Swiss Re é destaque em evento sobre inovação no mercado de seguros 328

Encontro acontece nos dias 23 e 24 de novembro

A Swiss Re é um dos destaques do CQCS Insurtech & Innovation 2021, evento que trata das principais soluções e inovações dentro do mercado de seguros.

Kassie Bryan, Head Solutions P&C Americas da Swiss Re, participa da plenária “Mais riscos: a mudança na natureza das oportunidades de seguro geral para 2040”, nesta terça (23), com um panorama dos próximos desafios e possibilidades do setor.​ A executiva tem feito contribuições valiosas sobre essa temática.

Valério Castellana, Senior Automotive & Mobility Solutions Manager na Swiss Re, estará presente no painel “Transformando o Seguro de Automóveis”, no dia 24, sobre as inovações e soluções para o setor de automóveis.​ A Swiss Re tem sido pioneira no desenvolvimento de novas soluções para o mercado de automóveis e Valério tem acompanhado de perto esse movimento.

Telemedicina e a ‘transformação digital a serviço da vida’ são destaque no Saúde Summit 2021 439

Fernando Ferrari é diretor Geral da DOC24 no Brasil / Divulgação

Encontro integra agenda de um dos maiores eventos do setor do Nordeste

A saúde digital, a gestão, a inovação, as novas tecnologias e a humanização no cuidado foram alguns dos assuntos debatidos pelo Saúde Summit 2021. O encontro fez parte do Saúde Expo e é considerado um dos maiores eventos do setor no Nordeste, reunindo alguns dos principais executivos e profissionais do segmento.

No painel ‘Saúde Digital: a transformação digital a serviço da vida’, por exemplo, estavam Fernando Ferrari, diretor-geral da DOC24 no Brasil, Miguel Isoni Filho, co-fundador & CEO da Fabwork; Thiago Lins Almeida, Oncologista Clínico; e Thammy Marcato, da KPMG & Distrito Leap.

“A tecnologia está transformando diversos setores da sociedade e na saúde não é diferente. A telemedicina, por exemplo, rapidamente se tornou um serviço amplamente aceito e utilizado por médicos e pacientes, porque é capaz de resolver até 80% das demandas por teleconsulta, sem a necessidade de ir presencialmente a um consultório”, explica Ferrari.

Segundo o executivo, a principal vantagem para os pacientes está no acesso a consultas online, onde quer que eles estejam, 24 horas, todos os dias da semana. Além de evitar os problemas de deslocamento e do tempo de espera na unidade médica, a videoconsulta também impede a exposição a germes e doenças.

“Já para os médicos, os serviços de telemedicina permitem um melhor gerenciamento da sua agenda e oferecem ao profissional um canal seguro para o relacionamento com o paciente, além de acesso ao seu prontuário e geolocalização em tempo real, o que auxilia em caso de emergência durante a consulta”, completa.

Promovido pelo Sebrae, o encontro foi destinado especialmente às micro, pequenas e médias empresas.

eBaoTech conquista o XXI Prêmio Mercado de Seguros 384

Rafael Rodrigues é Country Manager da eBaoTech no Brasil / Divulgação

Empresa é referência global em tecnologia para o setor de seguros

A eBaoTech, referência global em tecnologia para o setor de seguros conquistou, no último dia 25 de novembro, o XXI Prêmio Mercado de Seguros – Troféu Gaivota de Ouro, na categoria ‘destaque em soluções tecnológicas para o mercado de seguros’. A cerimônia online reuniu seguradores, corretores, prestadores de serviço e entidades representativas do setor.

Para chegar a esse resultado, a multinacional chinesa passou por diferentes critérios de escolha, como indicação por meio de votação online, histórico e performance da empresa no mercado, além de pesquisas nas principais mídias do setor sobre sua atuação e resultados alcançados no seu segmento.

De acordo com Rafael Rodrigues, Country Manager da empresa no Brasil, a conquista é fruto principalmente do desempenho do InsureMO®, sua plataforma de Middle Office de seguros que pode ser utilizado por empresa que deseje ofertar um seguro em um produto ou serviço.

“A eBaoTech tem crescido bastante nos últimos anos e essa conquista confirma esse excelente momento que vivemos no Brasil. O InsureMO® é uma solução pronta, que serve como ferramenta de alavancagem dos negócios, e por conta disso tem sido cada vez mais utilizada por seguradoras, insurtechs e corretoras que querem desenvolver seu ambiente digital com rapidez”, explica.

A premiação tem como objetivo reconhecer empresas, produtos, serviços e pessoas que tenham contribuído para o crescimento e o fortalecimento do mercado segurador brasileiro.

Marcio Coriolano: A importância da Economia dos Seguros 316

Marcio Serôa de Araujo Coriolano é economista e presidente da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) / Divulgação

Confira artigo de Marcio Serôa de Araujo Coriolano, economista e presidente da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg)

Por sua dimensão e relevância na vida do Brasil, o setor segurador brasileiro, nele incluídos o seguro, a previdência complementar aberta, a capitalização e a saúde suplementar, tem exigido avanço consistente do Direito do Seguro. Considero de suma importância a discussão dos temas desse campo do conhecimento tão rico em sua dimensão teórica e tão importante para nossa atividade. Peço licença para, como economista que sou por formação, abordar e comemorar a progressiva incorporação dos fundamentos e avanços teóricos e metodológicos da Economia dos Seguros ao Direito Securitário.

Essa mescla de especialidades tem servido para o melhor entendimento e superação da judicialização que ainda impacta fortemente o mercado de seguros, a começar por extinguir o mito que atribui a judicialização exclusivamente a falhas regulatórias. Felizmente, hoje cresce o entendimento de que é exatamente o contrário: quanto mais se regula, quanto mais se desce a minúcias em cada parágrafo de um contrato, mais se estimula a busca por brechas. Derivada dessa primeira interpretação equivocada, vem um segundo mito: a existência de “letras miúdas” nos contratos que impedem a compreensão do conteúdo pelo consumidor. Em uma inequívoca demonstração da inutilidade do excesso de regulação, essa avaliação continua a guiar a opinião pública sobre a transparência dos contratos, embora desde 2009 vigore instrução normativa que determina até a fonte e o tamanho da letra a ser utilizada em tais contratos – Times New Roman 12 – utilizada pela maior parte dos veículos impressos de comunicação. A inteligência do consumidor é subestimada a ponto de levar a ANS a editar o “Guia de Leitura Contratual”, de motivação auto explicativa, igualmente editado em Times New Roman 12.

Sem querer correr – e já correndo – o risco de cair no extremo oposto, considero que toda regulação governamental deveria inspirar-se na Constituição dos Estados Unidos da América, que tem sete artigos e recebeu apenas 26 emendas ao longo dos últimos dois séculos. Esclareço, portanto, que meu objetivo neste artigo não é negar o avanço que representou a passagem de uma lógica regulatória totalmente prescritiva para a atual, mais preocupada com princípios. Essa sempre foi uma reivindicação das seguradoras, que têm, atualmente, uma flexibilidade inédita na criação e comercialização de produtos – exceção feita à saúde suplementar, que será abordada adiante.

O ponto é que, em seu conjunto, os avanços recentes feitos pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) não deverão ter maior impacto sobre a receita anual do setor, hoje equivalente a 6,7% do PIB (ou 3,7%, excluindo-se a Saúde Suplementar). E isso não acontece porque a população brasileira não tenha a cultura do seguro. A ausência dessa cultura tornou-se uma lenda – mais uma! –, como demonstram os números. Em plena pandemia da Covid-19, o setor confirmou a tendência de crescimento acima do Produto Interno Bruto (PIB) per capita. Até agosto de 2021, os seguros patrimoniais apresentaram crescimento de 17,2% sobre o mesmo período do ano anterior e, dentre eles, os residenciais responderam por aumento de 16%. O seguro prestamista, que garante a quem perde o emprego a possibilidade de honrar seus compromissos elencados em contrato, registrou aumento de 14,7%. Ou seja, não se trata de uma população que não entende a importância do seguro, mas de uma população que não tem acesso a esse importante mecanismo de proteção social.

Os números falam por si. De 2011 a 2020, a economia brasileira praticamente ficou estagnada, com crescimento residual de 0,3%. Em 2020, o consumo das famílias despencou 5,5% em relação a 2019, e este ano caiu mais 1,7% no primeiro trimestre. 73% dos brasileiros ganham até dois salários-mínimos. É esse o pano de fundo, e é preciso ouvir o que pensa, quer e pode esse consumidor. Dois exemplos objetivos, que explicito a seguir, explicam o problema que considero mais importante: o microsseguro, voltado para o atendimento às camadas mais vulneráveis da população, e o seguro-saúde.

O microsseguro é uma salvaguarda para o patrimônio das pessoas com renda menor e pode reduzir o impacto negativo dos imprevistos financeiros em suas vidas. É, também, um produto que tem vocação para complementar os programas de proteção social do Estado. No entanto, embora reconhecendo os avanços do marco regulatório dos microsseguros editado em agosto deste ano, e tendo por óbvio que ainda é cedo para avaliar seu impacto, volto a bater em uma tecla importante: é preciso promover mudanças na distribuição e nos custos de transação da oferta de tais produtos. A redução desses custos é a chave para atender a quem mais necessita, fazendo o produto chegar a quem mais precisa.

O acesso é também o grande desafio para a saúde suplementar, segmento que enfrenta ainda uma regulamentação pesada e antiga. É preciso uma discussão que não se limite ao formalismo do marco legal, mas que vá ao encontro do que a população diga necessitar. Precisamos facilitar a vida das pessoas, inclusive incrementar a transparência dos resultados das linhas do cuidado assistencial e o acesso à tecnologia digital.

Acompanhei de perto as discussões que resultaram na Lei nº 9.656, de 1998. Passaram-se 23 anos e continuamos às voltas com as mesmas questões. As falhas regulatórias são as mesmas, as falhas de compreensão também. Não se pode esquecer que o setor privado de saúde nunca vai abranger a população inteira. Para isso, existe o SUS. Mas o sistema privado precisa abrir acesso, ser mais inclusivo, para que ele possa atender melhor as pessoas e incluir o maior contingente possível da população.

Para contribuir nesse debate, listo aqui três pontos que, a meu ver, devem ser prioritários na estratégia de aumentar a abrangência da saúde suplementar.

  1. Racionalidade da incorporação tecnológica: é preciso haver um sistema de avaliação independente de custo-benefício da introdução de procedimentos, medicamentos, equipamentos, tecnologias. Repetindo, somos uma sociedade pobre. Dar acesso a mais gente exige racionalização e redução de custos.
  2. Prioridade para a atenção primária: é preciso reduzir o uso das tecnologias caras para garantir o básico a mais gente.
  3. Revisão do modelo de remuneração dos serviços médicos: o setor é intensivo em capital, em tecnologia, e remunera por quantidade, em vez de qualidade e cada vez mais isso drena recursos para uma medicina mais sofisticada, tirando espaço da atenção primária de saúde.

Estamos vivendo a promessa de uma revolução no sistema de seguros. O open insurance, que a exemplo do que começa a ocorrer no open finance, promete facilitar as transações entre partes para dar maior poder de escolha às pessoas. É aí que entra um tema inescapável: a subsegmentação – ou modulação de coberturas. Lembremos que a citada Lei nº 9.656 foi automaticamente modificada por Medida Provisória, assemelhada aos Decretos-Leis do período pré-democratização. O tema então havia saído da Câmara em 1998, com um texto que obrigava as empresas a oferecer o plano completo, com consultas, exames e internação, porém podiam ter em carteira outros produtos. Ou seja, o consumidor poderia optar. O resultado final, que incorporou 44 edições da Medida Provisória, fez com que o assunto resultasse em um modelo engessado que vigora até hoje.

Teoricamente (mais um mito), só podem existir cinco tipos de plano: planos referência (os completos), ambulatorial, hospitalar com ou sem obstetrícia e odontológico. As regras atuais permitem apenas fazer combinações entre as segmentações assistenciais disponíveis e, ainda assim, na prática, existem apenas os planos referência e os odontológicos. Com a subsegmentação, seria possível oferecer produtos adequados às necessidades e às capacidades de pagamento de cada indivíduo ou empresa.

Com a chance de nova formatação nas coberturas, poderiam ser ofertados produtos verdadeiramente ambulatoriais, que cobririam consultas e exames simples, assim como opções específicas para terapias, produtos odontológicos e hospitalares – para os quais, é bom registrar, fica preservada a mesma cobertura prevista no atual arcabouço regulatório e legal. A cobertura de urgências e emergências, assim como a de exames e terapias complexas, deve estar vinculada exclusivamente aos produtos hospitalares, sob pena de inviabilizar os ambulatoriais, como ocorre atualmente.

Precisa ser considerada também a alternativa de o conjunto de procedimentos e eventos em saúde cobertos pelos planos poderem variar conforme a região. É importante que as operadoras possam modular o que é ofertado, a fim de adequar disponibilidades e preços regionalmente. Isso permitiria maior quantidade de opções de produtos oferecidos. Um maior grau de liberdade certamente produzirá melhores resultados para todos, dentro de uma estratégia mais vantajosa para o consumidor: quanto mais escolhas, mais condições haverá para viabilizar a cobertura de saúde que se adapte a suas necessidades diante de suas possibilidades orçamentárias.

Para viabilizar a flexibilização, os contratos deverão ser ainda mais claros, explicitando os procedimentos cobertos e excluídos. Também deverão se consolidar práticas como a coparticipação, que faz o consumidor ter conhecimento e arcar com parte do custo de cada procedimento. São mudanças que certamente contribuirão para o avanço da medicina privada no Brasil, beneficiando mais consumidores e contribuindo para desafogar o sistema público de saúde.

Como contraponto, e para lembrar o potencial desse mercado, gostaria de lembrar como a saúde privada brasileira avançou nesse período. De 2007 a 2020, a arrecadação da saúde privada cresceu 4,5 vezes. Estamos falando de uma taxa superior a 10% ao ano. O PIB cresceu 70%, ou uma taxa anual de 1,3%. Isso quer dizer que o volume de consultas, exames, terapias, internações, atendimentos, medicamentos, equipamentos, tecnologias cresceu naquela fantástica proporção. Houve então um extraordinário avanço no cuidado da saúde das pessoas. E não foi só em volume. Foi em qualidade também. Isso está investido em infraestrutura médica, tecnologia, cuidado e pessoal. A medicina brasileira não tem nada a dever à praticada no resto do mundo, inclusive a dos países mais desenvolvidos. Os hospitais e laboratórios privados, que estão nesses números de crescimento, clínicas de diagnóstico, profissionais de saúde, toda essa imensa engrenagem é remunerada com o dinheiro das pessoas que contratam planos e seguros de saúde.

Do mesmo modo, o desempenho recente dos microsseguros mostra enorme potencial desse segmento. Ainda que com todas as limitações, entre 2016 e 2020, os prêmios dos produtos classificados nos ramos de microsseguros no Brasil cresceram mais de 55%, passando de R$ 228,4 milhões para R$ 355,4 milhões nesse período, avanço quase duas vezes superior ao observado para o segmento de Danos e Responsabilidades, que cresceu 29%. No mesmo período, o número de seguradoras que emitiram prêmios de microsseguros passou de 17 para 24, em 2020. Outro sinal importante é que outros produtos, que não estão classificados formalmente como microsseguros, vêm ganhando apelo junto às populações com renda mais baixa, como o residencial, que entre 2016 e 2020, cresceu 35%.

Estas considerações são mais uma contribuição do setor de seguros à inclusão de mais brasileiros ao fundamental sistema de proteção contra riscos. Lembramos que, com ativos financeiros da ordem de R$ 1,3 trilhão, o equivalente a 23,5% da dívida pública brasileira, o setor é parceiro estratégico do poder público em áreas nevrálgicas como a infraestrutura. Lembramos também, no entanto, que investimentos privados demandam ambiente de segurança jurídica e previsibilidade, regido por marcos regulatórios atualizados. A Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) reconhece as dificuldades atravessadas pelo Brasil, lembrando que, nas últimas décadas, redemocratizamos o País, derrotamos a hiperinflação, resistimos a grandes terremotos financeiros internacionais, fizemos as reformas trabalhista e da previdência e avançamos na regulação de serviços essenciais, como energia, telefonia e saneamento. Neste final de 2021, queremos reafirmar a confiança em nosso País.

Zurich dá dicas de como ter segurança no trânsito 411

Tiago Santana é gerente do time de Engenharia de Riscos da Zurich no Brasil / Divulgação

Atenção e manutenção são principais pontos para quem quer ter uma viagem de férias tranquila e segura

As férias estão chegando e, com elas, também os perigos das estradas, já que há perspectivas de haver mais viagens do que no mesmo período de 2020, como prevê a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Com o avanço da vacinação no Brasil e a flexibilização das políticas de combate à Covid-19, é esperado que as famílias brasileiras ocupem as vias de todo país para aproveitarem o período longe de casa.

Um passo primordial para se fazer uma boa viagem de férias é garantir um trajeto sem problemas, para que todos cheguem e retornem com segurança. Porém, com o número maior de automóveis circulando, isso pode ser um desafio. Segundo o Datasus, órgão ligado do Ministério da Saúde, mais de 3,5 mil pessoas morrem em média por mês no trânsito. Mas com a chegada das férias de final do ano, esse número pode subir cerca de 12%. Por isso, redobrar o cuidado nunca é demais.

Segundo o engenheiro Tiago Santana, gerente do time de Engenharia de Riscos da Zurich no Brasil, os cuidados que o motorista precisa tomar são básicos. “Parece que precisamos ser ‘super-heróis’ para nos precaver das possíveis situações de riscos e garantir a segurança no trânsito, mas na realidade, na maioria das vezes, estar atento aos veículos e manter sempre uma direção defensiva, observando as normas vigentes, é suficiente”, afirma o especialista.

Pensando em ajudar os motoristas a se preparem para as viagens de férias, a Zurich separou dicas para que todos possam aproveitar o momento com calma, tranquilidade e, principalmente, segurança.

Respeite as regras de trânsito

As regras de trânsito não estão aí à toa, elas servem proteger motoristas e pedestres, de modo que ninguém saia ferido ou sem vida. Por isso, o motorista precisa estar atento às placas da estrada.

É importante que respeite o limite de velocidade e esteja atento as sinalizações, tanto em placas, como em vias. É somente através dessas sinalizações que ele saberá o local correto de realizar ultrapassagens ou fazer uma conversão. Além disso, quando houver, o motorista deve estar atento e respeitar os semáforos.

Outro ponto essencial é sempre manter uma distância segura do veículo à frente, pois isso garante o tempo necessário para que o veículo freie com tranquilidade, sem causar movimentos bruscos no carro e evitando possíveis acidentes.

Recomenda-se a utilização da “Regra 4-10” de direção defensiva em estradas: devemos sempre manter distância correspondente ao deslocamento percorrido em 4 segundos em relação ao veículo à frente. Por exemplo, se você estiver a 90 km/h (ou 25 m/s), essa distância corresponde a 100 metros. E em casos onde seja necessário ultrapassar outros veículos, devemos sempre estar com campo de visão livre de no mínimo 10 segundos de deslocamento, sem veículos na faixa de ultrapassagem ou curvas na estrada, de forma a garantir a segurança necessária durante o procedimento.

Cuidado com distrações

A melhor forma de se evitar acidentes é ter atenção às vias. Assim, desviar os olhos da pista enquanto dirige pode ser algo fatal. O condutor precisa evitar fazer isto ao conversar com passageiros ou pegar objetos no interior do veículo. Também é importante estar descansado e sem sono para pegar no volante.

Quanto a enviar mensagens ou mexer no celular enquanto dirige: jamais! Planeje o percurso com antecedência, definindo previamente locais de parada e descanso, e, se for realmente necessário usar o telefone, peça ajuda a um passageiro ou pare em um local com segurança.

Manutenção e checklist do automóvel

Uma das formas mais eficazes de se evitar acidentes é garantir a boa manutenção do carro antes de viajar, bem como checar a documentação e itens essenciais com antecedência.

A dica de ouro da Zurich é realizar um checklist geral do automóvel antes de qualquer viagem. “Além de garantir mais segurança, um checklist bem executado previne que o motorista seja surpreendido no meio de uma rodovia, ou até mesmo um local com pouca assistência, o que provavelmente evitará que ele tenha mais gastos”, explica o engenheiro Tiago Santana.

Para ajudar a organizar o checklist dos motoristas, a Zurich preparou uma lista do que é indispensável de checagem antes de qualquer viagem. Confira:

  • Condições das lanternas, faróis e do freio;
  • Calibragem de pneus e estepe;
  • Alinhamento e balanceamento;
  • Fluídos do motor e combustível;
  • Limpadores e desembaçadores dianteiros/traseiros;
  • Macaco, chave de roda e triângulo;
  • Rádio e antena;
  • Sistemas de segurança como alarme, travas elétrica e rastreador;
  • Cadeirinha (se houver criança);
  • Documentos do veículo e dos condutores;
  • Apólice de seguro e número da assistência ao segurado.

Nova Conjuntura CNseg avalia economia e desempenho do setor de seguros 416

Nova Conjuntura CNseg avalia economia e desempenho do setor de seguros / Foto: Pixabay

Segmentos avançam no ano, mas ritmo de recuperação é desigual

A nova edição da Conjuntura CNseg (nº 58), publicação da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), apresenta um balanço da economia neste ano, suas perspectivas para 2022 e examina o comportamento do setor segurador nesse contexto, com os impactos desiguais nos segmentos de Danos e Responsabilidades, Previdência e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização.

O capítulo sobre conjuntura econômica analisa “uma recuperação apenas parcial do forte choque da pandemia da Covid-19” neste ano. Destaca que a recuperação em “V”, alimentada pelos efeitos do Auxílio Emergencial, sobretudo no ano passado, começa a se dissipar agora, afetada pela inflação elevada, câmbio permanentemente desvalorizado e indicadores de atividade com baixo crescimento ou viés negativo nos últimos meses.

De acordo com a análise, nesse quadro, são grandes as chances de o PIB no terceiro trimestre do ano apresentar retração e, portanto, consolidar a chamada recessão técnica (ou seja, dois trimestres de queda seguidos).

Apesar do sucesso da campanha de vacinação e de sua contribuição para a reabertura econômica e a retomada do setor de serviços, a recuperação ainda incipiente dos indicadores de trabalho e a alta da inflação comprometem a renda da população, diminuindo a capacidade de crescimento do consumo, destaca a Conjuntura CNseg.

Em resposta ao quadro macroeconômico, cada segmento do setor de seguros teve um comportamento próprio, informa a publicação. O segmento dos seguros de Danos e Responsabilidades cresceu 14,3% em setembro (R$ 7,8 bilhões) quando comparado com o mesmo mês de 2020. No acumulado do ano, o crescimento é de 15,1% sobre os nove primeiros meses de 2020, totalizando um volume de R$ 65,9 bilhões em prêmios. Sob a ótica de 12 meses móveis, o crescimento deste segmento mostra estabilidade, com avanço de 14,2%, após tendência de alta registrada até o mês de agosto.

Já o segmento Cobertura de Pessoas, em setembro, gerou o montante de R$ 15,6 bilhões em prêmios de seguros e contribuições nos planos de previdência. No acumulado do ano, o volume de R$ 140,5 bilhões é 13,8% maior do que o volume arrecadado no mesmo período de 2020. Os Planos de Risco arrecadaram, em setembro, R$ 4,4 bilhões em prêmios, avanço de 3,6% sobre o mesmo mês do ano anterior e, no acumulado do ano, o total de R$ 37,8 bilhões é 13,7% maior do que o mesmo período no ano anterior.

Nos Planos de Acumulação, que são responsáveis pela maior parte (71%) da arrecadação do segmento de Cobertura de Pessoas, foram quase R$ 11 bilhões em contribuições em setembro, aumento de 1% sobre o mesmo mês do ano anterior. No acumulado do ano, as contribuições ultrapassam R$ 100 bilhões, valor 14,2% maior do que o mesmo período de 2020, indicando que pode estar ocorrendo um movimento de maior conscientização sobre a importância de se estar preparado financeiramente para o futuro.

Na Capitalização, houve uma redução de 5,5% no seu faturamento líquido em setembro, em relação ao mesmo mês de 2020. No acumulado do ano, o volume de faturamento é de R$ 18 bilhões, uma evolução de 5,6% sobre 2020, mantendo ainda um resultado positivo para agregado no ano.

Em Saúde Suplementar, os planos de assistência médica tiveram crescimento de 3,3% no número de segurados em relação a setembro de 2020, atingindo 48,5 milhões de usuários. Desse total, 39,6 milhões de beneficiários são oriundos dos planos coletivos, responsáveis pela maior parte (81%) do total de beneficiários de planos de assistência médica. Na comparação interanual, em setembro, o número de beneficiários de planos coletivos cresceu 4,4%, com a entrada de 1,6 milhão de pessoas. Nos planos individual e familiar houve retração de 1,2%, traduzindo-se na saída de 106 mil pessoas dos referidos planos, na mesma comparação interanual. Nos planos exclusivamente odontológicos, a assistência alcançou mais de 28,7 milhões de pessoas, um avanço de 9,9% sobre setembro de 2020, e os planos coletivos, mais uma vez, representam a maior parte dos beneficiários (82%).