: o tomador, contratado para cumprir uma obrigação de construir, fornecer ou executar um serviço; o segurado, contratante da obrigação e beneficiário da apólice; a seguradora, que garante o pagamento da indenização, em caso de descumprimento do contrato; e o corretor, que assessora as partes em relação à melhor contratação junto ao mercado, fazendo as avaliações técnica e financeira.

Apesar de alguns avanços desta modalidade, existem pontos que preocupam o mercado, como, por exemplo, o step-in. Quando o tomador do seguro se encontra inadimplente com as suas obrigações, o segurado pode acionar a seguradora, pedindo que ela assuma a conclusão do contrato. Além disso, o segurado também tem a alternativa de acionar a apólice com o objetivo de receber 100% do valor segurado.

Com o maior conhecimento da nova Lei de Licitações, as instituições governamentais acima listadas têm até dois anos para aplicá-la, e com isso ocorrerá uma maior demanda de garantia de Bid e Performance. O primeiro, também chamado de garantia do licitante, é muito utilizado em concorrências e licitações públicas, para assegurar a indenização por prejuízos causados pelo tomador na recusa em assinar o contrato adjudicado.

Já os contratos de performance bond, também chamados de Garantia do Executante, são usados para asseverar a indenização pelos prejuízos decorrentes da não entrega, não fornecimento ou não prestação de serviços assumidos em contrato pelo tomador.

Como reflexo da pandemia, o seguro garantia foi impactado pela menor demanda das apólices de garantia judicial, que tem representado, nos últimos anos, 90% do volume de prêmios do Garantia. Esse impacto é mais expressivo por conta da atual limitação de análise de processos por parte do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF), que demandava elevados valores de apólice de Garantia.

Diante da impossibilidade de as reuniões ocorrerem de forma presencial, o CARF limitou em 2020, a R$ 8 milhões a análise de processos virtuais. Em janeiro de 2021, esse limite foi ampliado para R$ 12 milhões e, de abril a 30 de junho de 2021, passou a ser de R$ 36 milhões. Nesses valores, estão cerca de 95% dos processos, ficando de fora as demandas de alto valor, algumas bilionárias, referentes à discussão de Ágio, PLR, Stock-Options, entre outros. Atualmente o CARF tem um volume de mais de R$ 700 bilhões em processos a serem analisados.

Uma outra modalidade que tem grandes possibilidades de crescimento no mercado é o seguro de Garantia Financeira. Hoje o mercado praticamente só trabalha com o pagamento de energia, mas há outras oportunidades para esse seguro, competindo com as fianças bancárias, depósito em dinheiro, entre outros, a exemplo do seguro de Garantia Judicial. Chamo atenção para o grande diferencial do seguro de Garantia Financeira ter uma data previamente definida para o encerramento da obrigação, diferentemente do Judicial, em que o tomador pode ter a sua apólice prorrogada até o término da ação judicial, como ocorre em muitas situações. Resta saber o que falta para as seguradoras e resseguradoras investirem em uma modalidade tão promissora.

Aumento dos riscos nas empresas potencializa atuação do seguro de crédito no mercado 851

Luciano Mendonça é Director of Market Management, Commercial, and Distribution (MMCD) da Euler Hermes / Foto: William Anthony/Arquivo JRS

Diretor Comercial da Euler Hermes traz panorama do comportamento do mercado no último ano e para 2021

Com a pandemia e consequentemente as perdas causadas por conta da crise econômica, o número de indenizações nas empresas brasileiras no último ano foi significativo.

As primeiras estatísticas de 2021 mostram um recuo do número de empresas que pediram recuperação judicial. Embora o cenário de pandemia esteja longe de se resolver, vemos que o empresário que sobreviveu a 2020 teve muita resiliência e flexibilidade no gerenciamento do seu negócio, e deveria aproveitar a perspectiva um pouco mais positiva da economia em 2021. As previsões de crescimento do PIB em 2021, depois de um desastre em 2020, são muito encorajadoras. Portanto, esperamos um ano melhor no que se refere a empresas em recuperação judicial.

A análise é do diretor comercial da seguradora de crédito Euler Hermes, Luciano Mendonça. O executivo acredita que este quadro foi potencializado também pelo fato de novas empresas estarem buscando cobertura de crédito em virtude de atrasos e não pagamentos que ocorreram ao longo do último ano. “Esta tendência deverá ser acompanhada pelo aumento da exposição ao risco, principalmente nos setores que ensaiam alguma retomada, como metais, construção, químicos e alimentos”, exemplifica.

Impactos e perspectivas

O diretor lembra que, no início da pandemia, o prognóstico do mercado de seguro de crédito era bastante negativo: a partir do 2Q2020 houve aumento do número de sinistros (não-pagamentos informados pelos segurados) em comparação com 2019. No entanto, Mendonça afirma que este aumento se reduziu no 2H2020, levando ao fechamento do ano com apenas 15% mais perdas que em 2019.

“Isto não foi ao acaso: quando a pandemia eclodiu, tomamos ações de redução de exposição que estavam alinhadas à redução das vendas dos nossos segurados, desta forma limitando potenciais perdas. Com a melhora que se percebeu ao final de 2020, tivemos possibilidade de retomar nossa exposição a níveis pré-pandemia, com aumento constante de exposição ao risco em setores mais resilientes à crise. Sem dúvida, nosso monitoramento da situação econômica nos permitiu gerenciar mais precisamente a exposição ao risco de crédito nos vários mercados onde atuamos, retomando o apetite de cobertura antes de qualquer outra seguradora”, conta.

Setores mais afetados buscam proteção

Mendonça explica que os setores ligados à infraestrutura, como metais e construção, além de plásticos/embalagens, foram os que sofreram mais no começo da pandemia e têm buscado proteção com seguro de crédito.

“Estes são os setores mais afetados por uma redução da atividade econômica, e suas cadeias têm pouco tempo de adaptação a uma nova conjuntura de risco. Assim, as perdas se espalharam por diferentes elos da corrente. Por isso, percebemos o aumento de apólices em empresas destes setores já no final de 2020, o que continuou neste primeiro quadrimestre”, afirma.

Monitoramento é aliado

Com mais de 85 milhões de empresas monitoradas diariamente em todo o mundo, a base de dados da Euler Hermes auxilia na gestão de crédito de empresas dos mais variados tamanhos e setores. “Se sua empresa fornece para um cliente, é muito provável que este cliente já tenha sido avaliado anteriormente pela Euler Hermes como um risco de crédito junto a outros fornecedores”, afirma Mendonça.

Diante dessa expertise, a seguradora conta com uma visibilidade transversal sobre a cadeia de suprimentos dos clientes e isto faz com que esteja em posição privilegiada no monitoramento do risco de pagamento das empresas, uma vez que a seguradora é a primeira a saber sobre potenciais atrasos e caso estes se tornem inadimplência, é a Euler Hermes que indeniza as perdas.

Mercado em desenvolvimento

O diretor afirma que o seguro de crédito ainda é uma ferramenta pouco difundida no Brasil. Apenas no estado de São Paulo, há mais de 42 mil corretores de seguros habilitados, e aproximadamente duas dezenas deles são especializados em seguro de crédito. Portanto, é um campo aberto para corretores de seguro que querem diversificar a oferta de soluções para seus segurados atuais.

“O seguro de crédito é a melhor ferramenta de gerenciamento de risco de crédito: além de monitorar a capacidade de pagamento das empresas, o seguro indeniza as perdas caso um cliente segurado fique em inadimplência. Uma empresa pode ter o melhor time de analistas de crédito e as melhores ferramentas de monitoramento de risco, mas nenhuma delas põe dinheiro na mesa caso um cliente não honre os pagamentos”, explica.

O diretor lembra ainda que o ano de 2020 assustou muitos empresários com as perdas ocorridas, o que despertou a busca por soluções contra o não pagamento e o seguro de crédito faz este papel. “Já no final de 2020, percebemos um aumento da busca de proteção e este movimento se confirmou em 2021. Ano passado crescemos +25%, e neste ano nossos números já estão bastante positivos”, comemora.

Livia Prata assume diretoria regional RJ/ES da Allianz 549

Livia Prata é a nova Diretora Regional RJ/ES da Allianz / Divulgação

Executiva tem mais de 20 anos de experiência no mercado

A carioca Livia Prata assume a diretoria regional Rio de Janeiro e Espírito Santo da Allianz Seguros. A executiva acumula mais de 20 anos de atuação no mercado, com sólida experiência em Automóvel e Massificados. No último ano, liderou as áreas de Parcerias Estratégicas (bancos, cooperativas e concessionárias) e as inovações do produto Frota Fácil Digital.

“Ao longo da minha trajetória sempre gostei de visitar e ouvir os corretores. Estou muito feliz com a oportunidade de estar à frente da diretoria Rio de Janeiro e Espírito Santo e por contribuir para que a Allianz continue se fortalecendo e conquistando cada vez mais espaço no mercado”, diz Livia.

Capemisa Seguradora participa do workshop “Conhecer para Proteger” do CSP-MG 685

Thiago Morelo é Gerente de Treinamento e Desenvolvimento Comercial da Capemisa Seguradora / Divulgação

Transmissão acontece no próximo dia 17 de junho

O Gerente de Treinamento e Desenvolvimento Comercial da Capemisa Seguradora, Thiago Morelo, participará da live do Clube de Seguros de Pessoas e Benefícios de Minas Gerais (CSP-MG), no próximo dia 17 de junho. Em pauta, o executivo falará sobre “O papel do Corretor frente ao empreendedorismo brasileiro”.

Trata-se do segundo workshop elaborado pelo Clube com a proposta de falar sobre o mercado de seguros e suas possibilidades de negócios para os profissionais: o “Conhecer para Proteger”. Faz parte do programa de capacitação focado nos Corretores de Seguros e as instituições mantenedoras da entidade, como a Capemisa, são convidadas a expor ao público seus produtos, serviços e estratégias de vendas.

“Nossa expectativa é trazer aos Corretores uma reflexão estruturada a respeito das oportunidades de negócios que surgiram nos últimos anos. Espero contribuir com argumentações comerciais que fortaleçam a posição do Corretor como consultor para seus clientes. A Capemisa é uma seguradora especialista em soluções de Seguros de Vida para Pequenas e Médias Empresas. Mais do que nunca, nesse momento delicado em que vivemos, devemos estar próximos desses profissionais, levando informação de qualidade que podem ajudar e inspirar os corretores e empreendedores”, explica Thiago Morelo.

Os interessados devem ficar atentos. As inscrições para o workshop serão realizadas até o dia 11 de junho, pelo e-mail eventos@cspmg.com.br, ou pelo WhatsApp (31) 99358-0636. Os encontros são gratuitos e transmitidos pela plataforma Zoom. A entidade enviará previamente o link de acesso aos participantes inscritos.

Chega ao mercado o primeiro seguro vinculado à Carteira Nacional de Habilitação no Brasil 446

Mariana Miranda é Corporate Sales da Argo Seguros / Divulgação

Proteção é voltada à proteção para motoristas contra danos corporais e materiais causados contra terceiros

Os brasileiros não precisam mais ter um veículo para contratar um seguro. Após um período de testes, acaba de chegar ao mercado o RC Condutor, o primeiro produto vinculado exclusivamente à Carteira Nacional de Habilitação (CNH), voltado a proteger motoristas contra danos corporais e materiais causados contra terceiros.

Totalmente digital, o novo seguro poderá ser contratado na hora, sem burocracia ou grandes questionários, tendo como única exigência que o motorista possua a CNH. A novidade é uma exclusividade da Argo Seguros – multinacional norte-americana considerada uma especialista no desenvolvimento de produtos de nicho, com foco em inovação, tecnologia e inclusão social.

“Como esse seguro está vinculado a uma pessoa e ampara danos a terceiros, não existe restrição de idade do veículo, o que o torna perfeito para quem aluga um carro ou possui automóvel com mais de 20 anos de uso, por exemplo, que geralmente não são aceitos pelas seguradoras”, explica Mariana Miranda, Corporate Sales da Argo Seguros.

De acordo com a executiva, o novo seguro tem potencial para atender mais de dez milhões de brasileiros. “Só no segmento de aluguel de veículos, cerca de dois milhões de motoristas poderão ser beneficiados, já que não haverá mais necessidade de pagar as diárias do ‘seguro contra terceiros’”, avalia.

Com limite até R$ 150 mil, o RC Condutor oferece coberturas para despesas com a defesa do segurado, de contenção de sinistros e de salvamento de sinistros. O seguro também possui serviços de assistências sob medida, como reparo/guincho, socorro mecânico 24h, chaveiro e meio de transporte alternativo (taxi ou carro de aplicativo). Vale lembrar ainda que a contratação é exclusivamente através do corretor de seguros, que pode solicitar mais informações através do e-mail rccondutor@argoseguros.com.br.

Esse é o segundo produto que a Argo disponibiliza para o segmento de automóveis. Em julho do ano passado, a seguradora apresentou o ‘Instant’, o primeiro seguro intermitente para automóveis do Brasil, com cobertura ponto a ponto e proteção por 24 horas. No entanto, a semelhança entre os produtos fica apenas na inclusão, já que ambos permitem que mais pessoas tenham acesso a essa importância transferência de risco, que é o seguro.

Conexão Futuro Seguro 2021: definida a programação 555

Conexão Futuro Seguro 2021: definida a programação / Divulgação

Evento conta com etapas regionais e encerramento em nível nacional

A comissão organizadora do “Conexão Futuro Seguro 2021”, que a Federação Nacional dos Corretores de Seguros (Fenacor), os Sindicatos dos Corretores (Sincors) e a Escola de Negócios e Seguros (ENS) irão promover de junho a agosto, definiu a programação das etapas regionais desse ciclo de eventos virtuais.

E as atrações são muitas.

A começar pelos palestrantes, bastante conceituados. O primeiro, Luis Rasquilha, vai falar sobre a importância da inovação e apresentar uma visão do novo mundo que o Corretor de Seguros encontrará nesta nova década pós-pandemia.

O outro palestrante, Richard Furck, abordará a questão do empreendedorismo e as diferentes possibilidades de vendas ness novo cenário.

Em ambas as palestras, o foco será direcionado ainda para a relevância do digital, da formação e da capacitação do Corretor de Seguros, além das oportunidades que deverão surgir nos próximos anos.

Outra atração será o talk show, mediado pelo professor Maurício Tadeu, no qual os cenários da realidade do mercado de seguros local e as oportunidades de negócios para o Corretor serão debatidos por personalidades do setor, executivos e convidados das principais seguradoras do país.

Foram definidos ainda os prêmios aos quais os associados PF e PJ participantes irão concorrer. Nas edições regionais, poderão ganhar notebooks e/ou smartphones e, na edição nacional, a premiação será um carro 0 km.

Etapas

Esse ciclo de eventos é exclusivo para Corretores de Seguros filiados ao Sincor e colaboradores das Corretoras PJ, além de alunos da ENS.

Fique atento, pois a primeira etapa, realizada em conjunto pelos Sincor AM-RR e Sincor-PA, será dia 29 de junho.

Antes disso, no dia 22 de junho, haverá um evento prévio, para a apresentação do programa para seguradoras patrocinadoras e diretorias dos Sincors.

Em cada evento a inscrição será aberta a corretores de seguros – pessoas físicas ou jurídicas – associados aos sindicatos coorganizadores da etapa. As empresas corretoras de seguros associadas ao Sincor poderão inscrever quantos colaboradores desejar.
Haverá um evento por semana, sempre às terças-feiras e com início às 17 horas, exceto a etapa de São Paulo, que será realizada em uma segunda-feira (23 de agosto).

Antes da abertura de cada evento, haverá, a partir das 16h15min, um “esquenta” com atividades e muitas novidades.

Veja a lista com as datas dos demais eventos*, e a quem se destinam:

  • 06 de julho – Associados dos Sincors de Rondônia e Acre e de Tocantins;
  • 13 de julho – Sincors: Piauí, Maranhão, Rio Grande do Norte e Paraíba;
  • 20 de julho – Sincors: Mato Grosso e Mato Grosso do Sul;
  • 27 de julho – Sincors: Goiás e Distrito Federal;
  • 03 de agosto – Sincors: Bahia, Sergipe, Alagoas e Pernambuco;
  • 10 de agosto – Sincors: Minas Gerais, Espírito Santo e associados do CCS-RJ – Clube dos Corretores de Seguros do Rio de Janeiro;
  • 17 de agosto – Sincors: Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná);
  • 23 de agosto – Sincor: São Paulo; e
  • 31 de agosto – Evento Nacional.

As vagas serão limitadas. Portanto, fique atento para não perder essa oportunidade de se conectar com a nova ordem já estabelecida. Nos próximos dias, as inscrições serão abertas no hotsite do evento e nas redes sociais da Fenacor, dos Sincors e da ENS.

*Pode sofrer alterações.