Pessoas: o maior ativo que uma empresa possui

Companhias investem em processos mais humanizados para aumentar produtividade de colaboradores

A pesquisa Moving Toward Excellence: Key Practices That Differentiate Leaders and Laggards (em tradução livre, “Em direção à excelência: principais práticas que diferenciam líderes e retardatários”), que contou com a participação de mais de 600 gestores de recursos humanos (RH) de empresas norte-americanas, mostra a diferença entre as organizações que estão à frente em seus programas de experiência do colaborador e as organizações que estão sempre atrás, que não enxergam o seu colaborador como um ativo valioso. Esse levantamento mostrou que as empresas com programas ativos de experiência do colaborador têm 12 vezes mais probabilidade de conquistar crescimento de receitas superiores a 20% em relação ao faturamento obtido nos anos anteriores.

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Uma empresa que se preocupa com seus colaboradores está atenta ao ambiente de trabalho que precisa estar adequado ergonomicamente e psicologicamente além de livre de riscos de acidentes. Tais medidas fazem parte da responsabilidade da organização. No entanto, se a empresa se concentrar apenas em resultados e se opuser totalmente à postura de valorização, dificilmente o sucesso será total e duradouro.

Para André Rufatto, sócio administrador da Rufatto Transportes e Logística, “a construção da empresa se dá através dos seus colaboradores. É graças aos profissionais que passaram por aqui que a transportadora tem a forma que tem hoje. Todos contribuíram, cada um à sua maneira, independente de continuarem fazendo parte da empresa atualmente ou não. São elas, as pessoas, a base para tudo dentro da organização. São, de fato, essenciais”.

Uma empresa de origem e ambiente familiar como a Rufatto colabora para ter uma administração com um trabalho bastante humanizado, o bem-estar dos seus colaboradores está sempre dentre as prioridades, fazendo com que as taxas de produtividade e de lealdade aumentem. Como diferencial, a empresa possui um relacionamento bem próximo do fundador com todos os funcionários e oferece muitas oportunidades de crescimento.

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C Josias & Ferrer no JRS

“Ter esse contato muito próximo com o fundador da empresa e também com toda a diretoria facilita bastante o trabalho nesse sentido. As pessoas se sentem mais valorizadas e nós as ouvimos quando elas nos trazem ideias. Conseguimos acompanhá-las de perto, dar e receber feedback, fazendo questão de agradecer pessoalmente e em público cada um, sempre que possível. Além disso, semanalmente, fazemos um almoço com os colaboradores com intuito de descontrair e aumentar a sinergia. Com isso, eles entendem a história que há aqui dentro, entendem o porquê de a empresa estar onde está e se alinham com os nossos valores”, complementa André.

Nesse contexto, as pesquisas de satisfação interna também são um aparato de extrema importância para as empresas. Além de ser possível saber com mais precisão o que precisa ser aprimorado internamente, esses levantamentos são uma forma de mostrar aos funcionários que a empresa se preocupa com eles e espera criar um ambiente eficiente e agradável para todos.

“Estamos desenvolvendo e implantando uma pesquisa de satisfação de maneira formal dentro da Rufatto. Houve uma reestruturação recente em nossa área de Gestão de Pessoas visando principalmente humanizarmos as ações a serem realizadas, fazendo com que não só os colaboradores administrativos, mas também os motoristas fiquem mais próximos de nós. Ainda que não houvesse uma política mais definitiva sobre o assunto anteriormente, sempre estivemos bastante atentos com as questões dos colaboradores em geral. Isso sempre foi priorizado”, afirma André.

Ainda de acordo com o sócio administrador, a empresa dispõe de colaboradores muito leais e comprometidos, e com uma ótima taxa de produtividade. Isso deixa claro que a empresa está no caminho certo e os métodos humanizados implementados colaboram muito para criar esse clima agradável entre todos.

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