Você quer crescer como o Google? Utilize o OKR

Confira artigo de Pedro Signorelli, especialista com 20 anos de experiência no mercado corporativo

Quando abrimos uma empresa, os Objectives and Key Results (OKRs) devem ser, antes de tudo, uma prioridade da organização. Eles ajudam a definir o que é preciso realmente fazer, o que é prioritário naquele momento e onde focar os esforços, direcionando a decisão de quem precisa estar envolvido para a melhor execução desta agenda.

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Quando você está em processo de criação de uma empresa, não tem tempo para nada, não é mesmo!? Os OKRs, bem aplicados, trazem resultados no curto prazo, crescimento e, consequentemente, valorização do seu negócio. Desta forma, sua companhia aumenta a probabilidade de sucesso, melhorando a viabilidade de um investimento de longo prazo, facilitando o processo de decisão por parte de um fundo de investimentos, por exemplo.

Quando tiramos uma ideia de negócio do papel e aplicamos na prática, é necessário saber o que se quer e o objetivo a ser atingido em algum horizonte de tempo. Além disso, é extremamente importante definir metas ambiciosas que visem transformar os segmentos que você quer impactar. Posto isso, é necessário procurar o que melhor representa, quantitativamente o atingimento do objetivo, as evidências, algo que possa ser medido. Sem acompanhamento disciplinado dos OKRs ao longo do ciclo, nada vai acontecer.

A organização não aprende no primeiro minuto a usar os OKRs, é preciso investir tempo, alguém precisa ficar responsável por este tema, caso contrário o mais provável é que a iniciativa se perca. É fundamental que haja um treinamento, pois nós estamos habituados a pensar e agir de uma forma diferente do que os OKRs preconizam. Isso é especialmente presente em organizações já estabelecidas de maneira estrutural e nas pessoas com muitos anos de experiência.

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É preceito da gestão por OKRs que o planejamento de longo prazo seja desdobrado em ciclos menores, tendo como ponto fundamental o engajamento dos colaboradores em torno dessa agenda. Estes dois componentes são partes muito importantes nesse tipo de gestão. Estipular metas para um trimestre, por exemplo, permite que a companhia avalie os resultados quase em tempo real e corrija a rota, caso não tenha alcançado a meta prevista, ou ainda, que tenha encontrado novas dificuldades.

Dentro da minha experiência, vejo muita restrição de agenda por parte dos executivos. Muitas vezes, eles entendem que a implementação da metodologia é algo a mais que devem fazer, encaram como um “fardo”, mas não é. Também vejo que, muitas vezes, é difícil abrir mão daquilo que já se vem fazendo, em alguns casos, os pet projects. Afinal, não adianta ser algo que o CEO quer para a empresa, se os seus reportes diretos não dedicam tempo para isso.

Os OKRs vêm trazendo clareza sobre as prioridades de cada companhia. Na concepção, é um sistema bastante ágil e leve para alinhar as pessoas em torno daquilo que é mais importante para a empresa no curto prazo, visando resultados e podendo sofrer ajustes no decorrer do processo, ao invés da tradicional revisão anual de metas.

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