Kanban: Agilidade e evolução no desenvolvimento de software 2516

Kanban: Agilidade e evolução no desenvolvimento de software / Foto: Jo Szczepanska / Unsplash Images

Confira artigo de José Roberto Costa, Agile Coach da Art IT

Como mudar, melhorar e agilizar os processos da organização de uma maneira evolutiva, mitigando a resistência das pessoas e os possíveis problemas causados por essas mudanças? Possivelmente o método Kanban tem a resposta.

O método Kanban é um método para definir, gerenciar e melhorar serviços que entregam algum tipo de trabalho seja ele, software ou não. Ele torna visível o trabalho solicitado pelo cliente, a capacidade de entrega da equipe e o fluxo de trabalho necessário para realizar as entregas.

Na década de 1960, a Toyota nomeou seu sistema de produção de Kanban e esse foi um do sistemas que serviram de inspiração por trás do método Kanban que foi desenvolvido por David Anderson entre os anos de 2006 e 2008. Desde então ele passou a ser utilizado no desenvolvimento de softwares.

O Kanban possui seis práticas:

  1. Visualizar: Para que não seja apenas um quadro de fluxo de trabalho, é necessário que ele apresente os pontos de compromisso, entrega, as políticas do processo e os limites de WIP (Work in Progress);
  2. Limitar o WIP (Work in progress): Ao limitar o trabalho em progresso evita-se o trabalho parcialmente realizado e o aumento do tempo de espera da demanda. O foco em terminar a demanda que teve início;
  3. Gerenciar o fluxo: Quando falamos em gerenciar o fluxo tratamos de registrar e evidenciar os possíveis pontos de gargalo no processo, ou seja, os pontos que impedem ou atrasam o avanço das tarefas;
  4. Tornar as políticas explícitas: Ao tornar as políticas explícitas, é possível definir um processo que vai além do fluxo de trabalho. Essas políticas precisam ser simples, bem definidas, visíveis, sempre aplicadas e facilmente modificáveis. Exemplo: limite de WIP, limite de itens urgentes, políticas que definem quando uma tarefa pode ser puxada de uma coluna para outra dentro do fluxo;
  5. Implantar ciclos de feedback: Os ciclos de feedback são extremamente importantes para a mudança evolutiva. São reuniões cíclicas que impulsionam essa mudança evolutiva e a entrega de serviços. Exemplos: replenishment meeting, Kanban, meeting, dentre outras;
  6. Melhorar colaborativamente, evoluir experimentalmente: A ideia do Kanban não é mudar ou trocar todo o processo de uma só vez, mas sim melhorar de forma colaborativa, ou seja, com a colaboração de todos e com evolução experimental.

O Kanban ficou muito popular na área de TI para construção de produtos digitais, mas ele pode ser usado para organizar o fluxo de trabalho de outros segmentos, como Recursos Humanos, Marketing e Compras, por exemplo. Para isso, se faze necessário aplicar as práticas que o método sugere.

Como toda mensuração de produtividade, é necessário saber se está funcionando para que se possa ajustar e ter insights sobre a organização das atividades.

O Kanban possui três métricas básicas:

  1. Lead Time: é o tempo total desde que o item entrou no sistema até o momento que ele foi entregue ao cliente;
  2. Cycle Time: é o tempo total que o item levou para ser entregue a partir do momento que passou a ser trabalhado. O Cycle Time pode ser medido em uma ou mais etapas do fluxo de trabalho;
  3. Throughput: é a quantidade de itens que saem do sistema, ou seja, são entregues ao cliente em um determinado tempo.

O Kanban pode ser aplicado como um processo principal ou como um processo de apoio em conjunto com outros como scrum ou cascata e por isso é chamado por muitos como um “caminho alternativo à agilidade” uma vez que possibilita a melhoria dos processos de forma evolutiva, experimental e contínua.

Os desafios e as oportunidades femininas no mercado de trabalho 698

Adriana Menezes é superintendente de TI da Generali Brasil / Divulgação

Confira artigo de Adriana Menezes, superintendente de TI da Generali Brasil

A grande dificuldade de escrever sobre o desenvolvimento da liderança feminina é fugir dos clichês sem perder a sensibilidade e o respeito por todas as mulheres que buscam um lugar no mercado de trabalho. Assim, pensei: nada melhor do que contar um pouco da minha própria história!

Tudo começou com um processo seletivo para atuar em uma financeira, na mesa de operações. Éramos 50 candidatos e apenas 5 vagas. A seleção seria feita através de provas de matemática e acabei me classificando entre os cinco primeiros. Na sequência, fui chamada para uma entrevista e fiquei bastante animada. Ao longo da conversa, o diretor da companhia disse que fez questão de me conhecer pois eu havia ido muito bem nas avaliações e ele gostaria de me parabenizar por isso.

Mas, uma notícia me pegou completamente de surpresa. A empresa decidiu não me contratar pois, na avaliação dos recrutadores, o ritmo de trabalho era intenso e optar por uma mulher possivelmente traria problemas futuros com relação a filhos, por exemplo. Eu não soube o que dizer, apenas pensava: como assim? Eu tenho 18 anos, não penso em ter filhos agora.

Hoje, olhando para toda a minha trajetória profissional, acho que foi melhor ter passado por essa experiência logo no início. Isso me fez avaliar que empresas que possuem esse tipo de conduta não merecem ter mulheres fazendo parte de suas equipes. Embora chateada, não desanimei, pelo contrário, percebi que teria que estudar muito para ter uma carreira de sucesso.

Posso dizer que passei por muitas oportunidades, aproveitei todas elas, algumas vezes tendo que abrir mão de estabilidade ou remuneração, até mesmo de prestígio, por acreditar que sair da zona de conforto e arriscar seguir por um novo caminho valeria a pena. Acredito que o desenvolvimento da profissão vem junto com o amadurecimento e com a evolução da vida pessoal. Como equilibrar tudo? Não existe tutorial. Mas, de uma coisa tenho certeza, precisamos contar com pessoas que nos incentivam e não nos deixam esquecer que nem sempre acertamos. Nos lembram de sermos humildes nos momentos de sucesso e serenos em outros mais difíceis.

No início da minha jornada, foi fundamental o suporte da família e, mais tarde, o incentivo do meu marido. Também tive dois gestores que marcaram minha evolução profissional e acreditaram em mim, me desafiaram e me fizeram decolar. Vejo que bons mentores são muito importantes nesse processo.

Durante grande parte da minha carreira, passei por empresas de consultoria em Tecnologia da Informação, o que significou viajar com frequência, navegar em diversos segmentos de negócio, discutir assuntos variados como gestão, administração, inovação, entre outros. Isso também trouxe o desafio de gerir equipes multidisciplinares, muitas vezes em diferentes lugares.

Falando nisso, equipes são fundamentais visto que não produzimos nada sozinhos, precisamos de complemento, escutar ideias, repensar, quebrar paradigmas, encorajar e estimular. Esse pensamento construiu o alicerce da minha formação como líder, o que me permitiu evoluir e ter a possibilidade de integrar times de sucesso.

Nós, mulheres, temos um dinamismo e uma agilidade de lidar com diversos assuntos, ao mesmo tempo adicionando uma certa dose de objetividade e olhar mais humano. Isso nos permite propor uma liderança diferenciada, muitas vezes dura, porém também calorosa. Coisa de mãe, sabe?

Cada vez mais as empresas consideram a diversidade como fator-chave para desenvolvimento, inovação e sucesso de estratégias de negócio. As oportunidades estão disponíveis, nós estamos preparadas, vamos aproveitá-las!

Por fim, digo: tenha um propósito, goste do que faz, saiba aonde quer chegar e mantenha sempre o brilho nos olhos, pois isso contagia a todos em volta. Inspire e se deixe inspirar.

Boris Ber: Olhar atento aos novos desafios que vêm por aí 938

Boris Ber é presidente do Sindicato dos Corretores de Seguros de São Paulo (Sincor-SP) / Divulgação

Presidente do Sincor-SP aborda de que modo oportunidades com novos produtos e ferramentas exigem participação dos corretores de seguros

Iniciamos o ano cheio de esperanças de tempos melhores, com o avanço da vacinação para controle da pandemia e novidades que devem evoluir o setor de seguros. A evolução virá, mas, como toda mudança, é preciso acompanhar para não perder espaço.

Os corretores de seguros agora têm a chance de uma interlocução mais próxima com a Superintendência de Seguros Privados (Susep) para participação ativa nos rumos da profissão, com um líder da categoria à frente da autarquia. Mesmo cientes de que o órgão regulador atua em prol de todo o setor, é reconfortante saber que há conhecimento técnico sobre o funcionamento de um modelo que vem dando certo.

O mercado de seguros brasileiro seguiu crescendo mesmo na pandemia tendo a população apoiada pelo modelo de distribuição e consultoria dos corretores de seguros. Nosso país, de dimensões continentais, conta com corretores em todos os seus municípios, e quem levou até agora o seguro em todos esses locais foi o corretor de seguros, profissional preparado para conversar com o cliente sobre qualquer risco.

Algumas inovações nos foram colocadas no último ano sem a importante participação daqueles profissionais que atuam na ponta com o cliente contribuindo diretamente para o crescimento do setor. O open insurance é um grande exemplo, foi aplicado como cópia do modelo do open banking sem adaptação ao nosso setor ou à realidade do Brasil.

O modelo é cópia, mas os setores são bastante distintos. Enquanto no bancário trata-se de uma relação direta entre banco e correntista, em seguros há a figura técnica do corretor entre a seguradora e o segurado, atuando como consultor pela necessidade de conhecimento para análise de riscos e coberturas de acordo com cada caso.

Pela definição, “o open insurance aplica as práticas de inovação aberta, por meio do fornecimento de serviços e dados a parceiros, comunidades e startups, a fim de criar novos serviços, aplicativos e modelos de negócios inovadores”. No entanto, com o corretor de seguros, nosso mercado já é “open”. Sendo um profissional de confiança do segurado, o corretor já faz o trabalho de levantar e cruzar suas informações para encontrar as melhores condições, taxas, franquias etc. Como transferir esta confiança para uma simples transação de cotação, sem qualquer análise ou esclarecimento ao segurado? Isso não pode ser perdido ou simplesmente estigmatizado como algo mecânico, em que se envia as condições e recebe de volta uma proposta. Não somos contra a evolução, mas em um setor sensível e fundamental para a sociedade na preservação de empregos, continuidade da vida, não se pode desumanizar o atendimento.

As próprias Sociedades Iniciadoras de Serviço de Seguro (SISS), criadas no âmbito do Sistema de Seguros Aberto / Open Insurance, foram colocadas no mercado ainda sem a definição sobre a participação dos corretores de seguros. As Sociedades Iniciadoras, como participantes de forma obrigatória no Open Insurance, devem ser credenciadas pela Susep e constituídas sob a forma de sociedade anônima. Com isso cria-se um novo ente e alguém terá que pagar esta conta, porque precisará de profissionais altamente gabaritados para fazer esse trabalho que já vem sendo realizado pelo corretor de seguros. Ou seja, mais uma vez digo que o open insurance já existe, que é o trabalho feito pelo profissional corretor de seguros, com todo o seu conhecimento técnico e do cliente.

Outra novidade, que entra em vigor em março, é a Circular 621, que acaba com os seguros padronizados e o processo de aprovação da autarquia para cada produto criado, dando liberdade às seguradoras para oferecer seguros personalizados de acordo com as necessidades dos clientes. A Circular 621 pode ser benéfica ao proporcionar modernização e simplificação na contratação de seguros, mas traz desafios na medida em que os consumidores vão precisar de uma venda ainda mais consultiva por parte dos corretores, pela gama de possibilidades de combos e coberturas que podem ser agregados em uma única apólice.

O compartilhamento dos dados tende a ampliar a concorrência tanto para corretores quanto para seguradoras, com a entrada de novos players interessados na versatilidade dos produtos. Os corretores de seguros precisam ser mais proativos em sua profissão, para manter e ampliar o protagonismo no setor. Precisam encarar os problemas, olhar de perto o que está acontecendo em seu espaço.

Nessa oportunidade de uma interlocução mais próxima com a Susep, é fundamental que os corretores estejam mais atuantes em sua entidade representativa – o Sindicato dos Corretores de Seguros de São Paulo (Sincor-SP), no caso de São Paulo – para nos fortalecermos e defendermos a verdade posição dos profissionais responsáveis pela distribuição de seguros no Brasil. Como exemplo, o Sincor-SP realiza no fim de janeiro um debate com o superintendente da Susep, quando iremos discutir todos estes pontos. Com união e o olhar atento de nossa categoria, os novos tempos serão de boas oportunidades.

2022 deve trazer mais rigor na retomada do crescimento, estima presidente da FenaCap 690

Marcelo Farinha é presidente da FenaCap / Divulgação

Confira artigo de Marcelo Farinha, presidente da Federação Nacional de Capitalização (FenaCap)

A Capitalização ingressa em 2022 completando uma trajetória de 93 anos de atuação ininterruptas no mercado, em que a resiliência tem sido a sua marca. Nesta longa jornada, o setor enfrentou os mais diferentes desafios. Aliás, a atividade chegou ao Brasil no período dramático de crise mundial provocada pela quebra da Bolsa de Valores de Nova York – que afetou os rumos dos negócios com café e abriu caminho para o algodão, por exemplo. Portanto, é um segmento que tem convivido com mudanças de hábitos, no estilo de vida e na atividade econômica ao longo do tempo.

E estamos passando por mais um grande desafio: a pandemia da Covid-19. O setor, como todo o processo produtivo, também teve impactos negativos, mas acelerou os processos de inovação realizando pesados investimentos para garantir o atendimento on-line. Nesse processo de migração para o digital, foi fundamental o engajamento das equipes das empresas para a implementação de uma contínua mudança de processos capazes, por sua vez, de oferecer transparência e segurança nas operações.

Tudo isso constituiu um grande aprendizado e os resultados foram importantes para termos a confiança de que o setor encerra o ano de 2021 mais forte, mais estruturado e pronto para retomar o vigor dos anos anteriores. As equipes envolvidas nessa rápida transformação tecnológica também saem mais fortalecidas e aptas ao atendimento das novas demandas, entre as quais figuram, além das pessoas, os pequenos e microempresários que acabaram por ser os mais afetados justamente pela ausência, muitas vezes, de um planejamento financeiro e reserva de valor para períodos de crise.

A confiança da Capitalização com o futuro é sinalizada desde já pelo resultado positivo: R$ 20 bilhões de arrecadação entre janeiro e outubro de 2021, crescimento na casa dos 6%, e um crescente volume de reservas que ultrapassa os R$ 33 bilhões. É claro que ainda existe um longo caminho a ser trilhado. A crise provocada pela pandemia reforçou a importância da Capitalização como instrumento de reserva de valor, disciplina financeira e mecanismo de garantia, seja para os momentos de emergência, ações sociais e comerciais, ou para transformar sonhos em realidade.

É importante ressaltar que um dos diferenciais competitivos da Capitalização é a sua diversidade e a sua capacidade de se reinventar. Com os avanços regulatórios, o setor deixou de ter praticamente uma única opção de produto para se transformar em um segmento capaz de criar outros modelos de negócios, com atuação de produtos em garantia de aluguel, filantropia, ações de marketing voltadas à retenção de clientes, só para citar alguns exemplos.

É uma atividade com grande capacidade de se acoplar a outros produtos e mercados. Ao longo dos anos, a Capitalização se desenvolveu a partir das necessidades dos públicos de interesse e passou a oferecer soluções simples que, combinadas com sorteios, são capazes de atender de maneira diferenciada a novas e crescentes demandas da sociedade.

Essa característica abriu uma nova perspectiva de mercado, inclusive para corretores de seguros. Somos capazes de atender às demandas de praticamente todos os segmentos de negócios. Com produtos voltados para pessoa física ou jurídica e com valores acessíveis, para qualquer tamanho de bolso, extremamente inclusivo e de simples contratação, a Capitalização demonstra toda a sua versatilidade e aderência às necessidades dos consumidores.

O marco regulatório trouxe ainda novas possibilidades de negócios. A modalidade de Incentivo, que aproxima empresas de seus clientes, ou ainda a modalidade Instrumento de Garantia, que se vale os títulos para a viabilização de muitos contratos, devem dar impulso para uma retomada sustentável do segmento.

A modalidade Filantropia Premiável têm apresentado desempenho altamente promissor. Os acordos com organizações sociais emprestam ao mercado grande credibilidade que é devolvida a esses projetos na forma de investimentos significativos. De janeiro a outubro de 2021, os produtos contribuíram com um aporte mais de R$ 1 bilhão às entidades que realizam ações voltadas ao trabalho social. Foi o setor que mais direcionou recursos à filantropia ao longo do ano passado.

Por fim, os próximos anos serão de valorização da experiência do cliente, ou seja, pensar essa jornada é mais importante do que a simples venda dos produtos. Aprimorar os mecanismos de relacionamento com o consumidor e oferecer soluções mais ágeis e completas serão determinantes para a sustentabilidade do mercado de Capitalização. Transformar os clientes em fãs é o desafio da Capitalização no Brasil. Que venham os próximos anos!

A importância da segurança do paciente em ambiente hospitalar 406

A importância da segurança do paciente em ambiente hospitalar / Foto: Adhy Savala / Unsplash Images

Confira artigo de Gisele Panegassi, Gerente de Marketing da Advanced Sterilization Products Brasil

A pandemia reacendeu uma preocupação muito comum em ambientes hospitalares: o risco de infecção hospitalar relacionada à assistência à saúde (IRAS). Com um alto número de pessoas internadas em unidades de saúde, seja em ambulatórios ou em unidades intensivas, o perigo de contaminação cresce gradativamente.

Segundo um relatório da Organização Mundial da Saúde, em países de baixa e média renda, estima-se que o número de infecções hospitalares é de 10%, que alteram entre risco, alto, médio e baixo. No Brasil, a taxa de infecção hospitalar chega a 14%. é importante ressaltar que o conceito de infecção hospitalar inclui todos os processos infecciosos, que não foram identificados na admissão do paciente na entrada ao hospital e que se manifesta durante a sua permanência.

Em geral, essas infecções são agrupadas como entéricas, respiratórias, cutâneas e gerais e o aparecimento da infecção é determinado pela interação entre agentes mórbidos com o meio ambiente e o homem. Após essa breve explicação, é possível entender o quanto as infecções hospitalares se mostram um problema desafiador nas unidades de saúde, principalmente, por existir um aumento significativo na taxa de mortalidade. Elas trazem dificuldade e riscos à saúde, tanto dos pacientes, quantos dos profissionais.

É devido a isso que foram desenvolvidos vários investimentos em práticas funcionais que aprimoram o controle e redução de casos. Assim, como forma de prevenção, existem práticas extremamente rotineiras que precisam ser cumpridas e auxiliam nos cuidados para evitar as infecções hospitalares, como lavar as mãos, realizar precaução de contato, utilizar as roupas certas, manter os protocolos de limpeza local e esterilizar materiais hospitalares, sendo este último muito importante, pois é a porta de entrada para iniciar todo o processo de infecção hospitalar relacionado a assistência à saúde, tendo em vista que há contato tanto interno, quanto externo, em pacientes e profissionais da saúde.

No mercado existem diversos tipos de tecnologias que automatizam os processos de desinfecção e esterilização, e é por isso que vale ressaltar a busca por tecnologias que levem segurança para pacientes e equipes médicas., assegurando a rastreabilidade do processo e do dispositivo médico.

Neste sentido, é imprescindível a utilização de um ecossistema único no qual os equipamentos estejam conectados para que seja possível assegurar a rastreabilidade durante todo o ciclo a partir de uma tecnologia que permite a captura e transferência de informações para a nuvem, tornando-as seguras e acessíveis em toda a cadeia produtiva.

Desta forma, concluímos ser necessário cuidados minuciosos, tanto pessoais, como no uso de tecnologia para evitar a disseminação das infecções hospitalares nas redes unidades de saúde. Além de atrasar a recuperação do paciente, há um aumento no custo com as internações e até mesmo levar a complicações mais graves. Por isso, toda ação realizada para evitar as infecções hospitalares precisa ser considerada para preservar a saúde dos pacientes e, principalmente, dos profissionais que atuam nos hospitais.

Cibersegurança pode ser o game over das organizações 730

Cibersegurança pode ser o game over das organizações / Foto: Adi Goldstein / Unsplash Images

Confira artigo de Flávia Duarte, Lucimara Tejeda e Thiago Labliuk, executivos da Bravo GRC

É reconhecida a transformação pela qual o mundo vem passando, e muito enfatizada por conta dos efeitos que a pandemia da Covid-19 impôs nestes últimos dois anos. Hoje, a forma de consumir e ofertar serviços passa pelo celular ou qualquer outro dispositivo conectado à internet e seu processamento, ou parte dele, é realizado em alguma nuvem. A hiperdigitalização que todo negócio se viu obrigado a adotar contou com a democratização das opções de tecnologia e serviços, gerando um grande ecossistema de conexões e organizações que assumem, de forma terceirizada, partes sensíveis da cadeia de valor de diversas empresas.

A democratização da tecnologia normalizou a capacidade de as empresas entregarem uma experiência ao cliente mais aderente à expectativa de quem consome. São adaptações de um mundo massificado, veloz e de grandes riscos. Um contexto extremamente atraente para gerar valor, entretanto, a maturidade e forma de pensar de quem passou por essa transformação não acompanhou a mesma velocidade para entender que alguns riscos, antes periféricos ao negócio, passaram a fazer parte estrutural da proposta de valor. Estamos falando dos riscos de cibersegurança, que envolvem de forma geral a privacidade dos dados e, por consequência, a sua continuidade de negócios.

Entre 70% a 90% dos executivos reconhecem a importância em considerar aspectos de segurança de dados nas agendas internas da companhia. Por outro lado, de acordo com o estudo “How Covid-19 is impacting future investment in security and privacy”, elaborado pela EY, foi observado um aumento de mais de 300% dos casos de ataques em 2021, frente ao que tivemos em 2020, e a perspectiva é de crescimento constante. Na sua grande maioria, os alvos não são escolhidos a dedo, mas sim de forma massificada por robôs que operam a todo momento na internet, tentando encontrar os menos preparados.

Por mais que os discursos dos executivos sejam pragmáticos e apresentem até mesmo um tom padronizado sobre a importância da cibersegurança, ainda é evidente a falta de conhecimento sobre a real exposição aos riscos cibernéticos, principalmente quando os investimentos sobre a prevenção ainda são marginalizados frente a uma oferta de soluções que hoje estão em máxima, seja por necessidade ou valor.

A democratização da tecnologia traz consigo a vulnerabilidade que um olhar exclusivo para o business pode propiciar. O olhar apenas para o produto final e para a experiência do cliente, sem o planejamento em segurança adequado, seja por empresas tradicionais que nunca se preocuparam tanto com a vulnerabilidade que o digital traz, seja novas empresas que estão focadas em fornecer diferentes experiências, pode trazer consequências significativas para a reputação de organizações. Qualquer modelo de negócio e cadeia de valor que esteja caminhando para um mundo digital, tanto em organizações tradicionais ou startups, precisa entender que a segurança da informação e privacidade de dados fazem agora parte da cadeia. Os fornecedores de tecnologia, por sua vez, precisam demonstrar ao cliente final que a cibersegurança deve ser contemplada como o próprio business.

Toda semana temos exemplos de empresas que estão sofrendo com problemas cibernéticos, principalmente com a onda de Ransomware (Sequestro de Dados) que vem acontecendo com maior intensidade nos últimos dois anos. Fato interessante e preocupante é que os ataques não são exclusividade das empresas pequenas, mas também em empresas de grande tradição, ou até mesmo órgãos governamentais, o que demonstra o enorme gap entre quem ataca e quem defende.

Simulações de estresse, com uma adequada governança para apresentação de resultados, follow-up de ações e projeção de investimentos certamente podem evitar que o business sofra com as vulnerabilidades deste novo contexto digital, que não dorme. Podemos encontrar diversos indicadores, cases e análises de tendências sobre como o futuro está se desenhando para o mundo social e dos negócios, tudo misturado em ambientes de metaverso. Estar presente neste futuro consiste em ser seguro, caso contrário, será game over para o seu negócio.