Equidade Racial: A mudança só acontece por meio da conscientização 640

Equidade Racial: A mudança só acontece por meio da conscientização / Foto: Jacek Dylag / Unsplash Images

Confira artigo de Marina Peixoto é diretora executiva do Mover; e Gilberto Costa, Diretor Executivo da Associação Pacto da Equidade Racial

Segundo um estudo organizado pela unidade especializada em recrutamento e seleção de executivos da Page Executive, em parceria com a Fundação Dom Cabral, 90% dos CEOs das empresas brasileiras são homens e brancos. Ou seja, apenas uma em cada 10 posições no país é ocupada por mulheres ou pessoas negras. Levando em consideração que os negros representam 56% da população brasileira, é notório que a conta não fecha. Essa disparidade é um reflexo da herança e mentalidade colonial e escravocrata do país e da falta de políticas públicas que visem equiparar as condições de vida entre a população branca e a negra.

Sabemos que as pessoas brancas estão no topo da pirâmide social e que desfrutam de privilégios que as negras não têm acesso. Isso é consequência do racismo que, como sinaliza Silvio Almeida, “é uma forma sistemática de discriminação que tem a raça como fundamento e que se manifesta por meio de práticas conscientes ou inconscientes, que culminam em desvantagens ou privilégios para indivíduos, a depender do grupo racial ao qual pertençam”.

É inadmissível ainda hoje ouvir que não existe racismo ou que há racismo reverso no Brasil. Todos os dias, pessoas negras passam por situações que demonstram que essa afirmação não se sustenta. São elas que ocupam a maioria das posições subalternas na sociedade, sendo vítimas da pobreza em diferentes âmbitos e da violência. Um exemplo disso é o fato de que a cada 23 minutos um jovem negro é assassinado.

Conscientes a respeito da importância de se discutir esse tema e mudar esta triste realidade, grandes empresas estão se reunindo para promover, de forma estruturada e efetiva, mais diversidade racial dentro e fora das companhias. Existem também projetos, como o da Associação Pacto de Promoção da Equidade Racial, iniciativa inovadora que chegou para revolucionar a forma com que as instituições de combate ao racismo vão equacionar o problema da equidade racial no Brasil daqui para frente. Tem como objetivo incentivar a adoção de ações afirmativas e a realização de investimento sociais voltados à melhoria da qualidade da educação pública e a formação de profissionais negros. A iniciativa envolve dezenas de entidades e visa propor e implementar um Protocolo ESG Racial para o Brasil, trazendo a questão racial para o centro do debate econômico.

Outra iniciativa é o Movimento pela Equidade Racial (Mover) que reúne 47 empresas do País, que tem o propósito de promover ações de diversidade, equidade e inclusão que contribuam para reduzir a desigualdade e combater o racismo estrutural no mercado de trabalho no Brasil. O Mover pauta sua atuação, ações e investimentos em três pilares: Liderança, Conscientização e Capacitação & Emprego e possui metas concretas e ambiciosas como gerar 3 milhões de oportunidades e ter 10 mil novas posições de liderança ocupadas por pessoas negras e até 2030. Também se propõe a ser uma ferramenta de apoio na conscientização contra o racismo, através de ações de letramento ou incentivo ao debate e reflexão.

Por meio do Mover e do Pacto, reforçamos nosso compromisso de evoluir coletivamente na jornada iniciada individualmente, por cada companhia, na luta pela equidade racial, de forma propositiva, com toda a nossa cadeia de valor. E convidamos todas e todos os leitores a se unirem nessa luta!

Maria de Fátima: Corretor, sua imagem transmite seu sucesso pessoal e profissional? 626

Maria de Fátima Fernandes é especialista em Gestão de Reputação, em Códigos de Comportamento e Etiqueta / Divulgação

Confira artigo de Maria de Fátima Fernandes, especialista em Gestão de Reputação, em Códigos de Comportamento e Etiqueta

Em um mundo cada vez mais competitivo e hiper conectado, estamos em um momento que não basta ser é preciso mostrar quem se é.

A princípio, pode parecer um pouco confuso, mas hoje não basta ter as melhores qualificações, formações acadêmicas, títulos e especializações. Você precisa demonstrar que é a melhor opção que o mercado de seguros pode ter.

Essas informações não estão estampadas em nossos rostos. Mas nossa imagem diz muito sobre nós.

Então, fique atento e anote esses insights.

– Cuide da sua aparência:

A nossa imagem visual é o primeiro contato que nossa Marca Pessoal se expõe ao outro. Essa mensagem precisa ser coerente com aquilo que somos em essência e traduzir que somos bem sucedidos. Mesmo que você ainda esteja trilhando esse caminho rumo ao sucesso profissional.

Pessoas gostam e desejam se espelhar naqueles que demonstram garra, determinação e sucesso.

Faça da sua aparência uma imagem magnética capaz de atrair pessoas que desejem que você as lidere.

2 – Cuide da sua Comunicação:

Neste item falaremos tanto sobre a importância da comunicação verbal quanto da não verbal.

Saiba ter repertório diversificado. Ninguém gosta de ouvir em rodas de conversas de negócios ou networking as façanhas de conquistas de prêmios, vendas e cifras apenas. É importante falar sobre assuntos diversos.

Saber ser aquela pessoa que é admirada por falar de artes, vinhos, livros, histórias; tudo isso mesclando com as tendências de mercado. Você será muito mais interessante por ter um repertório vasto, diversificado. Lembra que falamos acima sobre ser magnético e influenciar e liderar pessoas? É fundamental termos repertórios abrangentes.

Agora, o ponto de atenção é sobre a conexão dessa construção. De nada adianta se a sua linguagem não verbal não ajudar a construir essa imagem. Cuidado com o gestual, expressões fechadas, posturas que demonstrem desinteresse, superioridade ou outros.

3 – Cuide do seu comportamento:

Nos últimos tempos não faltaram exemplos de líderes e executivos de diversos segmentos serem demitidos ou exonerados de cargos por comportamentos inadequados.

Então, cuidado com piadas mesmo em roda de amigos, postagens em redes sociais, agressividade ou exaltação quando as metas não são perfeitas, reuniões com clientes ou assuntos difíceis.

Saiba trabalhar a sua inteligência emocional.

Se for preciso, procure ajuda profissional, temos excelentes profissionais de Coach, professores de etiqueta e outros.

Não tenha vergonha de procurar ajuda para desenvolver sua inteligência emocional ou ainda uma especialista em gestão de Reputação, em Códigos de Comportamento e Etiqueta. No mundo contemporâneo não há mais espaços para esse tipo de medo e /ou despreparo.

E, para finalizar, seja intencional em sua imagem e faça dela a sua aliada para o seu sucesso! Crie um legado!

Deixo aqui uma reflexão: De que forma você deseja ser lembrado?

Abraços e até o próximo encontro.

*Maria de Fátima Fernandes é empresária há mais de 14 anos e especialista em Gestão de Reputação, em Códigos de Comportamento e Etiqueta, além de ser certificada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) pelo curso Consultoria de Imagem e Gestão de Reputação. Instagram: @amariadefatima_
Relações-Públicas: Danielle Chaia @danichaiarp

Regina Lacerda: O mercado abre as portas para a feminilidade 717

As coautoras do livro Mulheres no Seguro / Divulgação / Arquivo Pessoal

Confira integra do discurso da Coordenadora e Coautora do Livro Mulheres no Seguro e Presidente do Clube das Executivas em Seguros de Brasília (CESB) durante encontro da AIDA Brasil

A CEO da Rainha Seguros, Regina Lacerda, participou do XIV Congresso da Associação Internacional de Direito de Seguro (AIDA Brasil), realizado na cidade de Gramado (RS). Durante o encontro, as autoras do livro ‘Mulheres no Seguro’ reuniram-se para um momento especial de integração e prestígio à obra – que teve sua publicação coordenada por Regina. A executiva também é presidente do Clube das Executivas em Seguros de Brasília (CESB).

O lançamento do livro aconteceu no último dia 28 de abril. ‘Mulheres no Seguro’ tem a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), Escola de Negócios e Seguros (ENS), Porto, ExpreMed, Iilex, MAPFRE e Rio Grande Seguros e Previdência entre seus patrocinadores e apoio institucional da Sou Segura.

Confira a integra do discurso de Regina Lacerda

Em 1991, a princesa Lady Di veio ao Brasil.

A princesa do povo e seu esposo, o príncipe Charles da Inglaterra, teve passagens por Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro.

E entre vários lugares em que ela esteve, um me chamou muito a atenção. A princesa visitou a Fundação São Marinho, no centro do Rio de Janeiro, que cuida de crianças e adolescentes em situação de risco, na realidade soropositivos.

Eu, muito jovem naquela época, me encantei com essa postura da princesa. Ela não somente teve um casamento de conto de fadas. Ela parecia uma princesa saída de um livro: linda, doce e com o coração cheio de bondade, disposta a fazer diferença no mundo. Como uma princesa se dispõe a visitar um local como aquele? Ela tinha mesmo um coração de ouro. Virei fã dela, como milhões de outras pessoas.

Falando em mudar o mundo, em 1993, a então Funenseg, hoje Escola de Negócios e Seguros (ENS), cravou um marco no Brasil ao criar a campanha Seguro, uma vocação da mulher. Buscando mulheres para ingressar na profissão de corretora de seguros para aumentar a representatividade, a equidade de gênero no setor, eles contrataram a agência de publicidade Salles para selecionar no território nacional 4 mulheres corretoras de seguros para estrelar a campanha.

Nós fomos as garotas propaganda da agência, Christina, Silvia, Célia e eu, representantes de uma iniciativa pioneira da Funenseg. E quando recebemos nossos cachês, a primeira coisa que fizemos foi doar o valor para a mesma instituição visitada pela Lady Di. Eu também queria mudar o mundo, queria fazer diferença, e parecia que as coisas caminhavam para isso, uma vez que o mercado de seguros oferecia oportunidade de ascensão para as mulheres.

Entretanto, esse futuro parece que ainda não chegou.

 

Ao longo de décadas temos visto grandes homens trabalharem com afinco e muita determinação. Eles criaram um setor tão forte, e tão robusto que representa atualmente 6,7% do PIB, gera mais de 175 mil empregos diretos e faz a gestão de investimentos equivalentes a cerca de R$ 1,3 trilhão, quase um quarto da dívida pública brasileira, que o coloca entre os maiores investidores institucionais do país. Podemos nos orgulhar.

Hoje o setor tem 55% de mulheres no quadro. Elas representam uma poderosa força de trabalho.

Por que digo que ainda não chegamos lá? Quantas desse 55% do mercado de seguros está na liderança?

O mundo dos negócios foi criado pelos homens, e continua, na sua maior parte, operando de uma forma masculina, que exclui as mulheres, que não leva em consideração que as desigualdades históricas resultaram em profundas diferenças de comportamento de consumo.

Por exemplo: lido com centenas de condomínios no Distrito Federal e muitas mulheres são sindicas. Por que não temos mais produtos desenvolvidos e pensados para as mulheres?

A mulher, em todos os setores da seguridade, precisa ser compreendida dentro do contexto histórico de desigualdade pelo qual passou, para comprar mais.

Cito mais um exemplo: o setor automobilístico. Ele está na nossa frente nesse sentido, certamente com bons resultados. Antes, a mulher levava um homem na hora de comprar o carro. Hoje ela tem o prazer de ir sozinha, sabendo que pertence aquele lugar. A mulher pode chegar numa concessionária dizendo que não entende nada de carro … e não será chamada pejorativamente de loura burra. Está no seu direito.

Precisamos ampliar negócios e nós, mulheres, podemos ajudar. Se a população mundial é composta por homens e mulheres em percentual quase igual, por que haveríamos de considerar somente a metade como capaz de construir nosso futuro?

As mulheres representam capital humano e mercado imensos, crescentes, com demandas de consumos e produtos reprimidos, com potencial para gerar riqueza e desenvolvimento.

A desigualdade entre os sexos impacta de forma negativa no crescimento do setor de seguros. É o que mostram os relatos do livro Mulheres no Seguro, escritos com emoção por mulheres poderosas, que todo dia rompem mais uma barreira. Muitas vezes é como jogar um jogo cujas regras são diferentes para os jogadores.

Homens e mulheres, como seres humanos compartilhando um mundo podem utilizar as vivências para mudar a realidade, em benefício da sociedade.

Este livro inédito, Mulheres no Seguro, surge como interessante experiência para pessoas que lidam com números e resultados. As 30 coautoras, revelam-se personagens repletas de idealismo e garra, que souberam expor suas ideias com grande padrão literário. Demonstram liderança e visão de futuro, mas não escondem o sacrifício sofrido nas trajetórias cheias de obstáculos.

Mulheres no Seguro entra na história porque chama a atenção de gestores e influenciadores para que diminuam, na seguridade, os limites de crescimento ainda impostos às mulheres do setor.

Peço que nos ouçam porque estou falando de bilhões de oportunidades. Por muito tempo, as mulheres foram exploradas, passadas para trás. São milênios de história de exclusão das mulheres de espaços de tomada de decisão e de autonomia.

A jovem sonhadora de 20 anos, que achava que podia mudar o mundo, que desejava que as mulheres fossem mais do que princesas, ainda vive aqui, dentro do meu peito. Mas sei que para fazer diferença preciso de todos vocês, precisamos de todos nós.

Agradeço a generosidade do presidente Dr. Juliano Ferrer e de toda organização do relevante congresso da Associação Internacional de Direito de Seguro (AIDA) por abrir espaço para o lançamento do Livro Mulheres no Seguro.

Presentes no congresso, quinze das 30 coautoras do livro, idealizado por Andreia Roma e publicado pela Editora Leader, de São Paulo, cuja coordenação, tive a honra de fazer.

Termino com o texto escrito pela grande escritora gaúcha Lya Luft, que nos deu a honra extrema de prefacia-lo.

“Não posso dizer quanto e quantas vez escrevi e falei sobre a questão da mulher e seu valor, sua capacidade, sua importância também fora da casa e da família.

Mas cada vez me anima comentar o assunto, que já devia ter sido resolvido e assimilado pela humanidade em toda parte. Vai demorar, eu sei, pois há lugares recônditos, em que questões de informação ou crença nos limitam. Mas o dia vai chegar, em que não se precisará discutir o tema das minorias: crianças, negros, índios e … mulheres. Pois todos esses preconceitos, que revelam ignorância mental, desinformação e insegurança, terão sido, se não resolvidos, ao menos abrandados”.

Regina Lacerda

Coordenadora e Coautora do Livro Mulheres no Seguro
CEO da Rainha Seguros
Presidente do CESB

Setor segurador cresce no início de 2022 com destaque para regiões Norte e Nordeste 456

Ronaldo Dalcin é presidente do Sindicato das Seguradoras Norte e Nordeste (Sindsegnne) / Divulgação

Confira análise de Ronaldo Dalcin, presidente do Sindicato das Seguradoras Norte e Nordeste (Sindsegnne)

O início de 2022 foi muito positivo para o setor segurador, especialmente na região sob a administração do Sindicato das Seguradoras dos Estados do Norte e Nordeste (Sindsegnne), que abrange 13 estados brasileiros. Em fevereiro, conseguimos auferir um crescimento de 25,7%, superior à performance que obtivemos em janeiro (1,4%) e maior que o próprio comportamento nacional que teve uma evolução de 21,3%.

Observando o bimestre acumulado, comparativamente ao mesmo período de 2021, crescemos na ordem de dois dígitos, ou seja, 12,6%, com arrecadação de R$ 4,9 bilhões, atingindo a marca de 9,3% de market share. A liderança vai para o segmento de Danos e Responsabilidades, com 24% do total arrecadado, o que representa R$ 1,2 bilhões. Nesse segmento, mais uma vez, o protagonista é o Seguro de Automóvel que detém quase 54% da linha de Danos e Responsabilidade, com um volume arrecadatório de R$ 634 milhões.

Pontos importantes a serem ressaltados: a carteira de Seguro de Automóvel cresce mais do que o segmento de Danos e Responsabilidades, linha da qual ele faz parte. Danos e Responsabilidades detêm, no bimestre, crescimento de 21,5% e o auto está com 24,6%. Esse comportamento não segue a mesma lógica nacional, onde Danos e Responsabilidades está com 24,2% e auto 21,3%.

Podemos afirmar que grande parte disso tenha motivação no fato de que essas regiões têm grande volume concentrado na carteira de seguros veiculares (um fator importante, também, é o aumento do prêmio médio nesse segmento). O número citado anteriormente – 54% do total do segmento de Danos e Responsabilidades na nossa região sindical – é composto da carteira de auto e nacionalmente esse número é bem menor: 41%.

Temos também alguns destaques extremamente positivos dentro da seção de Danos e Responsabilidades observando os resultados do Norte e Nordeste: Transportes, com crescimento de 25,7; Crédito e Garantia, com elevação de 116,8%; Responsabilidade Civil, com alta de 73,8%; e Risco de Engenharia com robustos 209%, referendando que a demanda outrora represada por conta das restrições da pandemia está retomando o ritmo normal.

Traduzindo a análise para um olhar mais amplo e de perspectiva, na visão dos últimos 12 meses móveis, reeditamos o ciclo virtuoso de crescimento de dois dígitos (15,6%). Por mais que saibamos que o conflito entre Rússia e Ucrânia continuará afetando as cadeias produtivas mundiais e trará impactos para a nossa indústria, continuo afirmando com muita convicção que nosso setor seguirá essa jornada de números ascendentes, contribuindo com louvor para o crescimento da economia nacional.

Profundas transformações no Seguro Garantia nas duas últimas décadas 525

Stephanie Zalcman é embaixadora da Sou Segura (Associação das Mulheres no Mercado de Seguros) / Divulgação

Confira artigo de Stephanie Zalcman, embaixadora da Sou Segura (Associação das Mulheres no Mercado de Seguros)

O seguro Garantia foi transformado nas últimas duas décadas. Em junho de 2003, a Superintendência de Seguros Privados (Susep) publicou a Circular 232 com o objetivo de divulgar as informações mínimas que deveriam estar contidas nas apólices, condições gerais, condições especiais e outras disposições, um avanço para a época no que se referia ao Seguro Garantia em geral, uma redação bem-intencionada e que pela primeira vez registrou a nova modalidade Judicial. Naquela época o setor tinha um cenário bem diferente, o mercado de resseguros no Brasil era fechado, com o monopólio do IRB, e o volume de prêmios dessa modalidade era relativamente baixo para o potencial. No início houve resistência e a maioria das seguradoras abriram as carteiras por volta de 2010, a partir de quando o seguro garantia de forma geral foi se desenvolvendo, com uma importante contribuição do segmento judicial.

Os anos seguintes tiveram resultados expressivos – crescimento do volume de prêmio entre 2005 e 2013 na ordem de quase 1.000% – o mercado ganhou força e foram necessários ajustes. Por isso, em novembro de 2013, a Susep publicou a Circular 477/2013, mas que era um tanto confusa. Extensa, com diversas regras para as seguradoras registrarem suas notas técnicas, distinções foram feitas entre os produtos para o setor público e privado, a Susep deixou de contabilizar de forma separada cada modalidade, mas não se preocupava em simplificar e apresentar de forma claro o produto aos segurados.

Em seguida vivemos anos de incrível desenvolvimento deste setor, seja no Seguro Garantia Judicial ou em todas as outras modalidades – entre 2003 e 2021 houve crescimento de 308%, passando de R$ 1 bilhão para R$ 3 bilhões o volume de prêmio emitido, mantendo evolução estável mesmo em um período de desafios da pandemia.

Em meio a esse franco crescimento, finalmente a Susep acertou a mão com a nova Circular 662/2022, publicada em 12 de abril, alcançando a simplicidade, objetividade e liberdade para atuação do mercado. Em 37 artigos, a autarquia demonstra foco em dar autonomia e liberdade às seguradoras, em vez de um engessamento regulatório.

A circular Susep 662/2022 entrou em vigor no dia 2 de maio estabelecendo as novas regras e critérios para a elaboração e a comercialização do Seguro Garantia. A partir de 1º de janeiro de 2023 as seguradoras não poderão mais comercializar novos contratos em desacordo com as disposições da Circular.

O texto, que passou por duas consultas públicas no ano passado, com a última rodada realizada em novembro de 2021, refina as regras e diretrizes do segmento, aumenta a precisão técnica, reforça os mecanismos de transparência, adota redações mais adaptadas à realidade do mercado e reduz significativamente a assimetria de informações entre as partes interessadas no seguro.

Seguindo a linha da Susep de simplificação do mercado, a nova norma visa facilitar a regulação, aumentar a liberdade contratual e fomentar novos clausulados. Além disso, a Circular ajusta dispositivos para atender melhor a demanda dos clientes e para assegurar e proteger os seus direitos. Dentre as principais mudanças, podemos destacar a flexibilidade e a liberalidade negocial entre seguradora, tomador e segurado, para cobertura de seus riscos.

Temos, agora, regulamentação condizente com um mercado maduro, com liberdade de atuação, pronto para o potencial brasileiro de desenvolvimento do Seguro Garantia.

MAPFRE adere à Aliança Net-Zero para neutralizar emissões de efeito estufa e combater a mudança climática 361

Fátima Lima é Diretora de Sustentabilidade da MAPFRE no Brasil / Divulgação

Em 2050, a companhia pretende zerar as emissões líquidas em suas carteiras de assinatura de seguros e resseguros

A MAPFRE, uma das maiores companhias de prestação de serviços nos mercados segurador e financeiro do mundo, aderiu à Aliança Seguradora para Emissões Líquidas Zero – a Net-Zero Insurance Alliance – para neutralizar as suas emissões de efeito estufa até 2050. Esse compromisso faz parte do Plano de Sustentabilidade (22-24) e de Pegada Ambiental (21-30) da empresa, que contam com objetivos claros para a redução da emissão de carbono, promoção da economia circular e implementação de uma política de resíduos zero.

A Net-Zero Insurance Alliance (NZIA) é promovida por oito das principais seguradoras e resseguradoras da Europa, todas membros da Iniciativa Financeira do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP FI) e signatárias dos Princípios para Sustentabilidade em Seguros (PSI). Atualmente, a Aliança é composta por 21 seguradoras e resseguradoras internacionais – todas comprometidas em fazer a transição de suas carteiras de subscrição de seguros e resseguros para emissões líquidas zero de gases de efeito estufa até 2050.

“Nas últimas quatro décadas, presenciamos o aumento da temperatura global e a ocorrência de mudanças climáticas com uma série de impactos nos ecossistemas e sociedades. A partir desses eventos, a descarbonização da economia tornou-se fundamental para o planeta”, considera Fátima Lima, Diretora de Sustentabilidade da MAPFRE no Brasil.

A executiva reitera que a MAPFRE está comprometida em melhorar a gestão da pegada ambiental, promovendo a economia circular. “Por meio de alianças como essa, conseguimos apoiar a transição em direção a uma economia zero emissões”, reforça Fátima.

Sobre a MAPFRE – No País desde 1992, a MAPFRE é um grupo multinacional que forma uma das maiores companhias de prestação de serviços nos mercados segurador e financeiro. Em 2021, suas receitas globais atingiram 27,2 bilhões de euros. Especialista em suas áreas de negócio, atua no Brasil em seguros, previdência, investimentos, consórcios, capitalização e assistência a residências e veículos.

Com o propósito “Cuidamos do que é importante para você”, a MAPFRE está ao lado de mais de 31 milhões de clientes e 32 mil colaboradores em todo o mundo. A companhia ainda adota compromissos internacionais como os Princípios para a Sustentabilidade em Seguros (PSI) e integra o Pacto Global da Organização das Nações Unidas (ONU), além de manter a Fundación MAPFRE, instituição sem fins lucrativos, que promove e investe em iniciativas e pesquisas voltadas ao bem-estar social.

Para mais informações sobre a companhia acesse este link.