6 vantagens de investir em previdência privada 454

Luiz Bacellar é CEO da Saks, fintech especializada em previdência privada / Divulgação

Confira artigo de Luiz Bacellar, CEO da fintech Saks

Sempre desconfiei das promessas de enriquecimento rápido. Depois de 15 anos trabalhando no mercado financeiro e olhando para os maiores investidores e empreendedores do mundo, é fácil notar que quase todos levaram um bom tempo para chegar onde estão.

Falando em investimentos, essa mentalidade de longo prazo é muito importante. Afinal, nesse caso, a disciplina de investir todos os meses, trará um impacto tão significativo quanto a rentabilidade do investimento escolhido.

Por isso, se o seu objetivo é acumular patrimônio, seja para construir a sua aposentadoria ou fazer a viagem dos seus sonhos, eu posso te garantir que o melhor meio é a previdência privada.

E não sou o único a acreditar nisso. Conforme a Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi), a previdência privada aberta atingiu em 2021 um aumento de 91,7% em captação líquida, um total de R$ 11,9 bilhões. Só em maio o setor teve alta de 83,7%, com uma injeção de R$ 3 bilhões.

Para te incentivar a começar a investir na sua previdência privada, separei algumas vantagens dessa modalidade de investimento para você.

As vantagens da previdência privada

1. A previdência privada é uma ótima forma de realizar objetivos

A previdência privada é conhecida tradicionalmente como uma modalidade eficaz para complementar a aposentadoria pública (INSS). Na verdade, o correto é tentar não depender do INSS.

No entanto, pode também auxiliar e financiar outros projetos de vida.

Comprar um carro, uma casa, custear o intercâmbio, abrir um negócio, garantir os estudos dos filhos ou netos. As possibilidades são infinitas.

Quanto antes você começar, maior será o efeito dos juros compostos.

2. Benefícios fiscais

Entre as principais vantagens da previdência estão os benefícios fiscais, já que com esse investimento é possível pagar menos imposto de renda.

Existem dois tipos de plano: o VGBL e o PGBL. O VGBL pode ser contratado por qualquer pessoa e tem todas as vantagens da previdência.

Já o PGBL é mais indicado para quem faz a declaração completa do imposto de renda (IR). Isso porque ele funciona como uma dedução legal com um teto de até 12% da renda bruta anual.

As tabelas de tributação são outra vantagem interessante. Existe a progressiva e a regressiva, elas se adaptam bem a diferentes perfis de investidores e objetivos. Para valores investidos por mais de dez anos com a tabela regressiva, por exemplo, é possível alcançar a menor alíquota de IR do mercado: 10%.

Já a progressiva, tem uma alíquota fixa de 15% no momento do resgate, mas esse valor pode ser compensado na declaração de IR, podendo variar de 0% a 27,5%.

Para escolher o plano certo, analise o seu perfil de investidor, seu objetivo e o tempo do investimento.

3. Ausência de idade mínima

Trata-se de um investimento que não exige idade mínima e por este motivo, acaba sendo a escolha ideal para pais que querem garantir o futuro de seus filhos.

Além de render mais que a poupança, ao fazer a previdência privada no nome dos seus filhos, o patrimônio acumulado já ficará no nome deles.

Quanto mais cedo você começar a investir no futuro dos seus filhos, maior será o patrimônio deles.

4. Resgate rápido e versátil

Você escolhe o melhor momento para realizar o resgate na previdência privada! É possível fazer isso a qualquer momento desde que esteja fora do prazo de carência (60 dias após a contratação ou movimentação de saída). Além disso, você pode usufruir do dinheiro acumulado de três formas:

  • resgate total ou parcial;
  • renda mensal temporária: você converte o valor investido em uma renda mensal, por um prazo determinado;
  • renda mensal vitalícia; o pagamento é recebido até o falecimento do titular.

5. Cria o hábito de poupar e investir

É muito prático investir na previdência privada. Você escolhe quanto quer guardar por mês e a forma de pagamento, se boleto ou débito automático. Isso te ajuda a desenvolver o hábito de poupar e investir todos os meses.

Como disse, na previdência privada, o maior valor está no hábito de investir todos os meses por um bom período de tempo. Você não precisa olhar todos os minutos para a tela para acompanhar a rentabilidade.

6. A portabilidade

Claro que quando digo que o hábito de investir todos os meses é mais importante que a rentabilidade, não estou desprezando o impacto que ela terá nos seus investimentos.

Se você pode ter uma rentabilidade melhor em algum outro plano de previdência, você deve buscar esse resultado.

E essa é uma grande vantagem da previdência. Você não precisa resgatar o dinheiro para migrar para outro fundo de previdência.

Caso não esteja satisfeito com os resultados do seu plano de previdência atual, você pode fazer uma portabilidade. Ou seja, migrar seu investimento para outra instituição ou fundo de investimento.

Desta forma, é possível fazer uma manutenção mais eficiente da sua carteira de investimentos ao longo dos anos e o principal, não paga IR sobre essa movimentação.

Essas são apenas algumas das vantagens da previdência privada. Se você realmente deseja se aposentar de forma digna, e eu acredito que todo brasileiro tem esse sonho, deve considerar esse como o seu principal investimento.

Paulo Barni, Superintendente do GBOEX: Boas perspectivas nas corporações 407

Paulo Antonio Barni é Superintendente de Compliance, Controles Internos e Modelagem do GBOEX / Divulgação

Confira artigo de Paulo Antonio Barni, Superintendente de Compliance, Controles Internos e Modelagem do GBOEX

O mundo corporativo tem inovado de maneira significativa. A gestão, relacionada com a execução dos processos das empresas, tem se direcionado, com intensidade, para a dimensão digital, em razão do movimento praticado pelas corporações em consequência da pandemia da Covid-19, uma nova realidade vivenciada pela sociedade.

Desde 2020, as empresas, objetivando a viabilização da sobrevivência dos seus negócios, adotaram fluxo de inovação e digitalização junto à maioria de seus processos. Esse empenho de customização, necessário para readequação das operações, estabeleceu novos desafios, cenários, riscos e trouxe novas oportunidades. É fato que a base estrutural das corporações foi movimentada, e a perspectiva de retorno à posição anterior, definitivamente, não existe mais.

A virtualização das operações, inicialmente, foi desafiadora, mas oportunizou às empresas vivenciarem uma nova realidade na gestão, em diversos aspectos, oportunizando às organizações trabalharem em uma estrutura mais matricial. O trabalho remoto possibilitou um outro modelo de liderança das equipes, permitindo que a tecnologia viabilizasse os negócios e o exercício da força de trabalho fosse executado, em muitas circunstâncias, ininterruptamente.

Olhando para o micromundo da operação, verificamos que os ciclos de negócios foram revistos, adaptados ou inovados. Os requisitos hoje são outros, e serão endereçados de forma apropriada. É fato que superamos o desafio posto pela pandemia.

Neste retorno ao trabalho presencial, lições de redesenho assimiladas estão sendo implantadas nas atividades técnicas, operacionais e comerciais. Ter uma concepção mais holística da organização, alinhando mercado, estratégia e operação, é requisito fundamental. Precisamos considerar o sentido das “partes” no “todo” corporativo. É imprescindível que as rotinas, as quais agora voltam a serem exercidas em uma dimensão presencial, sejam traçadas de maneira mais eficiente, eficaz e com a economicidade que a perspectiva do home office trouxe.

O mundo das corporações nunca mais será o mesmo. Compulsoriamente, em razão das circunstâncias, evoluímos nas relações de trabalho. Efetivamente, aprendemos com essa nova realidade. Empresas de alta performance souberam, com a abordagem de qualidade exigida, superar as adversidades do momento sem prejudicar seus clientes.

Fenaprevi lança campanha ‘Vem de Zap!’ para falar sobre seguros e previdência à adolescentes 263

Fenaprevi lança campanha 'Vem de Zap!' para falar sobre seguros e previdência à adolescentes / Divulgação

Iniciativa quer popularizar assunto entre o público mais jovem

É fato que cuidar da proteção financeira pessoal e da família não é brincadeira. Nem por isso precisa ser um assunto complicado e pouco acessível a grande parte da sociedade. Pensando nisso, a Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi), em parceria com a Escola de Negócios e Seguros (ENS), lançam em novembro a campanha Vem de Zap! Seguros de Pessoas e Previdência Privada.

A iniciativa parte da premissa de que planejar o futuro deixou de ser assunto “de gente grande” e deve estar presente desde sempre nas conversas, inclusive com jovens e crianças. E foi desenhada com o objetivo de aproximar o público com idades entre 15 a 18 anos do mercado segurador, por meio de conteúdos com linguagem e visual leves, formatados para falar a essa faixa etária que, segundo projeções do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), possui cerca de 12,4 milhões de pessoas no Brasil.

“O Vem de Zap! foi desenvolvido para que os jovens se interessem mais em pesquisar sobre o nosso mercado e entendam a importância de se pensar no futuro. É um projeto especial, muito esperado por nós, resultante do compromisso da Federação e de suas associadas com os brasileiros. Uma contribuição social”, comenta o presidente da comissão de Comunicação, Marketing e Eventos da Fenaprevi, Henrique Dias.

Ele explica ainda que a ideia é estimular os jovens a compartilharem os materiais nas redes sociais e em aplicativos de mensagens, como o WhatsApp – daí o nome da campanha. “Queremos estimulá-los a estabelecerem conversas sobre esses conteúdos com os amigos, os pais, de maneira a fomentar as culturas securitária e previdenciária junto à população”, destaca.

São 13 vídeos, cada um explicando um produto (acerca das modalidades de seguros de pessoas e planos previdenciários). Todos com conteúdo independente, apresentado de maneira didática e objetiva. Também foi elaborado um e-book que detalha os conceitos abordados, falando sobre termos técnicos, vigência, formas de contratação, fases dos planos de previdência, tipos de rendas, tributação etc.

O diretor geral da ENS, Tarcísio Godoy, enaltece a importância do Vem de Zap! e destaca a participação da Instituição. “Essa é uma excelente iniciativa que vem para democratizar e desmistificar o setor junto a uma camada da população que cada vez mais necessita de ações direcionadas. Enquanto instituição de ensino, que tem um papel social a cumprir, a ENS se orgulha de participar desse projeto, que vai ajudar a criar uma geração com consciência sobre educação financeira, securitária e previdenciária”, encerra.

O material está disponível neste endereço.

PEC dos Precatórios: Fim horroroso ou horror sem fim? 320

Luis Otavio Leal é economista-chefe do Banco Alfa / Divulgação

Confira artigo de Luis Otavio Leal, economista-chefe do Banco Alfa

Entre as idas e vindas da PEC dos Precatórios, devemos perguntar: se ela é mesmo tão ruim, por que os ativos pioravam toda a vez que a sua aprovação ficava ameaçada e melhoravam quando o inverso acontecia?

A PEC dos Precatórios é um “fim horroroso” para o problema de arrumar espaço dentro do Teto dos Gastos para as demandas políticas, mas as opções na mesa para substituí-la poderiam transformar essas discussões em um “horror sem fim”. A ideia de se acionar novamente o estado de calamidade, retirando as amarras fiscais em 2022, abriria uma caixa de pandora de gastos de difícil mensuração. Portanto, partindo da ideia de que a “opção” é pior, vamos aproveitar a aprovação da PEC dos Precatórios na Câmara dos Deputados para mostrar a razão do mercado ter ficado tão ‘nervosinho’, em relação a sua elaboração, e o motivo da comemoração, após ela ter passado pelo seu primeiro teste no Congresso.

O título “fim horroroso”, refere-se à solução encontrada pelo governo federal para encaixar o Auxílio Brasil dentro do Teto dos Gastos. Isso nos parece bem adequado. Primeiro, porque adia o pagamento de parte dos precatórios, que é uma dívida transitada e julgada pela justiça, de modo que a diferença disso para calote é uma mera questão semântica. Segundo, porque esse adiamento vai levar a um efeito cascata futuro, que terá efeitos nocivos sobre as contas públicas muito além de 2022. Ou seja, para resolver um problema do ano que vem, estamos arrumando um problema para 2023 em diante. Terceiro, porque mexeu em uma das cláusulas pétreas do regime fiscal brasileiro: o Teto dos Gastos Públicos.

Por tudo isso, não deve causar estranheza que o mercado tenha reagido tão mal quando essa opção apareceu como sendo o ‘Plano A’ do Governo para resolver o problema do espaço no Teto dos Gastos. Porém, como temos que aceitar isso como fato consumado, vamos aos números. Após todas as manobras, calculamos que foi aberto um espaço ao redor de R$ 106 bilhões na restrição aos gastos para 2022, sendo R$ 40 bi vindos do adiamento do pagamento dos precatórios e R$ 66 bi da mudança de indexador do Teto. Parece muito para custear um programa que vai demandar R$ 47 bi a mais do que já estava previsto no Orçamento para o Bolsa Família. Entretanto, temos que levar em conta outras benesses que serão inevitáveis em ano eleitoral, como o “Bolsa Caminhoneiro” (custo de R$ 4 bi), o Auxílio-Gás (custo de R$ 6 bi) e a renovação da desoneração da folha de pagamento para 17 setores (custo de R$ 9 bi).

Além disso, temos ajustes contábeis, como as correções das despesas dos demais Poderes (custo de R$ 2 bi) e das vinculadas à saúde (custo de R$ 3,9 bi) e à educação (custo de R$ 1,8 bi).

Temos ainda o ajuste da inflação. No Orçamento de 2022, enviado ao Congresso em agosto, o índice projetado para corrigir o salário-mínimo era de 6,2%. Após o IPCA de outubro, divulgado no último dia 10, acreditamos que esse número vai ficar mais próximo de 10%. Como o próprio governo estima que, para cada 1 p.p. de inflação, temos um aumento dos gastos de R$ 8 bi, essa diferença de projeção retira algo próximo de R$ 30 bi do espaço aberto no Teto. Diante desse cenário, chegamos a um valor ao redor de R$ 104 bi. Muita demanda para pouco dinheiro. Isso sem contar com o aumento do Fundo Partidário que, certamente, vai entrar em discussão, as proibidas Emendas do Relator e o aumento para o funcionalismo público anunciado pelo presidente Jair Bolsonaro do outro lado do mundo sem combinar com os “russos”.

Essa sensação de que o ‘pé não cabe no sapato’ apenas reforça o mal-estar gerado pela mudança da regra do Teto dos Gastos. Se, no primeiro ano em que essa regra fiscal foi efetivamente restritiva, foi alterada para atender às demandas políticas, qual a credibilidade dela como restrição aos aumentos dos gastos daqui para frente?

A mudança no Teto dos Gastos incluída na PEC dos Precatórios não vem sem custos, e eles são facilmente mensuráveis, seja na piora da trajetória da dívida ou na deterioração dos preços dos ativos brasileiros. No fim, vamos ter um Real mais desvalorizado, uma inflação mais alta, requerendo juros mais elevados. O que irá diminuir, consequentemente, as expectativas de crescimento e tornando mais custoso o ajuste fiscal requerido para reequilibrar a trajetória da dívida pública.

Como o próprio título sugere, a situação pode ficar pior. Caso a PEC dos Precatórios não seja aprovada até o final do ano, a ala política do governo federal já indicou que vai partir para o “Plano B”, que seria decretar Calamidade. Nesse caso, todas as amarras fiscais seriam afrouxadas, de modo que não se teria que respeitar nem o Teto dos Gastos nem a Lei de Responsabilidade Fiscal. Os que defendem essa solução advogam que isso ficaria restrito ao ano que vem. Entretanto, juntando isso ao fato de que, a partir de 2023, podemos ter um novo governo, temos a combinação perfeita para o mercado extrapolar esse descontrole dos controles fiscais para além de 2022.

Obviamente que temos a opção de fazer os ajustes nas contas públicas através do aumento nas receitas. Entretanto, aqui também a situação complica, pois as Receitas Líquidas teriam que subir dos atuais 17,2% do PIB para um patamar ao redor de 21%. Esse nível superaria em quase 1 p.p. o recorde da série iniciada em 1998, alcançado em 2010 (20,2%) e só obtido por conta da receita extra recebida pelo governo com a cessão onerosa do petróleo do Pré-Sal à Petrobras. Ou seja, salvo por alguma privatização bilionária e/ou por alguma solução ‘criativa’, como a venda de reservas cambiais, o ajuste não poderia ser feito apenas pelo lado das receitas.

Mais uma vez, o Brasil escolheu o caminho mais fácil para resolver um problema complexo. Os formuladores do Teto dos Gastos queriam que este, além de ser um guia para a trajetória futura dos gastos do governo federal, em algum momento fosse tão restritivo a ponto de tornar inevitável a discussão a respeito das prioridades na alocação das despesas no Orçamento da União. Porém, quando esse momento chegou, decidiu-se colocar ‘um zíper na camisa de força’, tornando a regra pouco crível.

A recente melhora dos ativos com a aprovação da PEC dos Precatórios não deve ser considerada uma prova da aprovação deste instrumento pelos mercados, mas um alívio temporário após se vislumbrar um cenário ainda pior. Como o “jogo só termina quando acaba”, ainda temos toda a tramitação no Senado Federal, com ainda mais emoção nas próximas semanas.

A democratização dos seguros é fundamental para a economia do País 414

Dhaval Chadha é founder da startup Justos / Divulgação

Confira artigo de Dhaval Chadha, founder da startup Justos

O seguro é uma das invenções mais geniais da economia moderna: juntar os recursos do coletivo para evitar catástrofes do indivíduo. Transferência de riscos de pessoas e seus bens às seguradoras e assim proteger às pessoas e deixar elas viverem sem medo. Esse é o papel do seguro para a sociedade. Em sua definição mais simples, o seguro é um acordo contratual entre contratante e contratada, no qual uma é responsável pelo pagamento das parcelas e a outra assume os riscos de pagar uma indenização em caso de danos. O seguro permite que o risco seja transferido a empresas especializadas no seu gerenciamento, possibilitando que indivíduos, empresas e governos desenvolvam projetos mais arriscados.

Além do seguro fornecer segurança e proteção contra grandes riscos, a importância do setor para a economia é gigante. O seguro torna a poupança (capital parado) em investimento; reduz perdas; garante tratamento médico e compensação por lesões; possibilita investimentos e inovações protegendo o downside (movimento negativo em um ativo, um mercado ou até na economia como um todo); aumento do crédito, pois as credoras sentem mais segurança quando tem garantias; complementa o investimento em serviços sociais; traz estabilidade e eficiência ao sistema bancário, nos mercados de capital e nas taxas de juros; na criação de empregos, recuperação da economia e crescimento do PIB. Com R$ 8 trilhões sob gestão e representando, em média, 6% do PIB brasileiro, a participação do setor ainda é pequena quando comparada a países como Coreia do Sul, Holanda e Reino Unido, que ultrapassam os 12%.

O mercado é altamente competitivo e diversificado: em 2019, por exemplo, havia mais de 122 seguradoras, 15 Cias de capitalização, um mil operadoras de saúde suplementar, 94 mil corretoras de seguros ativos dentro de 90 ramos de seguros classificados pela Susep (Superintendência de Seguros Privados), agrupados em 16 grupos. Os dados indicam que o mercado de seguros oferece ampla escala de produtos e serviços contribuindo para o cotidiano da população.

Como demonstração da importância do seguro para a economia do país e para a população, podemos usar um exemplo de uma pessoa que guardou dinheiro durante dois anos para comprar um carro e uma geladeira. Quando adquiriu o veículo, decidiu que não iria fazer um seguro, pois acreditava ser um custo desnecessário e caro. Ao sair da loja, sofreu uma colisão, causando “perda total”. Então, essa pessoa perdeu o seu patrimônio integralmente. Agora, além de usar o dinheiro da geladeira, precisará de mais tempo e mais economias para comprar outro veículo. Como reflexo na economia do país, se ela comprasse um carro e uma geladeira estimularia a cadeia produtiva de ambos os produtos. Se tivesse contratado um seguro, seria indenizada e teria a possibilidade de comprar o veículo e a geladeira ao mesmo tempo.

Nos últimos anos, os brasileiros da classe C passaram a consumir cada vez mais o seguro de automóveis. Entre os principais motivos da democratização do mercado de seguros no Brasil está a preocupação com a segurança. Segundo os dados do Governo Federal, entre 2015 e 2019, foram roubados mais de um milhão de veículos. Somente em 2017 foram 276.389. O volume de roubo e furto de veículos, principalmente nos grandes centros urbanos, vem alertando o brasileiro da necessidade de proteger seus bens.

Um outro grande impulso pela democratização do setor se deu com o surgimento das insurtechs, startups de seguros, que chegaram ao país automatizando operações e modernizando processos quando comparados às seguradoras tradicionais, com uma distribuição mais rápida, fácil e acessível, além de produtos personalizados para os consumidores. Com a flexibilização da regulação de seguros no país e a criação de um “sandbox” regulatório pela Susep para que empresas criem e testem projetos inovadores em condições favoráveis com tempo determinado, as insurtechs ganham cada vez mais relevância no cenário nacional, aumentando a competitividade e levando mais possibilidades para o consumidor final.

Além de inovação, essas startups valorizam a desmistificação do “segurês”, que são os jargões usados pelos players tradicionais do mercado, com palavras como “sinistros”, “apólices”, entre outros. É importante que a linguagem ao falar sobre o tema seja acessível e informal, para que o público se sinta mais próximo do produto e também mais confortável ao fazer a aquisição.

Para que o mercado continue aquecido e que essa democratização continue acontecendo é necessário continuar investindo em tecnologia e comunicação para que a população brasileira se conscientize de dois pontos: a importância de se ter um seguro e que esse serviço está cada vez mais acessível, já que nunca houve tantas opções para quem deseja contratar um.

Funcionários públicos precisam repensar previdência 432

Nilton Molina é Presidente do Conselho de Administração da MAG Seguros e do Instituto de Longevidade Mongeral Aegon / Foto: Chico Ferreira/Divulgação

É preciso atenção nas contas na hora de planejar o futuro e definir o quanto cada um pode poupar

Na última semana a MAG Seguros, companhia de 186 anos especializada em seguro de vida e previdência, participou de webinar onde discutiu a previdência no funcionalismo público. O foco da conversa foram os impactos da Emenda Constitucional n° 103 de 2019, que altera o sistema de previdência social e estabelece regras de transição e disposições transitórias. Ou seja, para os funcionários públicos servidores contratados depois de 2004, não há mais o regime de integralidade; então buscar alternativas – como a previdência complementar – é cada dia mais importante.

Na ocasião estiveram presentes Arnaldo Lima, diretor de Estratégias Públicas da MAG e Nilton Molina, presidente do Conselho de Administração da seguradora. “É preciso ficar atento”, disse Arnaldo Lima durante a apresentação. “Hoje, tanto o servidor público quanto o trabalhador da iniciativa privada começam a ser protagonistas do seu próprio futuro; aqui na MAG a gente fala que ‘cuidar de si é um ato de amor’, porquê é preciso ter longevidade financeira para preservar sua autonomia”, completou o executivo.

A mais recente Reforma da Previdência alterou diversas regras previdenciárias, o que inclui aquelas relacionadas à concessão do benefício para os servidores. Agora, para cada tipo de aposentadoria, existem novas exigências quanto à idade e ao tempo de contribuição. Além disso, o cálculo para se chegar ao valor do benefício e alíquotas de recolhimento também foram alterados para quem é concursado para o serviço público.

Essas alterações para o grupo de servidores que estão vinculados ao regime geral do INSS refletem, de forma geral, em uma redução ao passar a contar com toda a vida contributiva do servidor público – que agora inicia com 60% da média salarial com 20 anos de contribuição, e vai subindo 2% a cada ano. Então o servidor agora precisa de 40 anos de contribuição para atingir os 100%. “O centro dessa discussão é o funcionário entender que precisa mudar a forma de planejar seu futuro a partir de agora, não tem mais garantia. O ideal é poupar a vida inteira”, explicou Nilton Molina.

Embora curto, ainda há tempo: o prazo para estados e municípios com Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS) criarem planos de previdência complementar para seus servidores com níveis salariais acima do teto do INSS foi ampliado; agora é para dia 31 de março de 2022. “Isso significa que o servidor tem pouco tempo para iniciar o planejamento do seu futuro”, acrescentou Arnaldo.