Novos modelos de trabalho e os possíveis prejuízos nas relações 464

Henrique Mazieiro é CEO e sócio-fundador do Grupo Planetun / Foto: William Anthony/Arquivo JRS

Confira artigo de Henrique Mazieiro, CEO e fundador do Grupo Planetun

Com o avanço da vacinação contra a covid-19, a diminuição de casos graves e a redução do número de mortes, conseguimos visualizar um cenário positivo e seguro para os planos de retomada gradual do trabalho presencial ou híbrido. Segundo dados da ferramenta Google Trends, o volume de pesquisas do termo “protocolos de biossegurança” teve uma alta de 110% entre os dias 29 de julho e 4 de agosto. Mesmo assim, acredito que o retorno de forma integral aos escritórios aconteça de forma gradual.

Fazendo uma análise deste período em que fomos obrigados a nos adaptar repentinamente ao modelo de trabalho 100% home office, entendo que excluindo todas as angústias, preocupações e, em alguns momentos, ter que lidar com a triste dor da perda de algum amigo ou parente querido por conta da doença, conseguimos nos adaptar bem.

O processo, daqui para frente, será avaliar as vantagens e desvantagens do formato home office para os trabalhadores e nós, os empregadores. Encaro como uma grande vantagem o colaborador não precisar se deslocar até a empresa, o que gera economia financeira para as duas partes e ganho de tempo e qualidade de vida para o funcionário, que pode investir essas horas a mais em passar mais tempo com a família, praticar alguma atividade física, qualidade do sono e/ou qualificação profissional.

Por outro lado, enxergo alguns pontos negativos: ficam em desvantagem pessoas que possam ter alguma dificuldade em estabelecer suas próprias rotinas, pois a falta de foco e organização pode comprometer a entrega de qualidade e resultados; dificuldades tecnológicas, como, por exemplo, conexão de internet lenta, mesmo com o aumento dos planos de dados que foram possíveis através do auxílio home office. Além desses pontos, com o isolamento social, o relacionamento interpessoal fica ainda mais prejudicado, dificultando as negociações e interações sociais (dentro e fora do ambiente de trabalho).

A escolha pelo trabalho 100% home office, híbrido ou 100% presencial deve ser feita levando em consideração o tipo de trabalho executado. O mais importante é oferecer um equilíbrio para ambas as partes. Considerando que muitas pessoas têm se adaptado bem ao modelo de trabalho remoto, precisamos seguir apenas algumas adaptações. E em especial, fica um grande desafio para nós, líderes, conseguirmos integrar, engajar e estimular o nosso time com esse novo modelo de trabalho.

Na Planetun, por exemplo, estamos reformando nosso escritório para acolher os colaboradores em sua volta ao trabalho presencial e incentivar e valorizar a troca de conhecimento e o trabalho colaborativo entre as equipes. Assim conseguimos integrar a equipe pessoalmente, com reuniões presenciais, engajamento e interação social, fortalecendo os laços de pertencimento à nossa organização, mesmo para quem trabalhará de casa. Este modelo também atende a uma vontade dos trabalhadores. Uma pesquisa realizada pela companhia de coworking WeWork com a consultoria Workplace Intelligence aponta que 53% dos funcionários desejam trabalhar três ou mais dias em casa por semana.

Para nós, líderes, existem alguns desafios para esses novos modelos de trabalho: transmitir a nossa cultura, em especial aos novos colaboradores, e manter os resultados e entrega de toda equipe em alta, mantendo-os motivados e engajados com o nosso propósito. Por isso, acredito que tenhamos que investir constantemente em nosso relacionamento com eles, mantendo o canal de comunicação sempre aberto, para que assim possamos criar vínculos e identificar as necessidades pessoais de cada um, mantendo uma equipe engajada, colaborativa e competitiva, que se desafia a entregar sempre o seu melhor.

Essas questões devem ser reforçadas com os novos colaboradores que foram contratados durante a pandemia, pois precisamos demonstrar nossos valores e cultura, para que a nossa essência como empresa não se perca. Esse trabalho é longo, delicado e constante, mas acreditamos que com transparência, valorização desses profissionais e insistência, conseguimos manter o equilíbrio, conexão, retenção de talentos e, principalmente, o sentimento de “orgulho em pertencer” à nossa organização.

Mesmo com oscilações políticas e econômicas, Brasil continua terreno fértil para startups e investidores estrangeiros 417

Dalton Locateli é sócio da Pryor Global / Divulgação

Confira artigo de Dalton Locateli, sócio da Pryor Global

Há décadas, o Brasil é um País instável, marcado por oscilações políticas e econômicas. Outros fatores que agora exigem atenção dos estrangeiros antes de investir por aqui são os altos índices de desemprego, a volta da inflação e a quebra do teto de gastos, que gera o receio de uma nova onda de irresponsabilidade fiscal combinada à crise social. Mas, apesar de toda esta instabilidade, os agentes econômicos estrangeiros ainda se sentem atraídos pelo Brasil, devido ao seu amplo mercado consumidor (mais de 200 milhões de habitantes), capacidade produtiva e avanço da transformação digital dos negócios. Prova disto é que, segundo o Valor Econômico, os investimentos estrangeiros no Brasil cresceram 133% em 2021 (US$ 58 bilhões) em relação a 2020 (US$ 28 bilhões). Os valores ainda não retornaram aos patamares de 2019 (US$ 65,8 bilhões), antes da pandemia, mas mostram uma recuperação considerável.

Ou seja, o Brasil continua sendo um grande destino de investimentos, com boas vantagens em relação aos demais países latino-americanos. Uma de suas vantagens, segundo analistas de mercado, é que o País conta com ferramentas para vencer a crise, pois, desde a década de 1990, apresenta certa continuidade de princípios na política econômica, independentemente da orientação dos diferentes governos, que são considerados sólidos. A democracia brasileira também tem mostrado resiliência, com instituições fortes, o que se comprovou, nos últimos meses, com reposicionamentos da Presidência da República em busca de governabilidade, afastando a possibilidade de uma ruptura institucional a curto prazo.

Outro diferencial positivo é que, apesar de todas as perdas humanas e da contribuição para a instabilidade econômica, a pandemia de covid-19 abriu uma série de oportunidades de negócios no Brasil, sobretudo na área da tecnologia. Uma mostra clara disso é o contraste entre a saída de grandes multinacionais e a chegada de bilhões em investimentos de startups estrangeiras. As fusões e aquisições em território nacional somaram R$ 76 bilhões (aumento de 65% em relação a 2020). Ou seja, mesmo diante de todos os contratempos e das oscilações de 2021, o mercado continua vivo e buscando alternativas para se ampliar o volume de negócios.

Este é um cenário que aponta para a dinamização do mercado, não só com maior variedade de produtos e serviços, mas também com maior presença da tecnologia no cotidiano, pois se intensificou a inclusão digital da população. Para ficar apenas em três exemplos, basta mencionar o processo ampliação da bancarização, o crescimento vertiginoso do comércio eletrônico e a propagação (ainda incipiente) da oferta de educação on-line, a fim de manter os estudantes nas escolas e universidades.

Vale destacar, ainda, que a população brasileira, além de volumosa, é carente de produtos e serviços de qualidade e bastante aberta a inovações. Os brasileiros gostam e consomem tecnologia, sempre que têm condições econômicas, aderindo com grande facilidade a novidades em termos de aplicativos e mídias sociais. Em diversas áreas, há uma boa demanda reprimida no País e, qualquer sinal de recuperação econômica, logo se reverterá em recompensa rápida às startups que decidiram apostar no Brasil.

O País é gigantesco e sempre existem boas oportunidades, a questão é saber analisar e identificar onde encontra-las, quando e como investir, mensurando os riscos a fim de evitar surpresas inesperadas. O Brasil é para os fortes, mas aqueles que se estabelecem, em geral, garantem, não só o retorno de seus investimentos, mas bons resultados a médio e longo prazos. Entretanto, para isto, os investidores precisam sempre contar com apoio administrativo, operacional e jurídico de uma empresa de consultoria local para entender a cultura empresarial brasileira, apoiar na viabilização de recursos humanos estratégicos e na superação das complexidades fiscal, tributária e jurídica.

Modelo híbrido é a preferência de 48% das empresas em 2022 446

Modelo híbrido é a preferência de 48% das empresas em 2022 / Foto: Krakenimages

58% das empresas que adotaram o modelo híbrido exigem presença no escritório de duas a três vezes por semana

A necessidade de distanciamento social nos últimos anos acelerou a inovação e a tendência de novas políticas de trabalho que, cada vez mais, se consolidam como novos modelos de colaboração. A principal delas é o modelo híbrido de trabalho que, em 2022, se torna uma realidade implementada por 48% das empresas, como indica a 18ª edição do Índice de Confiança Robert Half® (ICRH).

A sondagem leva em conta as respostas de 387 recrutadores, coletadas entre 3 e 30 de novembro, e revela ainda que 38% das empresas devem retornar ao modelo 100% presencial, enquanto apenas 3% devem permanecer no modelo 100% home office. Na ocasião, 11% dos entrevistados afirmaram ainda não ter o modelo definido para 2022. Em junho, esse número era de 58,1%.

Entre as empresas que já definiram o modelo híbrido de trabalho para 2022, a maioria optou por um maior equilíbrio entre casa e escritório, com 30% delas exigindo a presença dos trabalhadores no escritório por três vezes por semana, e 28%, duas vezes por semana. Apenas 4% definiram o escritório como local de trabalho em quatro dias, e 6% deverão comparecer apenas uma vez por semana.

“É inegável a mudança de paradigma dos últimos dois anos e a evolução das empresas nesse sentido. Antes da pandemia, eram poucas as empresas que contavam com políticas estruturadas de trabalho remoto, e as que o praticavam ofereciam como um benefício. O cenário que temos hoje, no entanto, é o do trabalho flexível como um modelo de contratação que visa à manutenção da produtividade e à valorização das vivências pessoais e profissionais, dentro e fora do escritório”, afirma Fernando Mantovani, diretor-geral da Robert Half para a América do Sul.

O levantamento também ouviu 387 profissionais empregados sobre os maiores desafios que devem enfrentar no retorno ao escritório. Desse grupo, 66% apontaram o desgaste com deslocamentos; 55% indicaram a dificuldade de readequação de uma rotina que já havia sido definida com o trabalho remoto; e 43% ainda se mostram desconfortáveis com a exposição a aglomerações em reuniões e espaços compartilhados. A preocupação em manter o nível de produtividade e a perda da convivência com familiares também foram citadas, com 35% e 24% das menções, respectivamente.

“Muitas pessoas se deram conta de que sua produtividade independe da presença física nos escritórios, e estão repensando a necessidade de encarar certos desconfortos cotidianamente. As empresas que têm essa possibilidade, mas que não se adequarem a isso, precisam ter em mente que renunciarão à contratação de bons profissionais, além de ter mais dificuldade para atrair os melhores talentos do mercado”, conclui Mantovani.

GBOEX lança campanhas de incentivo para corretores 530

GBOEX lança campanhas de incentivo para corretores / Divulgação

Intuito é proteger e cuidar do futuro das pessoas

O início de ano está marcado pelo lançamento das campanhas de incentivo aos corretores parceiros do GBOEX. As iniciativas trazem benefícios e buscam valorizar a dedicação e o empenho dos profissionais com a marca, além de garantir mais comodidade, proteção e segurança aos associados.

A novidade, com período de vigência de janeiro a junho, fica por conta da Ação de Vendas no Cartão de Crédito, que permite aos profissionais, que comercializarem os produtos Vida Longa e Força Ativa, nessa opção de pagamento, receberem alguns diferenciais. Além disso, os três corretores que alcançarem os melhores resultados nessa modalidade, considerando o período de janeiro a março, terão direito a uma premiação extra.

Os critérios e valores para concorrer a ação estão disponíveis no Portal do Corretor. Para pagamento por meio do cartão, são aceitas as bandeiras Mastercard, Visa, Amex, Hipercard e Elo.

Já na Etapa Verão da Campanha Desafio, os corretores receberão prêmios mensais, em dinheiro, como reconhecimento pelo desempenho nas vendas de pecúlio individual, seguro e serviços de assistências, independentemente do produto e da forma de pagamento do plano. A edição segue até março e todos os profissionais cadastrados, ou que venham a se inscrever no período da ação, poderão participar.

“Queremos, cada vez mais, facilitar a gestão dos negócios dos parceiros e proporcionar um ambiente confiável e tranquilo para os corretores e seus clientes, cuidando e protegendo o futuro de muitas pessoas. Por isso, planejamos estratégias com diferenciais, que prestigiam os esforços e o comprometimento”, esclarece a superintendente Comercial, Comunicação e Marketing, Ana Maria Pinto.

Para saber mais acesse o site do GBOEX.

Newton Queiroz: O futuro do Corretor de Seguros 681

Newton Queiroz é presidente da Europ Assistance Brasil (EABR) e CEABS Serviços / Divulgação

Confira artigo do profissional com mais de 20 anos de experiência na indústria de seguros mundial e especializações em futurismo, inovação, corporações infinitas e mentoria

Quem me conhece fora do mundo corporativo sabe que gosto muito de estudar e analisar tendências para o futuro, desde tecnologias até como será o futuro do trabalho (já publiquei alguns artigos sobre o assunto). Justamente em uma conversa com um amigo da indústria fui indagado a respeito de qual seria o futuro do corretor de seguros, sob a ótica que sempre utilizo para analisar o futuro do trabalho.

Confesso que no início achei a pergunta um pouco desafiadora, mas logo depois me lembrei que já tinha sido corretor de seguros por anos, ou seja, conheço a profissão para poder analisar melhor do que outras; e repentinamente consegui elaborar uma visão para tal pergunta.

Começo informando que sempre defendo dois pontos como primordiais para o futuro do trabalho (qualquer que seja o trabalho):

  • 1) adaptabilidade (que é a capacidade não apenas de sobreviver em um ecossistema novo, mas se tornar relevante – isso é ser adaptável);
  • 2) aprender sempre (muitos falam hoje do famoso “life long learning”, que basicamente é sempre aprenda, e este conceito eu aprendi desde cedo com meus pais e avós – meu avô de 94 anos não apenas trabalha, mas ainda lê livros para seguir aprendendo).

Ou seja, qualquer profissional que tenha estas duas características, tem grande chance de ter êxito em um futuro (seja de curto, médio ou longo prazo), pois, conseguirá (através das habilidades que aprendeu/aprende de forma contínua) se adaptar a novos ecossistemas.

Agora, voltando ao corretor de seguros, aqui está o ponto interessante da pergunta que recebi e minha reflexão. Quando parei para analisar estes dois pontos, e como os corretores se relacionam com ambos, na verdade vi que a grande maioria dos corretores já tem tido a necessidade de se adaptarem por décadas. Não apenas se flexibilizar, mas realmente se adaptar e foi justamente por isso, que durante a pandemia (independente de alguns terem pouca tecnologia) conseguiram se ajustar rapidamente ao cenário onde tudo se tornou virtual. Algo interessante, que não tenho o dado exato, mas me arrisco a dizer é que o número de profissionais acima de 50 anos que conseguiram se adaptar a utilizar novas tecnologias de forma eficiente, deve ter sido um dos maiores percentuais entre os corretores quando comparado com outras profissões.

No que tange aprender sempre, a profissão de corretor exige que você esteja sempre lendo a respeito de novos produtos, novas regras do regulador, das seguradoras e muito mais. Então, automaticamente o corretor acaba por estar sempre aprendendo também. Porém, aqui eu vejo um espaço para melhora em aprender temas que vão além de seguros, para aumentarem seus leques de produtos ofertados aos clientes; assim como serviços ofertados.

Um ponto que ainda não mencionei é a importância de criar múltiplas fontes de rendas, tanto para o profissional quanto para empresas, uma vez que cada vez mais ter mais de um trabalho será algo normal.

Sempre utilizo a frase do famoso Warren Buffet que diz “Se você depende apenas de seu salário para ter renda, então, está a um passo da miséria”.

Claro que esta frase serve muito mais para dar o tom da questão, mas se pensarmos, quantas vezes profissionais perdem suas posições e então temos dois caminhos quando não se encontra uma recolocação rápida. Ficar estagnado e buscando recolocação, ou fazer algo para ter uma renda e seguir procurando a recolocação. A segunda opção, diversas vezes acaba sendo tão interessante que o profissional não para mais com esta segunda fonte de renda e isso é justamente um ponto que todos os profissionais de hoje e amanhã, devem focar – diversas fontes de renda (sempre seguindo o compliance e transparência que isso necessita).

Concluindo, o corretor de seguros não só tem muito espaço devido a importância que detém dentro da indústria de seguros, mas também pelas características que desenvolve ao longo de seu dia a dia. Sendo que a única sugestão que deixaria, até para começar neste ano, é de diversificar sua fonte de renda utilizando sua própria base de clientes (sempre dentro da possibilidade real, e claro o melhor ao cliente).

Os desafios e as oportunidades femininas no mercado de trabalho 738

Adriana Menezes é superintendente de TI da Generali Brasil / Divulgação

Confira artigo de Adriana Menezes, superintendente de TI da Generali Brasil

A grande dificuldade de escrever sobre o desenvolvimento da liderança feminina é fugir dos clichês sem perder a sensibilidade e o respeito por todas as mulheres que buscam um lugar no mercado de trabalho. Assim, pensei: nada melhor do que contar um pouco da minha própria história!

Tudo começou com um processo seletivo para atuar em uma financeira, na mesa de operações. Éramos 50 candidatos e apenas 5 vagas. A seleção seria feita através de provas de matemática e acabei me classificando entre os cinco primeiros. Na sequência, fui chamada para uma entrevista e fiquei bastante animada. Ao longo da conversa, o diretor da companhia disse que fez questão de me conhecer pois eu havia ido muito bem nas avaliações e ele gostaria de me parabenizar por isso.

Mas, uma notícia me pegou completamente de surpresa. A empresa decidiu não me contratar pois, na avaliação dos recrutadores, o ritmo de trabalho era intenso e optar por uma mulher possivelmente traria problemas futuros com relação a filhos, por exemplo. Eu não soube o que dizer, apenas pensava: como assim? Eu tenho 18 anos, não penso em ter filhos agora.

Hoje, olhando para toda a minha trajetória profissional, acho que foi melhor ter passado por essa experiência logo no início. Isso me fez avaliar que empresas que possuem esse tipo de conduta não merecem ter mulheres fazendo parte de suas equipes. Embora chateada, não desanimei, pelo contrário, percebi que teria que estudar muito para ter uma carreira de sucesso.

Posso dizer que passei por muitas oportunidades, aproveitei todas elas, algumas vezes tendo que abrir mão de estabilidade ou remuneração, até mesmo de prestígio, por acreditar que sair da zona de conforto e arriscar seguir por um novo caminho valeria a pena. Acredito que o desenvolvimento da profissão vem junto com o amadurecimento e com a evolução da vida pessoal. Como equilibrar tudo? Não existe tutorial. Mas, de uma coisa tenho certeza, precisamos contar com pessoas que nos incentivam e não nos deixam esquecer que nem sempre acertamos. Nos lembram de sermos humildes nos momentos de sucesso e serenos em outros mais difíceis.

No início da minha jornada, foi fundamental o suporte da família e, mais tarde, o incentivo do meu marido. Também tive dois gestores que marcaram minha evolução profissional e acreditaram em mim, me desafiaram e me fizeram decolar. Vejo que bons mentores são muito importantes nesse processo.

Durante grande parte da minha carreira, passei por empresas de consultoria em Tecnologia da Informação, o que significou viajar com frequência, navegar em diversos segmentos de negócio, discutir assuntos variados como gestão, administração, inovação, entre outros. Isso também trouxe o desafio de gerir equipes multidisciplinares, muitas vezes em diferentes lugares.

Falando nisso, equipes são fundamentais visto que não produzimos nada sozinhos, precisamos de complemento, escutar ideias, repensar, quebrar paradigmas, encorajar e estimular. Esse pensamento construiu o alicerce da minha formação como líder, o que me permitiu evoluir e ter a possibilidade de integrar times de sucesso.

Nós, mulheres, temos um dinamismo e uma agilidade de lidar com diversos assuntos, ao mesmo tempo adicionando uma certa dose de objetividade e olhar mais humano. Isso nos permite propor uma liderança diferenciada, muitas vezes dura, porém também calorosa. Coisa de mãe, sabe?

Cada vez mais as empresas consideram a diversidade como fator-chave para desenvolvimento, inovação e sucesso de estratégias de negócio. As oportunidades estão disponíveis, nós estamos preparadas, vamos aproveitá-las!

Por fim, digo: tenha um propósito, goste do que faz, saiba aonde quer chegar e mantenha sempre o brilho nos olhos, pois isso contagia a todos em volta. Inspire e se deixe inspirar.