Isolamento, testagem e cuidados sintomáticos são fundamentais para conter Influenza e Covid-19 609

Isolamento, testagem e cuidados sintomáticos são fundamentais para conter Influenza e Covid-19 / Foto: Edward Jenner / Pexels

Brasil pode viver significativa nova onda de infecções no primeiro trimestre de 2022, indica médico

Mais que triplicou o número de atendimentos por telemedicina para casos de síndrome gripal e Covid-19. Segundo dados da Saúde Digital Brasil, associação que representa empresas de telemedicina, eram registrados 7 mil atendimentos diários deste tipo, em média, do início de dezembro até o Natal. No período de festejos de final de ano este número dobrou e passou para 15 mil atendimentos. Com a chegada de 2022, este número saltou para 40 mil atendimentos diários.

Este panorama aponta cada vez mais a importância das healthtechs e dos benefícios de assistência oferecidos por seguradoras, por exemplo. Ainda mais diante da tendência de crescimento no número de casos tanto de Influenza, como de Covid-19. Foi o que explicou o neurocientista Miguel Nicolelis em entrevista à CNN, na segunda-feira. De acordo com o entrevistado, caso o Brasil não faça nada para ‘quebrar a transmissão do vírus’ o País pode chegar ao mês de março com mais de 2 milhões de casos diários da doença.

Por isso, o setor de saúde vive uma verdadeira corrida contra o tempo e a tecnologia mostra-se como aliada fundamental para dar velocidade ao trabalho dos profissionais deste segmento. Seja através da Inteligência Artificial, seja por sistemas e plataformas integrados para proporcionar uma visão holística dos pacientes aos gestores de saúde.

O cenário atual aponta para o crescimento da curva de casos de problemas respiratórios. Neste sentido, a telemedicina deve ganhar espaço, atenção e investimentos. Em termos de tecnologia, a Inteligência Artificial (IA) estará cada vez mais presente na Saúde, como um recurso importante para dar velocidade ao trabalho dos profissionais da área. Sistemas e plataformas integrados facilitarão o processo e darão uma visão holística dos pacientes aos gestores de saúde.

Com atuação em regulação médica de urgências e emergências (Samu), o especialista em clínica médica e cardiologia Rodrigo Nicácio Santa Cruz, médico parceiro da plataforma de telemedicina da Europ Assistance Brasil, pondera que a variante ômicron mostrou ao mundo que a pandemia não acabou e não há prazo definido para que isso ocorra. “O cenário é preocupante porque estamos vivendo uma epidemia de Influenza H3N2 no meio de uma pandemia causada pelo SarsCov-2 (o novo coronavírus), o que gera confusão de diagnósticos e reforça a necessidade de testagem ampla”, cita. “Percebe-se um grande aumento pela procura dos serviços de saúde em todo o mundo, devido aos sintomas. No Brasil, essa procura deverá aumentar consideravelmente nas próximas três semanas. Podemos, ainda, viver uma significativa nova onda de Covid-19 no primeiro trimestre de 2022”, projeta o profissional, que também é pós-graduado em atendimento aeromédico.

Veja também: ‘Imunização é condição sine qua non para o fim da pandemia’, diz especialista diante do aumento de casos de gripe e Covid-19

Dr. Rodrigo Nicácio Santa Cruz é cardiologista e médico de urgência e emergência / Reprodução/Saúde News
Dr. Rodrigo Nicácio Santa Cruz é cardiologista e médico de urgência e emergência / Reprodução/Saúde News

Ainda conforme explica o Dr. Rodrigo, os sintomas de Influenza e Covid são muito parecidos. “São dois vírus de manifestação respiratória, com pequenas variações na clinica apresentada pelos pacientes em geral. Somente com anamnese e exame físico o diagnostico é duvidoso”, analisa. Na visão do cardiologista, o teleatendimento médico é bastante adequado e oportuno neste momento. “Sintomas gripais gerais, indisposição, queixas de dores generalizadas, sinais de desidratação e queda do estado geral podem ser acolhidos, orientados, monitorados e cuidados por via remota, sem qualquer prejuízo ao paciente”, acrescenta.

O médico alerta que diante de qualquer sintoma respiratório é recomendável que o paciente procure o serviço de atendimento por telemedicina. “Isso deve ser feito diante de qualquer sintoma respiratório, caso existam dúvidas sobre condutas iniciais, medicamentos simples de uso diário ou sintomáticos e, principalmente, se é o momento de procurar atendimento presencial no momento pandêmico pelo qual estamos passando”, diz.

O Dr. Rodrigo Nicácio Santa Cruz reitera que faz-se importante o isolamento para quem possui sintomas de uma das doenças. “Independente do vírus causador de uma queixa respiratória, o momento atual exige o isolamento, testagem e cuidados sintomáticos gerais do paciente e outras pessoas que tenham contato direto. Se você esta sintomático, avise aos seus contatos mais próximos dos últimos 7 dias e procure um medico virtual ou presencial”, afirma. “A cobertura vacinal apropriada reduz o risco de doença grave, seja Covid ou Influenza, estando os imunizantes disponíveis em toda a rede publica de saúde do Brasil”, finaliza.

iFood conquista a primeira autorização das Américas para uso comercial de drones no delivery 778

Anac autoriza modelo DLV-1 Neo para operar em voos com rotas de até três quilômetros

O iFood, em parceria com a Speedbird Aero, poderá realizar entregas de delivery com o uso de RPA (Aeronave Remotamente Pilotada) em todo o território brasileiro. A autorização para uso diário comercial recebida pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) é inédita e a primeira das Américas.

Há dois anos, o projeto foi realizado de forma pioneira em período de testes de viabilidade em diferentes regiões e contextos, com certificação (CAVE) – Certificado de Autorização para Voo Experimental). Esse período comprovou a possibilidade de operar drones com o propósito de entregas e, com isso, obter o essa Autorização que habilita a RPA (Aeronave Remotamente Pilotada) no modelo DLV-1 NEO, fabricada pela Speedbird Aero, a operar comercialmente em rotas BVLOS (Beyond Visual Line of Sight, em inglês), ou seja, além da linha de visada visual do piloto. A conquista é considerada um marco na aviação do País, e também para o segmento do delivery, pois torna uma realidade o transporte de alimentos e outros produtos de maneira regular e escalável.

“É uma conquista única para o Brasil. Esse é um marco histórico na aviação, mas também no desenvolvimento da sociedade. É o início de uma mudança que traz novas maneiras e agilizará as entregas em diferentes contextos ao colocarmos o uso de um modal aéreo em parte de uma rota de entrega”, diz Fernando Martins, head de logística e inovação no iFood. “Os drones complementam a entrega realizada pelos entregadores em parte do percurso, com a retirada do pedido em um droneport”, destaca o gestor.

O drone poderá realizar entregas com cargas de até 2,5 quilos em um raio de 3 quilômetros, inclusive em ambientes urbanos, mantendo margens de segurança estabelecidas no projeto.

Manoel Coelho, CEO e cofundador da Speedbird Aero acredita que, com o avanço da logística aérea não tripulada, as perspectivas de entrega se abrem para a ampliação do uso do equipamento. “A diminuição dos tempos de entrega, a redução de custos e das emissões de poluentes, e otimização do tráfego terrestre são apenas alguns dos benefícios dessa atividade inovadora, que decola hoje no Brasil com a autorização concedida pela Anac ao DLV-1 NEO”, reforça Manoel.

“A aprovação do DLV-1 NEO merece destaque por ser o primeiro multirotor aprovado pela Anac e por sua aplicação, entrega de mercadorias. No processo que levou a esta aprovação, as características técnicas foram exploradas, com base em requisitos de segurança. A utilização de drones para entrega de mercadorias é uma das mais esperadas aplicações da tecnologia. O Brasil está na vanguarda”, afirma Roberto José Silveira Honorato, Superintendente de Aeronavegabilidade da Anac.

Histórico: Drones no iFood

O iFood foi a primeira foodtech a realizar entregas por meio de drone com as aprovações dos órgãos competentes em toda a América Latina. O primeiro Certificado de Autorização de Voo Experimental (CAVE) foi obtido em 2020, para o modelo DLV-1 Legacy. Na ocasião, a autorização permitia a realização de voos BVLOS experimentais, no Shopping Iguatemi de Campinas (SP), o que permitiu um teste mais controlado e agilizou o transporte dos pedidos do restaurante até os entregadores. Foram realizadas mais de 300 entregas pelo iFood, com mais de 20 restaurantes parceiros na região.

Em 2021, pela primeira vez no Nordeste, foram realizados novos testes para a entrega de refeições conectando dois municípios, entre Aracaju e Barra dos Coqueiros, em Sergipe. O drone realizava um trajeto inédito, atravessando o rio Sergipe a partir do Shopping RioMar Aracaju, e percorria 2,8 quilômetros até Barra dos Coqueiros. Esse trajeto dura 5 minutos 20 segundos com o drone, sendo que o mesmo trecho percorrido por via terrestre demoraria entre 25 e 55 minutos, o que confirmou a validade do uso de drones como parte dos modais de entrega pela sua agilidade.

Toda a operação é realizada pela Speedbird, por profissionais habilitados e preparados para a aeronavegabilidade dos drones, de forma completamente segura.

Futuro

A partir da autorização da Anac, o delivery com o uso de drones em parte das rotas amplia as possibilidades de atuação e o alcance em novas áreas, além de ser mais uma opção de modal não poluente. “Esperamos que todos possam ser beneficiados com essa inovação e nova tecnologia, desde consumidores, restaurantes até os próprios entregadores”, finaliza Martins.

O projeto seguirá avançando e, como próximos passos, serão analisados novos locais e a viabilidade de operação para investimento em outras regiões do País.

Como vender mais seguros para caminhões 432

Como vender mais seguros para caminhões / Foto: Quintin Gellar / Pexels

Confira uma série de dicas elaboradas pela Quiver Soluções

Como vender mais seguros para caminhões? Essa é a pergunta que as corretoras de seguros que vendem esse tipo de produto fazem diariamente. No entanto, não existe fórmula mágica, o diferencial pode estar em detalhes. Caminhoneiros, donos de transportadoras e empresas de frota reconhecem a insegurança e perigos das estradas. Por isso, contratar um bom seguro para caminhões é importante tanto para a proteção do patrimônio quanto para possíveis danos causados a terceiros.

Para a corretora vender seguro de caminhão, determinadas estratégias precisam ser desenvolvidas. A pré-venda precisa se basear na realidade dos clientes. Um levantamento do número de situações de sinistros nos últimos anos – envolvendo potenciais clientes – pode nortear o trabalho. Além de sinistros, para saber como vender mais seguros para caminhão também pode-se apresentar os números nacionais de furtos e roubos de cargas, além das condições das principais estradas por onde trafegam os veículos dos clientes (e eles sabem que muitas vezes as condições são precárias).

Saiba a realidade do cliente

A pré-venda é tão importante quanto as outras etapas. Inicie procurando conhecimento na realidade vivida pelo potencial comprador.

Insegurança

O número de roubos e furtos de cargas no Brasil cresceu 80% nos últimos cinco anos, segundo a Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC & Logística).
Os dados colocam o país entre os mais perigosos para o transporte rodoviário de cargas. Em geral, o foco dos assaltantes está em itens com maior valor agregado, como medicamentos e eletrodomésticos.

Em alguns casos, o próprio condutor é a vítima da ação dos marginais. Motoristas são feitos reféns e passam por situações de extremo estresse.

Infraestrutura

As más condições das rodovias nacionais precisam ser consideradas. A precariedade de asfalto, trechos complicados de estrada de chão e o volume de veículos em locais com pista simples são exemplos de situações que causam maior desgaste de componentes do veículo de carga e aumentam os riscos de se envolver em acidentes.

Diante desse panorama, é possível compreender o dia a dia das transportadoras e dos condutores de caminhões. Isso permite vislumbrar possibilidades diante das necessidades do setor. Demonstre interesse em reduzir os riscos deste segmento garantindo prevenção.

Foto: Josiah Farrow / Unsplash Images
Foto: Josiah Farrow / Unsplash Images

Utilização de ferramentas

Pequenas ações e mudanças na forma de desenvolver sua atividade de trabalho podem garantir o aumento das vendas. Fique atento as fontes de informação do seu cliente, descubra quais ferramentas online você pode utilizar para chamar a atenção dele para o seu negócio. Desenvolva métodos que possam atrair empresários e caminhoneiros autônomos para a sua corretora.

Atualmente o mercado tecnológico oferece ferramentas que podem direcionar o contato com o cliente, criar prospecção e aumentar o lucro da corretora. Pesquise e encontre o seu espaço.

Para apresentar as melhores propostas com agilidade, utilize um multicálculo para seguro de caminhão que esteja integrado diretamente aos sites das seguradoras, como o Quiver Mult.

Crie um bom relacionamento

Estabelecer um relacionamento de confiança pode fazer diferença na hora de vender seguro de caminhão. Cada cliente exige um tipo de preparação.

Por exemplo, caminhoneiros e profissionais desta área costumam ter vocabulário mais específico. Aprenda algumas gírias para que a conversa possa fluir sem confusão.

Vale lembrar, em qualquer tipo de venda, utilizar de palavras técnicas não é o aconselhado. É mais adequado explicar sobre seu produto usando expressões mais simples e informais.

Durante o contato com proprietários de transportadoras e frotas, pergunte sobre a experiência com outros serviços de proteção veicular. Entenda por quais situações eles passaram, para depois você tentar vender seguro de caminhão.

Esteja preparado para escutar. Você pode ter muito para apresentar, diversas condições para oferecer ao futuro cliente, mas ouça o que ele tem a dizer. Isso é fundamental.

Trabalhe para não cometer erros de relacionamento. As falhas mais comuns entre os corretores são:

  • Não demonstrar interesse na realidade do cliente;
  • Não ouvir o que cliente tem a dizer;
  • Romper relacionamento após a venda;
  • Esquecer datas importantes.

Tenha em mente que a corretora de seguros não é estruturada apenas por você. Os colaboradores de outros setores devem manter o mesmo posicionamento sobre como vender mais seguros para caminhão. Invista em ensinar o marketing de relacionamento para atender a expectativa do cliente.

Ofereça a cobertura adequada a cada cliente

Para vender seguro de caminhão você deve mostrar como vai ajudar o cliente. Em uma breve pesquisa ou conversa, veja o tipo de veículo e a mercadoria que ele trabalha. Crie uma estratégia a partir das informações coletadas.

Cargas mais perigosas ou de valor, oferecem mais riscos de danos e a cobertura do seguro deve estar adequada a essa informação. Analise ainda se o seguro será para caminhões leves, pesados, rebocadores, reboques ou semirreboques.

Ao montar os planos de cobertura pertinentes para cada necessidade é possível atingir vários níveis de clientes. Além disso, você pode apresentar as vantagens e tipos de assistência dos serviços adicionais. Destaque as opções de assistência 24 horas.

Um caminhão em atividade está sujeito a todo tipo de imprevisto. Acidente, roubo, pane mecânica e elétrica estão entre os principais riscos. Por essa razão, contratar um seguro de caminhão é indispensável.

Desta maneira você consegue atrair a atenção de transportadoras que procuram desde a cobertura básica até a mais completa.

Vender seguro de caminhão requer atenção aos detalhes. Por isso, a necessidade de analisar caso a caso.

Mostre o diferencial da corretora

Se em reunião com o cliente você oferecer coberturas personalizadas e demonstrar noção dos riscos das rodovias em que a frota dele circula, a resposta de como vender mais seguros para caminhão será simples. E você se tornará um corretor com diferencial no mercado.

Fazer esse ciclo funcionar pode ser trabalhoso, mas vai valer a pena.

Credenciamento

Algumas associações atuam oferecendo proteção veicular, mas sem regulamentação. É importante orientar que a prática é ilegal e nem sempre os serviços prometidos são realizados. Normalmente essas empresas comercializam seguro com preço abaixo do mercado.

Explique ao futuro cliente que somente corretoras credenciadas na Superintendência de Seguros Privados (Susep) e profissionais habilitados são autorizados a exercer a atividade de vender seguro de caminhão.

Para valorizar a sua corretora, mostre os trabalhos já feitos junto aos seus colaboradores.

Dê exemplos de casos atendidos. Essa parte da venda é válida para ganhar confiança.

Esclareça dúvidas

Pode acontecer do caminhoneiro ou administrador não compreender a funcionalidade do serviço que oferece.

Esclareça as etapas e demonstre vantagens com situações reais. Neste momento, você pode ser mais que um corretor e se posicionar como alguém que pretende cuidar do patrimônio do cliente. É outra oportunidade de mostrar diferencial.

Analise o feedback

Após apresentar o serviço disponível ao cliente, aguarde a efetivação ou não da venda. Os dois retornos vão trazer respostas a serem ponderadas.

Lembre que você vende proteção. Se o contrato foi bem sucedido o método desenvolvido funcionou e você entendeu como vender mais seguros para caminhão. Entretanto, se acontecer o contrário o aprendizado deve ser dobrado.

Neste caso, separe um tempo para verificar em que momento o cliente deixou de acreditar no seguro.

É importante discutir esse processo com os colaboradores. Pense se vale levar o tema para reuniões. A iniciativa de debater o assunto em grupo não é sobre vender seguro de caminhão, mas sobre analisar erros e fazer diferente nas próximas oportunidades.

Foto: Andrea Piacquadio / Pexels
Foto: Andrea Piacquadio / Pexels

Mantenha contato no pós-venda

Vender seguro de caminhão exige dedicação. Não abandone o cliente após ganhar a confiança dele. Ofereça sua disponibilidade para casos de dúvidas ou imprevistos.
Mantenha-se no seu lugar, mas sempre presente.

Evolução da gestão de riscos ESG no setor segurador é tema de estudo 460

Solange Beatriz Palheiro Mendes é diretora-executiva da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) / Divulgação

Iniciativa conta com apoio da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg)

A Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) apoia um estudo conduzido pelos pesquisadores do Programa de Planejamento Energético da Coppe e da Coppead da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) sobre riscos Environmental, Social and Corporate Governance – ESG, ou Ambientais, Sociais e de Governança – ASG (em tradução), com ênfase em riscos climáticos, no setor de seguros no Brasil.

A pesquisa é realizada junto a profissionais de diferentes níveis das seguradoras, particularmente das áreas de sustentabilidade, subscrição de risco, gestão de riscos, investimentos, técnica e sinistros. A expectativa é que os resultados sejam publicados em um artigo científico, com as explicações sobre as principais descobertas no segundo trimestre de 2022.

A Diretora-Executiva da CNseg, Solange Beatriz Palheiro Mendes, destaca que o apoio ao estudo está alinhado aos objetivos da CNseg de incentivar a produção de conhecimento científico.

“Pesquisas como essa são essenciais para possibilitar o entendimento sobre este setor que é estratégico para a sociedade nos momentos em que a resiliência se faz necessária. Este estudo conduzido pela UFRJ tem como objetivo atualizar os resultados de uma pesquisa inicial conduzida em 2015, que também teve o apoio da CNseg”, explica Solange.

Na ocasião, foi constatado que, embora existisse materialidade financeira dos riscos ESG e climáticos relacionados a ramos de seguros de danos e responsabilidades, ainda havia poucos produtos que considerassem essas variáveis. Além disso, foi detectado nível baixo de integração de fatores ambientais, particularmente os relacionados a perda de biodiversidade e degradação dos ecossistemas, nos processos de subscrição de riscos. Paradoxalmente, a maioria dos respondentes indicaram que esses aspectos ambientais são os mais relevantes para a subscrição de riscos.

Fenacor cria projeto para orientar Sindicatos na Convenção Coletiva do Trabalho (CCT) 562

CNSP vai definir como funcionará entidade autorreguladora de seguros

Coordenação da iniciativa está sob comando de Wilson Pereira, Presidente do Sincor-PR

Wilson Pereira é Presidente do Sincor-PR / Arquivo JRS/Reprodução
Wilson Pereira é Presidente do Sincor-PR / Arquivo JRS/Reprodução

A Federação Nacional dos Corretores de Seguros (Fenacor) criou o “Projeto CCT” para servir de base nas negociações da Convenção Coletiva do Trabalho, seja no aspecto administrativo ou jurídico, entre outros. A coordenação está a cargo do Presidente do Sindicato dos Corretores de Seguros do Paraná (Sincor-PR), Wilson Pereira.

O projeto está coletando, junto aos presidentes do Sincors, informações sobre as suas respectivas CCT’s, incluindo proposições e informações gerais. O objetivo é centralizar o recebimento e elaborar demonstrativo das condições de cada CCT para posterior conhecimento de todos, através de planilha informativa para os Sincors.

Em reuniões futuras, será feito ainda o planejamento das ações para os próximos anos. Para tanto, é imprescindível que todos os presidentes enviem as informações dos seus sindicatos, para inclusão no projeto. “Antecipadamente, analisamos o material já recebido e constatamos divergências que só o tempo nos permitirá termos atuação parametrizada e unificada, pois existem divergências regionais e operacionais que dificultam a equalização no curto prazo”, explica Wilson Pereira.

Contudo, já para a Convenção Coletiva do Trabalho de 2022, a intenção é oferecer orientação quanto às cláusulas econômicas e ao índice de correção salarial, menor ou igual à variação do índice Nacional de Preços ao Consumidor – INPC , no caso atual, de 10,16%. “O período de transformações que estamos vivendo exige cautela e vigilância para que as despesas das Corretoras de Seguros não sejam superiores às suas receitas para os próximos períodos”, observa Pereira.

O Presidente do Sincor-PR acrescenta que serão respeitadas as diferenças regionais e as decisões de cada Sincor, pois podem existir parâmetros diferentes em termos de Salário Base e/ou benefícios diferenciados, inclusive até da quantidade menor de empresas Corretoras de Seguros, que possibilitam concessões de correções salariais com ganho real. “Este é um fator que consideramos normal existir. Mas, muitas vezes, dificulta as negociações dos demais Sindicatos, pois embora existam parâmetros e condições diferenciadas em cada CCT, o Sindicato dos Securitários sempre utilizará como exemplo os índices maiores concedidos para considerar em suas proposições”, comenta o coordenador do Projeto CCT.

Por essa razão, é importante ter como referência a orientação da Fenacor, no sentido de haver um “norte” a seguir para colaborar no momento da negociação de cada Sincor.

Outro fato importante nas negociações é a última reforma trabalhista, a qual permitiu livre negociação entre trabalhador e empregador através de Contrato de Trabalho, permitindo, inclusive, não haver necessidade de Convenção Coletiva de Trabalho. Assim, há condições favoráveis para negociações mais justas, com equilíbrio e bom senso entre os direitos e obrigações de ambos na CCT.

Neste momento, ainda estão sendo realizadas as negociações para fechamento do dissídio 2022. A orientação é para que cada Sincor, dentro de sua possibilidade, conceda em sua CCT, no máximo, a variação da inflação em 2021, com base nos seguintes índices (variação nacional):

  • IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo: 10,06%; ou
  • INPC – Índice Nacional de Preços ao Consumidor (Variação Nacional): 10,16%.

O IPCA, que engloba uma parcela maior da população, aponta a variação do custo de vida médio de famílias com renda mensal de 1 a 40 salários mínimos.

Já o INPC verifica a variação do custo de vida médio apenas de famílias com renda mensal de 1 a 5 salários mínimos. Esses grupos são mais sensíveis às variações de preços, pois tendem a gastar todo o seu rendimento em itens básicos, como alimentação, medicamentos, transporte, etc.

Pereira reforça ainda que a negociação dos diferentes estados, na medida em que são efetivadas, é usada como argumentação pelos sindicatos laborais onde os termos ainda se encontram em discussão. “Neste sentido, julgamos importante mantermos alguns padrões definidos como orientação pela Fenacor para facilitar as negociações de todos”, frisa.

Além disso, outro fator importante a considerar como blindagem e o bom relacionamento na negociação é sempre informar que embora haja reunião com a Diretoria Executiva para definição do percentual de correção salarial e das demais cláusulas da Convenção a decisão final caberá à Assembleia Geral.

Por fim, Wilson Pereira reafirma a importância de todos enviarem suas informações para que se conclua um trabalho conjunto e para que, no próximo dissídio, “possamos ter as definições antecipadamente”.

Mesmo com oscilações políticas e econômicas, Brasil continua terreno fértil para startups e investidores estrangeiros 351

Dalton Locateli é sócio da Pryor Global / Divulgação

Confira artigo de Dalton Locateli, sócio da Pryor Global

Há décadas, o Brasil é um País instável, marcado por oscilações políticas e econômicas. Outros fatores que agora exigem atenção dos estrangeiros antes de investir por aqui são os altos índices de desemprego, a volta da inflação e a quebra do teto de gastos, que gera o receio de uma nova onda de irresponsabilidade fiscal combinada à crise social. Mas, apesar de toda esta instabilidade, os agentes econômicos estrangeiros ainda se sentem atraídos pelo Brasil, devido ao seu amplo mercado consumidor (mais de 200 milhões de habitantes), capacidade produtiva e avanço da transformação digital dos negócios. Prova disto é que, segundo o Valor Econômico, os investimentos estrangeiros no Brasil cresceram 133% em 2021 (US$ 58 bilhões) em relação a 2020 (US$ 28 bilhões). Os valores ainda não retornaram aos patamares de 2019 (US$ 65,8 bilhões), antes da pandemia, mas mostram uma recuperação considerável.

Ou seja, o Brasil continua sendo um grande destino de investimentos, com boas vantagens em relação aos demais países latino-americanos. Uma de suas vantagens, segundo analistas de mercado, é que o País conta com ferramentas para vencer a crise, pois, desde a década de 1990, apresenta certa continuidade de princípios na política econômica, independentemente da orientação dos diferentes governos, que são considerados sólidos. A democracia brasileira também tem mostrado resiliência, com instituições fortes, o que se comprovou, nos últimos meses, com reposicionamentos da Presidência da República em busca de governabilidade, afastando a possibilidade de uma ruptura institucional a curto prazo.

Outro diferencial positivo é que, apesar de todas as perdas humanas e da contribuição para a instabilidade econômica, a pandemia de covid-19 abriu uma série de oportunidades de negócios no Brasil, sobretudo na área da tecnologia. Uma mostra clara disso é o contraste entre a saída de grandes multinacionais e a chegada de bilhões em investimentos de startups estrangeiras. As fusões e aquisições em território nacional somaram R$ 76 bilhões (aumento de 65% em relação a 2020). Ou seja, mesmo diante de todos os contratempos e das oscilações de 2021, o mercado continua vivo e buscando alternativas para se ampliar o volume de negócios.

Este é um cenário que aponta para a dinamização do mercado, não só com maior variedade de produtos e serviços, mas também com maior presença da tecnologia no cotidiano, pois se intensificou a inclusão digital da população. Para ficar apenas em três exemplos, basta mencionar o processo ampliação da bancarização, o crescimento vertiginoso do comércio eletrônico e a propagação (ainda incipiente) da oferta de educação on-line, a fim de manter os estudantes nas escolas e universidades.

Vale destacar, ainda, que a população brasileira, além de volumosa, é carente de produtos e serviços de qualidade e bastante aberta a inovações. Os brasileiros gostam e consomem tecnologia, sempre que têm condições econômicas, aderindo com grande facilidade a novidades em termos de aplicativos e mídias sociais. Em diversas áreas, há uma boa demanda reprimida no País e, qualquer sinal de recuperação econômica, logo se reverterá em recompensa rápida às startups que decidiram apostar no Brasil.

O País é gigantesco e sempre existem boas oportunidades, a questão é saber analisar e identificar onde encontra-las, quando e como investir, mensurando os riscos a fim de evitar surpresas inesperadas. O Brasil é para os fortes, mas aqueles que se estabelecem, em geral, garantem, não só o retorno de seus investimentos, mas bons resultados a médio e longo prazos. Entretanto, para isto, os investidores precisam sempre contar com apoio administrativo, operacional e jurídico de uma empresa de consultoria local para entender a cultura empresarial brasileira, apoiar na viabilização de recursos humanos estratégicos e na superação das complexidades fiscal, tributária e jurídica.