Contratação de seguros sob demanda deve impulsionar proteção em diversos nichos

Gerente de Desenvolvimento de Produtos da Mongeral Aegon classifica novidade como um grande avanço ao mercado nacional

No final de agosto a Superintendência de Seguros Privados (Susep) editou a Circular 592, que apresenta as condições gerais para customização de planos de seguros com vigência reduzida de contrato e a criação da modalidade com o período intermitente. Ou seja, agora, as companhias seguradoras podem oferecer apólices que serão acionadas de acordo com a conveniência do consumidor.

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O lançamento da solução “on-demand” no mercado segurador é considerada uma evolução para Patrícia Costa, gerente de Desenvolvimento de Produtos da Mongeral Aegon. “[A Circular 592 introduziu] a possibilidade de contratar um seguro de vida ou para um bem no período em que for mais propício para cada segurado, podendo ser em meses, dias, horas, minutos, jornada, viagem ou trecho. O período poderá ser convencionado de forma descontinuada por determinados critérios de interrupção e recomeço, bem como inclusão ou exclusão de cobertura dos riscos, ‘liga e desliga'”, cita a especialista.

Para Patrícia as oportunidades são muitas nos mais diversos ramos de seguros. “Em Vida e Previdência [foco de atuação da Mongeral Aegon] abre-se um leque infinito de oportunidades, a partir de um ecossistema regido pela jornada diária do cliente. Além disso, o produto – na sua versão mais reduzida de cobertura – inclui uma grande fatia do mercado mais sensibilizada pelo preço do seguro e que por esta razão, não o contratava. Também não devemos deixar de considerar outro aspecto deste novo modelo de seguro que diz respeito à sua democratização: agora, o segurado é quem escolhe quando e por quanto tempo quer estar segurado e nossa expectativa com isso é a de que o tema “seguros” fique cada vez mais próximo da população, abrindo oportunidades e interesses para outras coberturas”, explicou. “Com criatividade e visão nas inúmeras possibilidades/ocasiões para coberturas, acreditamos ser possível atender a um grande volume de clientes, adequando a oportunidade à cada perfil, ou seja, não há limitação nesse sentido”, completa.

A gerente de uma das companhias de seguros com maior tempo de atuação no Brasil acredita que os novos modelos devem contribuir com a ampliação da base de segurados. “[Isso deve acontecer] através da comercialização de produtos para nichos ainda não explorados. Esta formalização é uma tendência mundial e uma evolução natural. Representa um passo à frente no marco regulatório do setor de seguros e uma inovação importante, permitindo aos segurados a contratação das garantias pelos períodos desejados”, reitera. “Montar todo o quebra cabeça tecnológico, a melhor forma de ofertar o produto e, finalmente, um jeito completamente novo de subscrever o risco, baseado nesse dinamismo é desafiador e recompensante e nós da Mongeral Aegon estamos preparados para essa nova era do seguro”, finaliza.

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