Marcio Coriolano: A importância da Economia dos Seguros 886

Marcio Serôa de Araujo Coriolano é economista e presidente da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) / Divulgação

Confira artigo de Marcio Serôa de Araujo Coriolano, economista e presidente da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg)

Por sua dimensão e relevância na vida do Brasil, o setor segurador brasileiro, nele incluídos o seguro, a previdência complementar aberta, a capitalização e a saúde suplementar, tem exigido avanço consistente do Direito do Seguro. Considero de suma importância a discussão dos temas desse campo do conhecimento tão rico em sua dimensão teórica e tão importante para nossa atividade. Peço licença para, como economista que sou por formação, abordar e comemorar a progressiva incorporação dos fundamentos e avanços teóricos e metodológicos da Economia dos Seguros ao Direito Securitário.

Essa mescla de especialidades tem servido para o melhor entendimento e superação da judicialização que ainda impacta fortemente o mercado de seguros, a começar por extinguir o mito que atribui a judicialização exclusivamente a falhas regulatórias. Felizmente, hoje cresce o entendimento de que é exatamente o contrário: quanto mais se regula, quanto mais se desce a minúcias em cada parágrafo de um contrato, mais se estimula a busca por brechas. Derivada dessa primeira interpretação equivocada, vem um segundo mito: a existência de “letras miúdas” nos contratos que impedem a compreensão do conteúdo pelo consumidor. Em uma inequívoca demonstração da inutilidade do excesso de regulação, essa avaliação continua a guiar a opinião pública sobre a transparência dos contratos, embora desde 2009 vigore instrução normativa que determina até a fonte e o tamanho da letra a ser utilizada em tais contratos – Times New Roman 12 – utilizada pela maior parte dos veículos impressos de comunicação. A inteligência do consumidor é subestimada a ponto de levar a ANS a editar o “Guia de Leitura Contratual”, de motivação auto explicativa, igualmente editado em Times New Roman 12.

Sem querer correr – e já correndo – o risco de cair no extremo oposto, considero que toda regulação governamental deveria inspirar-se na Constituição dos Estados Unidos da América, que tem sete artigos e recebeu apenas 26 emendas ao longo dos últimos dois séculos. Esclareço, portanto, que meu objetivo neste artigo não é negar o avanço que representou a passagem de uma lógica regulatória totalmente prescritiva para a atual, mais preocupada com princípios. Essa sempre foi uma reivindicação das seguradoras, que têm, atualmente, uma flexibilidade inédita na criação e comercialização de produtos – exceção feita à saúde suplementar, que será abordada adiante.

O ponto é que, em seu conjunto, os avanços recentes feitos pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) não deverão ter maior impacto sobre a receita anual do setor, hoje equivalente a 6,7% do PIB (ou 3,7%, excluindo-se a Saúde Suplementar). E isso não acontece porque a população brasileira não tenha a cultura do seguro. A ausência dessa cultura tornou-se uma lenda – mais uma! –, como demonstram os números. Em plena pandemia da Covid-19, o setor confirmou a tendência de crescimento acima do Produto Interno Bruto (PIB) per capita. Até agosto de 2021, os seguros patrimoniais apresentaram crescimento de 17,2% sobre o mesmo período do ano anterior e, dentre eles, os residenciais responderam por aumento de 16%. O seguro prestamista, que garante a quem perde o emprego a possibilidade de honrar seus compromissos elencados em contrato, registrou aumento de 14,7%. Ou seja, não se trata de uma população que não entende a importância do seguro, mas de uma população que não tem acesso a esse importante mecanismo de proteção social.

Os números falam por si. De 2011 a 2020, a economia brasileira praticamente ficou estagnada, com crescimento residual de 0,3%. Em 2020, o consumo das famílias despencou 5,5% em relação a 2019, e este ano caiu mais 1,7% no primeiro trimestre. 73% dos brasileiros ganham até dois salários-mínimos. É esse o pano de fundo, e é preciso ouvir o que pensa, quer e pode esse consumidor. Dois exemplos objetivos, que explicito a seguir, explicam o problema que considero mais importante: o microsseguro, voltado para o atendimento às camadas mais vulneráveis da população, e o seguro-saúde.

O microsseguro é uma salvaguarda para o patrimônio das pessoas com renda menor e pode reduzir o impacto negativo dos imprevistos financeiros em suas vidas. É, também, um produto que tem vocação para complementar os programas de proteção social do Estado. No entanto, embora reconhecendo os avanços do marco regulatório dos microsseguros editado em agosto deste ano, e tendo por óbvio que ainda é cedo para avaliar seu impacto, volto a bater em uma tecla importante: é preciso promover mudanças na distribuição e nos custos de transação da oferta de tais produtos. A redução desses custos é a chave para atender a quem mais necessita, fazendo o produto chegar a quem mais precisa.

O acesso é também o grande desafio para a saúde suplementar, segmento que enfrenta ainda uma regulamentação pesada e antiga. É preciso uma discussão que não se limite ao formalismo do marco legal, mas que vá ao encontro do que a população diga necessitar. Precisamos facilitar a vida das pessoas, inclusive incrementar a transparência dos resultados das linhas do cuidado assistencial e o acesso à tecnologia digital.

Acompanhei de perto as discussões que resultaram na Lei nº 9.656, de 1998. Passaram-se 23 anos e continuamos às voltas com as mesmas questões. As falhas regulatórias são as mesmas, as falhas de compreensão também. Não se pode esquecer que o setor privado de saúde nunca vai abranger a população inteira. Para isso, existe o SUS. Mas o sistema privado precisa abrir acesso, ser mais inclusivo, para que ele possa atender melhor as pessoas e incluir o maior contingente possível da população.

Para contribuir nesse debate, listo aqui três pontos que, a meu ver, devem ser prioritários na estratégia de aumentar a abrangência da saúde suplementar.

  1. Racionalidade da incorporação tecnológica: é preciso haver um sistema de avaliação independente de custo-benefício da introdução de procedimentos, medicamentos, equipamentos, tecnologias. Repetindo, somos uma sociedade pobre. Dar acesso a mais gente exige racionalização e redução de custos.
  2. Prioridade para a atenção primária: é preciso reduzir o uso das tecnologias caras para garantir o básico a mais gente.
  3. Revisão do modelo de remuneração dos serviços médicos: o setor é intensivo em capital, em tecnologia, e remunera por quantidade, em vez de qualidade e cada vez mais isso drena recursos para uma medicina mais sofisticada, tirando espaço da atenção primária de saúde.

Estamos vivendo a promessa de uma revolução no sistema de seguros. O open insurance, que a exemplo do que começa a ocorrer no open finance, promete facilitar as transações entre partes para dar maior poder de escolha às pessoas. É aí que entra um tema inescapável: a subsegmentação – ou modulação de coberturas. Lembremos que a citada Lei nº 9.656 foi automaticamente modificada por Medida Provisória, assemelhada aos Decretos-Leis do período pré-democratização. O tema então havia saído da Câmara em 1998, com um texto que obrigava as empresas a oferecer o plano completo, com consultas, exames e internação, porém podiam ter em carteira outros produtos. Ou seja, o consumidor poderia optar. O resultado final, que incorporou 44 edições da Medida Provisória, fez com que o assunto resultasse em um modelo engessado que vigora até hoje.

Teoricamente (mais um mito), só podem existir cinco tipos de plano: planos referência (os completos), ambulatorial, hospitalar com ou sem obstetrícia e odontológico. As regras atuais permitem apenas fazer combinações entre as segmentações assistenciais disponíveis e, ainda assim, na prática, existem apenas os planos referência e os odontológicos. Com a subsegmentação, seria possível oferecer produtos adequados às necessidades e às capacidades de pagamento de cada indivíduo ou empresa.

Com a chance de nova formatação nas coberturas, poderiam ser ofertados produtos verdadeiramente ambulatoriais, que cobririam consultas e exames simples, assim como opções específicas para terapias, produtos odontológicos e hospitalares – para os quais, é bom registrar, fica preservada a mesma cobertura prevista no atual arcabouço regulatório e legal. A cobertura de urgências e emergências, assim como a de exames e terapias complexas, deve estar vinculada exclusivamente aos produtos hospitalares, sob pena de inviabilizar os ambulatoriais, como ocorre atualmente.

Precisa ser considerada também a alternativa de o conjunto de procedimentos e eventos em saúde cobertos pelos planos poderem variar conforme a região. É importante que as operadoras possam modular o que é ofertado, a fim de adequar disponibilidades e preços regionalmente. Isso permitiria maior quantidade de opções de produtos oferecidos. Um maior grau de liberdade certamente produzirá melhores resultados para todos, dentro de uma estratégia mais vantajosa para o consumidor: quanto mais escolhas, mais condições haverá para viabilizar a cobertura de saúde que se adapte a suas necessidades diante de suas possibilidades orçamentárias.

Para viabilizar a flexibilização, os contratos deverão ser ainda mais claros, explicitando os procedimentos cobertos e excluídos. Também deverão se consolidar práticas como a coparticipação, que faz o consumidor ter conhecimento e arcar com parte do custo de cada procedimento. São mudanças que certamente contribuirão para o avanço da medicina privada no Brasil, beneficiando mais consumidores e contribuindo para desafogar o sistema público de saúde.

Como contraponto, e para lembrar o potencial desse mercado, gostaria de lembrar como a saúde privada brasileira avançou nesse período. De 2007 a 2020, a arrecadação da saúde privada cresceu 4,5 vezes. Estamos falando de uma taxa superior a 10% ao ano. O PIB cresceu 70%, ou uma taxa anual de 1,3%. Isso quer dizer que o volume de consultas, exames, terapias, internações, atendimentos, medicamentos, equipamentos, tecnologias cresceu naquela fantástica proporção. Houve então um extraordinário avanço no cuidado da saúde das pessoas. E não foi só em volume. Foi em qualidade também. Isso está investido em infraestrutura médica, tecnologia, cuidado e pessoal. A medicina brasileira não tem nada a dever à praticada no resto do mundo, inclusive a dos países mais desenvolvidos. Os hospitais e laboratórios privados, que estão nesses números de crescimento, clínicas de diagnóstico, profissionais de saúde, toda essa imensa engrenagem é remunerada com o dinheiro das pessoas que contratam planos e seguros de saúde.

Do mesmo modo, o desempenho recente dos microsseguros mostra enorme potencial desse segmento. Ainda que com todas as limitações, entre 2016 e 2020, os prêmios dos produtos classificados nos ramos de microsseguros no Brasil cresceram mais de 55%, passando de R$ 228,4 milhões para R$ 355,4 milhões nesse período, avanço quase duas vezes superior ao observado para o segmento de Danos e Responsabilidades, que cresceu 29%. No mesmo período, o número de seguradoras que emitiram prêmios de microsseguros passou de 17 para 24, em 2020. Outro sinal importante é que outros produtos, que não estão classificados formalmente como microsseguros, vêm ganhando apelo junto às populações com renda mais baixa, como o residencial, que entre 2016 e 2020, cresceu 35%.

Estas considerações são mais uma contribuição do setor de seguros à inclusão de mais brasileiros ao fundamental sistema de proteção contra riscos. Lembramos que, com ativos financeiros da ordem de R$ 1,3 trilhão, o equivalente a 23,5% da dívida pública brasileira, o setor é parceiro estratégico do poder público em áreas nevrálgicas como a infraestrutura. Lembramos também, no entanto, que investimentos privados demandam ambiente de segurança jurídica e previsibilidade, regido por marcos regulatórios atualizados. A Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) reconhece as dificuldades atravessadas pelo Brasil, lembrando que, nas últimas décadas, redemocratizamos o País, derrotamos a hiperinflação, resistimos a grandes terremotos financeiros internacionais, fizemos as reformas trabalhista e da previdência e avançamos na regulação de serviços essenciais, como energia, telefonia e saneamento. Neste final de 2021, queremos reafirmar a confiança em nosso País.

Sindicatos dos Corretores do MG, de GO, MT, MS e DF anunciam 21º Congrecor para agosto 418

Sindicatos dos Corretores do MG, de GO, MT, MS e DF anunciam 21º Congrecor para agosto / Divulgação

Evento reúne profissionais da corretagem de Minas Gerais e dos Estados do Centro-Oeste

Entre os próximos dias 11 e 13 de agosto acontece a 21ª edição do Congrecor. O Congresso, promovido pelos Sindicatos dos Corretores de Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal (Sincors MG / GO / MT / MS e DF), reunirá os profissionais da corretagem de seguros na Pousada do Rio Quente (GO).

A programação do evento contemplará palestras, mesas-redondas e oficinas com conteúdo atualizado e aprofundado sobre temas que atendem aos interesses nacional e regional do setor segurador e da economia em geral.

As inscrições com condições especiais podem ser realizadas através deste endereço.

Seguros Unimed apresenta nova solução em saúde para a cidade de São Paulo 535

Seguros Unimed apresenta nova solução em saúde para a cidade de São Paulo / Reprodução

‘Novo Essencial’ conta com renomados hospitais e laboratórios na rede de atendimento

A Seguros Unimed apresenta uma nova solução em saúde com cobertura centrada na capital paulista e na Grande São Paulo: o ‘Novo Essencial’. O lançamento do produto ocorrerá nesta quarta-feira (19 de janeiro), às 16h, em transmissão aberta especialmente para corretores da região. Para participar basta acessar este endereço.

Com foco no público de PME e coletivo empresarial, a partir de duas e 100 vidas respectivamente, o ‘Novo Essencial’ conta com uma rede de hospitais de renome tais como Hospital Alemão Oswaldo Cruz (Unidade Vergueiro), Hospital das Clínicas e Graac, além de laboratórios como CDB e Lavosier. “O novo produto foi pensado para atender, com excelência, as principais especialidades médicas. Além disso, possui um custo-benefício bastante competitivo para um cuidado efetivo com a saúde”, afirma Rodrigo Aguiar, superintendente Comercial e de Produtos Saúde e Odonto na Seguros Unimed.

Com quatro modalidades de comercialização, sendo dois em modelo de coparticipação, o ‘Novo Essencial’ oferece o rol de serviços da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e tem como diferenciais o reembolso de consultas e terapias ambulatoriais, descontos em redes de farmácias credenciadas e atendimento de urgência e emergência em todo o país, a partir das parcerias com as Unimeds.

Os clientes PME têm ainda outra vantagem na contratação. Ao garantir o seguro-saúde aos colaboradores também contarão com benefício odontológico da Unimed Odonto, sem custo adicional. “A Seguros Unimed está focada em desenvolver soluções em saúde personalizadas e acessíveis, seguindo uma tendência de mercado. Tudo isso sem abrir mão da qualidade característica das empresas do Sistema Unimed Nacional”, ressalta Aguiar.

Serviço

Lançamento do produto ‘Novo Essencial’ da Seguros Unimed.
Público: Corretores (São Paulo).
Data: Quarta-feira (19 de janeiro de 2022).
Horário: 16h.
Acesso: neste endereço (Zoom).

eFestival 2022 abre inscrições para profissionais de saúde e corretores de seguros mostrarem talentos 523

eFestival 2022 abre inscrições para profissionais de saúde e corretores de seguros mostrarem talentos / Divulgação

Festival é reconhecido como um dos mais importantes palcos da música brasileira; SulAmérica é novamente patrocinadora oficial do concurso

As inscrições para a 21ª edição do eFestival começam hoje (17 de janeiro) e seguem até maio. Além do público geral, o “palco mais digital da música brasileira” contará, pelo 2º ano, com a participação de profissionais de saúde e corretores de seguros.

Com mais de 20 anos de história, o eFestival é reconhecido como um dos mais importantes palcos para a descoberta de novos talentos da música brasileira. Alguns dos maiores nomes da MPB já fizeram parte da construção dessa história como Carlinhos Brown, Titãs, Frejat, Pitty, Vanessa da Mata, Maria Rita, Gilberto Gil, Adriana Calcanhoto, Alceu Valença, Daniela Mercury, João Bosco, Paulinho da Viola, entre outros.

O festival é dividido nas categorias Canção e Instrumental. O concurso é idealizado e realizado pela Dançar Marketing – que há 40 anos atua como a mais consistente empresa de marketing cultural do Brasil, e contará mais uma vez com o patrocínio da SulAmérica.

Para os profissionais de saúde e corretores de seguros é obrigatória a apresentação do registro de atividade ativo (Conselho Regional de Medicina – CRM, Superintendência de Seguros Privados – Susep, entre outros) no momento da inscrição. Os artistas têm até o dia 7 de maio para acessarem este endereço e conhecerem sobre o projeto, o tutorial com passo a passo de como se inscreverem, checarem o regulamento detalhado e, claro, efetivarem as inscrições.

Em 2021 o eFestival recebeu mais de 8 mil inscritos de todo o país. Este ano o evento acontece ao longo de 8 meses, divididos em 4 etapas: inscrições, análise curatorial, votação popular, e por último, a premiação.

Os vencedores se apresentarão em agosto em shows em formatos open air e indoor, ao lado de grandes artistas (embaixadores do projeto), nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Curitiba.

Mercados cedem às pressões nos juros americanos; Questão com funcionários públicos afeta economia interna 434

Mercados cedem às pressões nos juros americanos; Questão com funcionários públicos afeta economia interna / Foto: Kanchanara / Unsplash Images

Confira análise conjuntural da economia para a manhã desta terça-feira, 18 de janeiro, elaborada pela Nova Futura Investimentos

Os mercados europeus fecharam majoritariamente em alta no pregão de ontem (17). As notícias positivas advindas da China, com o PIB a crescer 8,1%, conforme esperado, e o corte de juros foram fatores importantes para o desempenho, dado que se trata do maior importador e exportador do mundo. Internamente, os destaques foram o anúncio da joint venture entre GSK e Pfizer. Na Bolsa de Londres, o índice FTSE 100 fechou em alta de 0,91%, Frankfurt subiu 0,32%. Paris teve ganhos de 0,82%. Milão ganhou 0,52%. Na península ibérica, Madri teve avanço de 0,36% e Lisboa perdeu 0,02%.

No Brasil, em dia de pouca liquidez por conta do feriado nos Estados Unidos, a bolsa teve queda de 0,52%, a 106.374 pontos. Mesmo com os dados positivos da China e a alta das commodities, o mercado não resistiu às pressões internas relacionadas à greve dos servidores públicos. Na agenda econômica, o IGP-M teve alta de 1,8%, contra expectativa de queda de 0,5%, e o IBC-Br de novembro veio próximo do esperado, com avanço de 0,69%.

Para esta terça (18 de janeiro)

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em queda devido aos sinais de cortes monetários nos Estados Unidos, ao passo que o petróleo sobe fortemente. Dentro do continente, o BC japonês descartou a possibilidade de cortar juros, adotando um perfil fortemente acomodatício. Na China continental, o Xangai Composto foi a exceção, com alta de 0,80%. O Shenzhen teve desvalorização de 0,33%. O índice japonês Nikkei caiu 0,27%. O sul-coreano Kospi cedeu 0,89%. Taiex registrou perda de 0,79% em Taiwan.

Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian teve alta de 1,0%, a US$ 112,54.

Na Europa, com a agenda econômica sem dados, os mercados operam em queda devido às altas de juros nos Estados Unidos e tensões na geopolítica envolvendo a Rússia por conta de um vídeo com tanques russos sendo transportados para Belarus, país que também faz fronteira com a Ucrânia, aumentando a suspeita de uma invasão de Moscou ao país, ao passo que os EUA, a OTAN e a Alemanha se opõem às investidas do Kremlin.

Nos EUA também há uma agenda vazia de dados econômicos. O mercado se volta para o avanço dos rendimentos das treasuries de 10 anos, que chegam a níveis não vistos em dois anos, acima de 1,80%. Os investidores se preocupam com a alta da inflação e a possibilidade de o FED subir a taxa de juros e retirar estímulos de forma mais abrupta. Inclusive, na semana passada, James Bullard disse acreditar que a autoridade monetária americana poderá subir não apenas três, mas quatro vezes a taxa de juros. Outro fator importante de hoje foi o ataque drone nos Emirados Árabes, pressionando os preços do petróleo.

No Brasil, o mercado deve seguir os movimentos do mercado externo, mesmo que empresas do setor de commodities se beneficiem das altas do minério de ferro e do petróleo.

As altas nos juros americanos devem impactar os DIs além dos ruídos fiscais que serão gerados por conta da greve dos servidores públicos pressionando o governo federal a conceder reajustes de salários para as categorias. Caso isso aconteça, teremos mais fragilidade das contas públicas. Tal movimento do lado fiscal, afetará as companhias que compõem o índice de consumo e imobiliário dado que são os setores mais sensíveis à elevação dos juros e da inflação.

No corporativo, temos o Banco Inter a informar que foi comunicado pela Ponta Sul sobre a alienação de Units da companhia. Após o movimento, a gestora carioca de Flávio Calp Gondim, passa agora a deter 3,94% dessa categoria de papéis da instituição financeira.

Acionistas da BRF aprovaram em AGE proposta de aumento de capital via oferta follow-on de até 325 milhões de ações ordinárias. Do total da oferta, R$ 500 milhões serão destinados ao capital social e saldo remanescente à formação de reserva de capital.

A retomada das atividades de extração e mineração na mina Casa de Pedra da CSN, planta de beneficiamento do Pires e operação portuária de carregamento de minério no Terminal de Carvão (Tecar), no porto de Itaguaí, no Rio.

A Cogna informa que foi comunicada pela Alaska Investimento que sua participação alcançou 15,23% do total de emissões da companhia. O porcentual representa 285.779.108 papéis ordinários.

Direcional e a Cyrela assinaram Memorando de Intenções, para aquisição, pela Direcional, de 60% de participação em quatro projetos de empreendimentos imobiliários em desenvolvimento, cujos direitos são do Grupo Cyrela.

Even registrou R$ 925,1 milhões em valor geral de vendas (VGV) de lançamentos no quarto trimestre de 2021, alta de cerca de 73% ante o mesmo período de 2020. A cia lançou cinco empreendimentos entre outubro e dezembro, sendo três em SP e dois no RS.

A MRV registrou volume de R$ 3,243 bilhões em lançamentos no quarto trimestre de 2021, de acordo com prévia operacional. O volume representa alta de 52,4% em relação ao mesmo período do ano passado.

Tratativas da United Health para vender o controle da Amil seguem de vento em popa, mas entre os quatro pretendentes (Rede D’Or, Dasa, Sul América e Bradesco), um deles está quase sem apetite. É o Bradesco. Já a Dasa segue como favorita.

Unipar informou que a Vila Velha – Administração e Participações aumentou sua participação societária na companhia de 16.412.175 de ações ordinárias, equivalentes a 49,72% do total dessa classe de ação, para 16.504.265, ou 50,01%.

Bradesco Seguros anuncia novos benefícios no produto Auto Correntista 538

Eduardo Menezes é Superintendente Executivo de Produto Auto da Bradesco Auto/RE / Divulgação

Flexibilização na contratação e serviços diferenciados tornam o produto mais atrativo para clientes do banco

A Bradesco Seguros aposta em preços competitivos, benefícios e serviços sob medida, além de condições diferenciadas de pagamento a clientes do produto Auto Correntista.

Entre os principais atrativos, a flexibilização na contratação de coberturas e diversos benefícios, de acordo com o perfil do segurado, como por exemplo a opção de escolha de alguns serviços de sua preferência e com desconto, cobertura 0km por seis meses (gratuita), descontos no prêmio e na franquia para atendimentos nos Bradesco Auto Center, entre outras facilidades. Além disso, o Produto oferece novas formas de pagamento, como débito em conta Bradesco e em outros bancos*, cartão de crédito Bradesco Seguros e de outras bandeiras** e boleto. O cliente conta com um parcelamento diferenciado, em até 10 vezes sem juros, no débito ou cartão de crédito, ou em até 6 vezes sem juros, no boleto. E mais, um desconto promocional extra de 5% ao pagar com o Cartão Bradesco Seguros.

O produto é destinado aos clientes dos segmentos Classic, Exclusive e Prime, que possuam veículos de passeio e pick-ups. “Nosso objetivo é atender às demandas dos consumidores e ampliar o acesso da população ao seguro auto. Com o auto correntista, aproveitamos a capilaridade da presença do banco pelo país para oferecer serviços customizados”, destaca Eduardo Menezes, superintendente de produtos.

Os benefícios exclusivos são válidos somente para seguros individuais, de Pessoa Física, para carros dos tipos passeio, picape leve e pesada, além de motos, enquadradas no produto Bradesco Seguro Auto Correntista.

*O pagamento por débito em conta só é permitido para conta Bradesco e para os seguintes bancos: Itaú, Santander, Banco do Brasil, Bancoob e Credicoamo.
**Bandeiras Elo, Visa, Mastercard e Amex.