A importância da segurança do paciente em ambiente hospitalar 406

A importância da segurança do paciente em ambiente hospitalar / Foto: Adhy Savala / Unsplash Images

Confira artigo de Gisele Panegassi, Gerente de Marketing da Advanced Sterilization Products Brasil

A pandemia reacendeu uma preocupação muito comum em ambientes hospitalares: o risco de infecção hospitalar relacionada à assistência à saúde (IRAS). Com um alto número de pessoas internadas em unidades de saúde, seja em ambulatórios ou em unidades intensivas, o perigo de contaminação cresce gradativamente.

Segundo um relatório da Organização Mundial da Saúde, em países de baixa e média renda, estima-se que o número de infecções hospitalares é de 10%, que alteram entre risco, alto, médio e baixo. No Brasil, a taxa de infecção hospitalar chega a 14%. é importante ressaltar que o conceito de infecção hospitalar inclui todos os processos infecciosos, que não foram identificados na admissão do paciente na entrada ao hospital e que se manifesta durante a sua permanência.

Em geral, essas infecções são agrupadas como entéricas, respiratórias, cutâneas e gerais e o aparecimento da infecção é determinado pela interação entre agentes mórbidos com o meio ambiente e o homem. Após essa breve explicação, é possível entender o quanto as infecções hospitalares se mostram um problema desafiador nas unidades de saúde, principalmente, por existir um aumento significativo na taxa de mortalidade. Elas trazem dificuldade e riscos à saúde, tanto dos pacientes, quantos dos profissionais.

É devido a isso que foram desenvolvidos vários investimentos em práticas funcionais que aprimoram o controle e redução de casos. Assim, como forma de prevenção, existem práticas extremamente rotineiras que precisam ser cumpridas e auxiliam nos cuidados para evitar as infecções hospitalares, como lavar as mãos, realizar precaução de contato, utilizar as roupas certas, manter os protocolos de limpeza local e esterilizar materiais hospitalares, sendo este último muito importante, pois é a porta de entrada para iniciar todo o processo de infecção hospitalar relacionado a assistência à saúde, tendo em vista que há contato tanto interno, quanto externo, em pacientes e profissionais da saúde.

No mercado existem diversos tipos de tecnologias que automatizam os processos de desinfecção e esterilização, e é por isso que vale ressaltar a busca por tecnologias que levem segurança para pacientes e equipes médicas., assegurando a rastreabilidade do processo e do dispositivo médico.

Neste sentido, é imprescindível a utilização de um ecossistema único no qual os equipamentos estejam conectados para que seja possível assegurar a rastreabilidade durante todo o ciclo a partir de uma tecnologia que permite a captura e transferência de informações para a nuvem, tornando-as seguras e acessíveis em toda a cadeia produtiva.

Desta forma, concluímos ser necessário cuidados minuciosos, tanto pessoais, como no uso de tecnologia para evitar a disseminação das infecções hospitalares nas redes unidades de saúde. Além de atrasar a recuperação do paciente, há um aumento no custo com as internações e até mesmo levar a complicações mais graves. Por isso, toda ação realizada para evitar as infecções hospitalares precisa ser considerada para preservar a saúde dos pacientes e, principalmente, dos profissionais que atuam nos hospitais.

Os desafios e as oportunidades femininas no mercado de trabalho 697

Adriana Menezes é superintendente de TI da Generali Brasil / Divulgação

Confira artigo de Adriana Menezes, superintendente de TI da Generali Brasil

A grande dificuldade de escrever sobre o desenvolvimento da liderança feminina é fugir dos clichês sem perder a sensibilidade e o respeito por todas as mulheres que buscam um lugar no mercado de trabalho. Assim, pensei: nada melhor do que contar um pouco da minha própria história!

Tudo começou com um processo seletivo para atuar em uma financeira, na mesa de operações. Éramos 50 candidatos e apenas 5 vagas. A seleção seria feita através de provas de matemática e acabei me classificando entre os cinco primeiros. Na sequência, fui chamada para uma entrevista e fiquei bastante animada. Ao longo da conversa, o diretor da companhia disse que fez questão de me conhecer pois eu havia ido muito bem nas avaliações e ele gostaria de me parabenizar por isso.

Mas, uma notícia me pegou completamente de surpresa. A empresa decidiu não me contratar pois, na avaliação dos recrutadores, o ritmo de trabalho era intenso e optar por uma mulher possivelmente traria problemas futuros com relação a filhos, por exemplo. Eu não soube o que dizer, apenas pensava: como assim? Eu tenho 18 anos, não penso em ter filhos agora.

Hoje, olhando para toda a minha trajetória profissional, acho que foi melhor ter passado por essa experiência logo no início. Isso me fez avaliar que empresas que possuem esse tipo de conduta não merecem ter mulheres fazendo parte de suas equipes. Embora chateada, não desanimei, pelo contrário, percebi que teria que estudar muito para ter uma carreira de sucesso.

Posso dizer que passei por muitas oportunidades, aproveitei todas elas, algumas vezes tendo que abrir mão de estabilidade ou remuneração, até mesmo de prestígio, por acreditar que sair da zona de conforto e arriscar seguir por um novo caminho valeria a pena. Acredito que o desenvolvimento da profissão vem junto com o amadurecimento e com a evolução da vida pessoal. Como equilibrar tudo? Não existe tutorial. Mas, de uma coisa tenho certeza, precisamos contar com pessoas que nos incentivam e não nos deixam esquecer que nem sempre acertamos. Nos lembram de sermos humildes nos momentos de sucesso e serenos em outros mais difíceis.

No início da minha jornada, foi fundamental o suporte da família e, mais tarde, o incentivo do meu marido. Também tive dois gestores que marcaram minha evolução profissional e acreditaram em mim, me desafiaram e me fizeram decolar. Vejo que bons mentores são muito importantes nesse processo.

Durante grande parte da minha carreira, passei por empresas de consultoria em Tecnologia da Informação, o que significou viajar com frequência, navegar em diversos segmentos de negócio, discutir assuntos variados como gestão, administração, inovação, entre outros. Isso também trouxe o desafio de gerir equipes multidisciplinares, muitas vezes em diferentes lugares.

Falando nisso, equipes são fundamentais visto que não produzimos nada sozinhos, precisamos de complemento, escutar ideias, repensar, quebrar paradigmas, encorajar e estimular. Esse pensamento construiu o alicerce da minha formação como líder, o que me permitiu evoluir e ter a possibilidade de integrar times de sucesso.

Nós, mulheres, temos um dinamismo e uma agilidade de lidar com diversos assuntos, ao mesmo tempo adicionando uma certa dose de objetividade e olhar mais humano. Isso nos permite propor uma liderança diferenciada, muitas vezes dura, porém também calorosa. Coisa de mãe, sabe?

Cada vez mais as empresas consideram a diversidade como fator-chave para desenvolvimento, inovação e sucesso de estratégias de negócio. As oportunidades estão disponíveis, nós estamos preparadas, vamos aproveitá-las!

Por fim, digo: tenha um propósito, goste do que faz, saiba aonde quer chegar e mantenha sempre o brilho nos olhos, pois isso contagia a todos em volta. Inspire e se deixe inspirar.

Crescimento de condomínios logísticos reforça preocupação de segurança contra incêndio 738

Crescimento de condomínios logísticos reforça preocupação de segurança contra incêndio / Foto: iStock

Número de galpões cresce em 2021 e fecha ano com três milhões de metros quadrados

O Brasil fechou 2021 com cerca de três milhões de metros quadrados em novos condomínios logísticos. De acordo com uma reportagem divulgada pelo jornal O Globo, em 2021, esse foi um recorde absoluto para um segmento impulsionado pela febre do e-commerce. O volume equivale a 300 campos de futebol e foi calculado pela consultoria SiiLA. Contudo, uma questão paira no ar sobre esse assunto: será que todos esses galpões têm proteção contra incêndio?

Segundo o jornal carioca, o novo estoque de galpões de alto padrão é praticamente o dobro do recorde anterior, registrado em 2016, e deve movimentar R$ 720 milhões por ano em receitas de aluguel. Com valores tão elevados, a segurança das pessoas e o patrimônio que ali estarão devem ser colocadas em primeiro lugar. Para isso, vejamos a importância da instalação de sprinklers nesses locais.

Ao relembrarmos incêndios em galpões, nos últimos anos, temos a Cinemateca de São Paulo, o galpão em Barueri que matou cinco pessoas, o galpão em Belo Horizonte que pegou fogo por mais de 12 horas, entre outros casos. Cada situação tem a sua particularidade, mas, é notório que o uso de sistemas contra incêndio em estocagens além de salvaguardar as pessoas também protege os patrimônios, as empresas com seus respectivos empregos e o meio ambiente.

O tema já causava um incômodo devido à falta de uma norma técnica em língua portuguesa para os especialistas da área. Isso resultou na publicação da norma da ABNT NBR 16981, de agosto de 2021, que trata da Proteção contra incêndio em áreas de armazenamento em geral, por meio de sistemas de chuveiros automáticos.

“A criação da norma ABNT NBR 16981 é fundamental para que as empresas tenham a opção de proteger suas edificações por um sistema automático e altamente eficiente de proteção contra incêndios para as áreas de estocagem, locais extremamente sensíveis em qualquer matriz de risco”, afirma João Carlos Wollentarski Jr., que, recentemente, ocupou o cargo de vice-presidente da Associação Brasileira de Sprinklers. “É claro que além da nova normativa, as áreas responsáveis das companhias devem ter um plano completo de contingência para prevenção de incêndios, que vise não apenas o combate efetivo do incêndio e sua propagação, mas também toda a continuidade do negócio e a segurança das pessoas e do meio ambiente”, complementa.

Esta Norma especifica os requisitos para o projeto de sistemas de proteção contra incêndio por meio de chuveiros automáticos para áreas de armazenamento, incluindo as características de suprimento de água e seleção de sprinklers. Participaram bombeiros de diversos estados e especialistas no setor para a criação desta norma.

Cada tipo de produto sólido em geral é classificado dentro de um padrão que leva em conta não só a carga de incêndio da mercadoria em si como também sua embalagem e elemento de suporte (palete de madeira ou plástico).

O que são os sprinklers?

O sistema de sprinkler (chuveiros automáticos) é um conjunto de dispositivos termicamente acionados que dispersão água em um determinado local com características hidráulicas definidas. Os mesmos são ligados a um sistema de bombeamento de água, que em caso de incêndio são ativados para combater as chamas. São ativados individualmente e automaticamente quando acontece um aumento da temperatura do ambiente. Vale ressaltar que a ação desse dispositivo é independente da ação humana, assim, não é necessário ter um acionamento manual, aumentando muito a agilidade em que se começa o combate às chamas.

Vale ressaltar que o uso desse sistema é capaz de suprimir, controlar ou apagar o fogo até a chegada do serviço de emergência, possibilitando maior tempo para a fuga.

Clube Agro e MAPFRE promovem debate sobre a importância do Seguro Rural 462

Clube Agro e MAPFRE promovem debate sobre a importância do Seguro Rural / Foto: Elaine Casap / Unsplash Images

Evento virtual acontece na quinta (20), às 15h, e contará com a participação de profissionais dos ministérios da Economia e Agricultura

Instrumento fundamental da política agrícola brasileira, o Seguro Rural será o tema central da transmissão virtual “Soluções Agro: a importância e as oportunidades do seguro para o setor”. O evento, promovido pelo Clube Agro e pela MAPFRE, acontece nesta quinta (20), às 15h, e contará com as participações especiais do Subsecretário de Política Agrícola e Negócios Agroambientais do Ministério da Economia, Rogerio Boueri Miranda; e do diretor do departamento de Gestão de Riscos do Ministério da Agricultura, Pedro Augusto Loyola Jr..

Boueri vai falar sobre a importância do Seguro Agrícola, enquanto Loyola abordará a evolução do programa de subvenção e expectativas para 2022. Completam os participantes a Superintendente Técnica de Seguros Agrícolas da MAPFRE, Catia Rucco Rivelles; a idealizadora do Clube Agro, Simone Rodrigues; e o diretor Comercial do Clube Agro, Eric Chinen.

Segundo Eric Chinen, esse é um evento obrigatório para os empreendedores rurais, pois trará esclarecimentos sobre um tema de importância fundamental. “Com o seguro rural o produtor se protege contra perdas decorrentes de fenômenos climáticos. É absolutamente indispensável que o empreendedor rural tenha acesso a essa cobertura. O Clube Agro ajudará a fazer com que cada vez mais produtores contem com essa facilidade”, argumenta.

Já para a Superintendente Técnica de Seguros Agrícolas da MAPFRE, Catia Rucco Rivelles, contar com o Seguro Rural é essencial para toda a cadeia produtiva do ambiente rural. “Levamos segurança não somente ao produtor, mas também à sua família, a seus financiadores, investidores, parceiros de negócios e à produção rural como um todo. A contratação do Seguro Rural se tornou obrigatória para o produtor que deseja ter linha de crédito com instituições financeiras e a MAPFRE tem as melhores soluções”, garante Catia.

Durante a Live, o público que estiver acompanhando o evento poderá fazer perguntas e esclarecer dúvidas diretamente com os participantes.

Serviço

“Soluções Agro: a importância e as oportunidades do seguro para o setor”
Data: Dia 20 de janeiro (quinta-feira) às 15h
Participantes: Executivos das empresas Clube Agro e MAPFRE, além do Subsecretário de Política Agrícola e Negócios Agroambientais do Ministério da Economia, Rogerio Boueri Miranda; e do diretor do departamento de Gestão de Riscos do Ministério da Agricultura, Pedro Augusto Loyola Jr.

Boris Ber: Olhar atento aos novos desafios que vêm por aí 936

Boris Ber é presidente do Sindicato dos Corretores de Seguros de São Paulo (Sincor-SP) / Divulgação

Presidente do Sincor-SP aborda de que modo oportunidades com novos produtos e ferramentas exigem participação dos corretores de seguros

Iniciamos o ano cheio de esperanças de tempos melhores, com o avanço da vacinação para controle da pandemia e novidades que devem evoluir o setor de seguros. A evolução virá, mas, como toda mudança, é preciso acompanhar para não perder espaço.

Os corretores de seguros agora têm a chance de uma interlocução mais próxima com a Superintendência de Seguros Privados (Susep) para participação ativa nos rumos da profissão, com um líder da categoria à frente da autarquia. Mesmo cientes de que o órgão regulador atua em prol de todo o setor, é reconfortante saber que há conhecimento técnico sobre o funcionamento de um modelo que vem dando certo.

O mercado de seguros brasileiro seguiu crescendo mesmo na pandemia tendo a população apoiada pelo modelo de distribuição e consultoria dos corretores de seguros. Nosso país, de dimensões continentais, conta com corretores em todos os seus municípios, e quem levou até agora o seguro em todos esses locais foi o corretor de seguros, profissional preparado para conversar com o cliente sobre qualquer risco.

Algumas inovações nos foram colocadas no último ano sem a importante participação daqueles profissionais que atuam na ponta com o cliente contribuindo diretamente para o crescimento do setor. O open insurance é um grande exemplo, foi aplicado como cópia do modelo do open banking sem adaptação ao nosso setor ou à realidade do Brasil.

O modelo é cópia, mas os setores são bastante distintos. Enquanto no bancário trata-se de uma relação direta entre banco e correntista, em seguros há a figura técnica do corretor entre a seguradora e o segurado, atuando como consultor pela necessidade de conhecimento para análise de riscos e coberturas de acordo com cada caso.

Pela definição, “o open insurance aplica as práticas de inovação aberta, por meio do fornecimento de serviços e dados a parceiros, comunidades e startups, a fim de criar novos serviços, aplicativos e modelos de negócios inovadores”. No entanto, com o corretor de seguros, nosso mercado já é “open”. Sendo um profissional de confiança do segurado, o corretor já faz o trabalho de levantar e cruzar suas informações para encontrar as melhores condições, taxas, franquias etc. Como transferir esta confiança para uma simples transação de cotação, sem qualquer análise ou esclarecimento ao segurado? Isso não pode ser perdido ou simplesmente estigmatizado como algo mecânico, em que se envia as condições e recebe de volta uma proposta. Não somos contra a evolução, mas em um setor sensível e fundamental para a sociedade na preservação de empregos, continuidade da vida, não se pode desumanizar o atendimento.

As próprias Sociedades Iniciadoras de Serviço de Seguro (SISS), criadas no âmbito do Sistema de Seguros Aberto / Open Insurance, foram colocadas no mercado ainda sem a definição sobre a participação dos corretores de seguros. As Sociedades Iniciadoras, como participantes de forma obrigatória no Open Insurance, devem ser credenciadas pela Susep e constituídas sob a forma de sociedade anônima. Com isso cria-se um novo ente e alguém terá que pagar esta conta, porque precisará de profissionais altamente gabaritados para fazer esse trabalho que já vem sendo realizado pelo corretor de seguros. Ou seja, mais uma vez digo que o open insurance já existe, que é o trabalho feito pelo profissional corretor de seguros, com todo o seu conhecimento técnico e do cliente.

Outra novidade, que entra em vigor em março, é a Circular 621, que acaba com os seguros padronizados e o processo de aprovação da autarquia para cada produto criado, dando liberdade às seguradoras para oferecer seguros personalizados de acordo com as necessidades dos clientes. A Circular 621 pode ser benéfica ao proporcionar modernização e simplificação na contratação de seguros, mas traz desafios na medida em que os consumidores vão precisar de uma venda ainda mais consultiva por parte dos corretores, pela gama de possibilidades de combos e coberturas que podem ser agregados em uma única apólice.

O compartilhamento dos dados tende a ampliar a concorrência tanto para corretores quanto para seguradoras, com a entrada de novos players interessados na versatilidade dos produtos. Os corretores de seguros precisam ser mais proativos em sua profissão, para manter e ampliar o protagonismo no setor. Precisam encarar os problemas, olhar de perto o que está acontecendo em seu espaço.

Nessa oportunidade de uma interlocução mais próxima com a Susep, é fundamental que os corretores estejam mais atuantes em sua entidade representativa – o Sindicato dos Corretores de Seguros de São Paulo (Sincor-SP), no caso de São Paulo – para nos fortalecermos e defendermos a verdade posição dos profissionais responsáveis pela distribuição de seguros no Brasil. Como exemplo, o Sincor-SP realiza no fim de janeiro um debate com o superintendente da Susep, quando iremos discutir todos estes pontos. Com união e o olhar atento de nossa categoria, os novos tempos serão de boas oportunidades.

2022 deve trazer mais rigor na retomada do crescimento, estima presidente da FenaCap 689

Marcelo Farinha é presidente da FenaCap / Divulgação

Confira artigo de Marcelo Farinha, presidente da Federação Nacional de Capitalização (FenaCap)

A Capitalização ingressa em 2022 completando uma trajetória de 93 anos de atuação ininterruptas no mercado, em que a resiliência tem sido a sua marca. Nesta longa jornada, o setor enfrentou os mais diferentes desafios. Aliás, a atividade chegou ao Brasil no período dramático de crise mundial provocada pela quebra da Bolsa de Valores de Nova York – que afetou os rumos dos negócios com café e abriu caminho para o algodão, por exemplo. Portanto, é um segmento que tem convivido com mudanças de hábitos, no estilo de vida e na atividade econômica ao longo do tempo.

E estamos passando por mais um grande desafio: a pandemia da Covid-19. O setor, como todo o processo produtivo, também teve impactos negativos, mas acelerou os processos de inovação realizando pesados investimentos para garantir o atendimento on-line. Nesse processo de migração para o digital, foi fundamental o engajamento das equipes das empresas para a implementação de uma contínua mudança de processos capazes, por sua vez, de oferecer transparência e segurança nas operações.

Tudo isso constituiu um grande aprendizado e os resultados foram importantes para termos a confiança de que o setor encerra o ano de 2021 mais forte, mais estruturado e pronto para retomar o vigor dos anos anteriores. As equipes envolvidas nessa rápida transformação tecnológica também saem mais fortalecidas e aptas ao atendimento das novas demandas, entre as quais figuram, além das pessoas, os pequenos e microempresários que acabaram por ser os mais afetados justamente pela ausência, muitas vezes, de um planejamento financeiro e reserva de valor para períodos de crise.

A confiança da Capitalização com o futuro é sinalizada desde já pelo resultado positivo: R$ 20 bilhões de arrecadação entre janeiro e outubro de 2021, crescimento na casa dos 6%, e um crescente volume de reservas que ultrapassa os R$ 33 bilhões. É claro que ainda existe um longo caminho a ser trilhado. A crise provocada pela pandemia reforçou a importância da Capitalização como instrumento de reserva de valor, disciplina financeira e mecanismo de garantia, seja para os momentos de emergência, ações sociais e comerciais, ou para transformar sonhos em realidade.

É importante ressaltar que um dos diferenciais competitivos da Capitalização é a sua diversidade e a sua capacidade de se reinventar. Com os avanços regulatórios, o setor deixou de ter praticamente uma única opção de produto para se transformar em um segmento capaz de criar outros modelos de negócios, com atuação de produtos em garantia de aluguel, filantropia, ações de marketing voltadas à retenção de clientes, só para citar alguns exemplos.

É uma atividade com grande capacidade de se acoplar a outros produtos e mercados. Ao longo dos anos, a Capitalização se desenvolveu a partir das necessidades dos públicos de interesse e passou a oferecer soluções simples que, combinadas com sorteios, são capazes de atender de maneira diferenciada a novas e crescentes demandas da sociedade.

Essa característica abriu uma nova perspectiva de mercado, inclusive para corretores de seguros. Somos capazes de atender às demandas de praticamente todos os segmentos de negócios. Com produtos voltados para pessoa física ou jurídica e com valores acessíveis, para qualquer tamanho de bolso, extremamente inclusivo e de simples contratação, a Capitalização demonstra toda a sua versatilidade e aderência às necessidades dos consumidores.

O marco regulatório trouxe ainda novas possibilidades de negócios. A modalidade de Incentivo, que aproxima empresas de seus clientes, ou ainda a modalidade Instrumento de Garantia, que se vale os títulos para a viabilização de muitos contratos, devem dar impulso para uma retomada sustentável do segmento.

A modalidade Filantropia Premiável têm apresentado desempenho altamente promissor. Os acordos com organizações sociais emprestam ao mercado grande credibilidade que é devolvida a esses projetos na forma de investimentos significativos. De janeiro a outubro de 2021, os produtos contribuíram com um aporte mais de R$ 1 bilhão às entidades que realizam ações voltadas ao trabalho social. Foi o setor que mais direcionou recursos à filantropia ao longo do ano passado.

Por fim, os próximos anos serão de valorização da experiência do cliente, ou seja, pensar essa jornada é mais importante do que a simples venda dos produtos. Aprimorar os mecanismos de relacionamento com o consumidor e oferecer soluções mais ágeis e completas serão determinantes para a sustentabilidade do mercado de Capitalização. Transformar os clientes em fãs é o desafio da Capitalização no Brasil. Que venham os próximos anos!