Você quer crescer como o Google? Utilize o OKR 366

Você quer crescer como o Google? Utilize o OKR / Foto: Startaê Team / Unsplash Images

Confira artigo de Pedro Signorelli, especialista com 20 anos de experiência no mercado corporativo

Quando abrimos uma empresa, os Objectives and Key Results (OKRs) devem ser, antes de tudo, uma prioridade da organização. Eles ajudam a definir o que é preciso realmente fazer, o que é prioritário naquele momento e onde focar os esforços, direcionando a decisão de quem precisa estar envolvido para a melhor execução desta agenda.

Quando você está em processo de criação de uma empresa, não tem tempo para nada, não é mesmo!? Os OKRs, bem aplicados, trazem resultados no curto prazo, crescimento e, consequentemente, valorização do seu negócio. Desta forma, sua companhia aumenta a probabilidade de sucesso, melhorando a viabilidade de um investimento de longo prazo, facilitando o processo de decisão por parte de um fundo de investimentos, por exemplo.

Quando tiramos uma ideia de negócio do papel e aplicamos na prática, é necessário saber o que se quer e o objetivo a ser atingido em algum horizonte de tempo. Além disso, é extremamente importante definir metas ambiciosas que visem transformar os segmentos que você quer impactar. Posto isso, é necessário procurar o que melhor representa, quantitativamente o atingimento do objetivo, as evidências, algo que possa ser medido. Sem acompanhamento disciplinado dos OKRs ao longo do ciclo, nada vai acontecer.

A organização não aprende no primeiro minuto a usar os OKRs, é preciso investir tempo, alguém precisa ficar responsável por este tema, caso contrário o mais provável é que a iniciativa se perca. É fundamental que haja um treinamento, pois nós estamos habituados a pensar e agir de uma forma diferente do que os OKRs preconizam. Isso é especialmente presente em organizações já estabelecidas de maneira estrutural e nas pessoas com muitos anos de experiência.

É preceito da gestão por OKRs que o planejamento de longo prazo seja desdobrado em ciclos menores, tendo como ponto fundamental o engajamento dos colaboradores em torno dessa agenda. Estes dois componentes são partes muito importantes nesse tipo de gestão. Estipular metas para um trimestre, por exemplo, permite que a companhia avalie os resultados quase em tempo real e corrija a rota, caso não tenha alcançado a meta prevista, ou ainda, que tenha encontrado novas dificuldades.

Dentro da minha experiência, vejo muita restrição de agenda por parte dos executivos. Muitas vezes, eles entendem que a implementação da metodologia é algo a mais que devem fazer, encaram como um “fardo”, mas não é. Também vejo que, muitas vezes, é difícil abrir mão daquilo que já se vem fazendo, em alguns casos, os pet projects. Afinal, não adianta ser algo que o CEO quer para a empresa, se os seus reportes diretos não dedicam tempo para isso.

Os OKRs vêm trazendo clareza sobre as prioridades de cada companhia. Na concepção, é um sistema bastante ágil e leve para alinhar as pessoas em torno daquilo que é mais importante para a empresa no curto prazo, visando resultados e podendo sofrer ajustes no decorrer do processo, ao invés da tradicional revisão anual de metas.

Paulo Barni, Superintendente do GBOEX: Boas perspectivas nas corporações 461

Paulo Antonio Barni é Superintendente de Compliance, Controles Internos e Modelagem do GBOEX / Divulgação

Confira artigo de Paulo Antonio Barni, Superintendente de Compliance, Controles Internos e Modelagem do GBOEX

O mundo corporativo tem inovado de maneira significativa. A gestão, relacionada com a execução dos processos das empresas, tem se direcionado, com intensidade, para a dimensão digital, em razão do movimento praticado pelas corporações em consequência da pandemia da Covid-19, uma nova realidade vivenciada pela sociedade.

Desde 2020, as empresas, objetivando a viabilização da sobrevivência dos seus negócios, adotaram fluxo de inovação e digitalização junto à maioria de seus processos. Esse empenho de customização, necessário para readequação das operações, estabeleceu novos desafios, cenários, riscos e trouxe novas oportunidades. É fato que a base estrutural das corporações foi movimentada, e a perspectiva de retorno à posição anterior, definitivamente, não existe mais.

A virtualização das operações, inicialmente, foi desafiadora, mas oportunizou às empresas vivenciarem uma nova realidade na gestão, em diversos aspectos, oportunizando às organizações trabalharem em uma estrutura mais matricial. O trabalho remoto possibilitou um outro modelo de liderança das equipes, permitindo que a tecnologia viabilizasse os negócios e o exercício da força de trabalho fosse executado, em muitas circunstâncias, ininterruptamente.

Olhando para o micromundo da operação, verificamos que os ciclos de negócios foram revistos, adaptados ou inovados. Os requisitos hoje são outros, e serão endereçados de forma apropriada. É fato que superamos o desafio posto pela pandemia.

Neste retorno ao trabalho presencial, lições de redesenho assimiladas estão sendo implantadas nas atividades técnicas, operacionais e comerciais. Ter uma concepção mais holística da organização, alinhando mercado, estratégia e operação, é requisito fundamental. Precisamos considerar o sentido das “partes” no “todo” corporativo. É imprescindível que as rotinas, as quais agora voltam a serem exercidas em uma dimensão presencial, sejam traçadas de maneira mais eficiente, eficaz e com a economicidade que a perspectiva do home office trouxe.

O mundo das corporações nunca mais será o mesmo. Compulsoriamente, em razão das circunstâncias, evoluímos nas relações de trabalho. Efetivamente, aprendemos com essa nova realidade. Empresas de alta performance souberam, com a abordagem de qualidade exigida, superar as adversidades do momento sem prejudicar seus clientes.

PEC dos Precatórios: Fim horroroso ou horror sem fim? 339

Luis Otavio Leal é economista-chefe do Banco Alfa / Divulgação

Confira artigo de Luis Otavio Leal, economista-chefe do Banco Alfa

Entre as idas e vindas da PEC dos Precatórios, devemos perguntar: se ela é mesmo tão ruim, por que os ativos pioravam toda a vez que a sua aprovação ficava ameaçada e melhoravam quando o inverso acontecia?

A PEC dos Precatórios é um “fim horroroso” para o problema de arrumar espaço dentro do Teto dos Gastos para as demandas políticas, mas as opções na mesa para substituí-la poderiam transformar essas discussões em um “horror sem fim”. A ideia de se acionar novamente o estado de calamidade, retirando as amarras fiscais em 2022, abriria uma caixa de pandora de gastos de difícil mensuração. Portanto, partindo da ideia de que a “opção” é pior, vamos aproveitar a aprovação da PEC dos Precatórios na Câmara dos Deputados para mostrar a razão do mercado ter ficado tão ‘nervosinho’, em relação a sua elaboração, e o motivo da comemoração, após ela ter passado pelo seu primeiro teste no Congresso.

O título “fim horroroso”, refere-se à solução encontrada pelo governo federal para encaixar o Auxílio Brasil dentro do Teto dos Gastos. Isso nos parece bem adequado. Primeiro, porque adia o pagamento de parte dos precatórios, que é uma dívida transitada e julgada pela justiça, de modo que a diferença disso para calote é uma mera questão semântica. Segundo, porque esse adiamento vai levar a um efeito cascata futuro, que terá efeitos nocivos sobre as contas públicas muito além de 2022. Ou seja, para resolver um problema do ano que vem, estamos arrumando um problema para 2023 em diante. Terceiro, porque mexeu em uma das cláusulas pétreas do regime fiscal brasileiro: o Teto dos Gastos Públicos.

Por tudo isso, não deve causar estranheza que o mercado tenha reagido tão mal quando essa opção apareceu como sendo o ‘Plano A’ do Governo para resolver o problema do espaço no Teto dos Gastos. Porém, como temos que aceitar isso como fato consumado, vamos aos números. Após todas as manobras, calculamos que foi aberto um espaço ao redor de R$ 106 bilhões na restrição aos gastos para 2022, sendo R$ 40 bi vindos do adiamento do pagamento dos precatórios e R$ 66 bi da mudança de indexador do Teto. Parece muito para custear um programa que vai demandar R$ 47 bi a mais do que já estava previsto no Orçamento para o Bolsa Família. Entretanto, temos que levar em conta outras benesses que serão inevitáveis em ano eleitoral, como o “Bolsa Caminhoneiro” (custo de R$ 4 bi), o Auxílio-Gás (custo de R$ 6 bi) e a renovação da desoneração da folha de pagamento para 17 setores (custo de R$ 9 bi).

Além disso, temos ajustes contábeis, como as correções das despesas dos demais Poderes (custo de R$ 2 bi) e das vinculadas à saúde (custo de R$ 3,9 bi) e à educação (custo de R$ 1,8 bi).

Temos ainda o ajuste da inflação. No Orçamento de 2022, enviado ao Congresso em agosto, o índice projetado para corrigir o salário-mínimo era de 6,2%. Após o IPCA de outubro, divulgado no último dia 10, acreditamos que esse número vai ficar mais próximo de 10%. Como o próprio governo estima que, para cada 1 p.p. de inflação, temos um aumento dos gastos de R$ 8 bi, essa diferença de projeção retira algo próximo de R$ 30 bi do espaço aberto no Teto. Diante desse cenário, chegamos a um valor ao redor de R$ 104 bi. Muita demanda para pouco dinheiro. Isso sem contar com o aumento do Fundo Partidário que, certamente, vai entrar em discussão, as proibidas Emendas do Relator e o aumento para o funcionalismo público anunciado pelo presidente Jair Bolsonaro do outro lado do mundo sem combinar com os “russos”.

Essa sensação de que o ‘pé não cabe no sapato’ apenas reforça o mal-estar gerado pela mudança da regra do Teto dos Gastos. Se, no primeiro ano em que essa regra fiscal foi efetivamente restritiva, foi alterada para atender às demandas políticas, qual a credibilidade dela como restrição aos aumentos dos gastos daqui para frente?

A mudança no Teto dos Gastos incluída na PEC dos Precatórios não vem sem custos, e eles são facilmente mensuráveis, seja na piora da trajetória da dívida ou na deterioração dos preços dos ativos brasileiros. No fim, vamos ter um Real mais desvalorizado, uma inflação mais alta, requerendo juros mais elevados. O que irá diminuir, consequentemente, as expectativas de crescimento e tornando mais custoso o ajuste fiscal requerido para reequilibrar a trajetória da dívida pública.

Como o próprio título sugere, a situação pode ficar pior. Caso a PEC dos Precatórios não seja aprovada até o final do ano, a ala política do governo federal já indicou que vai partir para o “Plano B”, que seria decretar Calamidade. Nesse caso, todas as amarras fiscais seriam afrouxadas, de modo que não se teria que respeitar nem o Teto dos Gastos nem a Lei de Responsabilidade Fiscal. Os que defendem essa solução advogam que isso ficaria restrito ao ano que vem. Entretanto, juntando isso ao fato de que, a partir de 2023, podemos ter um novo governo, temos a combinação perfeita para o mercado extrapolar esse descontrole dos controles fiscais para além de 2022.

Obviamente que temos a opção de fazer os ajustes nas contas públicas através do aumento nas receitas. Entretanto, aqui também a situação complica, pois as Receitas Líquidas teriam que subir dos atuais 17,2% do PIB para um patamar ao redor de 21%. Esse nível superaria em quase 1 p.p. o recorde da série iniciada em 1998, alcançado em 2010 (20,2%) e só obtido por conta da receita extra recebida pelo governo com a cessão onerosa do petróleo do Pré-Sal à Petrobras. Ou seja, salvo por alguma privatização bilionária e/ou por alguma solução ‘criativa’, como a venda de reservas cambiais, o ajuste não poderia ser feito apenas pelo lado das receitas.

Mais uma vez, o Brasil escolheu o caminho mais fácil para resolver um problema complexo. Os formuladores do Teto dos Gastos queriam que este, além de ser um guia para a trajetória futura dos gastos do governo federal, em algum momento fosse tão restritivo a ponto de tornar inevitável a discussão a respeito das prioridades na alocação das despesas no Orçamento da União. Porém, quando esse momento chegou, decidiu-se colocar ‘um zíper na camisa de força’, tornando a regra pouco crível.

A recente melhora dos ativos com a aprovação da PEC dos Precatórios não deve ser considerada uma prova da aprovação deste instrumento pelos mercados, mas um alívio temporário após se vislumbrar um cenário ainda pior. Como o “jogo só termina quando acaba”, ainda temos toda a tramitação no Senado Federal, com ainda mais emoção nas próximas semanas.

A democratização dos seguros é fundamental para a economia do País 437

Dhaval Chadha é founder da startup Justos / Divulgação

Confira artigo de Dhaval Chadha, founder da startup Justos

O seguro é uma das invenções mais geniais da economia moderna: juntar os recursos do coletivo para evitar catástrofes do indivíduo. Transferência de riscos de pessoas e seus bens às seguradoras e assim proteger às pessoas e deixar elas viverem sem medo. Esse é o papel do seguro para a sociedade. Em sua definição mais simples, o seguro é um acordo contratual entre contratante e contratada, no qual uma é responsável pelo pagamento das parcelas e a outra assume os riscos de pagar uma indenização em caso de danos. O seguro permite que o risco seja transferido a empresas especializadas no seu gerenciamento, possibilitando que indivíduos, empresas e governos desenvolvam projetos mais arriscados.

Além do seguro fornecer segurança e proteção contra grandes riscos, a importância do setor para a economia é gigante. O seguro torna a poupança (capital parado) em investimento; reduz perdas; garante tratamento médico e compensação por lesões; possibilita investimentos e inovações protegendo o downside (movimento negativo em um ativo, um mercado ou até na economia como um todo); aumento do crédito, pois as credoras sentem mais segurança quando tem garantias; complementa o investimento em serviços sociais; traz estabilidade e eficiência ao sistema bancário, nos mercados de capital e nas taxas de juros; na criação de empregos, recuperação da economia e crescimento do PIB. Com R$ 8 trilhões sob gestão e representando, em média, 6% do PIB brasileiro, a participação do setor ainda é pequena quando comparada a países como Coreia do Sul, Holanda e Reino Unido, que ultrapassam os 12%.

O mercado é altamente competitivo e diversificado: em 2019, por exemplo, havia mais de 122 seguradoras, 15 Cias de capitalização, um mil operadoras de saúde suplementar, 94 mil corretoras de seguros ativos dentro de 90 ramos de seguros classificados pela Susep (Superintendência de Seguros Privados), agrupados em 16 grupos. Os dados indicam que o mercado de seguros oferece ampla escala de produtos e serviços contribuindo para o cotidiano da população.

Como demonstração da importância do seguro para a economia do país e para a população, podemos usar um exemplo de uma pessoa que guardou dinheiro durante dois anos para comprar um carro e uma geladeira. Quando adquiriu o veículo, decidiu que não iria fazer um seguro, pois acreditava ser um custo desnecessário e caro. Ao sair da loja, sofreu uma colisão, causando “perda total”. Então, essa pessoa perdeu o seu patrimônio integralmente. Agora, além de usar o dinheiro da geladeira, precisará de mais tempo e mais economias para comprar outro veículo. Como reflexo na economia do país, se ela comprasse um carro e uma geladeira estimularia a cadeia produtiva de ambos os produtos. Se tivesse contratado um seguro, seria indenizada e teria a possibilidade de comprar o veículo e a geladeira ao mesmo tempo.

Nos últimos anos, os brasileiros da classe C passaram a consumir cada vez mais o seguro de automóveis. Entre os principais motivos da democratização do mercado de seguros no Brasil está a preocupação com a segurança. Segundo os dados do Governo Federal, entre 2015 e 2019, foram roubados mais de um milhão de veículos. Somente em 2017 foram 276.389. O volume de roubo e furto de veículos, principalmente nos grandes centros urbanos, vem alertando o brasileiro da necessidade de proteger seus bens.

Um outro grande impulso pela democratização do setor se deu com o surgimento das insurtechs, startups de seguros, que chegaram ao país automatizando operações e modernizando processos quando comparados às seguradoras tradicionais, com uma distribuição mais rápida, fácil e acessível, além de produtos personalizados para os consumidores. Com a flexibilização da regulação de seguros no país e a criação de um “sandbox” regulatório pela Susep para que empresas criem e testem projetos inovadores em condições favoráveis com tempo determinado, as insurtechs ganham cada vez mais relevância no cenário nacional, aumentando a competitividade e levando mais possibilidades para o consumidor final.

Além de inovação, essas startups valorizam a desmistificação do “segurês”, que são os jargões usados pelos players tradicionais do mercado, com palavras como “sinistros”, “apólices”, entre outros. É importante que a linguagem ao falar sobre o tema seja acessível e informal, para que o público se sinta mais próximo do produto e também mais confortável ao fazer a aquisição.

Para que o mercado continue aquecido e que essa democratização continue acontecendo é necessário continuar investindo em tecnologia e comunicação para que a população brasileira se conscientize de dois pontos: a importância de se ter um seguro e que esse serviço está cada vez mais acessível, já que nunca houve tantas opções para quem deseja contratar um.

Saint’Clair Lima: Um novo mercado para o Seguro Auto 440

Saint'Clair Lima é diretor da Bradesco Seguros / Divulgação

Confira artigo de Saint’Clair Lima, diretor da Bradesco Seguros

Necessidade intrínseca ao ser humano, a busca por proteção tem aumentado entre a população. E a entrada de novas regulamentações que visam aprimorar e fomentar o desenvolvimento do segmento traz um cenário ainda mais positivo para o mercado.

No caso do setor automotivo, a Superintendência de Seguros Privados (Susep) publicou novas normas que permitem a flexibilização no momento da contratação do seguro, com objetivo de promover a ampliação do acesso à população à proteção e a simplificação das apólices. Na prática, a novidade oferece maior liberdade para formatação de produtos e permite a elaboração de contratos mais simples e de fácil entendimento para os consumidores.

No dia a dia, ao mesmo tempo em que as seguradoras passarão a ter maior liberdade para criar produtos, os consumidores serão beneficiados com uma gama maior de coberturas, proteção pay per use, combos com serviços e assistências diferenciadas em uma única apólice, entre outras possibilidades.

Neste novo ciclo de desenvolvimento, é importante o consumidor entender claramente as diferenças entre os vários tipos de seguros que passarão a ser oferecidos pelas seguradoras, que terão a possibilidade de ofertar recursos variados com o suporte de inúmeros dispositivos tecnológicos, internet das coisas (IOT) e simplificação dos processos. Diante desse quadro, cada consumidor precisa escolher, de forma ainda mais consciente, a melhor opção de contratação às suas necessidades. É uma evolução do mercado para atender um novo consumidor, mais exigente e diversificado.

A norma atende às novas demandas de consumo do seguro automotivo e essas mudanças também contribuem para aperfeiçoar a relação entre clientes e corretores. A indústria de seguros vive um momento de grandes oportunidades. Produtos e serviços mais customizados são imprescindíveis, com foco em maximizar a experiência do consumidor. No caso das seguradoras, a forma de vender seguro passa por uma transformação para acompanhar o ritmo das mudanças. O processo de venda torna-se uma verdadeira consultoria de risco para o cliente, ao invés de uma simples oferta de produto de prateleira.

No papel de consultor, o corretor analisa o perfil e as necessidades de cada pessoa ou empresa, levando em consideração macro e micro singularidades. É preciso ter sensibilidade e visão holística sobre o que é essencial para cada cliente e essa nova norma permite ampliar o olhar e as possibilidades segmentadas.

Em paralelo, empresas investem na integração de informações e otimização e/ou na criação de canais de relacionamento com cliente, com uso de inteligência artificial, chats em tempo real, URAs (sistemas de atendimento) com autosserviços, chatbots, redes sociais, aplicativos de mensagem, sem abrir mão de ferramentas tradicionais, como e-mails, telefones e sites. Nesse cenário de múltiplas opções de contato, o principal continua sendo a qualidade da prestação do serviço e o atendimento próximo e humanizado.

Diante dessa grande oportunidade de modernização e simplificação do regime de produtos, desenvolvimento do setor e melhoria da experiência do segurado na contratação de seguros, as empresas buscam transformar clientes em fãs, a partir do encantamento com os serviços prestados. Criatividade, simplicidade e qualidade serão diferenciais cada vez mais sentidos no mercado de Seguro Auto.

Planos odontológicos têm crescimento de 47% no Brasil 494

Reinaldo Lovetro é diretor de Vida e Produtos da Willis Towers Watson / Divulgação

Confira artigo de Reinaldo Lovetro, diretor de Vida e Produtos da Willis Towers Watson

O plano de assistência odontológica no Brasil apresenta um crescimento consistente, passando de 18.5 milhões de vidas em 2012 para 27.2 milhões em janeiro de 2021, de acordo com a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o que representa um volume 47% maior neste período de quase 10 anos, em comparação com os planos médicos/hospitalares, que no mesmo período se mantiveram estáveis com 47.8 milhões de vidas em 2012 e 47.7 milhões de vidas em janeiro de 2021. O segmento é bastante promissor e vislumbramos muitas oportunidades de avanços nos próximos anos tanto no mercado corporativo quanto individual.

Para atender a necessidade de usuários de planos médicos, o mundo ideal seria ter um pacote completo de serviços de saúde, que inclua odontológico e seguro de vida. Pesquisas recentes com empresas do ramo indicam que 98% das organizações oferecem planos odontológicos de forma compulsória custeado pelo empregador ou em forma de adesão, no qual o custo pode ser pago parcial ou integralmente pelo próprio colaborador. Os dados mostram ainda que, atualmente, 60% dos modelos de contratação são por adesão e 40% compulsório. Tem se mostrado forte também a tendência de migração para o modelo de adesão em decorrência do cenário econômico do país e a necessidade constante de redução de custos no mercado corporativo.

Ainda de acordo com a ANS, 66% da população, o que representa 18 milhões de vidas, estão centralizadas nas seis maiores operadoras do mercado, estando a outra parte pulverizada em outras operadoras, que em sua maioria atendem em média 30 ou 40 mil vidas de forma regional. Esse fator ocorre por causa de aquisições constantes por parte deste grupo que lidera o mercado.

Esses números mostram a relevância que o plano odontológico vem ganhando e sua representatividade no cenário econômico, o que reforça a importância e preocupação das empresas na busca pela melhoria do bem-estar do empregado. Além disso, vemos que cada vez mais se torna primordial a interação de dados de saúde com o seguro de vida, o que cada dia ganha mais força por apresentar uma série de inovações e a possibilidade de ações corretivas que podem facilitar o dia a dia das pessoas e diminuir drasticamente os problemas relacionados à saúde.

Hoje, por exemplo, o câncer bucal é uma doença que está entre os 10 dos principais incidentes no Brasil, sendo o quinto que mais acomete o público masculino, responsável pela perda de aproximadamente 16.000 vidas por ano no país, segundo dados recentes do Ministério da Saúde. Com uso e análise adequados dos dados, a doença pode ser detectada com antecedência, permitindo que várias ações de prevenção e tratamento sejam implementadas pelas empresas, e como consequência, contribuindo para a redução significativa desses casos.

A Willis Towers Watson tem investido em análise e inteligência de dados, avaliando profissionais de saúde e odontólogos para oferecer indicações e informações para seus clientes atuarem na busca por soluções, não apenas financeiras, mas no objetivo de prepará-las na missão de prover o bem-estar aos seus empregados. Nossa pesquisa “2021 Wellbeing Diagnostic”, apontou esta preocupação como uma forte tendência das empresas e de seus colaboradores, que é estabelecer prioridade na atenção do bem-estar não apenas físico, mas econômico e social de engajamento e, sem dúvida, fornecer o benefício mais apropriado para sua população também traz vantagem competitiva para as organizações, além de contar com uma força de trabalho mais saudável e produtiva.