“Auxílio emergencial reduziu inadimplência”, diz economista da Serasa Experian 440

"Auxílio emergencial reduziu inadimplência", diz economista da Serasa Experian

Declaração foi dada em debate sobre impactos do crédito e cobrança no Brasil promovido pela Acrefi

O universo da concessão de crédito envolve assumir riscos, mas uma gestão de cobrança eficiente mitiga possíveis contratempos nesta importante cadeia que, diretamente, colabora com o crescimento do País: o crédito possibilita a aquisição de sonhos. Essa foi a tônica do evento da Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi), neste mês, durante webinar sobre “Crédito e Cobrança: Resultados Assertivos, Cenário Desafiador”.

Cleber Martins, Consultor de Operações da Acrefi, exaltou a presença dos convidados. “O objetivo é compartilhar conhecimento, além de gerar valor aos participantes e discutir temas da atualidade”, revelou. Martins mediou discussões sobre os lançamentos de produtos de crédito, a evolução dos meios de pagamentos e outras inovações de cobrança, além de analisar os avanços regulatórios, reformas estruturantes, adequação aos programas do governo e as relações de consumo. “Fizemos uma pesquisa durante o painel todos os participantes, formado em sua maioria por profissionais de recuperação de crédito/cobrança e gestão de riscos de médias e grandes empresas: 70% deles atingiram os objetivos planejados para suas operações durante o primeiro semestre de 2021. 83% acreditam que o segundo semestre apresentará indicadores ainda melhores”.

Clariana Vieira, Head de Recuperação de Crédito do Banco GM e Vice-coordenadora da Comissão de Crédito e Cobrança da Acrefi, comentou que o mercado financeiro passa por profundas transformações, o que cria oportunidades e desafios. “Trabalhamos para trazer conhecimento e superar esse cenário que atravessamos e, cada vez mais, impulsionar o segmento. É importante que possamos criar, cada vez mais, um ambiente saudável. Uma novidade neste momento de transformação digital, que vivemos, é o quanto as novas gerações e as novidades transformam o setor – seja em pequenas ou grandes instituições financeiras. Isso passa pelo open banking, Cadastro Positivo, PIX – é um novo mundo. Não há mais volta: pensar essa inovação e suas ferramentas, como o uso de dados para sustentabilidade dos negócios – é fundamental”, classificou.

Clariana falou também sobre a Lei 14.181/21 do Superendividamento, que prevê renegociação de dívidas sem encargos e traz novas regras para o Código de Defesa do Consumidor a fim de proteger o cidadão. “É uma relação de ganha-ganha, que dá transparência – e ninguém quer um cliente superendividado que não consiga sanar suas pendências. A dinâmica da Pandemia trouxe novos desafios e, lidar com essa complexidade, tornou-se um relevante”, ponderou.

Elias Sfeir, Presidente Executivo da Associação Nacional dos Bureaus de Crédito (ANBC), destacou que o crédito é um grande instrumento de recuperação da economia. “Crédito vem do latim credere – e é um impulsionador da economia”, disse. De acordo com o especialista, a relação crédito/PIB no Brasil é de 53%, enquanto esse percentual corresponde a 150% nos EUA e 90% no Chile. “Então, o crédito tem um espaço de crescimento, tem um grande potencial. As atividades econômicas, em alguns países, têm sido retomadas e a vida como era anteriormente também – com algumas modificações no trabalho à distância. Temos problemas de matriz energética e alguns pontos para melhorar, mas vamos superar os desafios”, explicou.

Sfeir ressaltou que os birôs são parceiros dos consumidores, ao consolidar e democratizar informações para concessão de crédito. “Seja para um grande banco ou pequeno varejista, os birôs democratizam essa alavancagem. Sempre em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) – isso abre um grande espaço, como o Cadastro Positivo, para negociação”, completou. Para o painelista, a inteligência artificial e o machine learning são grandes auxiliares nesse processo, assim como os investimentos em plataformas de decisão, que colaboram com esse ciclo. “Outro ponto de destaque é o investimento em ferramentas de proteção a fraudes, que colaboram com essa atualização tecnológica, para que todos possam tomar suas melhores decisões. Dados são o grande garantidor do crédito, quanto mais informação melhor será a decisão. O desafio é fazer essa integração com uma dinâmica simples”, alertou Sfeir.

Luiz Rabi, economista-chefe da Serasa Experian, mencionou sobre o dia a dia e o que afeta as instituições, diante do cenário de crédito e adversidades. “Se tem uma coisa que flutuou na pandemia é a inadimplência – falamos de 63 milhões de pessoas, o que equivale a 40% da população adulta. Quando veio a pandemia, na segunda quinzena de março e início de abril do ano passado, o número de inadimplentes foi para 66 milhões, foi o recorde histórico”, acrescentou.

Rabi avalia que os governos não demoraram a agir no combate aos impactos da pandemia na economia, com pacotes de socorro ‘gigantescos’. “Tivemos aumentos de gastos públicos, redução de alíquotas de impostos, taxas de juros na mínima histórica (no caso do Brasil, Selic a 2%, e no exterior, taxa 0%), além de auxílio emergencial com dinheiro diretamente no bolso das pessoas. Diante desse arsenal anticrise, o quadro de inadimplência foi gradualmente revertido ao longo de 2020 e terminamos o ano com 61,5 milhões de brasileiros inadimplentes. Quando esgotou o auxílio, o número de inadimplência voltou a subir, o que podemos concluir que foi fundamental para compor renda – uma vez que há setores que não retomaram. Agora, que o auxílio voltou a ser pago, em abril, e vemos a inadimplência cair”, ponderou.

Rabi disse que se o Brasil tiver um avanço da vacinação, de modo a evitar um lockdown – atrelado aos benefícios fiscais –, é possível que a melhora econômica persista. “A inadimplência está alta, ainda é maior que ano passado que foi 61,5 milhões, mas com o retorno do serviço – que é gerador de mão de obra –, é bem provável que a inadimplência entre em trajetória de queda gradual”, assegurou.

Sobre a proposta de Reforma Tributária, em tramitação na Câmara dos Deputados (PL 2337/2021), o economista alertou que muita gente acredita que o maior livro do mundo é a Bíblia, mas há um equívoco. “Não é a bíblia, mas o Código Tributário Brasileiro – pesa duas toneladas, dois metros de altura e 1,40 de largura. Houve um advogado que imprimiu e chegou nesse ‘livrão’. É preciso resolver a questão do gasto público e essa complexidade tributária – e se isso não se equacionar, não vejo muita saída nessas questões. Pode-se chamar de qualquer coisa, menos de Reforma Tributária: não terá grande impacto relevante na macroeconomia e somente servirá para redistribuir o ônus de quem paga mais ou menos Imposto de Renda (IR)”, finalizou Rabi.

Avanço da vacinação faz projeção de crescimento do PIB global subir para 5,6% 403

Avanço da vacinação faz projeção de crescimento do PIB global subir para 5,6%

Estados Unidos é destaque positivo pelo desempenho na imunização

Um ano e meio após o início da pandemia, o acesso à vacinação é um dos fatores mais fundamentais em nosso dia-a-dia. O mesmo é verdade para a economia global: as perspectivas para regiões onde uma proporção significativa da população já foi vacinada ou está em vias de ser vacinada é significativamente melhor do que para outras.

Assim, a expectativa da Coface de crescimento do PIB global para este ano foi corrigida para cima (+5,6%), principalmente devido às surpresas positivas vindas dos Estados Unidos, cuja classificação nacional aumentou para A2 neste trimestre.

Essas melhores perspectivas de crescimento se refletem no comércio mundial: depois de cair cerca de 5% em volume no ano passado, nosso modelo de projeção indica um crescimento de 11% neste ano. Apesar da recessão em 2020, o volume do comércio internacional em 2021 seria, portanto, quase 6% superior ao nível anterior à crise. Nesse contexto de crescimento robusto do comércio internacional, países exportadores de commodities tem sido beneficiados pela melhora em seus termos de troca. De acordo com os novos modelos de previsão da Coface para 13 commodities, os preços devem permanecer altos pelos próximos seis
meses, no mínimo. Como esperado, vários desses países tiveram suas Avaliações de Risco-País atualizadas neste trimestre, o que inclui Rússia, Arábia Saudita,
Equador, República do Congo, Azerbaijão, Botswana, Guiné e México. Além dos países emergentes e dos Estados Unidos, Austrália e Canadá também tiveram sua avaliação melhorada.

No total, 11 países foram atualizados neste trimestre, nenhum foi rebaixado, apesar do aumento da inflação e das medidas contínuas de ‘stop-and-go’, expressão usada para designar períodos de crescimento e desaceleração em alternância, o que afeta a demanda doméstica em várias das principais economias emergentes nos próximos meses.

Na frente setorial, 53 avaliações setoriais foram atualizadas. Estas dizem respeito principalmente ao setor de metais e, em menor escala, aos setores de papel e madeira.

Confira a avaliação completa realizada pela Coface (.PDF).

Interesse por eventos de promoção de saúde nas empresas cresce 17% durante a pandemia, aponta It’sSeg 389

Interesse por eventos de promoção de saúde nas empresas cresce 17% durante a pandemia, aponta It’sSeg

Levantamento feito pela companhia também mostra aumento na participação dos colaboradores nesse tipo de ação

A pandemia promoveu o aumento do interesse por eventos de promoção de saúde nas empresas. É o que aponta levantamento da It’sSeg, uma das maiores corretoras de seguros do país especializada em gestão de benefícios. De acordo com dados da companhia, houve aumento de 17% no número de palestras realizadas sobre saúde e qualidade de vida nas empresas atendidas, o número subiu de 211 eventos em 2019 para 248 no período entre julho de 2020 e junho de 2021.

Assuntos como saúde da mulher, saúde geral, saúde mental e saúde do homem foram os mais abordados nos eventos devido à alta procura e interesse das organizações e seus profissionais, sobretudo nas ações relacionadas a informações sobre a Covid-19 e busca de formas de lidar com questões emocionais em casa e no teletrabalho.

Assunto2019Entre julho de 2020 e junho de 2021Variação
Saúde da Mulher1938+100%
Saúde Geral4368+58%
Saúde Mental6086+43%
Saúde do Homem1822+22%
Alimentação3631-14%
Saúde Não tem Cor353-92%
Geral211248+17%

“Notamos um aumento significativo na demanda por esses eventos, tanto por parte dos clientes que já realizavam ações de boas práticas e qualidade de vida para seus colaboradores antes da pandemia, quanto por parte daqueles que não promoviam esses eventos e se interessaram a fazer com o intuito de aproximação com os funcionários em teletrabalho”, comenta Marcio Tosi, diretor da It’sSeg.

Aumento na participação de colaboradores

Ainda segundo o levantamento, houve maior interação de colaboradores nos eventos promovidos de julho de 2020 a junho de 2021 no formato online comparado às sessões realizadas presencialmente em 2019. A média de participação, que era de 30 a 40 pessoas, passou a ter, no mínimo, 60 a 70 participantes por encontro.

Tosi credita esse aumento à facilidade de acesso aos eventos remotos e à flexibilidade de horário para sua realização. “O formato online atrai mais participantes por possibilitar aos colaboradores que não se desloquem até um auditório, por exemplo, para acompanhar uma palestra, além de permitir que os eventos aconteçam em horários flexíveis, o que dá mais liberdade aos funcionários para participarem”, acrescenta.

FGV abre inscrições para exame de habilitação de corretores de seguros 441

FGV abre inscrições para exame de habilitação de corretores de seguros / Divulgação/FGV

Instituição ingressa no segmento de seguros e passa a certificar profissionais da corretagem

Conforme antecipado pelo Jornal do Seguro (JRS), a Fundação Getulio Vargas (FGV) decidiu ingressar no mercado de seguros e passará a habilitar os profissionais da corretagem. A taxa de inscrição é de R$ 400 e as provas dos ramos de Capitalização, Vida e Previdência acontecem no dia 09 de outubro. O exame para o ramo Danos será realizado no próximo dia 10 de outubro.

Reprodução/LinkedIn
Reprodução/LinkedIn

As inscrições para realização do exame presencial acontecem entre o dia 26 de julho até o dia 09 de setembro. Para a aplicação remota entre 26 de julho e 30 de setembro. Mais informações podem ser obtidas através do e-mail suporteseguros@fgv.br ou pelo (11) 3799-1560.

Baeta Assessoria lança e-book “Como vender mais seguro de vida” 416

Baeta Assessoria lança e-book “Como vender mais seguro de vida” / Divulgação

Segmento cresceu 18,5% nos primeiros cinco meses de 2021

Desde 2018, o segmento mantém uma curva em ascendência. Em 2019, a modalidade cresceu 14,8%. No ano passado, registrou aumento de 11,3% e agora, de janeiro a maio de 2021, segundo dados da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi) houve um aumento de 18,5%.

A expectativa é continuar em ascensão. Segundo João Arthur Baeta Neves, diretor da Baeta Assessoria, o comportamento do consumidor de seguros sofreu modificações, “os brasileiros estão bem mais preocupados com a proteção da sua vida e de seus familiares depois da pandemia”.

Na avaliação do executivo, falar sobre seguro de vida é simples, porque é algo que todos precisam. Mas não é fácil. Mais do que qualquer outro fator, incluindo educação e constante aprendizado, para entrar com tudo nesse ramo, é preciso ter espírito de luta. “O sucesso envolve constante agitação, networking e rejeição até que a venda seja feita”, destaca.

Por isso, as dicas do e-book “Como vender mais seguro de vida” revelam pontos importantes para quem deseja entrar no ramo. A publicação é inteiramente gratuita, está disponível para todos os corretores do mercado, sem restrições. A ideia é otimizar a carteira do corretor de seguro e estimulá-lo a mergulhar de cabeça neste nicho promissor. “Vender seguro de vida é um negócio de relacionamento”, afirma o diretor João Arthur Baeta Neves.

Dicas preciosas – Entre as orientações constantes da cartilha estão: trabalhe bem os argumentos; faça vendas cruzadas; vá atrás de amigos e familiares; e use a internet, principalmente as mídias sociais para ver o que está acontecendo na vida dos clientes e prospectar novos leads.

O diretor da Baeta Assessoria, adverte que a venda cruzada provavelmente não ocorrerá na primeira investida e que é preciso inteligência para identificar o momento certo. A chave é ter conscientização do produto; educação; criação de uma necessidade; identificação de interesse; e, finalmente, venda.

Para ter acesso ao e-book, é só acessar este endereço.

Bradesco Saúde lança produto Efetivo Tocantins 323

Flavio Bitter é diretor-gerente da Bradesco Saúde / Divulgação

Com foco regional, plano é voltado para todos segmentos de empresas e disponibiliza rede credenciada em todo País

A Bradesco Saúde acaba de lançar o Produto Efetivo Tocantins, tendo como prestador de referência a rede Medical, que contempla hospitais de referência como o Palmas Medical e o Santa Thereza, ambos localizados na capital. O produto conta com ampla rede credenciada em todo o país. O Efetivo Tocantins é 15,2% mais barato que o plano de entrada na região e está disponível a partir de R$ 176,87. A Bradesco Saúde ocupa, hoje, a 2ª posição do Market Share de vidas do Tocantins.

Com foco regional e abrangência de cobertura e rede de prestadores nacional, o Efetivo tem como pilares a distribuição geográfica da rede e de especialidades para garantir atendimento adequado à população local, com parceiros reconhecidos e custos competitivos. O produto ainda permite o acesso à plataforma de telemedicina Saúde Digital, que disponibiliza uma série de serviços online.

“O produto Efetivo se baseia na parceria com prestadores de referência em cada região, que estão alinhados com nossa estratégia de oferecer um plano de qualidade e eficiência da assistência, buscando minimizar desperdícios de recursos e, com isso, maior previsibilidade dos custos para garantir maior sustentabilidade do setor”, afirma Flavio Bitter, diretor-gerente da Bradesco Saúde.

Dentro das característica e condições especiais do produto, o Efetivo Tocantins é uma opção para pequenos e médios negócios, a partir de três vidas. Esse novo produto da seguradora chega em um momento de crescimento de beneficiários de planos de saúde no Estado em meio à retomada da atividade econômica.

“O grande diferencial do plano Efetivo Tocantins, da Bradesco Saúde, é o valor mais acessível, com cobertura de toda a Rede Medical, incluindo os hospitais Palmas Medical e Santa Thereza, referências na região. Os beneficiários possuem cobertura em todas as especialidades, além de radiologia, UTI, UTI Neonatal, entre outros”, diz o Dr. Guilherme Coutinho Borges, CEO da Rede Medical.

Segundo o órgão regulador, Tocantins registra mais de 115 mil beneficiários de planos de saúde, maior número na série histórica. Apesar disso, a taxa de cobertura é de apenas 7,2%, uma das menores do país, levando em consideração a população de 1,6 milhão de pessoas. Em paralelo, a economia local demonstra sinais de recuperação. A Junta Comercial do Estado registrou mais de 8.500 novas empresas abertas, no primeiro quadrimestre deste ano. O setor de serviços é o principal responsável pela formação do PIB estadual.

“Esse cenário demonstra um enorme potencial de crescimento para o segmento na região, já que o plano de saúde ganhou um interesse ainda maior da sociedade. A estratégia de regionalização da Bradesco Saúde permite trabalhar particularmente cada localidade, de acordo com os hábitos da população. A expansão nacional do plano Efetivo é reflexo de um interesse maior dos empresários sobre esse benefício”, completa Flavio Bitter.