Agora é a vez do Open Insurance: por onde começar? 856

Eduardo Figueiredo é Diretor de Riscos Corporativos da Willis Towers Watson / Reprodução

Confira artigo de Eduardo Figueiredo, Líder de risco corporativo e corretagem da Willis Towers Watson

O setor bancário brasileiro está começando a experimentar os impactos do Open Banking e isso já traz alguns spoilers do que irá acontecer com o mercado de seguros. Embora ainda esteja engatinhando, o Open Insurance chega para conduzir uma revolução semelhante, promovendo um processo mais colaborativo e novas soluções de negócios.

A implementação dessa estratégia de inovação aberta no Brasil será feita de forma gradual. Estamos há um pouco mais de três meses da data prevista para o início da primeira fase (15 de dezembro) que terá um caráter mais burocrático incluindo o compartilhamento de dados públicos das empresas referentes a produtos e canais de atendimento. Mas será que as seguradoras e demais companhias do setor estão preparadas para iniciar essa transformação? Quais são os desafios que vem pela frente?

A experiência com as insurtechs prova que não se deve nadar contra a corrente das novidades tecnológicas e mudanças de padrões. As empresas mais tradicionais perceberam a necessidade de se envolver e se beneficiar desses novos players, seja por meio de investimentos diretos, incubadoras, parcerias ou colaborações. Quem ignorou essa nova realidade perdeu espaço no mercado.

Do mesmo modo, o Open Insurance é um impulsionador para o caminho da transformação digital e apesar de ser analisado com uma certa cautela pelas companhias do mercado, esse é um futuro inevitável. Portanto, a melhor estratégia é colaborar com as mudanças desenvolvendo novas proposta de valor e principalmente investindo em inovação tecnológica.

Algumas tecnologias trazem eficiência para a indústria de seguros e por isso são essenciais nessa trajetória. Mas também é preciso se concentrar em algumas ações-chave como, por exemplo:

1 – Melhorar a experiência do cliente

Um aspecto fundamental do Open Insurance é conectar seguradoras e corretores para que todos na cadeia de valor, incluindo clientes, possam trocar dados de maneira significativa. É fazer a jornada centrada no cliente, em vez de ter o foco no produto. A partir disso, existem possibilidades reais de criar experiências de compra mais amplas para o cliente, basta saber usar a inteligência de dados de forma eficiente para aproveitar essas oportunidades.

2 – Reduzir o risco por meio da automação

O termo automação é bastante amplo e engloba desde a simples coleta de dados e monitoramento até a implantação de robôs para executar tarefas rotineiras. Essas ações trazem uma enorme eficiência para o processo atuarial de ponta a ponta e proporcionam alguns benefícios como o fato de operar 24 horas por dia e 7 dias por semana. Isso permite que a concentração da mão-de-obra em processos mais analíticos e não operacionais.

O uso típico de software de automação e governança de processos permite que as empresas automatizem dados e fluxos de trabalho analíticos, simplifiquem os processos de negócios e reduzam custos. Ele também permite maior resiliência operacional, aumentando o poder de computação, reduzindo a dependência de indivíduos-chave e diminuindo significativamente a probabilidade de erro humano.

3 – Infraestrutura e a computação em nuvem

A tecnologia em nuvem é hoje fundamental para se ter simplicidade e agilidade nas operações. Apesar disso, a adoção desse tipo de inovação tem sido lenta nas empresas de seguros ao redor do mundo. Inércia operacional, arquitetura de segurança e problemas com recrutamento de talentos devidamente qualificados são alguns dos obstáculos encontrados pelo setor.

Neste cenário, o papel da liderança de tecnologia corporativa é muito significativo para manter o equilíbrio do processo. Uma implementação bem-sucedida trará benefícios como mais tempo gasto em inovação e agilidade nas soluções, o que é fundamental para a competitividade da empresa.

4 – Análises avançadas de dados

Os conhecimentos que as empresas do mercado de seguros ganham com a análise de dados, ajudam a obter uma compreensão mais profunda para tomar decisões e reduzir os riscos de negócios. Com a troca de informações estimulada pelo Open Insurance, novas oportunidades poderão ser captadas, mas isso depende também da modernização dos processos e equipamentos. Também será preciso investir mais em tecnologias que permitem maior rastreabilidade, gerenciamento e privacidade de dados.

Por fim, fazer a transição para uma maior abertura digital com sucesso exigirá que as equipes de liderança de tecnologia trabalhem em estreita colaboração com a empresa para definir visões claras e desenvolver novas propostas de valor para aproveitar ao máximo essa onda de novidades digitais.

Lucro do Grupo Bradesco Seguros cresce no segundo trimestre e alcança R$ 1,8 bilhão 879

Grupo Bradesco Grupo Bradesco Seguros divulga resultados de 2020 / ReproduçãoSeguros divulga resultados de 2020 / Reprodução

Resultado foi favorecido pela expansão do faturamento em todas as linhas de negócios

O Grupo Bradesco Seguros registrou lucro líquido de R$ 1,8 bilhão no segundo trimestre de 2022, o que representa evolução de 176% em relação ao mesmo período de 2021, com aumento do ROAE de 7,8% para 20,9%. No semestre consolidado, o montante totaliza R$ 3,4 bilhões, com crescimento de 49%.

O resultado foi favorecido pela expansão do Faturamento, de 19% no trimestre e 16% no semestre, com evolução em todas as linhas de negócios, e do Resultado Financeiro, que atingiu 185% e 71% na mesma base de comparação, influenciado pelo comportamento dos índices econômico-financeiros no período. Já o Resultado das Operações de Seguros, Previdência e Capitalização apresentou crescimento de 135% no trimestre e 48% na base semestral.

As Provisões Técnicas do Grupo Segurador cresceram 7%, para R$ 308 bilhões – maior nível da série histórica da rubrica, com destaque para os ramos de Saúde, Vida e Previdência -, e os Ativos Financeiros evoluíram 3,6%, alcançando R$ 333 bilhões. No que diz respeito aos indicadores de desempenho, o Índice de Eficiência Administrativa ficou em 3,7%, mantendo uma das melhores marcas dos últimos anos. Já o Índice de Sinistralidade recuou 3,6 pp na comparação entre os segundos trimestres e 0,7 pp na base semestral.

Em indenizações e benefícios, foram pagos R$ 13 bilhões no trimestre, dos quais R$ 348 milhões referentes à Covid-19 (procedimentos médicos e indenizações nos produtos de Vida e Habitacional). No acumulado do ano, o total de indenizações e benefícios atingiu R$ 23 bilhões, dos quais R$ 860 milhões associados à Covid-19.

No trimestre, o Grupo Bradesco Seguros seguiu intensificando esforços para aprimorar a jornada do cliente na contratação de produtos e serviços, evoluindo sua estratégia de transformação digital. Dentre as inciativas, destaca-se a nova versão do aplicativo Bradesco Seguros – que já registra mais de 12 milhões de downloads -, com a incorporação de novas funções e evolução em usabilidade, em especial para os segurados dos segmentos de Dental e Vida. As vendas na modalidade digital cresceram 58% de janeiro a junho de 2022, alcançando R$ 1,1 bilhão, com aumento de 66% na quantidade dos itens distribuídos, que superaram 1,7 milhão.

Na Bradesco Saúde, o plano empresarial Bradesco Saúde Ideal, anteriormente disponível em São Paulo e no Rio de Janeiro, chegou a Brasília. Desenvolvido para atender desde grupos a partir de três pessoas até companhias de grande porte, o produto conta com 19 mil prestadores em todo o Brasil, destacando-se pela flexibilidade, ao oferecer às empresas diferentes percentuais de coparticipação em consultas e exames. Vale mencionar, ainda, o lançamento do Clube+Saúde, plataforma que proporciona vantagens exclusivas aos beneficiários, como descontos e oportunidades em serviços e produtos.

Ainda com relação ao segmento de Saúde, o Grupo Bradesco Seguros, por meio da Atlântica Hospitais e Participações, uniu-se ao Grupo Fleury e à Beneficência Portuguesa de São Paulo para criar uma empresa dedicada a serviços de oncologia. O Grupo também chegou a 28 unidades da rede de clínicas Meu Doutor Novamed, seguindo sua estratégia de expansão nacional.

No segmento de Previdência Privada, a Bradesco Vida e Previdência manteve a estratégia de evolução contínua em sua grade de produtos, com destaque para os fundos de gestoras renomadas no mercado. Atualmente, a empresa possui ao todo R$ 278 bilhões de reservas.

No ramo Vida, o seguro ‘Vida Viva Bradesco’, criado em 2021, conquistou a medalha de prata no Innovation in Insurance Awards 2022, concedido pela EFMA-Accenture aos produtos mais inovadores do mercado segurador no mundo. Oferecendo 17 coberturas e 12 assistências, o “Vida Viva Bradesco” representa a evolução de um desenho de produto pré-formatado para uma solução de benefícios completa e personalizável.

Em Ramos Elementares, a Bradesco Auto/RE investiu na segmentação voltada a equipamentos agrícolas para ampliar a contratação de apólices de seguro nesse nicho de mercado, com a incorporação de novas coberturas. Além disso, a companhia avançou na implantação da inteligência artificial para análise e regulação de sinistros de automóveis, com redução no tempo necessário para a liberação de reparos.

Os desafios na aplicação do IFRS 17 489

Os desafios na aplicação do IFRS 17

Confira análise de Daiane Nabuco, Principal na Charles River Associates

O ano de 2022 virou um grande desafio para as seguradoras, que correm contra o tempo. O International Financial Reporting Standard (IFRS 17), aqui conhecido como Normas Internacionais de Relatórios Financeiros, entrará em vigor só em 2023, mas a adequação às normas já movimenta o mercado. De uma forma geral, teremos princípios de contabilidade que serão aplicáveis aos contratos de seguro, permitindo comparação entre as empresas do setor por meio de uniformização das demonstrações financeiras.

Entre os pontos positivos advindos das alterações a que a norma estabelece, podemos mencionar a maior transparência, quando da possibilidade de comparação entre as empresas, a checagem de receita por meio dos contratos de seguro, fazendo com que as informações sejam mais claras e precisas e por consequência os investidores podem melhor conhecer os riscos da companhia.

Para que as companhias se adaptem ao novo padrão contábil, é necessário que mudanças ocorram. Essas mudanças são significativas e seus custos têm sido bastante elevados.

De acordo com a pesquisa da WTW, com base em pesquisa global junto de 270 seguradoras de 45 países, a consultora estimou que a aplicação da nova contabilidade pelo setor dos seguros custará entre 18 e 24 mil milhões de dólares (entre 17 e 22,6 milhões de euros).

A aplicação da norma, impactará em outras áreas ligadas não só diretamente a contabilidade, como a área atuarial, tecnologia e controles internos, requerendo mudanças de gestão, processos e sistemas. As empresas terão também que investir em capacitação de seus funcionários.

O investimento em tecnologia não poderá ser deixado de lado, uma vez que as empresas terão que armazenar dados que são exigidos pela norma, o que contribuirá para a automação de dados no setor de seguros.

Os esforços já vêm sendo colocado em prática há anos, foi necessário planejamento, inclusive financeiro, para se adequar e implementar a norma. Os desafios são grandes, há de se investir em pessoas capacitadas para implantação da norma, em novas ferramentas, novos controles, novos processos e dados suficientes e com a qualidade necessária para processamento das informações ao atendimento do IFRS 17.

Vocês já estão preparados para esta nova realidade?

Dra. Natália Gil: Legal Design na Advocacia Securitária 496

Natália Gil é Sócia da Agrifoglio Vianna - Advogados Associados / Divulgação

Veja artigo produzido pela Controller Jurídica da Agrifoglio Vianna – Advogados Associados

Diante do avanço tecnológico que estamos vivendo, nota-se um aumento da busca por conhecimentos e entretenimentos ágeis ou de curta duração, no qual não há mais espaço para conteúdos que não são objetivos ou atrativos. Obviamente, o mundo jurídico não poderia deixar de se adequar a este contexto, razão pela qual percebemos um constante crescimento de soluções tecnológicas que auxiliam os operadores do direito a evoluir profissionalmente, a fim de se adequarem às novas tendências do mercado.

Uma dessas soluções que está ganhando notoriedade é o Visual Law, uma importante ferramenta do Legal Design, que tem como principal finalidade tornar os assuntos jurídicos mais claros, objetivos e acessíveis, tanto para quem atua na área, quanto para todos os interessados em determinado assunto. Trata-se da famosa advocacia visual, que está voltada para a simplificação do direito por meio de elementos visuais.

Antes de mais nada, há de se diferenciar os dois conceitos: Legal Design e Visual Law. O primeiro significa uma mudança de mindset do mundo jurídico por meio de uma combinação entre design, tecnologia e direito, revolucionando esta área que costuma ser extremamente tradicional. Possui como inspiração a metodologia de Design Thinking e User Experience e tem como principal objetivo buscar soluções inovadoras e estratégicas, visando à comunicação acessível entre os usuários. Já o Visual Law é um instrumento de aplicação do Legal Design e não deve ser confundido com este conceito.

Buscando uma apresentação mais atraente, o Visual Law possui como premissa criar a conexão entre o redator e o leitor do documento e, para isso, utiliza elementos gráficos, como fluxogramas, vídeos, links, linhas do tempo, storytelling, diagramas, imagens, QR codes, ou até mesmo dashboards, para tornar a mensagem mais clara e compressível para o leitor. O direito, que é um ramo tão complexo e repleto de termos peculiares, pode ser muito mais simplificado por meio de ferramentas como esta, que transformam a linguagem jurídica em uma linguagem gráfica e visual – o que, claramente, é mais acessível para todos.

Neste sentido, há estudos que demonstram que 90% das informações repassadas ao cérebro são visuais e que conteúdos visuais são processados 60.000,00 vezes mais rápido do que textos. Além disso, em uma pesquisa elaborada em 2020 pelo grupo VisuLaw, foi identificado que 71% dos magistrados entrevistados não toleram redações prolixas e que 77% acreditam que o Visual Law auxilia na compreensão dos casos, desde que os elementos visuais sejam utilizados com moderação.

Quando falamos de direito securitário, a complexidade dos termos é ainda maior e, por conta disso, os consumidores e, muitas vezes, os próprios magistrados, não compreendem as especificidades do contrato de seguro. Diante desta dificuldade, a advocacia visual pode auxiliar também na esfera pré-processual, na qual os certificados e apólices de seguro podem conter mais elementos visuais em vez de letras pequenas ou textos longos e complexos, que os segurados não compreendem – ou até mesmo não têm vontade de ler – a fim de simplificar os principais temas que devem ser elencados aos consumidores. Atualmente, todos sabem da importância da informação clara ao consumidor, que muitas vezes se torna objeto de discussão em processos judiciais, o que prova a relevância do Visual Law.

Além disso, na fase judicial esta ferramenta é fundamental na elaboração de peças processuais, simplificando os fatos, e até mesmo nas teses jurídicas complexas, auxiliando o magistrado na compreensão do caso concreto. Apesar de ainda haver resistência por parte de advogados quanto à adequação das peças jurídicas a estes novos moldes, não há dúvidas de que uma linguagem visual trará mais resultados e eficiências nos processos judiciais.

Há de se destacar também que o Visual Law pode e deve ser utilizado na Controladoria Jurídica por meio da simplificação de relatórios densos, na qual muitas vezes precisamos indicar aos clientes diversos tipos de dados e resumos de casos ou de decisões, e que podem ser melhor apresentados por meio de dashboards. Há, no dia a dia deste setor, diversos relatórios em que a densidade de conteúdo inserido não permite, por meio de uma simples planilha, uma análise aprofundada dos dados extraídos. A partir disso, surge a necessidade de simplificar os dados e resumi-los, transformando-os em informação para que o cliente possa analisar e compreender, e, então, definir as suas estratégias.

A tendência, portanto, é que, quando utilizadas técnicas do Visual Law em processos judiciais, maiores chances terão as teses de serem acolhidas, uma vez que serão expostas de formas mais acessíveis aos juízes. De igual modo, em relação às demandas pré-processuais e de setores como a Controladoria Jurídica, não restam dúvidas da necessidade das empresas se adaptarem para que os seus documentos sejam entregues aos clientes com uma apresentação eficiente e atrativa, utilizando-se desta ferramenta do Legal Design.

A otimização do uso de dados no open banking: oportunidade de inovação e o papel das fintechs 549

Luiz Fernando Ohara, Head of Financial Markets na Semantix / Divulgação

Confira artigo de Luiz Fernando Ohara, Head of Financial Markets na Semantix

O Open Banking teve sua implementação iniciada em 2021 e representa um enorme passo em direção ao desenvolvimento de novas tecnologias no mercado financeiro. Criado para promover o acesso ao uso de dados, melhorar a experiência do cliente, e consequentemente aumentar o leque de opções de produtos do setor, o sistema considera a autonomia do consumidor em relação aos seus dados bancários, fornecendo assim o controle sobre as organizações que terão acesso a eles. Representando, em julho de 2021, 2,5% do ativo total e 23,2% de todas as instituições financeiras nacionais, as fintechs apresentaram o maior crescimento em participação entre as demais empresas do setor financeiro – desde 2016, houve um aumento de 1,9% na participação dos ativos totais e 5,2% na quantidade de empresas, segundo dados do Banco Central. O crescimento associado a modelos ágeis de desenvolvimento, estrutura mais leve de capital, e a modernização na regulação bancária, faz com que esses players sejam grandes catalisadores do movimento.

O consumo de serviços financeiros permeia por questões relacionadas tanto à diversificação e democratização do acesso a diferentes soluções, quanto a problemáticas complexas como as fraudes bancárias. Visando uma mudança basilar no modo com o qual as instituições financeiras se organizam no mercado brasileiro, o Open Banking promove a concorrência ao empoderar o consumidor, fornecendo poder de escolha sobre os dados que pretende compartilhar e quais instituições terão acesso a essas informações, obtendo então, como benefício do compartilhamento, o acesso a uma gama de produtos mais adequados ao seu perfil, por um menor custo. Esse processo é digital, conta com a supervisão do Banco Central e utiliza os aplicativos e infraestrutura já existentes nas instituições financeiras. A tecnologia conhecida como API (Interface de Programação de Aplicações) é o que permite a troca de informações entre as instituições financeiras.

Ferramentas como as APIs, o Big Data, soluções que contam com inteligência artificial, Machine Learning e hubs que são criados com o objetivo de integrar todos os agentes da operação, possibilitam a criação de produtos personalizados e oferta adequada ao cliente, enriquecendo os sistemas de classificação de risco e beneficiando principalmente o bom pagador. Algumas das informações que levam a uma maturidade de dados e à consequente eficiência desse tipo de análise são: consulta à situação financeira do consumidor em outras instituições, reclamações realizadas quanto a produtos e serviços, questões mais procuradas em relação ao suporte ao cliente, e outros materiais que possibilitam a análise de dados detalhada por meio de um data lake extremamente completo, que traça padrões e oferece soluções e sistemas de classificação de riscos cada vez mais assertivos.

O Brasil é um país avançado quanto às leis financeiras. A solução gerada pelo open banking é inovadora em relação a outros países: a regulamentação brasileira permite a alocação de outros produtos financeiros nas iniciativas de abertura e controle de dados, sistema já denominado Open Finance, iniciativa mais ampla que o Open Banking. Assim, o Open Finance engloba asset managers, tesouraria, previdência privada e outros produtos e serviços. Além de um complexo financeiro que exige adequação à regulação para garantir que o cliente tenha controle sobre os dados, o Open Finance é apresentado como oportunidade às instituições financeiras para atingir novos públicos, democratizar o acesso e conquistar novos mercados, promovendo autonomia financeira. As ferramentas são formadas por arquiteturas de dados mais simples que podem ser aderidas até por players menores, em especial as fintechs, uma enorme oportunidade para os pertencentes a esse mercado.

Marketing Digital: deixar de investir no seu negócio é permitir que as vendas sejam direcionadas para a concorrência 483

Marketing Digital: deixar de investir no seu negócio é permitir que as vendas sejam direcionadas para a concorrência

Confira artigo de William Anthony, representante do JRS em SP e UX Designer

Hoje, ao acordar, me deparei com algumas publicações na internet que me fizeram analisar um pouco nosso atual cenário.

Na primeira delas, um rapaz falava sobre a importância do copywriting – sem demonstrar o que isso significa, de fato.

Na outra, um corretor de seguros dizia que preferia investir em um curso de design para Canva do que terceirizar ou contar com o apoio de especialistas para fazer sua captação de leads e campanhas para redes sociais.

Em ambas as situações é importante reforçar a questão da qualificação e da atuação em conjunto com parceiros estratégicos para poder escalar a operação – de modo a atingir resultados ainda melhores no desempenho operacional de uma empresa.

Para um corretor de seguros, especificamente, o dia a dia é precioso para realização das consultorias, das cotações e da conversão de vendas. Não está prevista na formação deste profissional uma expertise em design e redes sociais, a não ser que o mesmo deseje, é claro. Mas o ponto aqui é que este profissional precisa delegar algumas tarefas para que outras pessoas o ajudem nesta caminhada. Afinal, ninguém faz nada sozinho, e deixar de investir em seu negócio é praticamente permitir que as vendas sejam direcionadas diretamente para seu concorrente.

O intuito aqui é fazer com que estes profissionais da corretagem reflitam um pouco sobre seus reais objetivos.

Seu real objetivo é fazer posts para redes sociais no Canva e passar o dia programando publicações nas plataformas?

Para quem não conhece bem, o Canva é uma solução em nuvem que serve para pessoas sem domínio das técnicas de design possam criar artes e publicações para as mídias sociais. A ferramenta pouco importa, claro, mas profissionais de referência sempre irão preferir as soluções mais completas – como o Figma ou o Adobe Illustrator, por exemplo.

Outro ponto importante a considerar nessa caminhada é que a atualização dos algoritmos e das linguagens para redes sociais é dinâmica e acontece rotineiramente. Será que realmente faz sentido para um corretor de seguros tornar-se um heavy user dessas redes, virar designer e um comunicador ao mesmo tempo? Isso sem falar em estratégias de anúncio, linha editorial do perfil e muitas outras coisas – que apenas um profissional devidamente capacitado poderá auxiliar.

Eu sei… O parágrafo acima vai fazer você lembrar da frase “Seguro? Só com o corretor profissional de seguros”. E, então, tomo a liberdade de criar duas frases: “Design? Só com designer profissional!”. “Comunicação? Só com profissional da comunicação!”. Afinal, todas as profissões e especialidades são relevantes. Se queremos respeito e reconhecimento, precisamos fazê-lo com o próximo.

O contraponto, que já ouvi de muitos profissionais do setor, é que grande parte das agências de publicidade não possui conhecimento sobre seguros e “a coisa não anda”.

A única forma de ultrapassar essa barreira é pesquisar referências, além de conversar e esclarecer bem ao profissional seus objetivos e metas.

Além disso, empresas de comunicação como o Jornal do Seguro (JRS.digital) e outras do setor, podem prestar auxílio completo de modo mais assertivo – proporcionando uma ação 360º para o seu negócio – justamente por falarem essa linguagem tão específica que norteia o setor de seguros e que carece, cada vez mais, ser traduzida para o consumidor final.