Estresse financeiro: um mal para a saúde de empresas e colaboradores

Preocupações financeiras influenciam diretamente a saúde mental e precisam ser encaradas pelos RHs das empresas

A realidade de alta inflação e a crise econômica levam o país a contar com uma fatia considerável de endividados: 77,3% entre maio e junho, segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Mas falar de dinheiro ainda é um tabu e muitos brasileiros sentem as consequências desse atual cenário econômico serem refletidas na própria saúde e na qualidade de vida.“O estresse financeiro, ou seja, o excesso de preocupação com o dinheiro e as contas, pode levar à ansiedade, distúrbios do sono e depressão. As finanças pessoais problemáticas podem se tornar um mal silencioso, que pode levar até à depressão”, comenta Thiago Liguori, diretor médico da health tech Pipo Saúde.

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Segundo a pesquisa da fintech Onze, “Estresse financeiro dos brasileiros”, o Dinheiro preocupa mais que Saúde, Família, Trabalho e até Violência. Dos 1535 trabalhadores com empregos formais consultados, 75% afirmaram que as preocupações financeiras influenciam diretamente sua saúde mental e na qualidade de vida. E 18% dos respondentes já precisaram buscar apoio psicológico em decorrência de problemas financeiros.

“Em média, 3,3 horas de rendimento são comprometidas pelo estresse financeiro. Em um ano com 48 semanas úteis, já descontadas as férias, aproximadamente 158 horas são afetadas por ano. Isso equivale a cerca de 20 dias úteis, ou seja, um mês de trabalho”, explica Ana Paula Netto, consultora financeira da Onze, baseada em análise feita pela fintech a partir do estudo.

A produtividade do colaborador é diretamente comprometida. Colaboradores estressados são mais distraídos, têm dificuldades em focar nas tarefas cotidianas e gastam muito tempo durante o expediente tentando resolver seus problemas financeiros. Além disso, se ausentam do trabalho, o chamado absenteísmo, muitas vezes por incapacidade emocional ou física de trabalhar. Na mesma pesquisa, 59% dos entrevistados responderam que perdem o sono e 55% perdem o foco pensando nas preocupações financeiras.

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Chubb no JRS

Segundo estudo publicado por pesquisadores de Londres na revista médica Social Psychiatry and Psychiatric Epidemiology, que avaliou a produtividade no trabalho de pessoas com depressão, considerando a extensão e os custos do absenteísmo e do presenteísmo – este caracterizado pela presença física, mas ausência de foco – em oito países, incluindo o Brasil, os custos relacionados ao presenteísmo, superam os do absenteísmo. Por aqui, o resultado mostrou que o custo anual de produtividade associado ao presenteísmo foi três vezes maior que o do absenteísmo.

“Um desequilíbrio na saúde mental pode gerar desde o presenteísmo ao desenvolvimento de distúrbios mentais, como ansiedade, depressão, até um burnout, que inclusive entrou neste ano na lista de doenças laborais, podendo ser caracterizada como acidente de trabalho”, explica Thiago Liguori, diretor médico da Pipo Saúde.

*Especialistas de saúde e finanças se unem para debater o Estresse Financeiro e as suas soluções*

No próximo dia 17 de agosto, às 11h, a Onze e a Pipo Saúde realizarão um evento virtual gratuito para debater as consequências e possíveis soluções para os problemas causados pelo estresse financeiro tão presente na vida dos brasileiros.

O webinar “O impacto do estresse financeiro na saúde mental do colaborador” contará com a presença de Thiago Liguori, diretor médico da Pipo Saúde, e Ana Paula Netto, consultora financeira da Onze. Para se inscrever, basta acessar este link <materiais.onze.com.br/estresse-financeiro-e-saude-mental>. A transmissão será realizada pelo Youtube e os inscritos receberão o link de acesso diretamente por e-mail.

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