Newton Queiroz: Analisar, repensar, planejar, implementar e seguir em frente – a real solução para nosso mercado 632

Newton Queiroz é Chief Strategy Officer da Kovr Seguradora e articulista do JRS / Arquivo JRS

Confira coluna de Newton Queiroz, Chief Strategy Officer da Kovr Seguradora e articulista do JRS

Desde o início deste mês, vários meios têm divulgado o aumento na busca por profissionais da área de seguros em mais de 40%. Os artigos explicam que essa demanda não vem apenas da indústria, pois outras áreas contratam securitários para efetuar funções ligadas a seguros em suas empresas (gerente de risco, desenvolvimento de produtos, negociação com o mercado e outros).

Ao analisar os principais indicadores sobre a indústria de seguros vemos que todos apontam para cima. Portanto, ao ler tal matéria a visão básica é de que nosso mercado está em crescimento sustentável e retomada de empregos. Sim. É verdade que estamos com um número maior de contratações nesses últimos meses, mas não consigo ver os 40% mencionados.

Vejo ótimos profissionais em busca de recolocação e que aceitam até mesmo significativamente menos que em suas posições anteriores. Mesmo assim, vários têm encontrado dificuldade. Isso se dá porque a demanda segue menor do que a oferta de profissionais.

Outro ponto que cabe ser ressaltado é que muitas seguradoras e corretoras não aumentaram seu quadro de colaboradores, mas substituíram profissionais. Ou seja. São empregos novos dentro da indústria em áreas relacionadas à tecnologia e startups (que buscam profissionais para compor seus times).

Em outras indústrias a demanda por profissionais de seguros aumentou, em especial, nos setores de finanças e varejo. Tanto na parte tradicional, como na digital (como e-commerce ou fintechs, por exemplo). Essas empresas investem cada dia mais nos departamentos de seguros para ofertar produtos de interesse aos clientes de modo a monetizar essas operações.

Este movimento faz com que os trabalhos da indústria de seguros migrem para outras que, anteriormente, efetuavam apenas a demanda, mas que, agora, pretendem fazer o processo do início ao fim (concepção, segmentação, criação, implementação, distribuição e concretização). Um bom exemplo disso é a Luizaseg, criada para atender as demandas das empresas do Grupo Magalu e que tem sido exitosa em seus números.

Tal tendência deve aumentar o interesse das empresas por fazer o processo do começo ao fim.

Claro que nem todas as empresas desejam ter seguradoras, mas sim, o desejo de controlar melhor o processo total de oferta e monetização de produtos relacionados a seguros.

Isso revela uma mudança no paradigma em relação ao modelo de produtos “enlatados”. Há um desejo de controlar com quem se deseja trabalhar, qual preferência no tipo de produto a ser ofertado e de que modo deseja fazer isso.

As seguradoras que não perceberem isso logo irão perder espaço para empresas que surgem com o DNA de focar no cliente e apresentar soluções para eles.

Agora, sobre os números do mercado, é interessante verificar o resultado das empresas no mesmo período de 2020 em cruzamento com 2021. Porém, não apenas sob o olhar dos prêmios emitidos, mas sim, com foco no resultado operacional ou expandido (quando considera o ganho de aplicações financeiras).

Segundo números publicados pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), no período proposto para análise, enquanto os prêmios emitidos subiram 15%, o prêmio ganho subiu apenas 6,8% (que é o que realmente paga os custos). A sinistralidade cresceu 18,36% e as despesas comerciais expandiram 5,63%. Também caiu em 16,89% o percentual para as seguradoras pagarem suas despesas, efetuarem investimentos em inovação, times, novas áreas e demais compromissos.

Em resumo, mesmo com o aumento da emissão de prêmios, o resultado operacional ficou abaixo ao do ano anterior. Por isso temos várias seguradoras com lucros negativos, algumas com lucros marginais e algumas poucas (arrisco-me a considerar 5) com lucro operacional razoável e aceitável em comparação com os parâmetros mundiais.

Deste modo, é possível observar que existe sim o lado positivo de nosso mercado – que podemos chamar de estabilidade limitada -, uma grande vantagem em relação aos demais setores. E, ainda, um leve aumento na demanda pela mão de obra securitárias.

Porém, comemorar os resultados de prêmios emitidos, aumento na busca geral de profissionais e outros podem gerar visões não realistas sobre o momento atual do mercado e colocá-lo em risco. O momento exige muita atenção e readequação dos fundamentos básicos de nossa indústria.

Sou muito questionado por ser tão crítico com as análises dos números do mercado, mas faço isso justamente por ser extremamente comprometido com o setor e acreditar que temos muito a contribuir com a nossa sociedade. Mas, para isso, faz-se necessário este passo importante de adaptação dos fundamentos do setor para que se tenha um mercado sustentável.

Minha maior preocupação é que diminua o número de seguradoras, corretoras e outros agentes em função de uma retração na indústria ou de uma adaptação onde o mercado de seguros começa a ser dominado ou liderado por outras empresas do setor financeiro e de varejo conforme mencionado durante este artigo.

Promoção “Mês do Amigo” dá 100% de desconto em extensões da ENS 313

Promoção "Mês do Amigo" dá 100% de desconto em extensões da ENS

Iniciativa é válida até o próximo dia 17 de agosto

No dia 20 de julho foi celebrado o Dia do Amigo. Para comemorar a data, a Escola de Negócios e Seguros (ENS) lançou a campanha promocional “Mês do Amigo”, que contempla cursos de extensão selecionados. Alunos que se matricularem até 17 de agosto receberão um cupom de 100% de desconto para oferecer a um amigo no mesmo programa.

Os cursos de extensão da ENS são indicados para profissionais que desejam aprimorar conhecimentos ou dar um novo direcionamento à carreira. Também são uma ótima opção para ampliar a rede de contatos e adquirir novas percepções sobre o mercado.

Com curto tempo de duração, os programas oferecem aprendizado específico por um investimento acessível. A promoção contempla 16 cursos, que abordam temas nas áreas Jurídica, de Riscos, Econômica, de Gestão e de Vendas. Há ainda opções sobre ramos específicos do setor, como Seguros Ambientais e Seguro Garantia.

Para participar é necessário ensino superior completo. A carga horária e o investimento variam de acordo com a extensão escolhida. Inscrições e outras informações podem ser encontradas no hotsite especial da promoção.

Mercado ressegurador brasileiro movimentou mais de R$ 20 bilhões no último ano, aponta estudo 347

Mercado ressegurador brasileiro movimentou mais de R$ 20 bilhões no último ano, aponta estudo

Prêmio de resseguro cedido tem alta de 10%, indica Austral Ranking

O Austral Ranking traz um estudo de como as resseguradoras que atuam no Brasil tem desempenhado seus negócios. O material traz um cenário comparativo entre março de 2020 e março de 2021 no volume de resseguro cedido. Nesse período, o mercado somou R$ 20,3 bilhões em resseguro aceito das seguradoras locais, frente a R$ 18,5 bilhões. Houve um aumento de 10% no prêmio cedido, impactado por ramos como Patrimonial, Rural e Garantia, que somam 64% do total, os mais representativos do setor.

O prêmio cedido para a linha de Automóvel teve destaque percentual, com 57% de crescimento. Já Microsseguros e Aviação cresceram 38% e 25%, respectivamente.

Divulgação
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O Brasil se mantém o principal país em relação ao resseguro cedido, com participação de mercado de 38,6%. Em seguida, Alemanha e Estados Unidos são os principais parceiros do mercado ressegurador brasileiro, com 15,5% e 13,5%, respectivamente

Com a publicação, a empresa reforça seu compromisso com o mercado brasileiro de gerar informações relevantes sobre o desenvolvimento dos negócios no país. O estudo traz ainda a análise dos prêmios cedidos pelo mercado segurador para cada ressegurador, por linha de negócio, além de outros dados comparativos.

Austral Re avança uma posição em resseguro aceito no Brasil

Com a aquisição da Markel Resseguradora do Brasil, a Austral Re chega a quarta posição com maior aceitação de resseguros no mercado nacional com R$ 1 bilhão. Esse número volume foi 12% superior na comparação dos dois períodos analisados.

De acordo com o levantamento, os cinco maiores grupos econômicos se mantiveram no topo. São eles: IRB (31%), Mapfre (10,6%), Munich (7,3%), Zurich (5,1%) e Austral (4,9%). Os dados mostram que os cinco maiores grupos econômicos recebem 58,5% do resseguro cedido, dez grupos recebem 77,2% do volume e 20 grupos cerca de 94,0% do volume.

Icatu é premiada no CX Excellence Award, promovido pela NICE 338

Rafael Caetano é diretor de Marketing e Relacionamento com Clientes da Icatu / Divulgação

Companhia ganhou na categoria Rookie Of the Year, que seleciona as empresas que mais se destacaram na adoção de novas soluções em 2020

O trabalho home office foi uma das principais mudanças causadas pela pandemia no setor corporativo. Com o novo cenário, muitas empresas precisaram migrar suas equipes para o trabalho remoto, seguindo as orientações dos órgãos públicos para a preservação da saúde. Foi o que aconteceu com a Icatu – maior seguradora entre as independentes em Vida, Previdência, Capitalização e Investimentos, que realizou a transição de 100% de sua equipe do Centro de Relacionamento com o Cliente (CRC) para trabalhar de casa, com a operação na nuvem, no primeiro ano da pandemia. Este feito, em apenas 72 horas, levou a Icatu a ganhar o prêmio internacional CX Excellence Award, promovido pela NICE – líder mundial de soluções para Contact Centers.

A seguradora, que concorria com outros cases internacionais e brasileiros, ganhou na categoria Rookie Of The Year, que identifica os clientes que regulamentaram as melhores práticas na implementação de solução do portfólio NICE ou NICE inContact em 2020. A categoria considera, entre os critérios de desempenho, excelência em comunicação e parceria com fornecedores, melhores práticas de implementação, incluindo eficiência de implementação, adoção de produtos, soluções e treinamento de agentes e equipe de supervisão.

Segundo o diretor de Marketing e Relacionamento com Clientes da Icatu, Rafael Caetano, o reconhecimento reforça o cuidado da companhia com as pessoas em um momento crucial. “Diante do cenário de pandemia, precisávamos implantar rapidamente uma solução tecnológica que viabilizasse o funcionário de realizar todo o atendimento de casa, além de oferecer qualidade de comunicação para evitar impacto aos clientes que poderiam precisar da Icatu a qualquer momento, já que nossa linha de negócios é especialmente focada em pessoas”, relata Rafael. “Ganhar esse prêmio mostra que alcançamos o nosso objetivo, que foi possibilitar aos nossos colaboradores um emprego seguro, além de continuar atendendo os nossos clientes”, completa. Durante o período de março a dezembro de 2020, a seguradora não apenas conseguiu manter o atendimento ao cliente sem interrupções, como também registrou um aumento de 10% de chamadas, comparado ao mesmo período do ano anterior.

“Temos muita satisfação de ver o projeto corajoso e arrojado da Icatu receber o CX Excellence Award. A empresa respondeu de forma proativa aos desafios da pandemia e garantiu tanto a segurança de seus agentes quanto a excelência do atendimento aos seus clientes com a plataforma CXone, uma solução nativa em nuvem que permite que organizações de todos os tamanhos façam a transição rápida de agentes de seus contact centers para o trabalho remoto, movam interações de forma dinâmica entre canais e lidem com volumes significativamente maiores tanto de chamadas por voz quanto digitais à medida em que a demanda aumenta nas áreas afetadas. Parabenizamos a Icatu pela premiação”, diz Luiz Camargo, Vice-Presidente da NICE para a América Latina.

Inovações aos seguros do grupo de responsabilidades 351

Inovações aos seguros do grupo de responsabilidades

Advogada Maria Izabel Indrusiak Pereira comenta Circular Susep nº 637

Hoje, dia 28 de julho de 2021, foi publicado no Diário Oficial da União a Circular da Superintendência de Seguros Privados (Susep) de Nº 637, a qual passa a dispor sobre os seguros do grupo responsabilidades, expressamente revogando as Circulares Susep nº 336, de 22 de janeiro de 2007, nº 348, de 1º de agosto de 2007, nº 437, de 14 de junho de 2012, nº 476, de 16 de setembro de 2013 e nº 553, de 23 de maio de 2017.

A nova Circular passa a vigorar a partir de 01 de setembro de 2021, trazendo diversas inovações aos seguros do grupo de responsabilidades.

Maria Izabel Indrusiak Pereira é advogada e sócia do C. Josias & Ferrer Advogados Associados / Reprodução
Maria Izabel Indrusiak Pereira é advogada e sócia do C. Josias & Ferrer Advogados Associados / Reprodução

Maria Izabel Indrusiak Pereira, advogada e sócia do C. Josias & Ferrer Advogados Associados, afirma que o objetivo é a maior flexibilização regulatória, flexibilização na criação de produtos que possam melhor atender aos anseios do consumidor com simplificação de definições. “Assim, será possível atingir maior público, fomentar a concorrência, o desenvolvimento do mercado e a inovação, assim como a ampliação de produtos à base de ocorrência em especial D&O, conforme se utiliza em padrões internacionais”, esclarece. Maria Izabel também cita a possibilidade de pagamento direto pelas seguradoras e não somente o reembolso, ainda que possa constar tal possibilidade na regulamentação; a unificação dos conceitos de prazo complementar e suplementar no denominado “prazo adicional” que pode se dar uma vez ou sucessivamente com ou sem cobrança de prêmio (cobrança facultativa); liberdade na retroatividade (à base de reclamação), dentre outras questões que serão aprofundadas em artigo que será lançado nos próximos dias.

O assunto está em discussão desde 14 de abril de 2021, quando a Susep publicou o Edital de Consulta Pública nº 6/2021, por meio do qual colocou em consulta pública minuta de circular que revisa e consolida as regras aplicáveis aos seguros de Responsabilidade Civil. Tal Consulta Pública nº 6/2021 ficou aberta por 30 dias para o recebimento de sugestões dos cidadãos.

Vote nos jornalistas do JRS no 7º Prêmio Especialistas 1178

Os jornalistas Júlia Senna Carvalho e William Anthony, do JRS / Foto: Igor Pires/Arquivo JRS

Time do Jornal do Seguro conta com seu apoio; Indicações acontecem até o dia 1º de agosto

O Jornal do Seguro (JRS) e os jornalistas da casa contam com o apoio de nossos leitores e parceiros na 7ª edição do Prêmio Especialistas. A premiação visa reconhecer os profissionais que se desdobram para traduzir dados técnicos e informações setoriais em conteúdo acessível e de qualidade para toda a sociedade.

Por isso, se você gosta de nossos conteúdos e do trabalho desempenhado pelo JRS em prol do desenvolvimento do mercado segurador, pode indicar tanto o veículo quanto os jornalistas Júlia Senna Carvalho e William Anthony no levantamento promovido pela Negócios de Comunicação. A votação acontece até o dia 1º de agosto.

Para registrar sua indicação é muito simples, basta acessar o endereço https://premioespecialistas.com.br/ e clicar em “Vote Aqui”, como ilustra a imagem abaixo:

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Ao clicar, surgirá um breve cadastro com Nome, E-mail e seu perfil:

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Ao todo são 27 categorias, mas você pode passar caso não tenha outros profissionais a indicar. O JRS e seus jornalistas concorrem na categoria 22 – Seguros.

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Clique em “Indicar” e avance até o final, quando uma mensagem confirmará seus votos.

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Todo nosso time agradece sua colaboração!