Digitalização do mercado de seguros: caminhos e o cenário pós-pandemia 448

Digitalização do mercado de seguros: caminhos e o cenário pós-pandemia

Confira artigo de Wlamir Marques Sobrinho, Diretor comercial na Globant

Quando uma tendência, tecnologia ou moda transforma um hábito da população, o que os provedores de serviço precisam fazer? Adaptar. Foi assim com a transição da locadora para o streaming e será (provavelmente) também com adoção crescente de energia verde, por exemplo. Mas, agora, e quando não um hábito, mas toda rotina de trabalho e vida pessoal da população muda? Quando esses detalhes do dia a dia de alguém – mobilidade, atividade física, moradia – embasam todo o seu modelo de negócios, esse processo de adaptação, já complicado, ganha novas camadas. Um mundo novo de adaptação é o trabalho de casa do mercado de seguros, desde 2020, quando a Covid-19 colocou a vida de todos de cabeça para baixo. O primeiro passo para passar por isso: abrir um chamado no TI.

Antes de falar sobre como todos os caminhos de adaptação do setor passam pela tecnologia, vejamos como ficou o mercado com a chegada do novo coronavírus. As condições impostas pela pandemia provocaram uma série de transformações no comportamento das pessoas. Trabalho remoto, menor mobilidade (muitas vezes sequer utilizando o próprio automóvel), mais atenção/cuidado com o ambiente domiciliar e crescimento no sedentarismo.

Ação e reação. A partir dessa nova realidade, produtos passaram a ser menos e mais demandados. É o caso, por exemplo, do seguro de automóveis. Pelo fato de as pessoas estarem saindo menos de casa e usando mais aplicativos de carona, o setor registrou aumento de 45% na procura por planos mais enxutos, segundo levantamento de uma empresa de multicálculo. Outro efeito, esse decorrente da crise econômica provocada pela pandemia, é o menor acesso a seguros de saúde e vida, descontinuados graças à redução (ou extinção) de salários e menores benefícios trabalhistas em empresas que ainda tentam se manter de pé.

Mas o que cresceu ou deve ser mais procurado, no cenário durante e pós-pandemia? Uma pesquisa da Salesforce mostrou que mais de 50% dos brasileiros trocariam de emprego, se pudesse trabalhar em modelo de home office. Uma imposição de agora, mas que demonstra ser tendência para o futuro, o trabalho remoto deve influenciar em duas linhas de produto: domiciliar e, com o tempo, adoção mais ampla de planos de saúde. Isso porque, com as pessoas passando mais tempo dentro de casa, é mais provável que seguradoras tenham mais oportunidades de venda de soluções focadas no lar. Já o outro, por conta de medidas restritivas e aumento no sedentarismo, é tendência de alta na procura por planos de saúde.

Os caminhos – e benefícios – da digitalização

Mas o que a tecnologia tem a ver com o momento do mercado de seguros e com o cenário que estaremos no pós-covid? Tudo. Soluções tecnológicas, de Inteligência Artificial a Cloud Computing, por exemplo, já resolveram problemas do consumidor e de empresas do setor bancário, entretenimento, farmacêutico e muitos outros. No setor segurador, a aplicação de tecnologia é essencial em um cenário normal de temperatura e pressão. Agora, em uma pandemia, com diversas restrições e isolamento, é ainda mais imprescindível. Isso porque é por meio da transformação digital que as seguradoras poderão, além de se adaptar ao novo cenário ganhando competitividade e eficiência, resolver alguns dos grandes desafios do setor nos últimos anos.

Entre eles estão a necessidade de se estreitar o relacionamento com os corretores e suas plataformas; a busca por canais alternativos de distribuição de seguros via bancos, varejistas, agências de viagens, cartões de crédito etc; e otimizar processos internos, como portais de autoatendimento, automação do pagamento de sinistros e despesas, melhoria de sistemas para permitir um melhor “product to market”, processos automatizados e integrados com parceiros de negócios.

Esses desafios, relacionados principalmente ao direcionamento correto de soluções, conexão, transparência e uso correto de dados, são gerenciáveis por meio de soluções tecnológicas que a Globant já aplica. Um exemplo é o uso do Smart Watch associado aos seguros de Saúde e Vida, funcionando como um coletor de dados valiosos sobre o estilo de vida do cliente. Já a Telemetria Inteligente, solução normalmente usada por gestores de frotas, é um tipo de tecnologia que deve beneficiar principalmente a venda de seguros de automóveis, com aplicações de cobertura extra para o uso de transporte particular, seja por aplicativo ou táxi, por exemplo. Já os produtos residenciais podem contar com melhores insights graças à Internet das Coisas (IoT), uma das tecnologias que torna possível, hoje, as Smart Houses.

O que todas essas aplicações tecnológicas têm em comum? A coleta de informação valiosa — que deve ser protegida e usada com ética e responsabilidade — sobre os hábitos e necessidades do cliente, seja sobre ele mesmo, sua locomoção (seja por seu carro ou por um serviço de transporte) ou sua casa.. Com uma cultura guiada por dados, é possível usar esse conteúdo para oferecer personalizado ao consumidor, como cobertura e/ou serviços que de fato resolvam os seus problemas. Isso está no DNA da Globant: o cliente no centro. Soluções criadas para demandas reais e focadas nas pessoas.

Sabendo que, antes ou durante a pandemia, quem correu atrás da transformação digital saiu na frente, fica a pergunta: com novas tecnologias e novos hábitos adotados pela população, para onde vai o setor de seguros?

Com a coleta mais refinada de dados e melhores insights, uma das principais tendências é o modelos de negócio As a Service, que vai oferecer soluções/pacotes de acordo com as demandas do consumidor — seja por necessidade financeira, como vimos no início do artigo, ou por melhor customização. O atendimento ágil, efetivo e transparente passa a ser cada vez mais importante na decisão de compra e fidelidade do consumidor. Por isso, as seguradoras precisam se manter conectadas para prover esse serviço de excelência, de forma que se gere um ciclo virtuoso. Experiência bem sucedida, que faz o cliente ficar mais satisfeito e fiel à empresa, que, por consequência, se sente mais inclinado a compartilhar mais dados com a seguradora.

Em resumo: é preciso se digitalizar ou se digitalizar.

Live do Sincor-SP ensina corretores de seguros a prosperarem nas redes sociais 332

Live do Sincor-SP ensina corretores de seguros a prosperarem nas redes sociais / Divulgação

Transmissão foi realizada na manhã desta quinta-feira (29)

Para debater o tema “Redes Sociais – Desafios e Oportunidades para Corretores de Seguros”, as Comissões Negócios do Corretor e Jurídica do Sincor-SP receberam o corretor de seguros e fundador da startup Cliente Agente, Kleber de Paula, em live nesta quinta-feira (29). Na ocasião, os profissionais discutiram estratégias que podem ser adotadas pela categoria para gerar maior engajamento com clientes e trazer melhores resultados. É possível assistir à transmissão pelo canal da TV Sincor-SP, no YouTube.

Representando o presidente da entidade, Alexandre Camillo, e a diretora executiva responsável pela Assessoria Técnica, Simone Fávaro, na abertura, o 1º vice-presidente do Sincor-SP, Boris Ber, falou da importância de discutir o tema. “Uma live necessária para o momento, já que estamos nos conectando com as pessoas pelas redes sociais. E, o corretor de seguros vai precisar aprender como utilizar as ferramentas da melhor maneira e alcançar aqueles que não sabem a importância do seguro”, completou.

Perguntado sobre a diferença de usar e vivenciar as redes sociais, Kleber destacou que o ambiente digital é uma extensão dos relacionamentos. “Quando nos inserimos em um ambiente, é essencial saber que existem outras pessoas lá com as quais precisamos criar uma conexão. Por isso, tudo o que é publicado deve ter relevância, um significado para quem está do outro lado.”

O executivo ressaltou que para criar uma conexão com os consumidores, o corretor deve produzir posts de experiências, cases de sucesso e depoimentos de clientes. “Não adianta postar apenas produtos de seguros. Já imaginou você chegar num evento entregando panfleto? A primeira impressão tem que ser que os clientes precisam considerar você para resolver um problema. Então, primeiramente, é importante criar a conexão”, detalhou. Kleber ainda reiterou que, em um primeiro momento, para se relacionar nas redes sociais não se deve separar o pessoal do profissional. “Leva tempo para que uma marca tenha reconhecimento no digital. Então, é muito mais fácil eu, como pessoa, me conectar com os meus clientes.”

Sobre a iniciação nas redes sociais, Kleber deu dicas. “Quando fazemos uma publicação, é como dizer ao mundo para o que viemos. Primeiro, responda quem você é antes de vender seguro. Conte um pouco da sua história, como começou, quantos anos está na área. Quando a mensagem é bem construída, é possível atingir mais pessoas”.

A respeito de conteúdos pagos nas redes sociais, o executivo lembrou que é preciso ter cuidado, já que, às vezes, se gasta muito dinheiro e não tem o retorno desejado. “Se ainda não estruturou a rede social, se não tem frequência, constância e coerência naquilo que comunica, não é interessante investir dinheiro ainda”, e aconselha: “enxergue melhor onde está ambientado, qual é o público que te acompanha, de que maneira pode interagir com essa base e qual a hora que pode ser lembrado na contratação do seguro”.

As perguntas ao especialista foram feitas pelo coordenador e o integrante da Comissão Negócios do Corretor, Arnaldo Odlevati Junior e Marcelino Odlevati, assim como pelo coordenador e a integrante da Comissão Jurídica, Edson Fecher e Priscila Figueiredo.

Promoção “Mês do Amigo” dá 100% de desconto em extensões da ENS 313

Promoção "Mês do Amigo" dá 100% de desconto em extensões da ENS

Iniciativa é válida até o próximo dia 17 de agosto

No dia 20 de julho foi celebrado o Dia do Amigo. Para comemorar a data, a Escola de Negócios e Seguros (ENS) lançou a campanha promocional “Mês do Amigo”, que contempla cursos de extensão selecionados. Alunos que se matricularem até 17 de agosto receberão um cupom de 100% de desconto para oferecer a um amigo no mesmo programa.

Os cursos de extensão da ENS são indicados para profissionais que desejam aprimorar conhecimentos ou dar um novo direcionamento à carreira. Também são uma ótima opção para ampliar a rede de contatos e adquirir novas percepções sobre o mercado.

Com curto tempo de duração, os programas oferecem aprendizado específico por um investimento acessível. A promoção contempla 16 cursos, que abordam temas nas áreas Jurídica, de Riscos, Econômica, de Gestão e de Vendas. Há ainda opções sobre ramos específicos do setor, como Seguros Ambientais e Seguro Garantia.

Para participar é necessário ensino superior completo. A carga horária e o investimento variam de acordo com a extensão escolhida. Inscrições e outras informações podem ser encontradas no hotsite especial da promoção.

Mercado ressegurador brasileiro movimentou mais de R$ 20 bilhões no último ano, aponta estudo 347

Mercado ressegurador brasileiro movimentou mais de R$ 20 bilhões no último ano, aponta estudo

Prêmio de resseguro cedido tem alta de 10%, indica Austral Ranking

O Austral Ranking traz um estudo de como as resseguradoras que atuam no Brasil tem desempenhado seus negócios. O material traz um cenário comparativo entre março de 2020 e março de 2021 no volume de resseguro cedido. Nesse período, o mercado somou R$ 20,3 bilhões em resseguro aceito das seguradoras locais, frente a R$ 18,5 bilhões. Houve um aumento de 10% no prêmio cedido, impactado por ramos como Patrimonial, Rural e Garantia, que somam 64% do total, os mais representativos do setor.

O prêmio cedido para a linha de Automóvel teve destaque percentual, com 57% de crescimento. Já Microsseguros e Aviação cresceram 38% e 25%, respectivamente.

Divulgação
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O Brasil se mantém o principal país em relação ao resseguro cedido, com participação de mercado de 38,6%. Em seguida, Alemanha e Estados Unidos são os principais parceiros do mercado ressegurador brasileiro, com 15,5% e 13,5%, respectivamente

Com a publicação, a empresa reforça seu compromisso com o mercado brasileiro de gerar informações relevantes sobre o desenvolvimento dos negócios no país. O estudo traz ainda a análise dos prêmios cedidos pelo mercado segurador para cada ressegurador, por linha de negócio, além de outros dados comparativos.

Austral Re avança uma posição em resseguro aceito no Brasil

Com a aquisição da Markel Resseguradora do Brasil, a Austral Re chega a quarta posição com maior aceitação de resseguros no mercado nacional com R$ 1 bilhão. Esse número volume foi 12% superior na comparação dos dois períodos analisados.

De acordo com o levantamento, os cinco maiores grupos econômicos se mantiveram no topo. São eles: IRB (31%), Mapfre (10,6%), Munich (7,3%), Zurich (5,1%) e Austral (4,9%). Os dados mostram que os cinco maiores grupos econômicos recebem 58,5% do resseguro cedido, dez grupos recebem 77,2% do volume e 20 grupos cerca de 94,0% do volume.

Icatu é premiada no CX Excellence Award, promovido pela NICE 338

Rafael Caetano é diretor de Marketing e Relacionamento com Clientes da Icatu / Divulgação

Companhia ganhou na categoria Rookie Of the Year, que seleciona as empresas que mais se destacaram na adoção de novas soluções em 2020

O trabalho home office foi uma das principais mudanças causadas pela pandemia no setor corporativo. Com o novo cenário, muitas empresas precisaram migrar suas equipes para o trabalho remoto, seguindo as orientações dos órgãos públicos para a preservação da saúde. Foi o que aconteceu com a Icatu – maior seguradora entre as independentes em Vida, Previdência, Capitalização e Investimentos, que realizou a transição de 100% de sua equipe do Centro de Relacionamento com o Cliente (CRC) para trabalhar de casa, com a operação na nuvem, no primeiro ano da pandemia. Este feito, em apenas 72 horas, levou a Icatu a ganhar o prêmio internacional CX Excellence Award, promovido pela NICE – líder mundial de soluções para Contact Centers.

A seguradora, que concorria com outros cases internacionais e brasileiros, ganhou na categoria Rookie Of The Year, que identifica os clientes que regulamentaram as melhores práticas na implementação de solução do portfólio NICE ou NICE inContact em 2020. A categoria considera, entre os critérios de desempenho, excelência em comunicação e parceria com fornecedores, melhores práticas de implementação, incluindo eficiência de implementação, adoção de produtos, soluções e treinamento de agentes e equipe de supervisão.

Segundo o diretor de Marketing e Relacionamento com Clientes da Icatu, Rafael Caetano, o reconhecimento reforça o cuidado da companhia com as pessoas em um momento crucial. “Diante do cenário de pandemia, precisávamos implantar rapidamente uma solução tecnológica que viabilizasse o funcionário de realizar todo o atendimento de casa, além de oferecer qualidade de comunicação para evitar impacto aos clientes que poderiam precisar da Icatu a qualquer momento, já que nossa linha de negócios é especialmente focada em pessoas”, relata Rafael. “Ganhar esse prêmio mostra que alcançamos o nosso objetivo, que foi possibilitar aos nossos colaboradores um emprego seguro, além de continuar atendendo os nossos clientes”, completa. Durante o período de março a dezembro de 2020, a seguradora não apenas conseguiu manter o atendimento ao cliente sem interrupções, como também registrou um aumento de 10% de chamadas, comparado ao mesmo período do ano anterior.

“Temos muita satisfação de ver o projeto corajoso e arrojado da Icatu receber o CX Excellence Award. A empresa respondeu de forma proativa aos desafios da pandemia e garantiu tanto a segurança de seus agentes quanto a excelência do atendimento aos seus clientes com a plataforma CXone, uma solução nativa em nuvem que permite que organizações de todos os tamanhos façam a transição rápida de agentes de seus contact centers para o trabalho remoto, movam interações de forma dinâmica entre canais e lidem com volumes significativamente maiores tanto de chamadas por voz quanto digitais à medida em que a demanda aumenta nas áreas afetadas. Parabenizamos a Icatu pela premiação”, diz Luiz Camargo, Vice-Presidente da NICE para a América Latina.

Inovações aos seguros do grupo de responsabilidades 351

Inovações aos seguros do grupo de responsabilidades

Advogada Maria Izabel Indrusiak Pereira comenta Circular Susep nº 637

Hoje, dia 28 de julho de 2021, foi publicado no Diário Oficial da União a Circular da Superintendência de Seguros Privados (Susep) de Nº 637, a qual passa a dispor sobre os seguros do grupo responsabilidades, expressamente revogando as Circulares Susep nº 336, de 22 de janeiro de 2007, nº 348, de 1º de agosto de 2007, nº 437, de 14 de junho de 2012, nº 476, de 16 de setembro de 2013 e nº 553, de 23 de maio de 2017.

A nova Circular passa a vigorar a partir de 01 de setembro de 2021, trazendo diversas inovações aos seguros do grupo de responsabilidades.

Maria Izabel Indrusiak Pereira é advogada e sócia do C. Josias & Ferrer Advogados Associados / Reprodução
Maria Izabel Indrusiak Pereira é advogada e sócia do C. Josias & Ferrer Advogados Associados / Reprodução

Maria Izabel Indrusiak Pereira, advogada e sócia do C. Josias & Ferrer Advogados Associados, afirma que o objetivo é a maior flexibilização regulatória, flexibilização na criação de produtos que possam melhor atender aos anseios do consumidor com simplificação de definições. “Assim, será possível atingir maior público, fomentar a concorrência, o desenvolvimento do mercado e a inovação, assim como a ampliação de produtos à base de ocorrência em especial D&O, conforme se utiliza em padrões internacionais”, esclarece. Maria Izabel também cita a possibilidade de pagamento direto pelas seguradoras e não somente o reembolso, ainda que possa constar tal possibilidade na regulamentação; a unificação dos conceitos de prazo complementar e suplementar no denominado “prazo adicional” que pode se dar uma vez ou sucessivamente com ou sem cobrança de prêmio (cobrança facultativa); liberdade na retroatividade (à base de reclamação), dentre outras questões que serão aprofundadas em artigo que será lançado nos próximos dias.

O assunto está em discussão desde 14 de abril de 2021, quando a Susep publicou o Edital de Consulta Pública nº 6/2021, por meio do qual colocou em consulta pública minuta de circular que revisa e consolida as regras aplicáveis aos seguros de Responsabilidade Civil. Tal Consulta Pública nº 6/2021 ficou aberta por 30 dias para o recebimento de sugestões dos cidadãos.