Seguro Rural e a revolução da gestão de risco no campo 1115

Paulo Hora é superintendente de Seguros Rurais da Brasilseg / Divulgação

Confira artigo de Paulo Hora, superintendente de Seguros Rurais da Brasilseg

O que distingue a evolução e o que chamamos de tempos modernos? A resposta, abordada de forma brilhante por Peter L. Bernstein no livro “Desafio dos Deuses: A fantástica história do risco” (1997), traz a capacidade de administração e adaptação ao risco e sua história, como um dos grandes fatores de evolução da humanidade.

A evolução, na visão do autor, transcende o progresso da tecnologia, da inovação e da democracia. O que diferencia o passado do mundo moderno contemporâneo, de alguma forma, se relaciona com o comportamento e a administração do risco pelas pessoas e, posteriormente, na figura de personalidades coletivas, pelas empresas, governos e instituições.

A habilidade de conviver com o risco e minimizar os seus danos está diretamente relacionada à evolução das espécies. Os humanos aprenderam a criar mecanismos que diminuíam os efeitos das adversidades e a partir, principalmente, da capacidade de compartilhar recursos, prosperidades e infortúnios, aprenderam o grande benefício de compartilhar riscos, o que minimiza os efeitos individualmente.

Para maior assertividade na maximização dos resultados, as pessoas em suas vidas cotidianas ou em seus negócios podem e devem utilizar de estratégias para reduzir o risco de não atingimento dos resultados esperados no tempo, e/ou limitar perdas potenciais. As estratégias são variadas, tais como diversificação, informações adicionais, menor assimetria, utilização de boas práticas e transferências das consequências do risco a terceiros mediante contratos.

Na agricultura brasileira não foi diferente e a evolução que nos alçou ao posto de maior produtor potencial de alimentos do mundo invariavelmente passa pelo sucesso de homens e mulheres em se adaptar aos desafios de cada período histórico, acumular e aplicar conhecimento, minimizar perdas e potencializar seus rendimentos.

Com isso o setor passou por transformações profundas que tiveram no conhecimento, na restruturação das cadeias de produção, no crédito rural e na incorporação de tecnologia adaptada à agricultura tropical, seus principais pilares de desenvolvimento. Esse processo ocorreu aliado às políticas macroeconômicas e setoriais que potencializaram esses fatores determinantes, com seus marcos em cada década, principalmente a partir dos anos 60.

Vive-se hoje um novo ciclo potencializador do agronegócio brasileiro, em especial, no setor agropecuário, dentro das propriedades rurais. Esse ciclo de desenvolvimento traz como novo fator determinante a potencial disseminação do conhecimento em larga escala. Cada vez mais multidisciplinar, digital e preciso, baseado em dados e em gestão de alto nível dos recursos financeiros, naturais e sociais. Destaca-se ainda o impulso da gestão técnica e tecnológica; e, cada vez mais, gestão de riscos, que precisa atingir os diversos níveis de produção, de modo a democratizar o conhecimento, as tecnologias e riquezas.

Na agricultura do conhecimento, essa última dimensão da gestão, focada na administração do risco, pode ter, entre os diversos instrumentos disponíveis, o seguro rural como sua ferramenta mais democrática e universal, a exemplo de políticas instituídas em diversos países onde a agricultura desempenha importante papel econômico e se prioriza maior estabilidade nos fluxos de caixa e nas margens, o que viabiliza o ciclo virtuoso de capitalização e aplicação continua de investimento tecnológico. Com isso, a principal produtividade, caracterizada como a produtividade máxima econômica do produtor, aquela que realmente importa, é preservada no longo prazo e há efetiva contribuição nas políticas de segurança alimentar dos países, como fator social fundamental para essa e próximas gerações.

No Brasil, o Seguro Rural tem se estruturado nos últimos 16 anos em um modelo público-privado e parece ter, principalmente nos dois últimos anos, fincado algumas de suas bases estruturantes principais para prosperar: orçamento mais robusto de apoio aos produtores; convergência tática e estratégica entre governo, produtores rurais e agentes privados para tornar o seguro uma política de estado; transparência nas informações; formação de pessoas e disseminação dos conceitos fundamentais.

No período de 2014 a 2020, segundo a Superintendência de Seguros Privados (Susep), foram indenizados R$ 10,25 bilhões de reais pelas seguradoras aos produtores rurais. Esse valor é 3 vezes maior do que o desembolso do governo com subvenção ao prêmio do seguro rural, no período. Essas indenizações possibilitaram redução de endividamentos que se empilhariam nos passivos das famílias e no orçamento público, o que sustenta a acertada tese de que políticas preventivas são muito mais eficientes à sociedade. Entretanto, mesmo após mais de 15 anos de programa, a área plantada de grãos com seguro no Brasil não passa de 20%. Sem considerar outras cadeias com baixíssima utilização do mitigador, como agroflorestais, aquícolas e pecuária.

O primeiro semestre de 2021, apesar da favorável condição climática, de forma geral, para produção das principais culturas de verão, foi marcado, em diversas regiões, por veranicos, excesso de chuvas, granizos e mortes de animais, que levaram a estimativa de pagamento de R$ 1,68 bilhões de reais por parte das seguradoras do programa aos produtores, de acordo com dados da Susep atualizados de janeiro a junho de 2021. Nesse início de 3º trimestre do ano, período de fechamento do ciclo das culturas de inverno no Brasil, as geadas assolaram lavoras da 2ª safra de milho, que já haviam atrasado o período de semeadura e sofrido com a seca. Lavouras de café também foram castigadas com as baixas temperaturas, o que interrompeu as perspectivas positivas para próxima safra. Esses prejuízos consomem um longo histórico de rendimentos do produtor rural e afetam todo o orçamento do Estado, um problema para todos, dentro ou fora das porteiras.

Esse fato recente coloca luz sobre dois fatores determinantes para a gestão de risco de produção no Brasil: 1. A ampliação urgente do Seguro Rural, já que apenas 16% da área plantada com milho e menos de 5% da área de café possuem seguro; 2. A importância estratégica do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC), para o produtor rural. É a ferramenta que indica as melhores épocas de plantio, e foi publicada pela primeira vez em 1996, com metodologia validada pela Embrapa e de altíssimo conhecimento técnico, um exemplo de modelo genuinamente brasileiro.

Com todo o conhecimento e tecnologia presentes no agronegócio nas últimas décadas, tornou-se mais comum falar em quebras de recordes do que em quebras de safras no âmbito global da produção. Esse fato não se reflete regionalmente, onde eventos climáticos têm causado severos prejuízos. O Seguro Rural, que tem ampliado modalidades e coberturas nos últimos anos, aliadas a boas práticas agroambientais, se candidata a ser um dos pilares mais importantes para um novo ciclo de desenvolvimento da agricultura brasileira.

Que nossa agricultura não seja passiva frente aos inúmeros riscos que afetam a atividade e, em última instância, o futuro das sociedades. Que o maior domínio das variáveis de risco e mitigação de suas consequências seja um dos fatores principais para definir a fronteira entre um passado não tão distante e um futuro de constante progresso, com uma verdadeira agricultura do conhecimento, que seja para todos, previsível, segura e sustentável.

Seguro Viagem tem vantagens e diferenciais que tornam a sua experiência completa 504

Seguro Viagem tem vantagens e diferenciais que tornam a sua experiência completa

Produto da Porto Seguros atende à vários perfis de turistas e tem coberturas para uma série de atividades e destinos diferentes

Viajar é uma das atividades que mais agrega em benefícios para a qualidade de vida. Sair de casa e conhecer novos lugares, traz muitas vantagens, como ter contato com novas culturas, incentivar o aprendizado, mergulhar em uma jornada de autoconhecimento, além de contribuir para reduzir o stress e o risco de doenças como a depressão. Mas, toda viagem exige planejamento e cuidados para que essa experiência seja a mais positiva possível.

Neste sentido, o Seguro Viagem da Porto Seguros é um produto que busca cuidar de todos os detalhes para facilitar a vida do viajante. O seguro cobre diferentes tipos de viagens, para o mais variado destino e sejam elas feitas por via aérea, terrestre ou marítima.

Ideal para passeios em territórios nacionais ou internacionais, o Seguro Viagem também é um importante instrumento de proteção para quem gosta de aventura, afinal, existem planos que incluem a prática de esportes radicais, ou mesmo para intercâmbios, que tem um período maior, no caso de longas estadias.

Novas vantagens

Contando ainda com cobertura em dólar ou euro e possibilidade de parcelamento em até 12 vezes – além do desconto de 5% com pagamento pelo Cartão Porto Seguro Bank -, o seguro viagem da Porto Seguros ganhou dois novos benefícios, por meio da parceria com a Dog Hero e a Rent a Bag.

Os viajantes que são donos de pets terão a tranquilidade de poder contar com os serviços da DogHero que é uma plataforma que conecta pessoas a uma grande rede de cuidadores em todo o Brasil. Quem contratar o Seguro Viagem ganha o desconto de 10% na hospedagem domiciliar do seu bichinho pela DogHero, em locações no valor mínimo de R$200 na plataforma. A condição é válida por um ano, a partir do início da vigência do seguro e pode ser usado até 10 vezes, em todo o território nacional.

Além disso, para quem prefere economizar espaço dentro de casa e ter mais praticidade no dia a dia, têm 20% de desconto na Rent a Bag, empresa que trabalha com aluguel de malas de diversos tamanhos e para as mais variadas ocasiões. Inclusive para os amantes de vinho é possível usar esse desconto no aluguel de malas de vinho para aqueles que pretendem carregar as garrafas de forma segura. A condição é válida por um ano a partir da vigência do plano e está disponível nas regiões metropolitanas das cidades de São Paulo e Vitória.

O Seguro Viagem da Porto tem 25 coberturas para destinos nacionais e internacionais, como danos ou extravio de bagagem, pagamentos de despesas com dentista e remédios, assistência médica integral no mundo todo e muito mais. Além disso, o seguro cobre qualquer situação emergencial em saúde, decorrente ou não de doenças preexistentes, inclusive para acionamentos de Covid-19.

Para conhecer mais detalhes sobre o Seguro Viagem da Porto, clique aqui.

Mais da metade das empresas globais enfrentam exposição ao risco cibernético 424

Mais da metade das empresas globais enfrentam exposição ao risco cibernético

Pesquisa da Trend Micro revela aumento na complexidade dos ataques e na sensação de insegurança

A Trend Micro, líder mundial em soluções de cibersegurança, revelou que 54% das organizações globais sentem que suas avaliações de risco cibernético não são suficientemente sofisticadas, deixando-as vulneráveis a ransomware, phishing, IoT e outras ameaças.

O estudo global realizado pela Sapio Research revelou, ainda, que muitas organizações estão mapeando manualmente suas superfícies de ataque (28%) e 32% têm dificuldades para lidar com várias pilhas de tecnologia. Isso pode explicar por que apenas 40% delas são capazes de detalhar, com precisão, qualquer um dos seguintes pontos, levando em conta a avaliação de risco:

  • Níveis de risco de ativos individuais;
  • Frequência de tentativas de ataque;
  • Tendências de tentativa de invasão;
  • Impacto de uma violação em qualquer área específica;
  • Referências do setor;
  • Planos de ação para prevenção de vulnerabilidades específicas.

“Já sabíamos da preocupação das organizações com a expansão da superfície de ataque digital e as lacunas de visibilidade. Agora sabemos que elas também precisam de ajuda urgente, para descobrir e gerenciar o risco cibernético nesse ambiente. Em muitos casos, o desafio é agravado por soluções pontuais em silos. As organizações devem possuir uma plataforma unificada, que lhes dê a certeza e a segurança de que necessitam”, destaca Bharat Mistry, diretor Técnico da Trend Micro.

Cerca de um terço dos profissionais da área de TI e negócios ouvidos apontou a avaliação de risco como a principal área de gerenciamento de superfície de ataque. Como resultado, mais de 80% acreditam que estão expostos a ataques de ransomware, phishing e IoT.

A incapacidade das organizações de avaliar com precisão o risco da superfície de ataque também mantém os líderes de negócios no escuro. Mais da metade dos entrevistados lutam para quantificar a exposição ao risco para a liderança e apenas 3% acreditam que seu C-Level entende totalmente o risco cibernético. Fica evidente que há aqui uma oportunidade para as organizações aproveitarem a experiência de terceiros.

Dois quintos (39%) dos tomadores de decisão já investiram em uma abordagem baseada em plataforma para o gerenciamento de superfície de ataque, enquanto metade (50%) declarou que gostaria de fazer o mesmo. Entre as vantagens mais citadas por aqueles que já fizeram a mudança estão: visibilidade aprimorada (38%), detecção de violação mais rápida (35%) e resposta acelerada (34%).

Para ler o relatório completo da pesquisa realizada pela Sapio Research, clique AQUI (https://www.trendmicro.com/explore/trend_global_risk_research_2)

A pesquisa da Sapio Research, realizada em abril de 2022 sob encomenda da Trend Micro, ouviu, ao todo, 6.297 tomadores de decisão (3.138 tomadores de decisão de TI e 3.159 tomadores de decisão de negócios) em 29 países: Reino Unido, Bélgica, República Tcheca, Holanda, Espanha, Suécia, Noruega, Finlândia, Dinamarca, França, Alemanha, Suíça, Áustria, EUA, Itália, Canadá, Taiwan, Japão, Cingapura, Austrália, Índia, Polônia, Hong Kong, Malásia, Filipinas, Indonésia, México, Colômbia, Chile.

Porto Seguro Bank lança campanha com promoções para adquirir consórcios no segmento de Auto, Imóveis e Veículos Pesados 346

Porto Seguro Bank lança campanha com promoções para adquirir consórcios no segmento de Auto, Imóveis e Veículos Pesados

A ação ocorre entre os dias 08 e 12 de agosto e oferece redução de parcelas em até 50% no consórcio imóvel e auto

A Porto Seguro Bank realiza em agosto uma campanha com promoções especiais para facilitar a entrada de novos clientes nos consórcios dos segmentos Auto, Imóvel e Veículos Pesados. Na ocasião, haverá reduções expressivas nos valores das parcelas até a contemplação.

As condições são diversificadas para cada consórcio. O consórcio de imóvel conta com parcelas 50% menores até a contemplação, e facilidade no pagamento da adesão, o cliente paga metade em até 5 vezes e a outra metade será diluída no plano. No consórcio auto cliente paga só metade da parcela até ser contemplado e ainda pode usar 25% do crédito para dar um lance e aumentar as chantes de contemplação. Já o consórcio de Veículos Pesados traz redução de 25% nas parcelas até a contemplação e desconto a partir de R$ 1.800,00 na taxa total do plano.

Segundo Rafael Boldo, Superintendente Comercial de Consórcio e Riscos Financeiros, o consórcio pode ser um caminho para a realização de um sonho. “Juros e taxas encarecem produtos que já têm um custo alto como imóveis, carros e outros bens. O consórcio proporciona taxas reduzidas tendo o incentivo da Porto para realizar o sonho, que está ao alcance em poucas parcelas”, reforça.

Alfredo Lalia Neto apresenta no Programa Seguro as perspectivas de negócios após acordo de venda da linha de Varejo da Sompo Seguros 517

Alfredo Lalia Neto apresenta no Programa Seguro as perspectivas de negócios após acordo de venda da linha de Varejo da Sompo Seguros

Em entrevista à Bóris Ber no programa exibido pela TV Gazeta no próximo domingo, às 20h30, executivo esclarece os reflexos da medida para os corretores de seguros e para o mercado segurador em geral

Alfredo Lalia Neto, CEO da Sompo Seguros, empresa do Grupo Sompo Holdings – um dos maiores grupos seguradores do mundo –, é o convidado do Programa Seguro, que vai ao ar no domingo, dia 07/08, às 20h30min, na TV Gazeta. Na entrevista concedida a Bóris Ber, o executivo esclarece as estratégias da companhia, as perspectivas de negócios e a repercussão para os corretores de seguros do acordo para a venda de seus negócios de Varejo para a HDI Seguros, anunciado no mês de maio. “A Sompo Seguros trabalha com uma política de Portas Abertas e temos uma relação de proximidade com o corretor de seguros. Por isso, organizamos eventos e estou viajando para vários estados para apresentar os aspectos dessa iniciativa que, tenho certeza, trará benefícios não só para as empresas envolvidas, mas também para o mercado de seguros e para os segurados”, observa Lalia Neto.

Com a conclusão da operação, a Sompo Seguros continuará a atuar na área de Seguros Corporativos nos ramos de Transportes, Riscos Nomeados e Operacionais, Riscos de Engenharia, Lucros Cessantes, Compreensivo Empresarial (com Limite Máximo de Garantia superior a R$ 30 milhões), Responsabilidade Civil Geral, Garantia, Fiança Locatícia, Riscos Diversos – Equipamentos, Agrícola, Penhor Rural e Benfeitorias. Somadas, essas carteiras representaram R$ 1,48 bilhão em Prêmios de Seguros no ano de 2021.

Já os ramos Automóvel, Residencial, Habitacional, Vida, Compreensivo Empresarial (com Limite Máximo de Garantia até R$ 30 milhões) e Condomínio, que constituem o segmento de Varejo, serão transferidos para uma nova sociedade seguradora a ser constituída pela Sompo Seguros e subsequentemente vendida à HDI após a aprovação das autoridades regulatórias competentes, o que deve ocorrer dentro de alguns meses. Cabe ressaltar que a Sompo Seguros totalizou R$ 1,80 bilhão em Prêmios de Seguros produzidos nessas carteiras em 2021.

O Programa Seguro

O Programa Seguro é atualmente coordenado e apresentado por Boris Ber e tem como objetivo principal levar ao profissional da área de seguros e ao consumidor final, informações relevantes sobre produtos e serviços que contribuem de maneira decisiva para proteção do patrimônio e de pessoas.

O Programa Seguro vai ao ar todos os domingos às 20h30 na TV Gazeta. A TV Gazeta pode ser sintonizada pelo canal 11 da TV aberta ou pelos canais 21 (NET) e 11 (VIVO) da TV por assinatura. Além disso, os programas já exibidos também ficam disponíveis para serem assistidos no site e no Canal do Youtube do programa.

Os desafios na aplicação do IFRS 17 491

Os desafios na aplicação do IFRS 17

Confira análise de Daiane Nabuco, Principal na Charles River Associates

O ano de 2022 virou um grande desafio para as seguradoras, que correm contra o tempo. O International Financial Reporting Standard (IFRS 17), aqui conhecido como Normas Internacionais de Relatórios Financeiros, entrará em vigor só em 2023, mas a adequação às normas já movimenta o mercado. De uma forma geral, teremos princípios de contabilidade que serão aplicáveis aos contratos de seguro, permitindo comparação entre as empresas do setor por meio de uniformização das demonstrações financeiras.

Entre os pontos positivos advindos das alterações a que a norma estabelece, podemos mencionar a maior transparência, quando da possibilidade de comparação entre as empresas, a checagem de receita por meio dos contratos de seguro, fazendo com que as informações sejam mais claras e precisas e por consequência os investidores podem melhor conhecer os riscos da companhia.

Para que as companhias se adaptem ao novo padrão contábil, é necessário que mudanças ocorram. Essas mudanças são significativas e seus custos têm sido bastante elevados.

De acordo com a pesquisa da WTW, com base em pesquisa global junto de 270 seguradoras de 45 países, a consultora estimou que a aplicação da nova contabilidade pelo setor dos seguros custará entre 18 e 24 mil milhões de dólares (entre 17 e 22,6 milhões de euros).

A aplicação da norma, impactará em outras áreas ligadas não só diretamente a contabilidade, como a área atuarial, tecnologia e controles internos, requerendo mudanças de gestão, processos e sistemas. As empresas terão também que investir em capacitação de seus funcionários.

O investimento em tecnologia não poderá ser deixado de lado, uma vez que as empresas terão que armazenar dados que são exigidos pela norma, o que contribuirá para a automação de dados no setor de seguros.

Os esforços já vêm sendo colocado em prática há anos, foi necessário planejamento, inclusive financeiro, para se adequar e implementar a norma. Os desafios são grandes, há de se investir em pessoas capacitadas para implantação da norma, em novas ferramentas, novos controles, novos processos e dados suficientes e com a qualidade necessária para processamento das informações ao atendimento do IFRS 17.

Vocês já estão preparados para esta nova realidade?