Setor segurador cresce no início de 2022 com destaque para regiões Norte e Nordeste 412

Ronaldo Dalcin é presidente do Sindicato das Seguradoras Norte e Nordeste (Sindsegnne) / Divulgação

Confira análise de Ronaldo Dalcin, presidente do Sindicato das Seguradoras Norte e Nordeste (Sindsegnne)

O início de 2022 foi muito positivo para o setor segurador, especialmente na região sob a administração do Sindicato das Seguradoras dos Estados do Norte e Nordeste (Sindsegnne), que abrange 13 estados brasileiros. Em fevereiro, conseguimos auferir um crescimento de 25,7%, superior à performance que obtivemos em janeiro (1,4%) e maior que o próprio comportamento nacional que teve uma evolução de 21,3%.

Observando o bimestre acumulado, comparativamente ao mesmo período de 2021, crescemos na ordem de dois dígitos, ou seja, 12,6%, com arrecadação de R$ 4,9 bilhões, atingindo a marca de 9,3% de market share. A liderança vai para o segmento de Danos e Responsabilidades, com 24% do total arrecadado, o que representa R$ 1,2 bilhões. Nesse segmento, mais uma vez, o protagonista é o Seguro de Automóvel que detém quase 54% da linha de Danos e Responsabilidade, com um volume arrecadatório de R$ 634 milhões.

Pontos importantes a serem ressaltados: a carteira de Seguro de Automóvel cresce mais do que o segmento de Danos e Responsabilidades, linha da qual ele faz parte. Danos e Responsabilidades detêm, no bimestre, crescimento de 21,5% e o auto está com 24,6%. Esse comportamento não segue a mesma lógica nacional, onde Danos e Responsabilidades está com 24,2% e auto 21,3%.

Podemos afirmar que grande parte disso tenha motivação no fato de que essas regiões têm grande volume concentrado na carteira de seguros veiculares (um fator importante, também, é o aumento do prêmio médio nesse segmento). O número citado anteriormente – 54% do total do segmento de Danos e Responsabilidades na nossa região sindical – é composto da carteira de auto e nacionalmente esse número é bem menor: 41%.

Temos também alguns destaques extremamente positivos dentro da seção de Danos e Responsabilidades observando os resultados do Norte e Nordeste: Transportes, com crescimento de 25,7; Crédito e Garantia, com elevação de 116,8%; Responsabilidade Civil, com alta de 73,8%; e Risco de Engenharia com robustos 209%, referendando que a demanda outrora represada por conta das restrições da pandemia está retomando o ritmo normal.

Traduzindo a análise para um olhar mais amplo e de perspectiva, na visão dos últimos 12 meses móveis, reeditamos o ciclo virtuoso de crescimento de dois dígitos (15,6%). Por mais que saibamos que o conflito entre Rússia e Ucrânia continuará afetando as cadeias produtivas mundiais e trará impactos para a nossa indústria, continuo afirmando com muita convicção que nosso setor seguirá essa jornada de números ascendentes, contribuindo com louvor para o crescimento da economia nacional.

Regina Lacerda: O mercado abre as portas para a feminilidade 676

As coautoras do livro Mulheres no Seguro / Divulgação / Arquivo Pessoal

Confira integra do discurso da Coordenadora e Coautora do Livro Mulheres no Seguro e Presidente do Clube das Executivas em Seguros de Brasília (CESB) durante encontro da AIDA Brasil

A CEO da Rainha Seguros, Regina Lacerda, participou do XIV Congresso da Associação Internacional de Direito de Seguro (AIDA Brasil), realizado na cidade de Gramado (RS). Durante o encontro, as autoras do livro ‘Mulheres no Seguro’ reuniram-se para um momento especial de integração e prestígio à obra – que teve sua publicação coordenada por Regina. A executiva também é presidente do Clube das Executivas em Seguros de Brasília (CESB).

O lançamento do livro aconteceu no último dia 28 de abril. ‘Mulheres no Seguro’ tem a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), Escola de Negócios e Seguros (ENS), Porto, ExpreMed, Iilex, MAPFRE e Rio Grande Seguros e Previdência entre seus patrocinadores e apoio institucional da Sou Segura.

Confira a integra do discurso de Regina Lacerda

Em 1991, a princesa Lady Di veio ao Brasil.

A princesa do povo e seu esposo, o príncipe Charles da Inglaterra, teve passagens por Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro.

E entre vários lugares em que ela esteve, um me chamou muito a atenção. A princesa visitou a Fundação São Marinho, no centro do Rio de Janeiro, que cuida de crianças e adolescentes em situação de risco, na realidade soropositivos.

Eu, muito jovem naquela época, me encantei com essa postura da princesa. Ela não somente teve um casamento de conto de fadas. Ela parecia uma princesa saída de um livro: linda, doce e com o coração cheio de bondade, disposta a fazer diferença no mundo. Como uma princesa se dispõe a visitar um local como aquele? Ela tinha mesmo um coração de ouro. Virei fã dela, como milhões de outras pessoas.

Falando em mudar o mundo, em 1993, a então Funenseg, hoje Escola de Negócios e Seguros (ENS), cravou um marco no Brasil ao criar a campanha Seguro, uma vocação da mulher. Buscando mulheres para ingressar na profissão de corretora de seguros para aumentar a representatividade, a equidade de gênero no setor, eles contrataram a agência de publicidade Salles para selecionar no território nacional 4 mulheres corretoras de seguros para estrelar a campanha.

Nós fomos as garotas propaganda da agência, Christina, Silvia, Célia e eu, representantes de uma iniciativa pioneira da Funenseg. E quando recebemos nossos cachês, a primeira coisa que fizemos foi doar o valor para a mesma instituição visitada pela Lady Di. Eu também queria mudar o mundo, queria fazer diferença, e parecia que as coisas caminhavam para isso, uma vez que o mercado de seguros oferecia oportunidade de ascensão para as mulheres.

Entretanto, esse futuro parece que ainda não chegou.

 

Ao longo de décadas temos visto grandes homens trabalharem com afinco e muita determinação. Eles criaram um setor tão forte, e tão robusto que representa atualmente 6,7% do PIB, gera mais de 175 mil empregos diretos e faz a gestão de investimentos equivalentes a cerca de R$ 1,3 trilhão, quase um quarto da dívida pública brasileira, que o coloca entre os maiores investidores institucionais do país. Podemos nos orgulhar.

Hoje o setor tem 55% de mulheres no quadro. Elas representam uma poderosa força de trabalho.

Por que digo que ainda não chegamos lá? Quantas desse 55% do mercado de seguros está na liderança?

O mundo dos negócios foi criado pelos homens, e continua, na sua maior parte, operando de uma forma masculina, que exclui as mulheres, que não leva em consideração que as desigualdades históricas resultaram em profundas diferenças de comportamento de consumo.

Por exemplo: lido com centenas de condomínios no Distrito Federal e muitas mulheres são sindicas. Por que não temos mais produtos desenvolvidos e pensados para as mulheres?

A mulher, em todos os setores da seguridade, precisa ser compreendida dentro do contexto histórico de desigualdade pelo qual passou, para comprar mais.

Cito mais um exemplo: o setor automobilístico. Ele está na nossa frente nesse sentido, certamente com bons resultados. Antes, a mulher levava um homem na hora de comprar o carro. Hoje ela tem o prazer de ir sozinha, sabendo que pertence aquele lugar. A mulher pode chegar numa concessionária dizendo que não entende nada de carro … e não será chamada pejorativamente de loura burra. Está no seu direito.

Precisamos ampliar negócios e nós, mulheres, podemos ajudar. Se a população mundial é composta por homens e mulheres em percentual quase igual, por que haveríamos de considerar somente a metade como capaz de construir nosso futuro?

As mulheres representam capital humano e mercado imensos, crescentes, com demandas de consumos e produtos reprimidos, com potencial para gerar riqueza e desenvolvimento.

A desigualdade entre os sexos impacta de forma negativa no crescimento do setor de seguros. É o que mostram os relatos do livro Mulheres no Seguro, escritos com emoção por mulheres poderosas, que todo dia rompem mais uma barreira. Muitas vezes é como jogar um jogo cujas regras são diferentes para os jogadores.

Homens e mulheres, como seres humanos compartilhando um mundo podem utilizar as vivências para mudar a realidade, em benefício da sociedade.

Este livro inédito, Mulheres no Seguro, surge como interessante experiência para pessoas que lidam com números e resultados. As 30 coautoras, revelam-se personagens repletas de idealismo e garra, que souberam expor suas ideias com grande padrão literário. Demonstram liderança e visão de futuro, mas não escondem o sacrifício sofrido nas trajetórias cheias de obstáculos.

Mulheres no Seguro entra na história porque chama a atenção de gestores e influenciadores para que diminuam, na seguridade, os limites de crescimento ainda impostos às mulheres do setor.

Peço que nos ouçam porque estou falando de bilhões de oportunidades. Por muito tempo, as mulheres foram exploradas, passadas para trás. São milênios de história de exclusão das mulheres de espaços de tomada de decisão e de autonomia.

A jovem sonhadora de 20 anos, que achava que podia mudar o mundo, que desejava que as mulheres fossem mais do que princesas, ainda vive aqui, dentro do meu peito. Mas sei que para fazer diferença preciso de todos vocês, precisamos de todos nós.

Agradeço a generosidade do presidente Dr. Juliano Ferrer e de toda organização do relevante congresso da Associação Internacional de Direito de Seguro (AIDA) por abrir espaço para o lançamento do Livro Mulheres no Seguro.

Presentes no congresso, quinze das 30 coautoras do livro, idealizado por Andreia Roma e publicado pela Editora Leader, de São Paulo, cuja coordenação, tive a honra de fazer.

Termino com o texto escrito pela grande escritora gaúcha Lya Luft, que nos deu a honra extrema de prefacia-lo.

“Não posso dizer quanto e quantas vez escrevi e falei sobre a questão da mulher e seu valor, sua capacidade, sua importância também fora da casa e da família.

Mas cada vez me anima comentar o assunto, que já devia ter sido resolvido e assimilado pela humanidade em toda parte. Vai demorar, eu sei, pois há lugares recônditos, em que questões de informação ou crença nos limitam. Mas o dia vai chegar, em que não se precisará discutir o tema das minorias: crianças, negros, índios e … mulheres. Pois todos esses preconceitos, que revelam ignorância mental, desinformação e insegurança, terão sido, se não resolvidos, ao menos abrandados”.

Regina Lacerda

Coordenadora e Coautora do Livro Mulheres no Seguro
CEO da Rainha Seguros
Presidente do CESB

Corretora de seguros fecha parceria com startup com foco no setor de construção civil 370

Corretora de seguros fecha parceria com startup com foco no setor de construção civil / Foto: Cytonn Photography / Unsplash Images

Além do seguro obra, atuação conjunta disponibiliza outras coberturas, como de pet, consórcio, automóvel, vida e erros & omissões (E&O)

Reformar uma casa ou um empreendimento não é tarefa fácil. Além da logística dos materiais a serem providenciados e contratações de bons profissionais, há também a missão em administrar os imprevistos que surgem, como de um cano furado ou uma instalação malsucedida que precisará ser refeita. Pensando nisso, a corretora Globus Seguros e a Cada Casa — startup que oferece soluções de construção civil para pessoas físicas e profissionais da área – se uniram para auxiliar com apólices de seguros e suporte na compra de materiais àqueles que planejam uma obra.

Enquanto a construtech entra com a consultoria dos materiais e profissionais necessários para o projeto, a Globus disponibiliza assistência com o seguro de obra personalizado, atendendo desde coberturas básicas até apólices com 20 garantias adicionais. “Já trabalhávamos com proteção de reformas, mas a parceria com a Cada Casa tem tudo para impulsionar ainda mais as vendas desse produto. Além, claro, de conscientizar os envolvidos no setor sobre a importância dos seguros contra prejuízos indesejados”, conta Rodolfo Bokel, sócio da corretora.

Segundo o executivo, as coberturas serão prestadas por três seguradoras — indenizando os clientes em casos de danos à terceiros, terraplanagem, fundações, estruturas, vedações em geral e acabamentos, tanto em casos de restauração como de novas construções. Diante desta facilitação, a Globus estima alcançar cerca de mil apólices mensais.

“Em 2022, a startup visa ampliar sua base de clientes em 15% ao mês, atendendo um total de 2.500 clientes até o fim do ano. Destes, a expectativa é que aproximadamente 50% sejam assistidos por algum seguro via Globus”, revela Bokel.

Além do seguro obra, a parceria disponibiliza outros tipos de seguros, como de pet, consórcio, automóvel, vida e erros & omissões (E&O). “Quando falamos em reformas, em especial as habitacionais, falamos na transformação dos lares e da vida das pessoas que irão morar nele. É natural que estas pessoas queiram passar por este processo com a maior segurança possível. A parceria com a Cada Casa visa aumentar ainda mais a tranquilidade de seus clientes pela oferta de seguros associados não somente a reformas, mas à diversas áreas e interesses do nosso público”, diz o sócio.

Seguro E&O

Bokel reforça que apesar de a Cada Casa oferecer uma série de soluções que visam reduzir as incertezas associadas às reformas e promover maior segurança — através de especificação de matérias de qualidade e indicação de profissionais habilitados e experientes, imprevistos podem acontecer. “Neste sentido, não poderíamos deixar de incluir o E&O, visto que a construtech mantém uma rede de arquitetos e engenheiros que contribuem em projetos, denominados ‘Profissionais da Casa’. Nosso compromisso com a startup engloba tanto o consumidor final quanto a grupos frente a obras. Afinal, eles também são nossos clientes”, finaliza.

Dyogo Oliveira prevê expansão contínua do setor de seguros nos próximos anos 554

Dyogo Oliveira é presidente da CNseg / Foto: Luciana Whitaker / Divulgação

Nova expansão deve ampliar participação da indústria seguradora no PIB do Brasil

O novo Diretor-Presidente da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), Dyogo Oliveira, afirmou que o setor de seguros está entre as atividades credenciadas a crescer de forma contínua nos próximos anos, tendo em vista as profundas mudanças que resultam em uso crescente de novas tecnologias, produtos inovadores, regras regulatórias mais flexíveis e menos onerosas. Este ano, em meio a um cenário de incertezas, a arrecadação do setor deve crescer na casa de dois dígitos, oscilando entre 13% e 15%. A nova expansão projetada será suficiente para o setor segurador ampliar sua participação em proporção ao PIB, hoje perto de 6,5%.

Sobre o Open Insurance, Dyogo Oliveira afirmou que o projeto precisa de ajustes em termos de prazos de implementação e em relação a produtos que devem ter os dados abertos, para atingir seus objetivos, como o de ampliar a concorrência das empresas e o nível de proteção das mais variadas faixas de públicos. “Dependemos de pequenos ajustes, que não são protelatórios, mas necessários para alcançar os objetivos pretendidos e evitar gastos desnecessários”, assinalou Oliveira. Os investimentos na estruturação do Open Insurance, considerando-se um universo de 65 empresas participantes, deverão totalizar cerca de R$ 650 milhões, pelas estimativas do Diretor-Presidente da CNseg.

Um dos desafios históricos do mercado segurador, o de ter sua real importância reconhecida pelo governo e a sociedade, já é uma causa abraçada pelo novo dirigente da CNseg. “Já somos um setor relevante, mas a percepção de nossa grandeza ainda é muito pequena, quer seja no governo, quer no conjunto da sociedade. Respondemos por uma participação de 6,5% do PIB e detemos cerca de 25% da dívida pública em mercado”, complementou.

Para reforçar a ideia da importância do setor que passa despercebida, Dyogo destacou outros números que tornam as pessoas e seus negócios mais resilientes. Na Saúde Suplementar, as despesas pagas pelas operadoras superaram R$ 200 bilhões no ano passado, quase o dobro do orçamento do Ministério da Saúde na fase pré-pandemia. Na carteira de automóvel, as indenizações somaram R$ 22 bilhões, o suficiente para a compra de 380 mil veículos populares, ou seja, 20% da produção nacional. Desde a eclosão da pandemia, as seguradoras, de forma voluntária, pagaram quase R$ 7 bilhões por mortes decorrentes da Covid.

O Presidente da CNseg informou que intensificará a interlocução com governo, órgãos de supervisão do mercado e o conjunto da sociedade, aperfeiçoando a comunicação institucional, de forma a ratificar que o setor segurador é estratégico para o desenvolvimento do país e vital para reduzir as vulnerabilidades de pessoas e empresas diante dos riscos, devendo, em razão disso, ser uma atividade fomentada para retroalimentar o próprio crescimento econômico, seja ao assumir riscos de diversas naturezas, seja na condição de investidor institucional. Segundo Dyogo Oliveira, uma interlocução de nível superior planeja estabelecer “uma relação ganha-ganha para todos” – sociedade, governo e o mercado segurador.

CNseg divulga novo ranking das empresas do setor de seguros 532

CNseg divulga novo ranking das empresas do setor de seguros / Foto: Pavel Danilyuk / Pexels

Levantamento reúne dados da média móvel de 12 meses até fevereiro e toma como base a receita nas operações em cada segmento do setor segurador

O ranking das empresas do setor de seguros, até fevereiro de 2022, elaborado pela Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), está disponível para consultas no portal da entidade. O levantamento reúne dados da média móvel de 12 meses até fevereiro e toma como base a receita nas operações em cada segmento do setor segurador (Danos e Responsabilidades, Vida e Previdência, Capitalização e Saúde Suplementar). A exceção ao período são as operações de Saúde Suplementar, que considera os 12 meses encerrados em dezembro de 2021, em virtude do calendário de divulgação dos dados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

O ranking utiliza dois critérios para o posicionamento das companhias: i) por grupo econômico ou empresa, este último no caso das singulares; e ii) por empresas dentro dos quatro segmentos e das suas principais linhas de produtos, seguindo os agrupamentos adotados. Para fins de cálculo, considera o prêmio direto para seguradoras, contribuições para entidades de previdência; faturamento para companhias de capitalização; e contraprestações pecuniárias para a saúde.

Em Danos e Responsabilidades, a evolução em 12 meses móveis registrou alta de 16,5% até fevereiro, atingindo R$ 93,0 bilhões no período. Os cinco maiores resultados dos grupos econômicos em arrecadação e, em consequência, em participação de mercado em 12 meses até fevereiro ficaram a cargo da Porto Seguro (R$ 14,0 bilhões e 15,0%); Mapfre (R$ 7,8 bi e 8,4); Tokio Marine (R$ 7,4 bi e 7,9%); BB Seguros (R$ 6,8 bi e 7,3%) e Allianz (R$ 6,8 bi e 7,3%).

O segmento de Coberturas de Pessoas experimentou crescimento de 12,7% nos 12 meses até fevereiro, quando comparado ao mesmo período do ano anterior, alcançando R$ 194,8 bilhões. Considerando-se de novo o critério de grupo econômico e tamanho de market share – respectivamente -, os cinco primeiros do ranking nesse segmento foram BB Seguros (R$ 52,6 bi e 27,0); Bradesco (R$ 39,0 bi e 20,0%); Caixa Seguros (R$ 37,5 bi e 19,2%); Zurich (R$ 17,4 bi e 8,9%); e Itaú (R$ 13,7 bi e 7,1%).

Em Capitalização, o faturamento de 12 meses acumulou R$ 24,8 bilhões, alta de 7,6%. Os cinco grupos econômicos que mais contribuíram para o resultado foram Bradesco (R$ 5,7 bi e 22,8); BB Seguros (R$ 4,5 bi e 18,0%); Santander (R$ 3,8 bi e 15,5%); Itaú (R$ 2,7 bi e 11,0%); e Icatu (R$ 2,2 bi e 9,0%)

No segmento de Saúde Suplementar, as maiores receitas em 12 meses encerrados em dezembro de 2021 (último dado divulgado pela ANS) foram os seguintes grupos econômicos:

Bradesco (R$ 31,4 bi e 12,7%); SulAmérica (R$ 22,1 bi e 8,9%); Amil (R$ 19,9 bi e e 8,0%); NotreDame Intermédica (R$ 9,9 bi e 4,0%); e Hapvida (R$ 7,6 bi e 3,1%).

O ranking do setor de seguros da CNseg está disponível neste endereço.

Profundas transformações no Seguro Garantia nas duas últimas décadas 438

Stephanie Zalcman é embaixadora da Sou Segura (Associação das Mulheres no Mercado de Seguros) / Divulgação

Confira artigo de Stephanie Zalcman, embaixadora da Sou Segura (Associação das Mulheres no Mercado de Seguros)

O seguro Garantia foi transformado nas últimas duas décadas. Em junho de 2003, a Superintendência de Seguros Privados (Susep) publicou a Circular 232 com o objetivo de divulgar as informações mínimas que deveriam estar contidas nas apólices, condições gerais, condições especiais e outras disposições, um avanço para a época no que se referia ao Seguro Garantia em geral, uma redação bem-intencionada e que pela primeira vez registrou a nova modalidade Judicial. Naquela época o setor tinha um cenário bem diferente, o mercado de resseguros no Brasil era fechado, com o monopólio do IRB, e o volume de prêmios dessa modalidade era relativamente baixo para o potencial. No início houve resistência e a maioria das seguradoras abriram as carteiras por volta de 2010, a partir de quando o seguro garantia de forma geral foi se desenvolvendo, com uma importante contribuição do segmento judicial.

Os anos seguintes tiveram resultados expressivos – crescimento do volume de prêmio entre 2005 e 2013 na ordem de quase 1.000% – o mercado ganhou força e foram necessários ajustes. Por isso, em novembro de 2013, a Susep publicou a Circular 477/2013, mas que era um tanto confusa. Extensa, com diversas regras para as seguradoras registrarem suas notas técnicas, distinções foram feitas entre os produtos para o setor público e privado, a Susep deixou de contabilizar de forma separada cada modalidade, mas não se preocupava em simplificar e apresentar de forma claro o produto aos segurados.

Em seguida vivemos anos de incrível desenvolvimento deste setor, seja no Seguro Garantia Judicial ou em todas as outras modalidades – entre 2003 e 2021 houve crescimento de 308%, passando de R$ 1 bilhão para R$ 3 bilhões o volume de prêmio emitido, mantendo evolução estável mesmo em um período de desafios da pandemia.

Em meio a esse franco crescimento, finalmente a Susep acertou a mão com a nova Circular 662/2022, publicada em 12 de abril, alcançando a simplicidade, objetividade e liberdade para atuação do mercado. Em 37 artigos, a autarquia demonstra foco em dar autonomia e liberdade às seguradoras, em vez de um engessamento regulatório.

A circular Susep 662/2022 entrou em vigor no dia 2 de maio estabelecendo as novas regras e critérios para a elaboração e a comercialização do Seguro Garantia. A partir de 1º de janeiro de 2023 as seguradoras não poderão mais comercializar novos contratos em desacordo com as disposições da Circular.

O texto, que passou por duas consultas públicas no ano passado, com a última rodada realizada em novembro de 2021, refina as regras e diretrizes do segmento, aumenta a precisão técnica, reforça os mecanismos de transparência, adota redações mais adaptadas à realidade do mercado e reduz significativamente a assimetria de informações entre as partes interessadas no seguro.

Seguindo a linha da Susep de simplificação do mercado, a nova norma visa facilitar a regulação, aumentar a liberdade contratual e fomentar novos clausulados. Além disso, a Circular ajusta dispositivos para atender melhor a demanda dos clientes e para assegurar e proteger os seus direitos. Dentre as principais mudanças, podemos destacar a flexibilidade e a liberalidade negocial entre seguradora, tomador e segurado, para cobertura de seus riscos.

Temos, agora, regulamentação condizente com um mercado maduro, com liberdade de atuação, pronto para o potencial brasileiro de desenvolvimento do Seguro Garantia.