Inmetro aposta em tecnologia da certificação digital para dar fim às fraudes nas bombas de combustível 364

Inmetro aposta em tecnologia da certificação digital para dar fim às fraudes nas bombas de combustível

Confira artigo Edmar Araujo, presidente executivo da Associação das Autoridades de Registro do Brasil (AARB)

O Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) credenciou-se como Autoridade Certificadora de 1º nível da Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP-Brasil) e, a partir de agora, emitirá certificados digitais de objetos metrológicos. Com o feito, a autarquia tentará dar cabo às fraudes que ocorrem em postos de combustíveis em todo o Brasil, problema dos mais crônicos de encontrar alguma resolução.

É importante tentar explicar como ocorrem as burlas que prejudicam consumidores diariamente no país.

Quando somos atendidos por frentistas, eles nos questionam a respeito da quantidade de combustível que desejamos abastecer. O único jeito de saber quantos litros há no tanque do carro é pedir para que se preencha até o limite suportado pelo veículo e, mesmo assim, o total de gasolina, etanol ou diesel não permitirá aferir os litros que realmente foram adquiridos.

Mas, como ocorre a fraude durante o abastecimento?

É de forma invisível que os consumidores são lesados. Nos componentes eletrônicos do equipamento para abastecer, a famosa bomba, o volume de combustível é calculado por um bloco medidor, que gira conforme a quantidade que passa por ele. O transdutor óptico, por sua vez, comunica ao medidor o número de pulsos enviados para a bomba.

Consideremos então o seguinte: 100 pulsos correspondem exatamente a 1 litro de combustível. É precisamente nesta interação entre transdutor e medidor que os fraudadores atuam ao instalar componente que faça o medidor entender que está recebendo pulsos a mais. O consumidor acaba pagando por litros que não correspondem ao indicado na bomba.

Assim, o meio encontrado pelo Inmetro para blindar eletronicamente esses dispositivos foi a tecnologia do certificado digital ICP-Brasil, lançando mão de um processo de implantação rápido e prático. O objetivo é que as bombas já venham de fábrica com o certificado instalado. Assim, todos a parte eletrônica da bomba, inclusive o software que faz a comunicação entre o transdutor óptico e o medidor, estará resguardada com criptografia de ponta a ponta.

O consumidor estará empoderado e saberá se abastece em posto onde as bombas estão certificadas pela tecnologia ICP-Brasil, já que os equipamentos serão obrigados a disponibilizar informações sobre sua identidade. Bastaria, por exemplo, a captura de um QR Code para saber tudo sobre determinada bomba, como o endereço do posto, sua data de fabricação e se o certificado metrológico ICP-Brasil está instalado e válido, ou ainda, celulares e bombas poderiam se comunicar automaticamente e trocar dados a partir da tecnologia da Internet das Coisas (IoT). Na prática, um app será o suficiente para combater fraudes.

O certificado digital que será utilizado será o de Objetos Metrológicos (OM-BR), destinado exclusivamente a itens desta natureza que sejam regulados pelo Inmetro. O projeto permite que a fiscalização seja otimizada a partir do uso do OM-BR em outros equipamentos igualmente burlados no Brasil, como balanças e relógios medidores de energia elétrica.

O Planalto trata este tema como dos mais importantes entre as ações do Governo Federal para coibir fraudes que prejudicam toda a cadeia econômica envolvida, já que elas permitem burlas fiscais na ordem dos bilhões de reais.

Resta saber em qual velocidade o projeto será operacionalizado e se, de fato, todos nós poderemos confiar nas informações que visualizamos nas bombas de combustível. Num país onde e-mails sobre o combate à pandemia da Covid-19 não são respondidos por autoridades, é difícil crer que a tecnologia terá algum protagonismo para a solução de problemas.

No papel está bonito.

Na prática, só o tempo, senhor da razão, nos dirá se haverá solução.

É ver para crer.

*Edmar Araujo é presidente executivo da Associação das Autoridades de Registro do Brasil (AARB). Possui MBA em Transformação Digital e Futuro dos Negócios é Jornalista e membro titular do Comitê Gestor da ICP-Brasil

Newton Queiroz: Analisar, repensar, planejar, implementar e seguir em frente – a real solução para nosso mercado 619

Newton Queiroz é Chief Strategy Officer da Kovr Seguradora e articulista do JRS / Arquivo JRS

Confira coluna de Newton Queiroz, Chief Strategy Officer da Kovr Seguradora e articulista do JRS

Desde o início deste mês, vários meios têm divulgado o aumento na busca por profissionais da área de seguros em mais de 40%. Os artigos explicam que essa demanda não vem apenas da indústria, pois outras áreas contratam securitários para efetuar funções ligadas a seguros em suas empresas (gerente de risco, desenvolvimento de produtos, negociação com o mercado e outros).

Ao analisar os principais indicadores sobre a indústria de seguros vemos que todos apontam para cima. Portanto, ao ler tal matéria a visão básica é de que nosso mercado está em crescimento sustentável e retomada de empregos. Sim. É verdade que estamos com um número maior de contratações nesses últimos meses, mas não consigo ver os 40% mencionados.

Vejo ótimos profissionais em busca de recolocação e que aceitam até mesmo significativamente menos que em suas posições anteriores. Mesmo assim, vários têm encontrado dificuldade. Isso se dá porque a demanda segue menor do que a oferta de profissionais.

Outro ponto que cabe ser ressaltado é que muitas seguradoras e corretoras não aumentaram seu quadro de colaboradores, mas substituíram profissionais. Ou seja. São empregos novos dentro da indústria em áreas relacionadas à tecnologia e startups (que buscam profissionais para compor seus times).

Em outras indústrias a demanda por profissionais de seguros aumentou, em especial, nos setores de finanças e varejo. Tanto na parte tradicional, como na digital (como e-commerce ou fintechs, por exemplo). Essas empresas investem cada dia mais nos departamentos de seguros para ofertar produtos de interesse aos clientes de modo a monetizar essas operações.

Este movimento faz com que os trabalhos da indústria de seguros migrem para outras que, anteriormente, efetuavam apenas a demanda, mas que, agora, pretendem fazer o processo do início ao fim (concepção, segmentação, criação, implementação, distribuição e concretização). Um bom exemplo disso é a Luizaseg, criada para atender as demandas das empresas do Grupo Magalu e que tem sido exitosa em seus números.

Tal tendência deve aumentar o interesse das empresas por fazer o processo do começo ao fim.

Claro que nem todas as empresas desejam ter seguradoras, mas sim, o desejo de controlar melhor o processo total de oferta e monetização de produtos relacionados a seguros.

Isso revela uma mudança no paradigma em relação ao modelo de produtos “enlatados”. Há um desejo de controlar com quem se deseja trabalhar, qual preferência no tipo de produto a ser ofertado e de que modo deseja fazer isso.

As seguradoras que não perceberem isso logo irão perder espaço para empresas que surgem com o DNA de focar no cliente e apresentar soluções para eles.

Agora, sobre os números do mercado, é interessante verificar o resultado das empresas no mesmo período de 2020 em cruzamento com 2021. Porém, não apenas sob o olhar dos prêmios emitidos, mas sim, com foco no resultado operacional ou expandido (quando considera o ganho de aplicações financeiras).

Segundo números publicados pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), no período proposto para análise, enquanto os prêmios emitidos subiram 15%, o prêmio ganho subiu apenas 6,8% (que é o que realmente paga os custos). A sinistralidade cresceu 18,36% e as despesas comerciais expandiram 5,63%. Também caiu em 16,89% o percentual para as seguradoras pagarem suas despesas, efetuarem investimentos em inovação, times, novas áreas e demais compromissos.

Em resumo, mesmo com o aumento da emissão de prêmios, o resultado operacional ficou abaixo ao do ano anterior. Por isso temos várias seguradoras com lucros negativos, algumas com lucros marginais e algumas poucas (arrisco-me a considerar 5) com lucro operacional razoável e aceitável em comparação com os parâmetros mundiais.

Deste modo, é possível observar que existe sim o lado positivo de nosso mercado – que podemos chamar de estabilidade limitada -, uma grande vantagem em relação aos demais setores. E, ainda, um leve aumento na demanda pela mão de obra securitárias.

Porém, comemorar os resultados de prêmios emitidos, aumento na busca geral de profissionais e outros podem gerar visões não realistas sobre o momento atual do mercado e colocá-lo em risco. O momento exige muita atenção e readequação dos fundamentos básicos de nossa indústria.

Sou muito questionado por ser tão crítico com as análises dos números do mercado, mas faço isso justamente por ser extremamente comprometido com o setor e acreditar que temos muito a contribuir com a nossa sociedade. Mas, para isso, faz-se necessário este passo importante de adaptação dos fundamentos do setor para que se tenha um mercado sustentável.

Minha maior preocupação é que diminua o número de seguradoras, corretoras e outros agentes em função de uma retração na indústria ou de uma adaptação onde o mercado de seguros começa a ser dominado ou liderado por outras empresas do setor financeiro e de varejo conforme mencionado durante este artigo.

Empresa oferece vagas para profissionais de tecnologia, Inteligência Artificial e Marketing 470

Empresa oferece vagas para profissionais de tecnologia, Inteligência Artificial e Marketing

Mobi2buy projeta aumento de 25% no efetivo neste trimestre

Pioneira na construção de relacionamentos multicanais singularizados com uso de tecnologia para conectar marcas a um maior número de clientes, a Mobi2buy está com oportunidades para profissionais de todo o país. Para este trimestre, a companhia já abriu cerca de 30 vagas em regime home office para Cientista de Dados, Product Owner, Profissional de UX, Desenvolvedor Phyton, Desenvolvedor PHP, Analista de Marketing, Analista de Produto e Analista Digital.

A criação de novas posições dentro da Mobi2buy gera alguns desafios comuns aos de outras empresas de tecnologia e de segmentos que demandam por mão de obra especializada. Uma pesquisa publicada recentemente pela ManpowerGroup aponta que 51% dos entrevistados têm alguma dificuldade para encontrar profissionais qualificados para as posições oferecidas. Levando em conta este cenário, a companhia tem recorrido a certificações e workshops in house para fortalecer a expertise de seus colaboradores e reter talentos.

“O compromisso da Mobi2buy com o ecossistema de tecnologia é buscar candidatos que tenham perfil proativo, empreendedor, com atitude e vontade de aprender e inovar, para qualificá-los com os conhecimentos necessários para atender os desafios que nosso time lida no dia a dia”, afirma Thiago Taranto, CEO da Mobi2buy.

Os profissionais escolhidos terão o desafio de ajudar os clientes da Mobi2buy na jornada digital em uma nova realidade trazida pela pandemia, na qual os hábitos de consumo passaram por profundas transformações.

Com o isolamento social, cresceu o número de interações entre marcas e consumidores nos mais diversos canais de relacionamento – via SMS, WhatsApp, Chatbot, RCS, Smart Message, MMS, redes sociais, entre outros. Só no último mês, foram mais de 500 milhões de interações na plataforma da Mobi2buy, cerca de 50% a mais que no mesmo período do ano passado.

Diante desse novo cenário, a procura por serviços que usam a tecnologia a favor da construção de relações multicanais cada vez mais humanizadas tem acelerado o crescimento da empresa. A Mobi2buy prevê alcançar R$ 32 milhões de receita este ano, um aumento de 60% em relação a 2020.

Para se candidatar, o profissional deve mandar seu currículo para o e-mail recrutamento@mobi2buy.com.

FenaSaúde cria gerência de avaliação de novas tecnologias e medicamentos 446

FenaSaúde cria gerência de avaliação de novas tecnologias e medicamentos

Área será dedicada à incorporação de inovações na cobertura dos planos de saúde

A Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde) acaba de criar a Gerência de Avaliação de Tecnologias em Saúde. A nova área fará a análise dos impactos que as inovações tecnológicas trazem para os planos de saúde. A gerência será responsável por estudar os usos, benefícios e riscos de novos exames, procedimentos e medicamentos para quem tem plano de saúde, além do impacto financeiro da possível incorporação de cada item.

A decisão reforça a importância que o assunto vem tomando dentro do setor, a partir do processo contínuo de atualização do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde proposto pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS); o avanço tecnológico; o desenvolvimento de novos medicamentos, exames e procedimentos; e o aumento de custos decorrente das novas tecnologias, que são cada vez mais caras.

A criação da nova gerência atende a duas diretrizes estratégicas da FenaSaúde: Regulação, com prioridade a grandes temas com ampla participação das associadas, e Gestão Interna, com o objetivo de fortalecer tecnicamente a equipe e também intensificar o relacionamento com as associadas.

Na liderança da gerência de Avaliação de Tecnologias em Saúde está a farmacêutica Hellen Harumi Miyamoto. A profissional, na FenaSaúde há quase um ano, é especialista em Saúde Assistencial, com mestrado em Avaliação de Tecnologias em Saúde pelo Instituto Nacional de Cardiologia.

Serasa Experian lança novos modelos de certificado digital para operação no Open Banking 378

Ferramentas digitais serão fundamentais para o novo sistema bancário

De olho nas tendências do mercado financeiro, a Serasa Experian lança um combo de soluções em certificados digitais específico para transações dentro do sistema Open Banking. São ferramentas digitais que oferecem mais segurança ao tráfego de informações compartilhadas e atuam com interoperabilidade, através da transparência, segurança e qualidade, além de facilitar o cumprimento das obrigações fiscais e exigências do novo modelo bancário.

O certificado digital garante que as empresas tenham uma identidade segura, fundamental para que possam usufruir de todos os avanços tecnológicos e ferramentas online que serão desenvolvidas a partir do Open Banking. Ao assegurar a comunicação entre os sistemas e APIs, o uso do certificado digital será fundamental para as empresas participantes transacionarem dentro do novo sistema bancário.

Daniel Castello assume Transformação Digital da Rede Lojacorr 654

Daniel Castello é o novo Chief Digital Officer da Rede Lojacorr / Foto: Berenice Stallivieri/Divulgação

Mentor e estrategista é o novo CDO da empresa e tem a missão de criar, junto ao time, a maior e mais valiosa plataforma figital do ecossistema brasileiro

O 25º aniversário da Rede Lojacorr marcará uma nova era na maior rede de corretoras de seguros independentes do País. Além da contratação de novos colaboradores para a equipe, que deve crescer no total cerca de 50% em toda a empresa na sede administrativa e comercial até o final de 2021, a Lojacorr compõe o time de gestores, com o novo CDO. O diretor de Transformação Digital (Chief Digital Officer) é Daniel Castello, que passa a atuar ao lado de Diogo Arndt Silva (presidente – CEO), André Duarte (diretor Financeiro – CFO), Geniomar Pereira (diretor Comercial – CCO), Luiz Longobardi Junior (diretor de Mercado e Operações – COO), Sandro Ribeiro (diretor de Tecnologia – CIO), e Dirceu Tiegs (diretor de Gente & Gestão – CHRO).

Há cerca de um ano, Daniel Castello iniciou um trabalho de mentoria e consultoria para a Rede Lojacorr pela Endeavor, via programa de Scale-UP. Desde então, a consolidação da ampliação da empresa e formatação da Lojacorr 2.0 passou a ser um caminho cada vez mais próximo. No final de 2020, o time de gestores convidou Daniel Castello para juntos transformarem a Rede Lojacorr na maior e mais valiosa plataforma figital (física + digital) do ecossistema do seguro brasileiro.

Esse passou a ser o maior desafio do diretor na empresa, que vê no atual cenário pandêmico uma oportunidade de aculturar a digitalização no processo de crescimento do mercado de seguros no Brasil. Daniel Castello, que acumula uma carreira como consultor, palestrante, escritor e mentor nas áreas de Estratégia, Transformação Digital e Gestão de Pessoas, liderou dezenas de projetos de transformação no Brasil e no exterior, em empresas como Abbott, Syngenta, Campari, Santander, Mercedes-Benz, Unicred, Mapfre e Telefónica. É ainda Mentor Endeavor desde 2009, premiado como Mentor de Alto Impacto Endeavor em 2016. Atuante também na Startse e na Fundação Lemann, cujos desafios também são arrojados no País.

Desafios esses que fazem brilhar os olhos do novo gestor, que acredita em grandes transformações, mesmo em processos complexos. De acordo com o especialista, muitas resistências tanto ao novo quanto à digitalização fazem parte do mercado, dentro e fora do seguro, mas é necessário para desenvolver a operação e a economia do segmento. “Para que a Lojacorr cresça e desenvolva uma jornada do cliente impecável, precisamos construir para o mercado uma plataforma holística e de qualidade que atenda o ecossistema global focado na seguradora, no corretor e no segurado”, explica.

Cerca de 85% do mercado brasileiro é composto por pessoas que não possuem nenhum tipo de seguro ou proteção. Além disso, o acesso do consumidor a seguros é restrito pela sofisticação e opacidade de muitos produtos, o que necessita de intermediação. “Nossa ideia é desburocratizar o que é possível por meio de plataformas tecnológicas, mas fazer a seguradora parceira e o corretor se desenvolverem mediante conhecimento, informação, dados e acesso. Dessa forma, democratizamos o processo e facilitamos a aquisição pelo consumidor, o que ajuda o brasileiro a se proteger mais e melhor”, acrescenta Daniel Castello, que reforça a importância das relações afetivas no mundo digital e a diversidade de pensamento na equipe para o time prosperar.