48% das empresas estão muito expostas ao risco de corrupção 461

Afirmação é de um estudo da ICTS Protiviti

Análise realizada a partir do relato de 642 companhias revela que, mesmo após a promulgação da Lei Anticorrupção, a maioria das empresas ainda não adotou métodos corretos para prevenir atos de corrupção e evitar penalizações. Consultoria alerta sobre os prejuízos causados pela falta de práticas em compliance e os benefícios ao adotá-las.

A promulgação da Lei Anticorrupção do Brasil (Lei Empresa Limpa 12.846/13) atendeu aos anseios da população e fortaleceu o combate à cultura da impunidade. Com sanções administrativas severas, que podem ser aplicadas a companhias de todos os portes, as empresas deveriam incluir em sua agenda a criação de medidas para prevenir e combater a corrupção e as fraudes. Contudo, este cenário ainda não alcançou os níveis adequados de debate dentro da maioria das organizações, de acordo com a ICTS Protiviti, consultoria especializada em auditoria interna, serviços em gestão de riscos e compliance, que realizou uma análise do nível de maturidade de compliance de empresas brasileiras.

Com uma amostra de 642 companhias, o levantamento aponta que 48% das empresas analisadas estão em situação de extrema exposição a riscos de corrupção e apenas 3% adotam um bom conjunto de ações de um programa de compliance. Os números apresentam uma situação alarmante por parte das companhias quanto às atuais medidas tomadas para sanar os riscos associados à corrupção, condutas antiéticas, fraudes e outras falhas de conformidade.

De acordo com Jefferson Kiyohara, líder da Prática de Riscos & Compliance da ICTS Protiviti, as empresas precisam aumentar a conscientização sobre a importância de implantar um programa efetivo de compliance. “Mesmo com a ampla divulgação sobre o tema em função das investigações, acordos e sanções impulsionados pelas operações da Polícia Federal, como Lava Jato e Zelotes, muitas companhias ainda não entraram na rota correta para proteger o seu negócio, a sua reputação e os seus profissionais, e inclusive há aquelas que pagarão para ver até onde conseguirão chegar sem adotar as medidas anticorrupção necessárias. Os benefícios de um programa efetivo de compliance vão além do mero atendimento de um requisito legal: há o reforço da cultura organizacional, redução de custos com fraudes e sanções, assim como a atração e retenção de talentos, entre outros”.

Programas de compliance inexistentes ou incipientes expõem a riscos como o fechamento da empresa, perda de clientes, restrição de acesso a crédito, danos reputacionais junto a fornecedores e clientes, gastos com multas, punições e com advogados de defesa, sem contar os prejuízos financeiros alavancados pelas fraudes, que são responsáveis por uma perda média de 5% do faturamento das empresas, conforme levantamento da Association of Certified Fraud Examiners (ACFE).

Segundo a consultoria, na análise deste ano houve um aumento pelo interesse no tema compliance, principalmente entre empresas de até 99 colaboradores. Se comparada à versão realizada em 2015, esta nova amostra foi ampliada em 38% no número de empresas participantes. Dessas, 56% são companhias de até 99 profissionais, 21% contemplam de 100 a 499 funcionários e 23% estão acima de 500.

Outra informação preocupante apresentada na análise relata que 71% das empresas ainda não mapearam seus riscos de exposição à corrupção e 68% não adotam processos de análise de terceiros (Due Dilligence). Para o especialista, tais dados demonstram que há ainda um caminho a ser percorrido. “Na atual conjuntura, os orçamentos estão limitados. O mapeamento de riscos permite identificar o que é crítico e definir um plano de ação priorizado, otimizando o uso dos recursos da empresa. E mesmo assim não tem sido feito”. Analisando os riscos de terceiros, Kiyohara afirma: “Se o pagamento de propina for feito por um fornecedor, em benefício da empresa, ambos podem ser penalizados. E mesmo assim, há empresas que não se preocupam em realizar uma pesquisa reputacional do seu fornecedor”

A situação também é grave entre empresas que mantêm relações comerciais com entes públicos. Do total de companhias analisadas, 70% atendem o setor governamental. Dessas, 67% ainda não mapearam seus riscos de exposição à nova lei e o mesmo número não possui mecanismos de avaliação de terceiros (Due Dilligence). Os dados apontam uma inadequação, mesmo em processos críticos. “É fundamental conhecer quais são os agentes públicos com quem a empresa interage, quem faz esta interação e como ela é feita” reforça Kiyohara.

Em relação aos elementos de compliance mais presentes na análise, 61% afirmam possuir Código de Ética e Conduta, enquanto 62% disponibilizam um canal de denúncia que permite a apuração de registros anônimos de desvios e violações do Código. A dúvida, nesses casos, é qualitativa, ou seja, se as empresas estão de fato alinhadas com as melhores práticas. Por exemplo, o canal é, de fato, independente? O código é de conhecimento de todos e praticado no dia a dia?

As informações analisadas pela ICTS Protiviti têm origem em dados registrados em seu portal (www.portaldecompliance.com.br) que oferece para todas as organizações que desejarem a possibilidade de avaliar gratuitamente seu nível de compliance e aderências às melhores práticas de um programa de integridade. Todas as empresas interessadas em avaliar sua situação em relação à exposição a riscos e seu grau de maturidade em compliance podem acessar o website www.portaldecompliance.com.br.

Banco Inter lança seguro auto contra danos causados a terceiros 339

Banco Inter lança seguro auto contra danos causados a terceiros

Objetivo é oferecer uma alternativa 100% digital para clientes que não são atendidos pelos produtos disponíveis atualmente no mercado

Com o objetivo de oferecer uma alternativa para clientes que não são atendidos pelos produtos disponíveis atualmente no mercado, o Banco Inter lança a opção de seguro auto contra danos causados a terceiros, com contratação 100% digital.

A adesão é feita sem a necessidade de vistoria do veículo e garante exclusivamente cobertura para danos materiais e corporais causados a outras pessoas envolvidas no acidente, com proteção, inclusive, para carros antigos, com até 25 anos de fabricação. Também inclui assistência 24 horas, com chaveiro, socorro mecânico, táxi e guincho, além de sorteio de mensal de capitalização no valor de R$ 5 mil.

O pagamento pode ser feito em 10 vezes de R$ 54,08. “Nosso objetivo é garantir uma proteção com preço mais acessível para quem dirige com responsabilidade, mas não quer assumir o risco no caso de se envolver em um acidente, provocando danos materiais ou físicos a outras pessoas”, explica Paulo Padilha, diretor executivo da Inter Seguros.

A cobertura contempla qualquer veículo, incluindo carros, motos, ônibus, vans, caminhões e bicicletas. Também se estende a eventuais prejuízos causados contra imóveis residenciais e comerciais, públicos e privados. A apólice também contempla pedestres vítimas de danos corporais ou morte.

Fundos de previdência da MAPFRE entre os de melhor rentabilidade 594

MAPFRE Investimentos: Choques inflacionários "ainda" se dissipam no tempo

Produto multimercado da companhia foi destaque num período de 10 anos, segundo estudo de dados da Economatica

Os fundos de previdência da MAPFRE obtiveram mais um importante reconhecimento do mercado. Desta vez, os produtos da companhia estão entre os com melhor performance, num período de 10 anos, segundo levantamento realizado pela XP Investimentos, com base nos dados divulgados pela Economatica.

No ranking, o fundo Gauss MAPFRE Juro Real FIC Multimercado Previdenciário apresentou um retorno de 223,73% em uma década, o que sugere uma rentabilidade bastante atraente ao consumidor na hora de investir a longo prazo.

Para o diretor de Vida, Previdência e Odonto da MAPFRE, André Serebrinic, os números demonstram a solidez da companhia em oferecer os melhores resultados aos clientes. “Nossos planos privados são trabalhados de maneira contínua, afim de oferecer ganhos consistentes e que, de fato, contribuam para a conquista de uma aposentadoria mais tranquila e próspera aos nossos clientes.”

De acordo com o executivo, este indicador é muito importante porque está relacionado à aposentadoria das pessoas, ou seja, planos de longo prazo. “Estar entre os melhores num período de 10 anos mostra como a MAPFRE tem resultados consistentes e confiáveis ao longo do tempo. É fundamental que os clientes analisem este fato quando selecionam o melhor fundo.”

Susep também destaca produto MAPFRE

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) também destacou a atuação da MAPFRE em recente pesquisa. Na avaliação da instituição, os fundos de Renda Fixa da companhia tiveram rentabilidade acumulada acima de 20% nos últimos dois anos, enquanto os Fundos Multimercados, que incluem produtos administrados pela MAPFRE Investimentos, registraram índices próximos aos 30% – tendo como base o CDI em 14,52%.

Bradesco Seguros inaugura sede na Zona Portuária do Rio de Janeiro 402

Mapping Especial marca o lançamento do moderno prédio, que concentra mais de três mil funcionários e colaboradores da companhia e conta com certificado internacional de sustentabilidade, ambientes abertos e bem iluminados

Bradesco Seguros inaugura sede na Zona Portuária do Rio de Janeiro
Bradesco Seguros inaugura sede na Zona Portuária do Rio de Janeiro

O Grupo Bradesco Seguros acaba de inaugurar sua sede, localizada na Avenida Rio de Janeiro, na região do Porto Maravilha. O lançamento é marcado por uma ação especial com um vídeo mapping na fachada do novo prédio – que se destaca por uma arquitetura moderna, ecoeficiência e posição privilegiada – reforça o compromisso do Grupo com a cidade onde foi fundado. A projeção reúne cartões postais da Cidade Maravilhosa, como Cristo Redentor, Bondinho e Pão de Açúcar, Arcos da Lapa, Praia de Copacabana, Maracanã e Sambódromo, misturados a ícones da empresa, seus produtos e serviços.

“A nova sede da Bradesco Seguros no Rio de Janeiro reflete a visão de futuro da companhia e reafirma a ligação histórica da companhia com a cidade do Rio de Janeiro, que foi o berço do nascimento do Grupo”, revela Vinicius Albernaz, Presidente da Bradesco Seguros. “Prezando pela eficiência e principalmente o bem-estar dos nossos funcionários e colaboradores, a nova sede é uma oportunidade de colocar em prática a visão de futuro da companhia. Além disso, ao escolher o Porto Maravilha, o Grupo Bradesco Seguros consolida ainda mais a sua relação com o Rio de Janeiro, contribuindo para o desenvolvimento da região”, completa o executivo.

O edifício de alto padrão tem 20 andares, 37 mil m² e abrigará as atividades do Grupo Segurador concentradas na cidade, que incluem as unidades da Bradesco Saúde, da Bradesco Auto/RE, além de áreas da Holding, reunindo mais de três mil funcionários e colaboradores. A nova sede tem como objetivo atender as novas diretrizes de sustentabilidade: a fachada de vidro da construção, por exemplo, foi pensada para o maior aproveitamento da luz natural. Já a frenagem dos elevadores inteligentes do prédio permite antecipação de chamada, que resulta em menor consumo de energia.

Divulgação
Divulgação

Na escolha do prédio, foram levadas em consideração características inovadoras do empreendimento, como o sistema próprio de reaproveitamento de água, inclusive da chuva, e outros mecanismos que garantem o uso renovável dos recursos naturais. A sede preenche todos os requisitos das certificações internacionais de sustentabilidade, como a Leed Gold (Leadership in Energy and Environmental Design), concedida pelo Green Building Council dos Estados Unidos. Esse selo reconhece projetos de alto desempenho que adotam as melhores práticas na construção, fomentando medidas sustentáveis que viabilizem e promovam essa ideia na indústria, além de garantir mais conscientização, segurança e saúde dos frequentadores do prédio a partir de ambientes internos mais saudáveis, favorecendo o aumento da produtividade e a redução de custos de conservação.

Espaços Flexíveis

A modernidade e o conforto dos funcionários foram duas premissas importantes no Projeto Rio. O conceito Open Space, por exemplo, é uma forma que a Organização Bradesco tem adotado em seus novos prédios e que também já é utilizado pelo Grupo Bradesco Seguros no prédio de Alphaville (SP). Nesse modelo, as estações de trabalho ficam dispostas em mesas integradas, sem divisórias altas separando as pessoas.  “Essa maior integração tende a ser bastante positiva ao propor uma atuação de cada vez mais sinergia entre os times, o que é muito positivo e enriquecedor para as experiências de todas as áreas”, completa Vinicius Albernaz.

Em busca de um novo conceito de ocupação do prédio, foram realizadas pesquisas sobre as tendências utilizadas em espaços corporativos ao redor do mundo. Os squads, localizados no quinto pavimento, são resultado desse estudo. Trata-se de locais específicos de trabalho para equipes multidisciplinares. Com toda estrutura física e técnica necessária, estão preparados para receber pessoas de fora e abrigar trabalhos em projetos ágeis.

Localização e deslocamento

O projeto de uma nova sede foi motivado pelo potencial da região portuária e localização próxima às principais vias de acesso ao Rio — Avenida Brasil, Linha Vermelha e Ponte Rio-Niterói —, garantindo mobilidade. O tema segurança também recebeu atenção especial. A seguradora montou projetos especiais com guias de serviços e segurança para contribuir com o desenvolvimento do entorno.

Marcio Coriolano, presidente da CNseg, é destaque em matéria do anuário “Valor 1000” 397

Coriolano é o convidado do próximo Almoço do Mercado Segurador Gaúcho

“Revolução silenciosa vem mudando o setor”, afirmou o líder da Confederação

Marcio Coriolano, presidente da CNseg, é um dos entrevistados da matéria “O pior da crise já passou – Avanço tecnológico produz mudanças no setor e garante evolução mesmo na crise”, do anuário Valor 1000. Essa edição destaca as 25 empresas campeãs em maior crescimento da receita líquida em seus setores em cinco regiões do Brasil.

O presidente da CNseg comenta que “uma revolução silenciosa vem mudando o setor”, referindo-se a questões como “o avanço tecnológico, que leva as empresas a investir mais em tecnologia para competir dentro de uma nova realidade em que despontam as insurtechs, as novas parcerias, criadas para facilitar e popularizar a distribuição de produtos, e a presença crescente de seguradoras estrangeiras, trazendo inovação ao mercado nacional.”

Marcelo Farinha, presidente da FenaCap, na mesma matéria, comenta que “o novo marco regulatório coíbe distorções e traz mais segurança jurídica para as duas partes.” Além dos presidentes da CNseg e da FenaCap, gestores de seguradoras e do IRB também foram entrevistados.

Mobiauto adquire segunda maior empresa de repasse de automóveis do País 393

Mobiauto adquire segunda maior empresa de repasse de automóveis do País

Aquisição foi uma estratégia para acelerar ainda mais o crescimento da empresa, que até então atuava no mercado B2C

Segundo o CEO da Mobiauto, Sant Clair de Castro Júnior, o plano original da empresa era criar uma ferramenta que facilitasse o processo de repasse de veículos entre concessionários e lojistas. “Porém, notamos a necessidade de acelerar o processo e comprar uma empresa com a ferramenta pronta e know-how neste setor – além de significativa aceitação e usabilidade. Começamos atuando apenas com venda B2C, na qual os carros das revendas ativas eram disponibilizados para pessoa física por meio de anúncio feito no nosso portal de classificados. Agora, com a PasseCarros, poderemos atuar também no setor B2B, ajudando as lojas a abastecerem seus estoques para melhor servir seus clientes”, afirma.

Neste momento, a Mobiauto conta com 70 pessoas no seu quadro de funcionários para seguir o plano de crescer exponencialmente mês a mês. Na fase de lançamento, em julho, eram 54 colaboradores. O objetivo é dobrar o tamanho nos próximos 12 meses, em quantidade de carros vendidos e faturamento. “Em pouco tempo, a empresa tem se mostrado efetiva em impactar o comércio”, reitera Sant Clair.

Para ele, ferramentas como a PasseCarros agilizam o processo de repasse de veículos usados e seminovos, potencializando as vendas dos concessionários. “Quando você resolve comprar um carro novo, geralmente, tem a opção de dar o seu carro como parte do valor. No entanto, algumas vezes o veículo usado como entrada não atende o público daquela concessionária ou loja, por isso há a necessidade do repasse do automóvel entre eles”, exemplifica.