Especialista aborda principais desafios da tecnologia para 2022 no Seguro Sem Mistério 683

Marcelo Ramos, VP Sênior e Gerente Geral da Axway na América Latina, participa do programa na quinta (13), a partir das 17h30min

O programa Seguro Sem Mistério desta quinta-feira (13) recebe o VP Sênior e Gerente Geral da Axway na América Latina, Marcelo Ramos, a partir das 17h30min. Na ocasião, o especialista aborda os principais desafios da tecnologia para 2022, além de questões relevantes como os cuidados e recomendações para operação de informações em nuvem. Ramos ainda explica aos jornalistas do JRS tudo sobre fraudes e erros em um contexto altamente digital.

A atração será apresentada ao vivo pelo Canal do JRS no YouTube e os espectadores podem participar através do chat com perguntas e comentários. O Seguro Sem Mistério também vai ao ar em mais de 40 cidades do Estado do Rio Grande do Sul, através do Canal Bah!TV – Canal 520 da ClaroTV (NET Sul). Consulte a programação.

Sobre o convidado

Marcelo Ramos é Vice-Presidente Sênior e Gerente Geral da Axway para América Latina. O executivo ingressou na empresa em 2014 e conta com mais de 30 anos de experiência em liderança de organizações e operações na área de TI. O profissional já passou por empresas como IBM, Sterling Commerce e Open Text, presidindo suas operações no Brasil e América Latina, e traz em sua trajetória acadêmica formação em áreas da tecnologia e dos negócios em diversas instituições, como Harvard, Boston University, Fundação para Desenvolvimento Tecnológico da Engenharia da Universidade de São Paulo (FDTE-USP), além da graduação em Ciências da Computação na Fundação Santo André e do MBA em Liderança e Gestão Organizacional pela Frankley Covey.

iFood conquista a primeira autorização das Américas para uso comercial de drones no delivery 777

Anac autoriza modelo DLV-1 Neo para operar em voos com rotas de até três quilômetros

O iFood, em parceria com a Speedbird Aero, poderá realizar entregas de delivery com o uso de RPA (Aeronave Remotamente Pilotada) em todo o território brasileiro. A autorização para uso diário comercial recebida pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) é inédita e a primeira das Américas.

Há dois anos, o projeto foi realizado de forma pioneira em período de testes de viabilidade em diferentes regiões e contextos, com certificação (CAVE) – Certificado de Autorização para Voo Experimental). Esse período comprovou a possibilidade de operar drones com o propósito de entregas e, com isso, obter o essa Autorização que habilita a RPA (Aeronave Remotamente Pilotada) no modelo DLV-1 NEO, fabricada pela Speedbird Aero, a operar comercialmente em rotas BVLOS (Beyond Visual Line of Sight, em inglês), ou seja, além da linha de visada visual do piloto. A conquista é considerada um marco na aviação do País, e também para o segmento do delivery, pois torna uma realidade o transporte de alimentos e outros produtos de maneira regular e escalável.

“É uma conquista única para o Brasil. Esse é um marco histórico na aviação, mas também no desenvolvimento da sociedade. É o início de uma mudança que traz novas maneiras e agilizará as entregas em diferentes contextos ao colocarmos o uso de um modal aéreo em parte de uma rota de entrega”, diz Fernando Martins, head de logística e inovação no iFood. “Os drones complementam a entrega realizada pelos entregadores em parte do percurso, com a retirada do pedido em um droneport”, destaca o gestor.

O drone poderá realizar entregas com cargas de até 2,5 quilos em um raio de 3 quilômetros, inclusive em ambientes urbanos, mantendo margens de segurança estabelecidas no projeto.

Manoel Coelho, CEO e cofundador da Speedbird Aero acredita que, com o avanço da logística aérea não tripulada, as perspectivas de entrega se abrem para a ampliação do uso do equipamento. “A diminuição dos tempos de entrega, a redução de custos e das emissões de poluentes, e otimização do tráfego terrestre são apenas alguns dos benefícios dessa atividade inovadora, que decola hoje no Brasil com a autorização concedida pela Anac ao DLV-1 NEO”, reforça Manoel.

“A aprovação do DLV-1 NEO merece destaque por ser o primeiro multirotor aprovado pela Anac e por sua aplicação, entrega de mercadorias. No processo que levou a esta aprovação, as características técnicas foram exploradas, com base em requisitos de segurança. A utilização de drones para entrega de mercadorias é uma das mais esperadas aplicações da tecnologia. O Brasil está na vanguarda”, afirma Roberto José Silveira Honorato, Superintendente de Aeronavegabilidade da Anac.

Histórico: Drones no iFood

O iFood foi a primeira foodtech a realizar entregas por meio de drone com as aprovações dos órgãos competentes em toda a América Latina. O primeiro Certificado de Autorização de Voo Experimental (CAVE) foi obtido em 2020, para o modelo DLV-1 Legacy. Na ocasião, a autorização permitia a realização de voos BVLOS experimentais, no Shopping Iguatemi de Campinas (SP), o que permitiu um teste mais controlado e agilizou o transporte dos pedidos do restaurante até os entregadores. Foram realizadas mais de 300 entregas pelo iFood, com mais de 20 restaurantes parceiros na região.

Em 2021, pela primeira vez no Nordeste, foram realizados novos testes para a entrega de refeições conectando dois municípios, entre Aracaju e Barra dos Coqueiros, em Sergipe. O drone realizava um trajeto inédito, atravessando o rio Sergipe a partir do Shopping RioMar Aracaju, e percorria 2,8 quilômetros até Barra dos Coqueiros. Esse trajeto dura 5 minutos 20 segundos com o drone, sendo que o mesmo trecho percorrido por via terrestre demoraria entre 25 e 55 minutos, o que confirmou a validade do uso de drones como parte dos modais de entrega pela sua agilidade.

Toda a operação é realizada pela Speedbird, por profissionais habilitados e preparados para a aeronavegabilidade dos drones, de forma completamente segura.

Futuro

A partir da autorização da Anac, o delivery com o uso de drones em parte das rotas amplia as possibilidades de atuação e o alcance em novas áreas, além de ser mais uma opção de modal não poluente. “Esperamos que todos possam ser beneficiados com essa inovação e nova tecnologia, desde consumidores, restaurantes até os próprios entregadores”, finaliza Martins.

O projeto seguirá avançando e, como próximos passos, serão analisados novos locais e a viabilidade de operação para investimento em outras regiões do País.

Como vender mais seguros para caminhões 432

Como vender mais seguros para caminhões / Foto: Quintin Gellar / Pexels

Confira uma série de dicas elaboradas pela Quiver Soluções

Como vender mais seguros para caminhões? Essa é a pergunta que as corretoras de seguros que vendem esse tipo de produto fazem diariamente. No entanto, não existe fórmula mágica, o diferencial pode estar em detalhes. Caminhoneiros, donos de transportadoras e empresas de frota reconhecem a insegurança e perigos das estradas. Por isso, contratar um bom seguro para caminhões é importante tanto para a proteção do patrimônio quanto para possíveis danos causados a terceiros.

Para a corretora vender seguro de caminhão, determinadas estratégias precisam ser desenvolvidas. A pré-venda precisa se basear na realidade dos clientes. Um levantamento do número de situações de sinistros nos últimos anos – envolvendo potenciais clientes – pode nortear o trabalho. Além de sinistros, para saber como vender mais seguros para caminhão também pode-se apresentar os números nacionais de furtos e roubos de cargas, além das condições das principais estradas por onde trafegam os veículos dos clientes (e eles sabem que muitas vezes as condições são precárias).

Saiba a realidade do cliente

A pré-venda é tão importante quanto as outras etapas. Inicie procurando conhecimento na realidade vivida pelo potencial comprador.

Insegurança

O número de roubos e furtos de cargas no Brasil cresceu 80% nos últimos cinco anos, segundo a Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC & Logística).
Os dados colocam o país entre os mais perigosos para o transporte rodoviário de cargas. Em geral, o foco dos assaltantes está em itens com maior valor agregado, como medicamentos e eletrodomésticos.

Em alguns casos, o próprio condutor é a vítima da ação dos marginais. Motoristas são feitos reféns e passam por situações de extremo estresse.

Infraestrutura

As más condições das rodovias nacionais precisam ser consideradas. A precariedade de asfalto, trechos complicados de estrada de chão e o volume de veículos em locais com pista simples são exemplos de situações que causam maior desgaste de componentes do veículo de carga e aumentam os riscos de se envolver em acidentes.

Diante desse panorama, é possível compreender o dia a dia das transportadoras e dos condutores de caminhões. Isso permite vislumbrar possibilidades diante das necessidades do setor. Demonstre interesse em reduzir os riscos deste segmento garantindo prevenção.

Foto: Josiah Farrow / Unsplash Images
Foto: Josiah Farrow / Unsplash Images

Utilização de ferramentas

Pequenas ações e mudanças na forma de desenvolver sua atividade de trabalho podem garantir o aumento das vendas. Fique atento as fontes de informação do seu cliente, descubra quais ferramentas online você pode utilizar para chamar a atenção dele para o seu negócio. Desenvolva métodos que possam atrair empresários e caminhoneiros autônomos para a sua corretora.

Atualmente o mercado tecnológico oferece ferramentas que podem direcionar o contato com o cliente, criar prospecção e aumentar o lucro da corretora. Pesquise e encontre o seu espaço.

Para apresentar as melhores propostas com agilidade, utilize um multicálculo para seguro de caminhão que esteja integrado diretamente aos sites das seguradoras, como o Quiver Mult.

Crie um bom relacionamento

Estabelecer um relacionamento de confiança pode fazer diferença na hora de vender seguro de caminhão. Cada cliente exige um tipo de preparação.

Por exemplo, caminhoneiros e profissionais desta área costumam ter vocabulário mais específico. Aprenda algumas gírias para que a conversa possa fluir sem confusão.

Vale lembrar, em qualquer tipo de venda, utilizar de palavras técnicas não é o aconselhado. É mais adequado explicar sobre seu produto usando expressões mais simples e informais.

Durante o contato com proprietários de transportadoras e frotas, pergunte sobre a experiência com outros serviços de proteção veicular. Entenda por quais situações eles passaram, para depois você tentar vender seguro de caminhão.

Esteja preparado para escutar. Você pode ter muito para apresentar, diversas condições para oferecer ao futuro cliente, mas ouça o que ele tem a dizer. Isso é fundamental.

Trabalhe para não cometer erros de relacionamento. As falhas mais comuns entre os corretores são:

  • Não demonstrar interesse na realidade do cliente;
  • Não ouvir o que cliente tem a dizer;
  • Romper relacionamento após a venda;
  • Esquecer datas importantes.

Tenha em mente que a corretora de seguros não é estruturada apenas por você. Os colaboradores de outros setores devem manter o mesmo posicionamento sobre como vender mais seguros para caminhão. Invista em ensinar o marketing de relacionamento para atender a expectativa do cliente.

Ofereça a cobertura adequada a cada cliente

Para vender seguro de caminhão você deve mostrar como vai ajudar o cliente. Em uma breve pesquisa ou conversa, veja o tipo de veículo e a mercadoria que ele trabalha. Crie uma estratégia a partir das informações coletadas.

Cargas mais perigosas ou de valor, oferecem mais riscos de danos e a cobertura do seguro deve estar adequada a essa informação. Analise ainda se o seguro será para caminhões leves, pesados, rebocadores, reboques ou semirreboques.

Ao montar os planos de cobertura pertinentes para cada necessidade é possível atingir vários níveis de clientes. Além disso, você pode apresentar as vantagens e tipos de assistência dos serviços adicionais. Destaque as opções de assistência 24 horas.

Um caminhão em atividade está sujeito a todo tipo de imprevisto. Acidente, roubo, pane mecânica e elétrica estão entre os principais riscos. Por essa razão, contratar um seguro de caminhão é indispensável.

Desta maneira você consegue atrair a atenção de transportadoras que procuram desde a cobertura básica até a mais completa.

Vender seguro de caminhão requer atenção aos detalhes. Por isso, a necessidade de analisar caso a caso.

Mostre o diferencial da corretora

Se em reunião com o cliente você oferecer coberturas personalizadas e demonstrar noção dos riscos das rodovias em que a frota dele circula, a resposta de como vender mais seguros para caminhão será simples. E você se tornará um corretor com diferencial no mercado.

Fazer esse ciclo funcionar pode ser trabalhoso, mas vai valer a pena.

Credenciamento

Algumas associações atuam oferecendo proteção veicular, mas sem regulamentação. É importante orientar que a prática é ilegal e nem sempre os serviços prometidos são realizados. Normalmente essas empresas comercializam seguro com preço abaixo do mercado.

Explique ao futuro cliente que somente corretoras credenciadas na Superintendência de Seguros Privados (Susep) e profissionais habilitados são autorizados a exercer a atividade de vender seguro de caminhão.

Para valorizar a sua corretora, mostre os trabalhos já feitos junto aos seus colaboradores.

Dê exemplos de casos atendidos. Essa parte da venda é válida para ganhar confiança.

Esclareça dúvidas

Pode acontecer do caminhoneiro ou administrador não compreender a funcionalidade do serviço que oferece.

Esclareça as etapas e demonstre vantagens com situações reais. Neste momento, você pode ser mais que um corretor e se posicionar como alguém que pretende cuidar do patrimônio do cliente. É outra oportunidade de mostrar diferencial.

Analise o feedback

Após apresentar o serviço disponível ao cliente, aguarde a efetivação ou não da venda. Os dois retornos vão trazer respostas a serem ponderadas.

Lembre que você vende proteção. Se o contrato foi bem sucedido o método desenvolvido funcionou e você entendeu como vender mais seguros para caminhão. Entretanto, se acontecer o contrário o aprendizado deve ser dobrado.

Neste caso, separe um tempo para verificar em que momento o cliente deixou de acreditar no seguro.

É importante discutir esse processo com os colaboradores. Pense se vale levar o tema para reuniões. A iniciativa de debater o assunto em grupo não é sobre vender seguro de caminhão, mas sobre analisar erros e fazer diferente nas próximas oportunidades.

Foto: Andrea Piacquadio / Pexels
Foto: Andrea Piacquadio / Pexels

Mantenha contato no pós-venda

Vender seguro de caminhão exige dedicação. Não abandone o cliente após ganhar a confiança dele. Ofereça sua disponibilidade para casos de dúvidas ou imprevistos.
Mantenha-se no seu lugar, mas sempre presente.

Evolução da gestão de riscos ESG no setor segurador é tema de estudo 460

Solange Beatriz Palheiro Mendes é diretora-executiva da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) / Divulgação

Iniciativa conta com apoio da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg)

A Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) apoia um estudo conduzido pelos pesquisadores do Programa de Planejamento Energético da Coppe e da Coppead da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) sobre riscos Environmental, Social and Corporate Governance – ESG, ou Ambientais, Sociais e de Governança – ASG (em tradução), com ênfase em riscos climáticos, no setor de seguros no Brasil.

A pesquisa é realizada junto a profissionais de diferentes níveis das seguradoras, particularmente das áreas de sustentabilidade, subscrição de risco, gestão de riscos, investimentos, técnica e sinistros. A expectativa é que os resultados sejam publicados em um artigo científico, com as explicações sobre as principais descobertas no segundo trimestre de 2022.

A Diretora-Executiva da CNseg, Solange Beatriz Palheiro Mendes, destaca que o apoio ao estudo está alinhado aos objetivos da CNseg de incentivar a produção de conhecimento científico.

“Pesquisas como essa são essenciais para possibilitar o entendimento sobre este setor que é estratégico para a sociedade nos momentos em que a resiliência se faz necessária. Este estudo conduzido pela UFRJ tem como objetivo atualizar os resultados de uma pesquisa inicial conduzida em 2015, que também teve o apoio da CNseg”, explica Solange.

Na ocasião, foi constatado que, embora existisse materialidade financeira dos riscos ESG e climáticos relacionados a ramos de seguros de danos e responsabilidades, ainda havia poucos produtos que considerassem essas variáveis. Além disso, foi detectado nível baixo de integração de fatores ambientais, particularmente os relacionados a perda de biodiversidade e degradação dos ecossistemas, nos processos de subscrição de riscos. Paradoxalmente, a maioria dos respondentes indicaram que esses aspectos ambientais são os mais relevantes para a subscrição de riscos.

Fenacor cria projeto para orientar Sindicatos na Convenção Coletiva do Trabalho (CCT) 561

CNSP vai definir como funcionará entidade autorreguladora de seguros

Coordenação da iniciativa está sob comando de Wilson Pereira, Presidente do Sincor-PR

Wilson Pereira é Presidente do Sincor-PR / Arquivo JRS/Reprodução
Wilson Pereira é Presidente do Sincor-PR / Arquivo JRS/Reprodução

A Federação Nacional dos Corretores de Seguros (Fenacor) criou o “Projeto CCT” para servir de base nas negociações da Convenção Coletiva do Trabalho, seja no aspecto administrativo ou jurídico, entre outros. A coordenação está a cargo do Presidente do Sindicato dos Corretores de Seguros do Paraná (Sincor-PR), Wilson Pereira.

O projeto está coletando, junto aos presidentes do Sincors, informações sobre as suas respectivas CCT’s, incluindo proposições e informações gerais. O objetivo é centralizar o recebimento e elaborar demonstrativo das condições de cada CCT para posterior conhecimento de todos, através de planilha informativa para os Sincors.

Em reuniões futuras, será feito ainda o planejamento das ações para os próximos anos. Para tanto, é imprescindível que todos os presidentes enviem as informações dos seus sindicatos, para inclusão no projeto. “Antecipadamente, analisamos o material já recebido e constatamos divergências que só o tempo nos permitirá termos atuação parametrizada e unificada, pois existem divergências regionais e operacionais que dificultam a equalização no curto prazo”, explica Wilson Pereira.

Contudo, já para a Convenção Coletiva do Trabalho de 2022, a intenção é oferecer orientação quanto às cláusulas econômicas e ao índice de correção salarial, menor ou igual à variação do índice Nacional de Preços ao Consumidor – INPC , no caso atual, de 10,16%. “O período de transformações que estamos vivendo exige cautela e vigilância para que as despesas das Corretoras de Seguros não sejam superiores às suas receitas para os próximos períodos”, observa Pereira.

O Presidente do Sincor-PR acrescenta que serão respeitadas as diferenças regionais e as decisões de cada Sincor, pois podem existir parâmetros diferentes em termos de Salário Base e/ou benefícios diferenciados, inclusive até da quantidade menor de empresas Corretoras de Seguros, que possibilitam concessões de correções salariais com ganho real. “Este é um fator que consideramos normal existir. Mas, muitas vezes, dificulta as negociações dos demais Sindicatos, pois embora existam parâmetros e condições diferenciadas em cada CCT, o Sindicato dos Securitários sempre utilizará como exemplo os índices maiores concedidos para considerar em suas proposições”, comenta o coordenador do Projeto CCT.

Por essa razão, é importante ter como referência a orientação da Fenacor, no sentido de haver um “norte” a seguir para colaborar no momento da negociação de cada Sincor.

Outro fato importante nas negociações é a última reforma trabalhista, a qual permitiu livre negociação entre trabalhador e empregador através de Contrato de Trabalho, permitindo, inclusive, não haver necessidade de Convenção Coletiva de Trabalho. Assim, há condições favoráveis para negociações mais justas, com equilíbrio e bom senso entre os direitos e obrigações de ambos na CCT.

Neste momento, ainda estão sendo realizadas as negociações para fechamento do dissídio 2022. A orientação é para que cada Sincor, dentro de sua possibilidade, conceda em sua CCT, no máximo, a variação da inflação em 2021, com base nos seguintes índices (variação nacional):

  • IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo: 10,06%; ou
  • INPC – Índice Nacional de Preços ao Consumidor (Variação Nacional): 10,16%.

O IPCA, que engloba uma parcela maior da população, aponta a variação do custo de vida médio de famílias com renda mensal de 1 a 40 salários mínimos.

Já o INPC verifica a variação do custo de vida médio apenas de famílias com renda mensal de 1 a 5 salários mínimos. Esses grupos são mais sensíveis às variações de preços, pois tendem a gastar todo o seu rendimento em itens básicos, como alimentação, medicamentos, transporte, etc.

Pereira reforça ainda que a negociação dos diferentes estados, na medida em que são efetivadas, é usada como argumentação pelos sindicatos laborais onde os termos ainda se encontram em discussão. “Neste sentido, julgamos importante mantermos alguns padrões definidos como orientação pela Fenacor para facilitar as negociações de todos”, frisa.

Além disso, outro fator importante a considerar como blindagem e o bom relacionamento na negociação é sempre informar que embora haja reunião com a Diretoria Executiva para definição do percentual de correção salarial e das demais cláusulas da Convenção a decisão final caberá à Assembleia Geral.

Por fim, Wilson Pereira reafirma a importância de todos enviarem suas informações para que se conclua um trabalho conjunto e para que, no próximo dissídio, “possamos ter as definições antecipadamente”.

Auto Compara entra em serviços automotivos e mira consumidor que está fora do mercado de seguros 443

Newton Queiroz é CEO da Europ Assistance Brasil e da CEABS / Divulgação

Insurtech do Santander, em parceria com a Europ Assistance, vai oferecer pacote com reboque, socorro mecânico e meio de transporte alternativo, além de monitoramento e localização de veículos

O Auto Compara, plataforma de contratação de seguros do Santander, firmou parceria com a Europ Assistance Brasil – multinacional presente em mais de 200 países e líder mundial em assistências – para democratizar o acesso a serviços automotivos. A estratégia das duas empresas é atender a motoristas com um pacote de comodidades que, tradicionalmente, ficam restritas a quem possui cobertura das seguradoras. Outro público-alvo são proprietários de veículos com mais de dez anos de uso, devido às limitações para a contratação de seguro.

Para cumprir o propósito de facilitar o acesso aos serviços, a solução chega ao consumidor ao custo de R$ 49,90 por mês. O pacote inclui serviço de monitoramento e localização para casos de roubo e furto, além de assistências automotivas como reboque, socorro mecânico ou por pane seca, além de meio de transporte alternativo para o motorista e passageiros. O cliente ainda recebe assistência despachante e concierge automotivo para renovação da CNH, mudança de categoria, transferência de veículos e agendamento de revisão do automóvel.

A expectativa é que por meio da parceria as empresas possam oferecer a facilidade dos serviços de assistência automotiva a uma população que hoje não é assistida, dado a baixa penetração de seguros automotivos no Brasil. Um estudo desenvolvido pelas maiores seguradoras com atuação local estima que mais de 70% da frota de veículos do País não é segurada. O Brasil aparece apenas na 50ª posição global em gastos per capita com seguros.

Segundo Ronaldo Rondinelli, CEO do Auto Compara, o plano de negócios tem como meta inicial alcançar 300 mil contratos em três anos. “Com este lançamento, estamos ampliando a nossa atuação no setor automotivo, com um pacote de assistências bastante atrativo a uma parcela significativa de potenciais clientes”, afirma. O executivo explica que, hoje, entre os consumidores que acessam a plataforma em busca de proteção veicular, uma parcela desiste da contratação devido ao custo, ou por não fazer parte da base elegível das seguradoras.

O Auto Compara é uma plataforma 100% digital, controlada pelo Santander, para cotação, comparação e contratação de seguros de carro e moto de seis seguradoras (HDI, Liberty, Sompo, Tokio Marine, Zurich e Allianz, que a partir deste ano conta também com toda a carteira da SulAmerica). Além de oferecer a venda online de proteção para o veículo, a insurtech transformou a experiência do cliente no processo de contratação em uma operação simples, rápida e acessível. A jornada completa – do preenchimento de dados pessoais, informações do carro ou da moto, até a efetivação da compra – pode ser feita em apenas três minutos.

“Trata-se uma oportunidade de negócio crescente e robusta. Nesse sentido, as duas companhias ressaltam o peso dessa parceria, que, além de reunir soluções bastante vantajosas, contribui para a o acesso de forma massificada dos serviços de assistência”, completa Rondinelli.

Segundo Newton Queiroz, CEO da Europ Assistance, a oferta das soluções de assistência por meio do Auto Compara vai fazer com que a multinacional alcance um número cada vez maior de possíveis clientes no Brasil. “Esse movimento estratégico reforça o nosso plano de ampliação dos negócios, pensando sempre na facilidade e na praticidade para o consumidor”, avalia Queiroz.

Este movimento, vai de encontro com a estratégia da Europ Assistance, em termos de diversificações de canais e foco na maior penetração de produtos de proteção a sociedade. “Nós trabalhamos no ramo de proteção, ou seja, nossos produtos visam atender pessoas em momentos de possível vulnerabilidade, através de uma prestação de qualidade, é possível ter um resultado extremamente positivo ao cliente. O mais interessante nesta pareceria, é o encontro de duas empresas com a visão de democratizar a proteção com mais opções em produtos para seus clientes”, finaliza Queiroz.

O CEO da Europ Assistance destaca que a facilidade de acesso a serviços que antes estavam condicionados apenas às apólices de seguros amplia o alcance da companhia e projeta as ferramentas de assistência o caminho ideal para todos os públicos que buscam proteção do veículo.