Seguro Cyber: um caminho obrigatório para as empresas 467

Raffael Benetoli Brasil é analista júnior em Subscrição de Riscos Financeiros da Austral Seguradora / Divulgação

Confira artigo de Raffael Benetoli Brasil, analista júnior em Subscrição de Riscos Financeiros da Austral Seguradora

A tecnologia caminha com o ser humano desde o começo de sua jornada na Terra. Para muitos, se limita apenas ao mundo digital, quando na verdade, é o conjunto de técnicas, métodos e instrumentos capazes de resolver problemas do cotidiano e facilitar o dia a dia do homem. Enquanto a tecnologia primitiva trouxe grandes mudanças manuais e no espaço físico, como a descoberta do fogo, da roda e da escrita, a tecnologia do Século XX trouxe mudanças na informação e comunicação.

O mundo como se conhece hoje foi moldado principalmente pela rapidez com que as informações são geradas. As pessoas podem carregar em seus bolsos, através dos smartphones, milhares de ferramentas, sendo uma delas, bancos digitais. Hoje não é mais preciso ir até uma agência bancária para realizar uma transferência ou realizar um pagamento de boleto.

Infelizmente nem todas as pessoas estão imunes aos males que podem ser encontrados nesta grande teia que nos conecta de forma invisível. Os ataques cibernéticos buscam obter dados sigilosos e indisponibilizar sistemas considerados indispensáveis para as vítimas, podendo ou não ter interesse financeiro e se tornando cada vez mais populares.

Nesse ponto, nasce o Seguro Cibernético, que constitui uma modalidade nova e emergente no mercado mundial dos seguros. Diferentemente, por exemplo, de um seguro marítimo, que existe há mais de um século, essa apólice específica só surgiu nos últimos anos devido a criação e ascensão da internet e buscou proteger grandes companhias e seus dados cibernéticos sigilosos de ataques maliciosos no que se refere à segurança cibernética.

Numa economia conectada e globalizada, a contratação de uma apólice que cobre riscos de caráter cibernético é realizada por empresas que querem mitigar ou transferir os impactos que resultarem de exposições e vulnerabilidades cada vez maiores no mundo virtual. Os riscos permeiam variados ramos já existentes e cobertos por apólices específicas.

A cobertura do seguro cibernético, em geral, contempla a indenização a terceiros e ao segurado, além do reembolso dos custos decorrentes de incidente de segurança (danos de imagem ou interrupção do negócio, por exemplo), ambos nos limites contratuais. Conta ainda com serviços agregados para a mitigação do risco e apoio em caso de gestão de crise, como auxílio na identificação e preservação dos dados, consultoria jurídica e de imagem.

Um desenho efetivo e universal do seguro cibernético, considerando coberturas e exclusões, ainda está sendo adaptado de forma a ser projetado para o mercado. Tratando-se assim, de um modelo de seguro novo, as coberturas, limites, exclusões e franquias podem variar de uma seguradora à outra.

Quanto às coberturas de terceira parte, ou seja, danos a terceiros (outras pessoas), há previsão de cobertura de custos e despesas por degradação física ou financeira causadas por ataques cibernéticos ao segurado que porventura atinja o terceiro. Já as coberturas de primeira parte, ou seja, a própria empresa, é usual constar, além de custos e despesas com investigação forense e contenção de ataques, as coberturas de perdas ou danos de ativos digitais, lucros cessantes decorrentes da interrupção de negócios em função da inatividade da rede ou do sistema computacional, pagamento de “resgates” por extorsão praticada por terceiros que ameacem danificar a rede ou sistema ou divulgar ao público ou a concorrentes dados sensíveis sob a guarda, custódia ou controle do segurado e outros.

O Seguro de Cyber Risk serve como ferramenta na gestão de riscos e auxilia as companhias a identificarem lacunas de segurança cibernética e criarem práticas mais seguras em cibersegurança. Este fator se dá justamente, ao fato de que, o segurado ao solicitar esta modalidade de seguros está sujeito a submeter seus controles administrativos, técnicos e físicos à análise das seguradoras.

As empresas devem apostar em mecanismos de defesas a fim de mitigar as possíveis invasões e roubo de dados sigilosos. Atenção especial também à Lei Geral de Proteção de Dados, ou simplesmente LGPD, que trouxe em primeira mão ao Brasil um conjunto de normas a serem seguidas para promover a proteção dos dados pessoais de todo cidadão que esteja no Brasil.

Há muito espaço para crescer e conquistar uma grande fatia do negócio segurador. Hoje, falar de seguro cibernético também é tratar da sustentabilidade de grandes empresas, uma vez que, carrega consigo a capacidade de amparar organizações contra ameaças digitais. Os dados ministrados e de direito em uma companhia são ativos intangíveis e de valores elevados que, quando mal utilizados, podem afetar a saúde financeira da empresa, seja com os ativos tangíveis, perda de dados ou simplesmente a “queima” de reputação da marca.

Albatroz, a primeira MGA especializada em Seguro de Transporte, começa a operar com corretores 412

Empresa é a primeira agência especializada em subscrição de seguros desse ramo no País

Com o objetivo de otimizar a operação e desburocratizar os trâmites para contratação de seguros de transporte, a Albatroz MGA deu início às operações com corretores no mercado brasileiro. A empresa é a primeira agência especializada em subscrição de seguros desse ramo no País.

Após um breve período de testes da plataforma, a Albatroz firmou seu primeiro contrato com a Essor Seguros, companhia seguradora do grupo Scor, quarto maior ressegurador do mundo. Dessa forma, a empresa passa a representar a seguradora nesse segmento e tem autoridade para administrar o negócio e operar como intermediário entre segurados, seguradoras, assessorias e corretores de seguros e resseguros.

A plataforma une Internet das Coisas (IoT) e Big Data para atender todas as etapas da contratação e manutenção do seguro de transportes. Neste primeiro momento, a MGA – sigla para Manager General Agent (ou Agente Administrativo Geral, em português) – oferece apenas a contratação dos produtos tradicionais de transportes, mas em breve deverão ser lançados também outros mais exclusivos e com combos.

“Configuramos a plataforma pensando diretamente nas necessidades, desejos e ideais para os corretores e seguradoras, permitindo o aumento de capilaridade com produtos disruptivos, inovadores e abrangentes aos seus segurados. Nossa tecnologia visa estender e compartilhar com nossos parceiros a possibilidade de melhor atender os seus segurados, garantindo agilidade e qualidade”, afirma Vanessa Mendonça, diretora de Subscrição e Marketing & Branding da Albatroz MGA.

Entre os benefícios que a plataforma da Albatroz oferece estão a agilidade no processo de cotação, devido a integração de sistemas com a seguradora; o acesso às condições e negociações diferenciadas de mercado; o retorno ágil e responsivo entre a MGA e a seguradora ou resseguradora; e a independência para atender melhor seus clientes através dessas vantagens.

“Hoje um corretor leva dias para receber uma cotação de transportes, podendo passar por mais de uma semana sem a precificação de seu pedido. Com a Albatroz MGA, o corretor terá sua proposta de seguro em mãos em até cinco minutos, podendo ainda emitir a apólice, gerar carta DDR, endossos, acompanhar prêmio pendentes, e outros documentos pertinentes a esta operação. Além, é claro, de contar com relatórios gerenciais de toda sua atividade na plataforma para melhor direcionamento e controle de seus resultados”, garante Salvatore Lombardi, CEO da Albatroz MGA.

Antes de utilizar a plataforma é necessário fazer um cadastro no site da empresa para receber login e senha. Em caso de dúvidas, há um passo a passo no vídeo abaixo, e nas suas redes sociais da empresa no Instagram (@albatroz_mga), no LinkedIn e no Facebook.

Chubb aborda principais coberturas para indústria de bens de consumo em treinamento digital 412

Chubb aborda principais coberturas para indústria de bens de consumo em treinamento digital / Divulgação

Transmissão acontece a partir das 9h30min, nesta terça-feira (28)

A Chubb convida seus parceiros para um treinamento digital sobre coberturas para ‘Indústria Leve’, voltada a diversos produtos e bens voltados ao mercado consumidor. Na ocasião, os especialistas da companhia Luciana Xavier, Carlos Nascimento e Anderson Fernandes apresentarão detalhes sobre os diferenciais e principais coberturas – que podem ser adaptadas a cada cliente e suas necessidades. Tudo acontece a partir das 9h30min desta terça-feira (28 de setembro de 2021).

Para assistir é muito simples. Basta preencher um breve formulário disponível neste endereço.

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Aumento do IOF torna empréstimo e juros do rotativo no cartão de crédito mais caros 518

Ale Boiani é CEO e sócia fundadora do 360iGroup / Divulgação

Confira artigo de Ale Boiani, CFP, Assessora de Investimentos, Corretora de Seguros, CEO e fundadora do 360iGroup

No último dia 20 de setembro começou o aumento temporário de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para operações de crédito. A verba será utilizada no Auxilio Brasil, versão ampliada do Bolsa Família, proposta pelo Governo. Embora o IOF também incida sobre câmbio, seguros e investimentos, o aumento temporário que vigorará até o dia 31 de dezembro de 2021, deve afetar apenas as operações de crédito.

Na prática, para as pessoas físicas afetará o empréstimo, rotativos do cartão – quando há atraso de pagamento – e o cheque especial. Já para as pessoas jurídicas, a mudança terá impacto principalmente no que se refere a capital de giro e antecipação de recebíveis.

Com os recentes aumentos da Selic e ainda a possibilidade de crescer ainda mais até o fim do ano, o brasileiro já vem se preparando para pagar mais juros em seus financiamentos e empréstimos. Além disso, esperávamos uma redução dos custos com o open banking, mas o aumento da taxa e o crescimento do IOF podem “apagar” o impacto positivo que o open banking geraria.

Não é a primeira vez que somos surpreendidos com aumento do IOF em prazo tão curto. O anúncio aconteceu no dia 18 de setembro, e iniciou na última segunda-feira (20). Há 10 anos, por exemplo, ocorreu uma mudança definitiva no IOF dos cartões de viagem, igualando o imposto com o cartão de crédito, e também foi avisado um dia antes, o que nos coloca em um cenário parecido.

Para vermos a comparação das alíquotas diária e anual, antes e depois do aumento, de acordo com o Ministério da Economia

  • Pessoa Jurídica: Alíquota diária atual: 0,0041% X Nova alíquota diária: 0,00559%.
  • Pessoa Jurídica: Alíquota anual atual: 1,50% X Nova alíquota anual: 2,04%
  • Pessoa Física: Alíquota diária atual: 0,0082% X Nova alíquota diária: 0,01118%
  • Pessoa Física: Alíquota anual atual: 3,00% X Nova alíquota anual: 4,08%.

Diante disso, vem o questionamento: como se programar com antecedência ao sermos avisados sobre esse tipo de mudança de maneira tão abrupta? Na verdade, embora não possamos “adivinhar” estes movimentos, eles são previsíveis conforme a dívida do país aumenta e os problemas econômicos se agravam. Quando se administra uma empresa, ao detectar problemas financeiros é necessário aumentar a receita e diminuir as despesas. No caso do governo, acontece a mesma coisa: e como a única fonte de receita é a arrecadação de impostos, e, por isso, a decisão acaba sendo em que área mexer.

Para não sofrer perdas consideráveis diante de um cenário como este, as dicas são: guardar dinheiro sempre, ter um colchão de segurança, viver um padrão de vida abaixo do que consegue manter, investir bem e de forma inteligente, e fazer o dinheiro trabalhar para você. São medidas que funcionam muito bem e que devem fazer parte do dia a dia do brasileiro. É um trabalho árduo, que no começo pode parecer difícil de gerar resultados, mas que a longo prazo faz toda a diferença.

Os juros compostos são extremamente estratégicos quando estão a seu favor, quando você está investindo, mas, eles podem comprometer consideravelmente a renda quando é o contrário: a pessoa devendo e os juros fazendo a dívida crescer exponencialmente. Por isso, comece a se programar o quanto antes! Não é novidade que o planejamento financeiro é a chave para garantir uma vida tranquila e segura.

107 empresas brasileiras assinam compromisso com o combate às mudanças climáticas 487

107 empresas brasileiras assinam compromisso com o combate às mudanças climáticas

No documento, companhias listam ações para reduzir emissões de carbono e destacam papel fundamental do Brasil na próxima Conferência sobre o Clima, em novembro

Um grupo de 107 empresas e 10 entidades setoriais lança hoje, 27 de setembro de 2021, o documento “Empresários pelo Clima”, no qual defendem medidas para uma economia de baixo carbono e assumem responsabilidades nessa transformação. Esse é o posicionamento que será levado pelo setor para a próxima Conferência sobre o Clima, a COP 26, que acontece em novembro, em Glasgow (Escócia).

A iniciativa foi capitaneada pelo Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), em parceria com outras entidades do setor. O Conselho representa cerca de 80 grupos empresariais com atuação no Brasil, responsáveis por 47% do PIB brasileiro e 1,1 milhão de empregos; 13 das 15 maiores companhias em valor de mercado do país são associadas.

O documento foi assinado por afiliadas ao CEBDS e também por empresas não associadas, demonstrando a relevância do assunto. A lista de signatárias engloba setores como agronegócio, alimentício, aviação, elétrico, farmacêutico, finanças, infraestrutura, logística, papel e celulose, petroquímico, saúde, tecnologia, telefonia e varejo. Dessas 107 empresas, 46 publicam resultados financeiros, com uma receita líquida somada de R$ 951 bilhões em 2019.

Essas companhias já vêm adotando medidas para a redução e compensação das emissões de gases causadores do efeito estufa (GEE), precificação interna de carbono, descarbonização das operações e das cadeias de valor e estabelecimento de metas ambiciosas de neutralidade climática até 2050. Ou seja, essas empresas já têm aplicado práticas para transformar suas operações e reduzir seus impactos sobre o aquecimento global.

Dentre as medidas propostas no documento “Empresários pelo Clima” destaca-se o apoio à proposta de mercado de carbono regulado no Brasil. Estudo desenvolvido pelo CEBDS aponta que esse mercado pode atingir entre R$ 200 milhões e R$ 300 milhões na sua fase inicial (2022-2024), com transações de direitos de emissão e créditos de carbono.

O tema está em discussão no Congresso Nacional e o setor privado gostaria de ver a iniciativa aprovada antes da Conferência sobre Mudanças Climáticas da Organização das Nações Unidas (COP 26). O mercado regulado pode funcionar em paralelo à criação de um mecanismo de registro do mercado voluntário, com ambos coexistindo e os créditos do mercado voluntário podendo ser utilizados em parte no sistema regulado.

Uma transição rápida para uma economia de baixo carbono é possível e desejada pelo setor empresarial, já que o Brasil pode inclusive antecipar sua meta de redução das emissões de gases do efeito estufa. Um estudo apoiado pelo CEBDS mostra que o país pode diminuir essas emissões em até 42% já em 2025, em relação aos níveis de 2005. O compromisso do governo brasileiro é de uma redução de 43% até 2030.

“Nós não só sabemos combater as mudanças climáticas como já temos as soluções. O setor empresarial brasileiro tem adotado ações corporativas concretas, como o preço interno de carbono e as metas de neutralização, assim como está liderando iniciativas de políticas climáticas públicas com instrumentos de mercado e inclusão social. A COP 26 será uma oportunidade para compartilhar esse comprometimento e reforçar nosso engajamento mundial”, destaca a presidente do CEBDS, Marina Grossi.

Um exemplo de iniciativa aplicada pelo setor é o controle sobre os riscos climáticos, ambientais e sociais. Esse trabalho identifica os impactos gerados pela operação das empresas, permitindo que elas ajustem seus processos e aproveitem oportunidades criadas pela transição para modelos mais sustentáveis. O CEBDS capacitou suas associadas para esse controle, baseado nas recomendações da Task Force on Climate-Related Financial Disclosure (TCFD).

Essa capacitação acabou antecipando a recém-lançada regulamentação do Banco Central do Brasil sobre riscos climáticos, ambientais e sociais. O BC determinou que os bancos considerem esses impactos a partir de 2023 na análise de suas operações. Empresas que assinam o posicionamento já estão à frente nesse ponto.

Mobilização empresarial

A mobilização pelas assinaturas foi promovida a partir de uma iniciativa do Conselho de Líderes do CEBDS – grupo que, desde 2015, reúne CEOs e altos executivos das empresas associadas para compartilhar a visão deles sobre as mudanças climáticas com o poder público e a sociedade.

Dez grandes entidades empresariais também assinaram o documento e contribuíram para atrair companhias para o compromisso: Associação Brasileira do Agronegócio (Abag); Associação Brasileira do Alumínio (Abal); Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib); Associação Brasileira e Sindicato Nacional da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq/Sindimaq); Câmara Americana de Comércio no Brasil (Amcham Brasil); CDP; Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri); International Chamber of Commerce (ICC Brasil); Instituto Urbem; e Instituto de Planejamento e Gestão de Cidades (IPGC).

O grupo de signatários avalia que o Brasil tem vantagens comparativas únicas na corrida para alcançar uma economia de emissões líquidas de carbono neutras. Para isso, o país precisa de um arcabouço político-regulatório que apoie essa trajetória dentro de um compromisso firme, com ações eficazes para o fim do desmatamento ilegal e a conservação do meio ambiente.

“Temos ambição climática e nossas empresas contam cada vez mais com metas de neutralização baseadas na ciência, utilizando parâmetros criteriosos de governança corporativa, social e ambiental (ESG)”, ressalta a presidente do CEBDS. Marina Grossi também detalha caminhos para o país: “Até 2030, devemos priorizar o fim do desmatamento ilegal, a operacionalização de um sistema de mercados de carbono e a ampliação da agricultura de baixo carbono, resultando no aumento da ambição nas metas brasileiras”.

O documento será entregue a autoridades brasileiras envolvidas na agenda de combate às mudanças climáticas. O texto foi apresentado previamente ao presidente da COP 26, Alok Sharma, durante visita ao Brasil, em agosto, para reforçar o compromisso do setor empresarial com a neutralização das emissões.

Confira o posicionamento com as assinaturas das empresas e entidades.

Lista de signatários do posicionamento ‘Empresários pelo Clima’

2W Energia; Abralatas; Accenture; AES Brasil; Alcoa Alumínio; Amaggi; Amazon; Ambipar; Apple; Approach Comunicação; Arcadis; B3; Bain & Company; Banco BV; Bayer Brasil; BMA Advogados; BMG Seguros; BNP Paribas; Bosch; BP Brasil; Bradesco; Braskem; BRF; BRK Ambiental; Brookfield; BSBIOS; Camargo Corrêa Infra; Cargill Agrícola S.A.; Carrefour Brasil; CBA; Ceptis Soluções; Chevron Brasil; Chubb Brasil; Cosan; Daemon Investimentos; Deloitte Brasil; Dow; DSM; Ecolab; Egis; Embraer; Energisa; Eneva; Engie Brasil; Equinor Brasil; ERM Brasil; EY Brasil; FS Bioenergia; Grupo Natura & Co.; Grupo Sabará; Grupo Ultra; Grupo Vamos; Hewlett Packard Enterprise; Hitachi ABB Power Grids; HP Brasil; I Care & Consult; IBM; Ipiranga; JBS; JSL; Klabin; Korin Agropecuária; Kroll; LDC; Lexmark; Lojas Renner; Lwart; Makro Group; Marfrig; Mars Petcare; Mastercard; Mattos Filho, Veiga Filho, Marrey Jr. e Quiroga Advogados; Michelin; Movida; Nestlé Brasil; Nexa Resources; Nidec Global Appliance; Norflor; NotreDame; P&G; PwC Brasil; Queiroz Galvão; SAP Brasil; Schneider Electric Brasil; Shell Brasil; Siemens Energy Brasil; Siemens Infraestrutura e Indústria; Simpar; Sky Brasil; Socicam; SPIC Brasil; Struttura Desenvolvimento e Financiamento de Projetos e WF Consultores Associados; Suzano; TechnipFMC; Telefônica Brasil; Thyssenkrupp; TicketLog; Tozzini Freire Advogados; UBS BB; Vedacit; Vivara; Votorantim Cimentos; Votorantim S.A.; Way Carbon; WestRock; Yara Brasil Fertilizantes; Zurich Minas Brasil Seguros.

Entidades Setoriais

Associação Brasileira do Agronegócio (Abag); Associação Brasileira do Alumínio (Abal); Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib); Associação Brasileira e Sindicato Nacional da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq/Sindimaq); Câmara Americana de Comércio no Brasil (Amcham Brasil); CDP; Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri); International Chamber of Commerce (ICC Brasil); Instituto Urbem; e Instituto de Planejamento e Gestão de Cidades (IPGC).

Aumento de ataques cibernéticos provoca alta de preços nas apólices de Seguro Cyber 328

Aumento de ataques cibernéticos provoca alta de preços nas apólices de Seguro Cyber

Ações contra empresas brasileiras cresceram 220% no primeiro semestre

Durante a pandemia, o Brasil também tem sofrido com o aumento do número de ataques cibernéticos a empresas de todos os portes. Com isso, o mercado nota um crescimento na procura pelos seguros de riscos cibernéticos e uma consequente elevação nos preços dessas apólices. A corretora THB Brasil enxerga o mercado mais aquecido nessa área, mas também percebe recusa de riscos por algumas seguradoras.

De acordo com dados levantados pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), os ataques cibernéticos contra empresas brasileiras cresceram 220% no primeiro semestre deste ano em comparação com o mesmo período de 2020. Só os ataques de “ransonware”, o sequestro de dados com exigência de resgate financeiro, cresceram 85% no País no primeiro semestre de 2021.

Enzo Ferracini é VP de Specialty da THB Brasil / Divulgação
Enzo Ferracini é VP de Specialty da THB Brasil / Divulgação

“Os ataques cibernéticos estão cada vez mais sofisticados com consequências cada vez maiores em perdas financeiras. As quantias exigidas no caso de sequestro de dados, em alguns casos, são cifras milionárias que podem levar até ao fechamento da empresa. Por este motivo as seguradoras estão muito cautelosas nas avaliações e buscam entender, ao máximo, cada empresa antes de assumir seus riscos cibernéticos”, explica Enzo Ferracini, VP de Specialty da THB Brasil. O executivo diz ainda que as indenizações pagas pelas seguradoras nos sinistros de ataques cibernéticos foram 39 vezes maiores no ano passado comparado com 2019.

A consequência foi o aumento no valor das apólices. “Até o ano passado, a taxa média era de 1,5% sobre o valor contratado para cobertura. Em 2021, varia entre 2,5% e 4,5%. “O que pesa no custo é a maturidade da empresa em relação à gestão do risco cibernético. Antes as seguradoras enviavam um questionário simples para avaliação de risco. Agora, são dois questionários complexos, com o objetivo de analisar desde os equipamentos existentes, como servidores e backups, até a governança da empresa em relação à utilização do sistema pelos funcionários”, conclui Ferracini.