Perdas com ciberataques podem ultrapassar US$ 2,1 trilhões até 2019 113043

Segurança digital é o tema do momento

Os ataques globais registrados durante todo o ano de 2017 expuseram como nunca uma questão contemporânea: os riscos cibernéticos, bem como as perdas potenciais oriundas destas ações. Até 2019, estima-se que as perdas podem atingir US$ 2,1 trilhões, de acordo com um estudo da Cyber Handbook.

Tudo que evolui para o bem da sociedade, também evolui para o mal. O que antes parecia ficção científica tornou-se realidade. Sistemas de hospitais, energia elétrica e telefonia em mais de 74 países foram atingidos pelos temidos ataques ransomware, onde é exigido o pagamento de um resgate para liberação do acesso aos documentos do usuário.

Maior alvo de ciberataques na América Latina, o Brasil também registrou contratempos com ataques do gênero. O empresário Augusto Lisboa (nome fictício), revela que teve seu servidor com todo o banco de dados necessário para o funcionamento de sistemas e serviços afetado pelo programa malicioso. “Mesmo com o pagamento exigido pelos hackers, nosso sistema não foi restabelecido”, conta ao lembrar que não houve nenhum comportamento suspeito nos computadores da rede antes do ataque.

O pagamento, ao qual a vítima se refere é realizado em Bitcoins, uma moeda virtual criptografada que impede o rastreamento. Em média, é cobrado US$ 300 por computador, mas o valor varia. Um Bitcoin era cotado a R$ 26.914,86 no dia 17 de novembro.

Os riscos cibernéticos foram tema central de um fórum organizado pela seguradora AIG, onde Luiz Milagres, Gerente de Riscos Cibernéticos da consultoria Ernst Young, ressaltou a percepção de amadurecimento das empresas brasileiras em relação ao assunto. “Cerca de 40% das empresas listadas na Bolsa de Valores já incluem em seus relatórios informações sobre investimentos em segurança digital. Isso mostra o quão sensível é o tema”, afirma ao ressaltar que 68% dos ataques partem de dentro da própria organização.

Além da perda de dados e da extorsão, ficam os ditos “lucro cessantes” e os prejuízos institucionais à imagem da empresa. A boa notícia é que, apesar do crescente temor causado pelos atos recentes, existem opções disponibilizadas pelo mercado de seguros para minimizar o impacto deste problema. Segundo a corretora Marsh, as contratações deste tipo de seguro somam aproximadamente US$ 2 bilhões e devem bater US$ 20 bilhões até 2025. Os Estados Unidos continuam a ser o maior mercado de seguros cibernéticos, onde quase 20% de todas as organizações têm cobertura contra estes riscos.

Este tipo de cobertura está disponível em terras tupiniquins desde 2012. “Trata-se de um seguro que não se limita apenas à proteção contra os riscos, mas sim uma solução para o gerenciamento da exposição cibernética de uma empresa”, explica Flavio Sá, gerente de linhas financeiras da AIG Brasil.

Segundo Ana Albuquerque, Gerente de Linhas Financeiras da Willis Towers Watson, a busca por este tipo de cobertura cresceu 143% em 2016. Hospitais, instituições financeiras, tecnologia, varejo, alimentos e bebidas estão entre os cinco segmentos que mais contratam seguros cibernéticos. É um novo nicho de mercado a ser explorado pelos Corretores de Seguros, os profissionais devidamente habilitados a realizarem uma consultoria profissional sobre as reais necessidades de empresas e consumidores que desejam ter uma garantia para que este problema não seja prejudicial a ponto de desestabilizar os resultados financeiros e tornar-se, assim, irreversível.

“Este tipo de proteção ainda é recente, mas está em evolução e o mercado de seguros sempre vai de encontro às mudanças da sociedade”, pensa Fernando Cirelli, executivo responsável pelo produto de Seguro Digital na BR Insurance. “É um produto complexo e com uma linguagem específica, mas aplicável a todos os ramos de atividades”, completa ao projetar que, em um futuro próximo, possivelmente, o seguro residencial, por exemplo, deve disponibilizar cobertura para dispositivos conectados.

Além dos ataques ransomware, o phishing (ver quadro) é um dos golpes mais comuns na rede, reitera Temistocles Mendes, Gerente Comercial de Identidade e Acesso da Gemalto. A empresa é especialista em soluções mundiais em tecnologia e também indexa os ataques reportados em nível mundial. Mendes ainda lembra que com o advento “internet das coisas” deve explodir o número de dispositivos suscetíveis a invasões e que as pequenas e médias empresas são as mais afetadas, pois, normalmente, não possuem estratégias de segurança digital.

De encontro a isso está a digitalização completa de processos até então burocráticos. É o que diz Alessandro Buonopane, Head of Insurance no Brasil da consultoria em tecnologia GFT. “Estamos evoluindo rapidamente e pensar a médio e longo prazo é necessário. As próprias seguradoras tornam suas tarefas mais acessíveis, seja na comunicação com o corretor ou na abertura de sinistros, que hoje pode ser feita por aplicativos móveis”, conta. “Vivemos uma nova era para os serviços financeiros”, diz ao lembrar do processo de digitalização dos bancos, que ocasionou na demissão de 20 mil profissionais que atuavam em agências físicas, como informou recentemente o Banco Central.

É consenso geral que o descuido do próprio usuário com acesso à rede é a maior causa dos problemas relacionados a segurança digital. Os ataques mundiais aconteceram devido a uma falha do Windows, que já contava com atualização que corrigia o problema. Nas versões mais recentes do sistema operacional uma funcionalidade que previne este tipo de ataque aconteça. Cabe ressaltar que também foram registrados ataques no Linux, mas em escala muito menor e isolada.

“A evolução diária dos riscos cibernéticos demanda atenção sobre o nível de segurança da informação corporativa dos usuários e a seguradora tem como missão cuidar dos recursos que garantem a continuidade dos negócios”, afirma Carlos Cortés, Head de Risk Engineering da Zurich no Brasil. A companhia é uma das poucas que também fornece seguro para riscos digitais que oferece proteção financeira à empresa em casos de responsabilidade civil decorrente de ameaças cibernéticas ou atos de violação de segurança ou de privacidade, incluindo proteção em casos de investigações formais e inquéritos.

Chubb Digital aborda gerenciamento de riscos no Seguro Ambiental 387

Especial Meio Ambiente acontece a partir das 9h30min desta terça, 22

O Chubb Digital segue na temática Meio Ambiente nesta terça-feira (22) às 9h30min. O especial desta semana abordará a importância do Gerenciamento de Riscos nas apólices de Seguro Ambiental, na visão de Marco Amendola, diretor de Engenharia de Riscos da Chubb.

O Chubb Digital são encontros nos quais a equipe da companhia interage com os corretores de seguros, apresentando novos produtos e soluções tecnológicas que possam cativar os mais variados consumidores. Os parceiros Chubb podem inscrever-se para conferir o Especial Meio Ambiente através deste link.

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Thinkseg realiza listagem direta de ações em Nova York 411

André Gregori é CEO e fundador do Grupo Thinkseg / Divulgação

Com operação de listagem pública, startup inclui América do Norte, México e Estados Unidos na área de atuação

O Grupo Thinkseg vai ofertar cotas da startup Thinkseg a investidores norte-americanos. O pedido de listagem foi feito neste mês de junho à Securities and Exchange Commission (SEC), comissão de valores mobiliários dos Estados Unidos). Após o cumprimento do prazo e procedimentos, exigidos no regulamento​, a operação de vendas das cotas será concluída em setembro.

A listagem direta – em inglês, Direct Listing Process (DLP) – dispensa a necessidade de “road show” e de contratação de subscritor para a operação. Trata-se de um processo de oferta ao público menos demorado e caro do que os tradicionais IPOs (oferta pública inicial de ações). Basta a inscrição na Securities and Exchange Commission (SEC), a Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos, mas sem a exigência de extensos documentos.

A Thinkseg, que atua no desenvolvimento da tecnologia em seguros no Brasil, com uso de inteligência artificial, já está presente em países da América Latina. Com a operação de listagem direta, agora, mira Estados Unidos e México com a operação de listagem direta.

De acordo com o sócio e estruturador da operação de DLP nos Estados Unidos, Jose Rozinei da Silva, a Thinkseg segue a tendência de fintechs como Spotify, Robinhood e, mais recentemente, Coinbase, startu-ups que se tornaram gigantes no mercado e optaram pelo DLP em vez do IPO. Responsável pela estruturação da operação da Thinkseg, o advogado Jose Rozinei da Silva coordena a listagem em Nova York, na sede da startup, aberta para atendimento aos investidores.

O CEO e fundador da Thinkseg, Andre Gregori, explica que os recursos captados com a oferta de cotas pela DLP serão investidos em outra empresa, com estrutura financeira e jurídica própria, completamente separada da Thinkseg, inovadora na área de seguros. “Fazemos a DLP da Thinkseg, por meio de REG A+, que é uma forma de isenção para ofertas públicas até US$ 75 milhões”, diz Gregori.

Durante a operação, em plataforma online, investidores do mundo todo podem adquirir cotas, sejam institucionais, qualificados e pessoas físicas, desde que tenham conta nos Estados Unidos para liquidação da operação. “O preço mínimo da cota será de US$ 500”, diz o CEO da Thinkseg, Andre Gregori.

Para que a Thinkseg obtivesse permissão para captação de recursos nos Estados Unidos, por meio da listagem direta DLP, foi necessária a abertura da mesma start-up com sede norte-americana, sem vínculo societário com a empresa no Brasil. Ambas detêm a mesma tecnologia aplicada em seguro para automóveis.

O mecanismo DLP ganhou visibilidade após ter sido escolhido por gigantes como Spotify SPO.N, Robinhood e a corretora de criptomoedas Coinbase Coin. O para listar ações em bolsa. Outra operação que tem ganho força nos Estados Unidos é a Special Purpose Acquisition Company (SPAC), veículo de propósito específico de aquisição, também chamadas de “empresas do cheque em branco”. As SPACs levantaram cerca de US$ 100 bilhões nos EUA em 2021, após movimentar US$ 83 bilhões em 2020, segundo dados do site

No Brasil, o assunto tem sido discutido pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) com participantes do mercado, antes de levar adiante uma possível regulação para esse tipo de operação.

Assistências Bike e Pet são novidades no recém-lançado Seguro de Vida Individual da Zurich 517

Fabiano Lima é Diretor de Vida, Previdência e Capitalização da Zurich no Brasil / Divulgação

Companhia surpreende novamente ao disponibilizar opções diferenciadas, uma para donos de cães e gatos e outra para proprietários de bicicletas

Quem já teve um animalzinho doente em casa e precisou consultar um veterinário para cuidar da saúde dele, sabe bem que a conta pode ser bem alta (financeira e emocional). A conta pode passar por consultas, exames ou mesmo cirurgias que os bichinhos venham a precisar. Já para os donos de bike, o estresse pode ser outro – além de “ficarem na mão” por um pneu avariado, uma corrente arrebentada ou freios danificados, estes imprevistos podem ainda trazer riscos à sua segurança.

Por pensar na qualidade de vida dos amantes de pet e de bike, a seguradora Zurich acaba de disponibilizar duas novas assistências para o seu recém-lançado seguro de vida individual: a Assistência Pet e a Assistência Bike. Funciona assim: ao contratar o seguro “Zurich Vida Para Você”, o cliente pode escolher, sem custo adicional, até três assistências dentre 15 opções oferecidas pela empresa – o que inclui agora os novos serviços mencionados.

“O Zurich Vida para Você foi pensado desde o início para ser flexível e que pudesse ser utilizado pelo cliente em todas as fases da sua vida. Mais do que isso, é um produto totalmente customizável, que o cliente pode adaptar às suas necessidades e desfrutar a proteção em vida”, explica Fabiano Lima, Diretor Executivo de Vida, Previdência e Capitalização da Zurich no Brasil. “Conscientes do impacto que a doença de um animal de estimação ou um defeito em uma bike podem causar para a saúde e o bem-estar de nossos clientes, adicionamos novas assistências, para oferecer essa proteção sempre que necessário”.

Para donos de cães e gatos estão inclusos na Assistência Pet serviços como consultas veterinárias (normais e ambulatoriais), exames de imagem, internações, cirurgias, hospedagem (em caso de lesão ou doença do usuário que o impeça de cuidar do seu pet), leva e traz (envio e retorno do pet ao veterinário em caso de acidente) e assistência funeral. O usuário também pode optar por usar a rede credenciada ou a clínica de sua preferência mediante reembolso, dentro dos limites preestabelecidos, sempre de acordo com contato prévio com a central de assistência.

Já para os proprietários de bicicletas, os benefícios da Assistência Bike incluem reparo emergencial de pneus (remendo e troca de câmara de ar), correntes (emenda) e freios (trocas de cabos e/ou sapatas), transporte do usuário (caso a bike esteja quebrada e o problema não possa ser resolvido pela assistência) e remoção médica entre hospitais (caso um acidente demande cuidados mais específicos, de acordo com avaliação médica), também dentro dos limites preestabelecidos. O serviço oferece cobertura para bicicletas nas categorias de uso para lazer urbano, femininas, passeio, infantil, dobráveis e mountain bikes, desde que não sejam utilizadas para competição.

As novas assistências do “Zurich Vida Para Você” aparecem como mais um diferencial do seguro da Zurich com potencial para atrair um número cada vez maior de clientes. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Engenharia e Estatística (IBGE), divulgados em 2020, quase 48 milhões de domicílios brasileiros contam atualmente com cães e/ou gatos no Brasil. Já pesquisa de dois anos antes do Instituto de Pesquisa Aplicada (IPEA) apontou que o país contava com mais bicicletas (50 milhões) do que carros (41 milhões) – só em São Paulo, a venda de bikes cresceu 66% em 2020 em comparação ao ano anterior, de acordo com a Associação Brasileira do Setor de Bicicletas (Aliança Bike).

“O público potencial é muito grande. E acredito que cada vez mais as pessoas percebem a importância de proteger a si mesmas e aqueles que amam, o que inclui seus bichinhos de estimação”, reflete Fabiano. “Ao mesmo tempo querem serviços práticos, ágeis e descomplicados, que lhes permitam viver plenamente seu estilo de vida. As novas assistências e todas as coberturas do seguro da Zurich proporcionam tudo isso e ainda são 100% digitais”, finaliza.

Claudio Macedo Pinto explica tudo sobre Riscos Cibernéticos para membros da UCS 428

Claudio Macedo Pinto é o executivo principal da Clamapi Seguros / Foto: William Anthony/Arquivo JRS

Especialista apresentou oportunidades de negócios e importância da proteção de dados

A União dos Corretores de Seguros (UCS) realizou o 5º Trocando Ideias Online de 2021 na noite desta terça-feira, 22 de junho, abordando a importância do seguro de riscos cibernéticos. O especialista no assunto, Claudio Macedo Pinto, da Clamapi, primeira corretora de seguros do Brasil dedicada prioritariamente ao seguro de proteção digital, apresentou o produto aos corretores sob duas óticas: para proteger suas empresas e como uma grande possibilidade de negócios.

O presidente da UCS, Arno Buchli Junior, ressaltou que o tema nunca este tão atual e oportuno para apresentar aos clientes. “Temos visto na imprensa grandes empresas tendo problemas com a segurança dos dados, como o nosso Sindicato dos Corretores de Seguros do Estado de São Paulo (Sincor-SP) e a Chilli Beans, que tiveram seus dados sequestrados recentemente. Quem pode garantir proteção é o seguro de riscos cibernéticos, o corretor tem que levar isso aos clientes. E também precisamos nos proteger, pois temos responsabilidade muito grande com dados de clientes, não podemos ficar sem esta garantia, principalmente com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), em vigor desde agosto do ano passado”.

Claudio Macedo Pinto iniciou sua apresentação trazendo algumas perguntas para reflexão: “Você tem caixa sobrando para pagar multas, indenizações, advogados? Todos os funcionários são treinados em relação a segurança da informação? Se ocorrer um incidente de segurança você sabe o que fazer? Se deletarem todos os seus dados (segurados, apólices etc) você consegue recuperar tudo rapidamente? O site da sua corretora é seguro? Você sabe que pode estar perdendo vendas caso o seu site não seja seguro (https)? Você está preparado para vender o seguro cibernético de maneira adequada?”, questionou.

“O risco cibernético é aprendido de duas maneiras: pela prevenção ou pela dor, e a maioria infelizmente vai ser pela dor. Semana passada tivemos notícia de tentativa de ataque ao Sincor-SP e à Chilli Beans, na JBS foi concretizado e hoje saiu notícia de que o laboratório Fleury também. Quando olhamos essas notícias percebemos que os ataques estão acontecendo, mas muitas vezes achamos que não irá acontecer conosco, somente com empresa grande, o que não é verdade, a imprensa destaca os casos maiores, e ainda tem muitos cujas informações não vêm a público. É uma decisão de negócio aprender pela prevenção ou pela dor”, disse o convidado.

As consequências de um incidente de segurança da informação, segundo o especialista, são: descumprimento das normas da LGPD, corrupção de dados, violação de dados pessoais, falta de disponibilidade de sistemas, multas e processos regulatórios, reclamação por publicações de conteúdo eletrônico, atos maliciosos de computação, ataque por negação de serviço, malware / ransomware / hacking, violação de informação confidencial. “Dependendo da indústria, um ataque cibernético pode trazer danos catastróficos para todo o entorno da empresa, e a maioria das apólices de seguros não cobrem riscos de ataque cibernético, é preciso contratar o seguro específico”, comentou.

As cinco principais estruturas de segurança da informação de acordo com o Instituto Nacional de Normas e Tecnologia dos Estados Unidos são: identificar os riscos, proteger da melhor maneira possível, detectar as invasões, responder aos ataques, recuperar os sistemas. “Para quem tem gestão de risco cibernético a resiliência deve ser mais rápida e trará menos prejuízos”, apontou Claudio Macedo Pinto.

Contratado o seguro, as seguradoras disponibilizam diversos profissionais que darão o suporte ao segurado no momento de um incidente de segurança cibernética, como: peritos forenses, especialistas em contenção de ataque, especialistas em reconstituição de dados, consultores jurídicos para mitigação de danos, relações públicas especializados em gestão de crise, profissionais de monitoramento de crédito dos titulares de dados, contadores forenses, investigadores internos, serviços de notificações para autoridades e pessoas, especialistas em extorsão, entre outros. “Podem ser utilizadas várias coberturas num único incidente de segurança, as mais acionadas são: serviço de perícia, gestão de crise de imagem, gastos com notificação e monitoramento, investigação, multas. Os clientes têm que entender que o incidente de segurança não causa somente um problema, mas dá um efeito dominó que pode ser fatal para a empresa”.

Como considerações finais, Claudio apontou que segurança da informação é um processo contínuo. “É preciso consultar sempre um advogado especializado em direito digital, bem como especialistas em segurança da informação. O seguro de riscos cibernéticos não é uma bala de prata que vai cobrir todos os riscos digitais da sua empresa, mas trará um grande avanço”, ponderou.

O especialista se colocou à disposição dos corretores da UCS para parceiras em co-corretagem, dividindo a comissão recebida por uma negociação em que se encarrega de fazer a apresentação técnica do assunto ao cliente. “O seguro faz a transferência do risco, mas ainda é muito pouco utilizado no Brasil. Para ter ideia, deve haver cerca de 800 apólices em um país com 18 milhões de empresas, ainda é um mercado muito incipiente e cheio de oportunidades”, indicou.

Boletim Covid-19: uso do plano de saúde ainda é menor que no pré-pandemia 396

Boletim Covid-19: uso do plano de saúde ainda é menor que no pré-pandemia

Edição de junho mostra também crescimento de beneficiários e estabilidade na relação entre receitas e despesas das operadoras

Está disponível no portal da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) a nova edição do Boletim Covid-19 com dados sobre o impacto da pandemia de Covid-19 no setor de saúde suplementar. O informativo reúne indicadores assistenciais e econômico-financeiros coletados até maio de 2021 junto a uma amostra significativa de operadoras, e contempla ainda: a prévia da evolução do número de beneficiários em planos de assistência médica relativa a maio, o número de exames relacionados à Covid-19 realizados pelos usuários de planos de saúde e demandas dos consumidores recepcionadas pela ANS através de seus canais de atendimento.

Nesta edição, o boletim revela novo aumento do número de beneficiários de planos de assistência médica, de acordo com dados preliminares relativos ao mês de maio e mostra que a utilização dos serviços de saúde pelos beneficiários cresce lentamente, e permaneceu abaixo do observado antes da Covid-19. A relação entre receita e despesa das operadoras (sinistralidade) manteve-se em patamar similar ao período pré-pandemia e houve queda de queixas relativas à Covid-19 nos canais de atendimento da ANS.

Evolução de beneficiários

O número preliminar de beneficiários em planos de assistência médica no mês de maio segue a tendência de crescimento, e atingiu 48.137.766 usuários, um aumento de 0,32% em relação a abril.

Em um ano – de maio de 2020 a maio de 2021 -, o crescimento ocorreu em todas as modalidades de contratação do plano, com destaque para os planos coletivos empresariais, com variação positiva de 4,04% no mês. Ao considerar o tipo de contratação do plano e a faixa etária do beneficiário, observa-se que a variação se mantém positiva para os beneficiários acima de 59 anos em todos os tipos de contratação no período de um ano.

Informações assistenciais

Em maio, a taxa mensal geral de ocupação de leitos – que engloba leitos comuns e UTI – sofreu leve aumento em relação a abril, e passou de 72% para 74%, mas ficou abaixo dos 76% observados em maio de 2019 (período pré-pandemia). Já a taxa de ocupação de leitos para Covid-19 manteve-se estável em comparação a abril (passou de 72% para 73%), assim como a taxa de leitos para outros procedimentos, que variou de 73% para 74%.

A quantidade de consultas em pronto-socorro que não geraram internações foi maior em relação a abril, mas continua abaixo do observado antes do início da pandemia. A procura por exames e terapias eletivas (Serviços de Apoio Diagnóstico Terapêutico – SADT) manteve-se em patamar semelhante ao verificado em maio de 2019.

De maneira geral, o Boletim aponta que nos primeiros meses de 2021 não houve um aumento de utilização de serviços de saúde no comparativo com 2019 (pré-pandemia). Os números seguem no mesmo patamar (no caso de exames e terapias eletivas) ou em patamar inferior (no caso de internações e atendimentos em pronto-socorro).

Exames relacionados à Covid-19

Os dados sobre a realização de exames contemplam informações coletadas até março de 2021. Nesse mês, foram contabilizados 534.481 exames RT-PCR e 83.834 testes do tipo sorológico. Destaca-se um novo aumento no número de exames RT-PCR, o que interrompe a queda iniciada em janeiro deste ano. No entanto, o mês de dezembro de 2020 segue como o que registrou o maior número de exames realizados nas duas modalidades: 817.955 testes do tipo RT-PCR e 191.365 sorológicos.

Cabe ressaltar que, em comparação com Boletins anteriores, números de competências passadas podem sofrer alteração. Isto porque exames ocorridos em determinado mês podem ser cobrados das operadoras nos meses subsequentes quando, somente então, serão enviados à ANS, conforme estabelecido no Padrão TISS.

Informações econômico-financeiras

O índice de sinistralidade do segundo trimestre de 2021 indica, até maio, aumento em relação ao primeiro trimestre, e passou de 75% para 82% – mesmo percentual observado no segundo trimestre de 2019, pré-pandemia, sem evidências, até o momento, de que a tendência deva se alterar.

Nos gráficos do Boletim também é possível verificar que, em 2020, a taxa de sinistralidade ficou em 72,4%, uma queda de mais de oito pontos percentuais em relação a 2019 (80,7%), como resultado das medidas de isolamento social e queda na realização de procedimentos eletivos.

Em maio, foram identificados valores maiores de inadimplência na comparação com abril, passou de 6% para 9%. Porém, esse índice, e também os percentuais de inadimplência verificados por tipo de contratação do plano (individuais/familiares e coletivos), permanecem próximos dos seus patamares históricos, como apontam os gráficos do Boletim.

Demandas dos consumidores

Em maio, foram registradas nos canais de atendimento da Agência 15.689 reclamações sobre temas gerais e relacionados à Covid-19, passíveis de mediação pelo instrumento da Notificação de Intermediação Preliminar (NIP). O número representa um aumento de aproximadamente 20,2% em comparação ao mês anterior, e de 69,5% em comparação a maio de 2020. Destaca-se que nos meses de abril e maio de 2020, meses iniciais da pandemia no Brasil, foi observada uma redução no cadastro de reclamações na ANS, sobretudo em relação às demandas assistenciais.

É importante frisar, também, que o dado considera os relatos de consumidores que cadastram suas queixas na ANS, sem análise de mérito sobre eventual infração da operadora ou da administradora de benefícios à Lei 9.656/98 e seus normativos ou aos termos contratuais.

Em relação às reclamações específicas sobre Covid-19, em maio foram registradas 1.280 reclamações NIP, ante 1.325 em abril. Do total de reclamações relacionadas ao coronavírus, 38% dizem respeito a dificuldades relativas à realização de exames e tratamento, 48% se referem a outras assistências afetadas pela pandemia e 14% são reclamações sobre temas não assistenciais (contratos e regulamentos, por exemplo).

Ressalta-se que, entre os meses de março de 2020 a janeiro de 2021, a intermediação de conflitos feita pela ANS entre consumidores e operadoras resolveu mais de 90% das reclamações registradas nos canais de atendimento da ANS no período, tanto sobre temas gerais quanto as específicas sobre problemas relacionados à Covid-19.

No portal da ANS é possível acessar o monitoramento diário das demandas sobre Covid-19.