Um projeto com tudo para dar certo 4318

Confira a coluna de Antônio Penteado Mendonça, para o Estadão

Um dos maiores problemas do setor de seguros é sua baixa penetração, o que compromete a possibilidade da criação de uma rede de distribuição com a capilaridade necessária para atingir todas as camadas da sociedade brasileira.

A questão não é se esta ou aquela seguradora consegue atingir o público com poder aquisitivo mais baixo, a verdade é que ninguém consegue chegar lá. As razões para isso são complexas e passam por barreiras que vão muito além do preço.

O que tem que ser explorado e descoberto é como vive o brasileiro das classes D e E. Não a vida alegre, o glamour que as novelas nos mostram, mas a realidade do cotidiano dessas pessoas, com certeza, a imensa maioria composta de gente honesta, trabalhadora, com sonhos e esperanças como todos os seres humanos, independentemente de classe social, raça, religião ou time de futebol.

Quem é o brasileiro das periferias das grandes cidades? Quem é o morador das comunidades mais estruturadas? Quem é morador da favela da beira das linhas de trem? Pode parecer incrível, mas a pobreza se subdivide em escalas com diferenças gritantes, que necessitam ser conhecidas para o embasamento e o desenvolvimento de qualquer ação.

Não adianta imaginar que os números consolidados das excelentes estatísticas apresentadas pelo IBGE são suficientes para criar o alicerce necessário ao implemento de planos destinados a este público. A classe E do Rio de Janeiro é diferente da classe E do Recife, que é diferente da classe E do interior de Minas Gerais, que é diferente da classe E de São Paulo. E a afirmação vale para todo o imenso território nacional, com uma agravante séria: qual a linha que separa a pobreza da miséria?

A resposta simples seria: na miséria não há dignidade. Mas isso não faz do miserável um não cidadão. Ao contrário, ele é um cidadão e é ele que deve ser a prioridade absoluta no enfrentamento dos nossos graves problemas sociais.

Infelizmente, não é isso que se vê. Aliás o que se vê é lamentável. Se uma pequena parte das perdas com políticas completamente equivocadas, baseadas no autoritarismo e na incompetência de nossos administradores recentes, não tivesse sido perdida, ou roubada, mas investida em saúde pública, o dramático quadro do SUS poderia ser completamente diferente.

E a mesma regra vale para a educação. Um país como o Brasil não tem o direito de formar analfabetos funcionais, mas é isso que estamos fazendo. Nossas escolas caem de nível ano depois de ano. Parte está dominada pelo crime organizado, parte está aparelhada ideologicamente e a parte mais importante tem professores interessados que não recebem qualquer apoio das autoridades. Não há meritocracia, plano de carreira para valer, investimento em treinamento e muito menos a valorização dos professores.

Neste quadro complicado, o ano de 2017 assistiu o surgimento de uma parceria com chances concretas de dar certo. Os sindicatos das seguradoras e dos corretores de seguros do Estado de São Paulo, atuando em conjunto, firmaram um convênio com a Secretaria de Educação do Estado de São Paulo para a implantação de um programa para a divulgação dos parâmetros básicos que norteiam o seguro, dentro das escolas estaduais.

Importante salientar que estes parâmetros são os pontos fundamentais de qualquer sociedade: ética, boa-fé, solidariedade, proteção mútua, poupança e divisão das perdas e dos ganhos. São os diferenciais positivos que levaram o homem a sair das árvores e a desenvolver a complexa estrutura social atual.

O mais interessante é que o projeto se apoia num jogo que o aluno baixa no seu celular. Ele joga e vai vendo, através do resultado de seus movimentos, o que acontece em função de suas opções. Ele ganha ou perde, como se estivesse na vida real, onde cada decisão gera frutos ou perdas, em função de cada opção.

Este foi o primeiro passo para a inclusão destes conceitos na rede estadual de ensino. Muita coisa é nova, já em outras os alunos conseguem fazer paralelos com suas realidades. O importante é a parceria prosseguir e ajudar a melhorar o nível de nossas escolas.

Publicado originalmente aqui.

Seguros Unimed é a 2ª melhor seguradora do País, segundo Estadão Melhores Serviços 2018 412

Seguros Unimed

Em ranking realizado pelo jornal O Estado de S. Paulo, companhia conquistou relevante posição na categoria Seguro Saúde

A Seguros Unimed é a segunda melhor seguradora de Saúde do País, de acordo com o ranking ‘Melhores Serviços’, divulgado no último dia 7, pelo jornal O Estado de S. Paulo. Entre os destaques citados pela publicação estão o cuidado com o cliente durante toda a vida, programas de promoção à saúde da companhia e o aplicativo Canguru, que acompanha a gestante durante todo o pré-natal.

O diretor-presidente da Seguros Unimed, Dr. Helton Freitas, ressaltou a importância de a empresa ser destacada na categoria Seguros Saúde. “Esse reconhecimento mostra que estamos no caminho certo em entregarmos um bom serviço aos nossos clientes. Estamos aprimorando nossa eficiência assistencial e cuidando da jornada do paciente. Reflete também os progressos da Companhia no modelo de gestão conquistado ao longo de 2017 e deste ano”.

A publicação frisou esse diferencial da seguradora, com destaque para os programas e para a rede credenciada. Além disso, o jornal deu ênfase para o programa Cuidando de Perto, que tem como premissa cuidar do paciente crônico. “As gestantes têm acesso a um app direcionado, formatado para checar se os exames e os acompanhamentos estão sendo feitos corretamente e também para promover a interação com outras gestantes”, apontou a publicação. O aplicativo Canguru tem entre os objetivos: incentivar o parto normal, identificar e prevenir situações de risco à saúde da mãe e do bebê, estimular hábitos saudáveis durante a gestação, e tirar dúvidas, a qualquer momento do dia.

O ranking

Essa é a quarta edição do ranking, divulgada pelo Estadão, em parceria com a Blend New Research – HSR. Mais de seis mil pessoas foram entrevistadas, entre 28 de setembro e 6 de outubro, gerando 76.221 avaliações. São 32 categorias, com premiação para as três melhores empresas avaliadas de cada setor.

O jornal explicou que o ranking traz um cenário dos critérios mais importantes na avaliação dos entrevistados. “Batizado de Índice de Experiência Estadão (IXE), o indicador permite definir as mais bem colocadas em cada um dos setores e todas que se destacaram no estudo recebem um selo pela qualidade dos serviços”, diz a publicação.

Obras públicas e a política de custos que derruba pontes 461

Obras públicas e a política de custos que derruba pontes

Confira artigo do engenheiro civil Marcus Granadeiro

A ruptura ocorrida na ponte da Marginal Pinheiros, uma das principais vias de acesso da maior metrópole brasileira, levantou precedentes para questionarmos a importância do armazenamento e da gestão de documentos, procedimentos que possibilitam dar o diagnóstico completo e mais rápido do incidente para que a obra de reparo fosse iniciada.

Porém, é sabido que a guarda e a gestão de documentos são vistas como custos e não são preocupações valorizadas pela Engenharia, principalmente quando falamos de obras públicas. O fato é que os dados só são procurados quando problemas e conflitos começam a florescer, na maioria das vezes, quando o cenário já é caótico.

Se durante as fases de projeto e obra já é assim, imagina após a sua entrega. É raro encontrar empreendimentos com orçamento para manter os dados e informações ao longo do tempo. O comum é receber o databook, que é colocado em algum armário e, infelizmente, nunca é usado. Não é incomum que ele se perca ao longo do tempo ou, até mesmo, que nunca tenha existido de forma plena, pois não são todos que conferem a documentação que recebem.

A informação e os documentos são bases para qualquer operação de facilidades ou sistema de manutenção. São organismos vivos, que precisam ser mantidos e atualizados dentro de processos e de mecanismos de governança que garantam sua integridade. Qualquer obra demanda manutenção e qualquer manutenção demanda informação e documentos.

E então o mercado segue muito agitado em relação ao BIM (Business Information Model) por se tratar de um viaduto importante que se rompe e não se tem os projetos para estudar a solução de correção. Será que não estamos querendo correr antes de aprendermos a andar?

Não quero com isso condenar a iniciativa de BIM que vem sendo, de alguma forma, incentivada ao uso nos projetos de obras públicas, mas alertar da importância de nos preocuparmos com processos e investimentos básicos que ainda não estão sendo feitos. Pontes erguidas são um problema atual e estão em alerta. É hora de revermos, com urgência, o que deve ser feito de básico antes de ampliarmos as capacidades de controle para aquele que é o mundo perfeito.

*Marcus Granadeiro é engenheiro civil formado pela Escola Politécnica da USP, presidente do Construtivo, empresa de tecnologia com DNA de engenharia e membro da ADN (Autodesk Development Network) e ​ do RICS (Royal Institution of Chartered Surveyours).

HDI Seguros apoia projeto AMAR – Maternidade e Amor 282

Maternidade e Amor - HDI Seguros

Semanalmente, temas deste universo são abordados com convidados especiais

A HDI Seguros, quinta maior seguradora de automóveis e sexta em residências do Brasil, é a nova apoiadora do projeto AMAR – Maternidade e Amor. Apresentado pela atriz Mariana Kupfer, a iniciativa é um programa sobre maternidade e amor, que se dedica a abordar, semanalmente, um tema diferente deste universo, sempre com um convidado especial.

O projeto foi lançado há pouco mais de dois anos e nasceu com o intuito de mostrar as dores e delícias da maternidade, trazendo à tona histórias reais. Atualmente na 5ª temporada, o canal mostra os desafios enfrentados por mães em temas como gravidez na adolescência, criação de filhos com necessidades especiais, adoção, entre outros.

“Trabalhamos para fazer da HDI uma empresa cada vez mais Humana, Digital e Inovadora. E não há nada mais humano do que apoiar mães na construção da família, que é a base da segurança de qualquer indivíduo”, comenta Murilo Riedel, presidente da HDI Seguros.

Exibido no YouTube, o canal do projeto conta hoje com 65 mil inscritos e já registrou mais de 4,8 milhões de visualizações em seus vídeos. Fazem parte também da iniciativa a fanpage do Facebook “Mariana Kupfer no AMAR”, com quase 7 mil curtidas, e o Twitter da apresentadora, que acumula 127 mil seguidores. Ambas as plataformas funcionam como meios de propagação dos vídeos e possibilitam ainda a interação com o público.

A vez da previdência privada com a reforma no novo governo 660

Previdência

Participação do setor de seguros será indispensável para garantir o futuro da sociedade

A atuação política tem impacto direto na economia, por isso, as instabilidades de governo trouxeram atrasos na retomada do crescimento dos setores no Brasil. Em 2019 teremos um novo presidente da república e vemos com otimismo as novas possibilidades.

Uma importante pauta do novo governo, de interesse de toda a sociedade, é ligada diretamente ao mercado de seguros: a reforma da previdência. A equipe do presidente eleito Jair Bolsonaro defende o que nós do setor já sabemos há muito tempo: a conta da previdência social não fecha e será indispensável a participação da iniciativa privada para garantir o futuro das pessoas. Enquanto algumas linhas vinham contra as reformas, entendendo que é responsabilidade do governo cuidar dos cidadãos idosos que já deram sua contribuição, sabemos que as pessoas hoje vivem mais, têm menos filhos, aumentaram os trabalhos informais… ou seja, são poucos jovens contribuindo para muitos idosos receberem.

No primeiro semestre de 2018 os planos de previdência privada tiveram arrecadação de R$ 54,1 milhões, queda 5,1% em relação ao mesmo período no ano anterior, segundo dados da CNseg (Confederação Nacional das Seguradoras). Na esfera pública, os números também não foram animadores, apresentando queda ainda em 2017. De acordo com a Secretaria da Previdência do Ministério da Fazenda, o déficit foi de R$ 268,79 bilhões – considerando o INSS.

A proposta de reforma previdenciária esteve parada em função da intervenção federal na segurança pública do estado do Rio de Janeiro, porque, de acordo com a legislação, em períodos como este o Congresso não pode alterar a Constituição. Mas existe a possibilidade de revogação da intervenção e o assunto segue em mais alta do que nunca: o presidente eleito tem dado seguidas declarações sobre o assunto.

Alexandre Camillo é corretor de seguros e liderança política / Divulgação
Alexandre Camillo é corretor de seguros e liderança política / Divulgação

Atualmente a previdência social opera pelo regime de repartição, em que trabalhadores em atividade financiam os benefícios dos aposentados. Outro regime possível seria o de capitalização, que tem como característica principal o pré-financiamento do benefício, ou seja, os próprios trabalhadores, durante a sua fase laborativa, produzem um montante de recursos necessários para sustentar o seu benefício previdenciário. Dessa forma, não existe o pacto direto entre as gerações, pois é a geração atual (o próprio beneficiado) que financia os seus benefícios previdenciários. O novo Governo prevê um meio termo.

De acordo com o plano de governo de Jair Bolsonaro, a ideia é implementar um modelo de capitalização de forma gradativa, mas o texto do candidato do PSL também salienta que os brasileiros ainda poderão ficar no modelo de previdência antigo, se assim quiserem. “Novos participantes terão a possibilidade de optar entre os sistemas novo e velho. E aqueles que optarem pela capitalização merecerão o benefício da redução dos encargos trabalhistas”, diz trecho do plano de governo.

Segundo o documento, a proposta é que seja criado um fundo para reforçar o financiamento da previdência e compensar a redução de contribuições previdenciárias no sistema antigo, que poderia deixar os aposentados que escolheram pelo regime de capitalização desamparados em um primeiro momento.

A proposta é parecida com a que os especialistas do setor de seguros imaginavam, pois a única maneira de se ter um sistema sustentável, a longo prazo, é com uma reforma. E provavelmente as mudanças devam ser realizadas em fases, pois é um impacto muito grande para os brasileiros.

As empresas e profissionais do setor de seguros terão participação inquestionável para desenvolver e implantar o melhor modelo de gestão da previdência. Os corretores de seguros, por sua vez, irão trabalhar fortemente no aculturamento da sociedade brasileira aos novos moldes e na entrega e consultoria das soluções do mercado privado.

Já nosso papel enquanto entidades representativas será de, cada vez mais, buscar ampliar proximidade e insistir em termos representantes do nosso setor na esfera pública, para atendermos pleitos e contribuirmos com a ampliação da participação dos seguros entre os brasileiros.

*Artigo produzido por Alexandre Camillo. O especialista é corretor de seguros e liderança política. Atua como diretor da Camillo Seguros, presidente do Sincor-SP (Sindicato de Empresários e Profissionais Autônomos da Corretagem e da Distribuição de Seguros do Estado de São Paulo), presidente da CâmaraSIN (Câmara de Mediação e Conciliação – Sincor-SP), e vice-presidente da Fenacor (Federação Nacional dos Corretores de Seguros).

Os cinco pontos de atenção em compliance para 2019 430

Os cinco pontos de atenção em compliance para 2019

Confira artigo do especialista Jefferson Kiyohara

Passadas as eleições, podemos acompanhar pelos noticiários que as ações das autoridades contra a corrupção e crimes financeiros permanecem, assim como se fortalecem as ações a favor do respeito à diversidade e nas relações pessoais no ambiente de trabalho. Ganha cada vez mais relevância a temática segurança de informações e privacidade de dados.

Neste sentido, destaco os cinco principais pontos de atenção em compliance para as empresas no próximo ano. A lista contém temas macros, que vão impactar os programas de compliance nas organizações em 2019. O risco de reputação se faz presente, e por isto a importância do tema ter a devida atenção pelos executivos e líderes responsáveis por Programas de Compliance, de modo que as ações de prevenção e mitigação sejam tomadas.

Abaixo, conheça os cinco pontos de atenção listados para o próximo ano:

1 – Segurança de informações e privacidade de dados

O mundo virtual faz parte do mundo real. Dados se tornaram um ativo valioso, sendo base de muito modelos de negócios. A diferença é que o valor da informação se tornou maior com a lei 13.709/18, conhecida como Lei Geral de Proteção de Dados. Ela traz regras de consentimento, obrigações na proteção de dados, diretrizes para segurança de informação e reporte de incidentes, sanções que as organizações podem sofrer na ordem de 2% do faturamento até o limite de 50 milhões de reais, entre outros.

Neste contexto, é fundamental que os executivos das organizações busquem ações de conscientização sobre a nova lei e patrocinem o diagnóstico sobre qual será o impacto nos negócios. Posteriormente, é fundamental promover as melhorias necessárias, pois a lei passará a vigorar em fevereiro de 2020, o que na prática coloca 2019 como o ano para a adoção das novas práticas. E é essencial prever os recursos e orçamento para que isto aconteça, uma vez que dados pessoais é algo presente em todas as organizações.

2 – Ampliação do universo de riscos de compliance

O combate à corrupção continua, bem como a promoção da cultura ética e o combate ao assédio. Vimos movimentos importantes de pactos setoriais anticorrupção se consolidando em 2018, e outros devem tomar forma em 2019. E tal movimento deve ser incentivado e ampliado. Mas não há como restringir a atuação dos Programas de Compliance a apenas estes temas. O universo de riscos de compliance abrangido pelo Programa deve ser ampliado. Além do tema segurança de informações e privacidade de dados, questões como prevenção à lavagem de dinheiro, práticas concorrenciais, e outros devem entrar no radar, inclusive como resultado do mapeamento de riscos de compliance realizado.

Contudo, vale lembrar que pesquisas recentes mostram que mais da metade das empresas nunca realizaram um mapeamento de riscos de compliance. Neste caso, este primeiro e importante passo deve ser realizado.

3 – Promoção de ações de respeito à diversidade e de combate ao assédio

É muito importante a parceria das áreas de RH e Compliance das organizações para promover um ambiente de trabalho saudável e respeitoso. Uma recente pesquisa da ICTS Outsourcing mostra um aumento das denúncias de assédio moral nos últimos anos, que pode ser explicado pela maior conscientização dos colaboradores, empoderamento dos mesmos, regras claras providas pelas empresas através do código de ética e a adoção de ferramentas como o canal de denúncias.

Identificar e tratar estes casos, permite que uma empresa obtenha economia mensurável ao evitar a judicialização, numa média de quase 21 mil reais por processo, de acordo com esta mesma pesquisa.

Para isto, não basta realizar ações pontuais de comunicação, ou treinamentos que sejam vistos como obrigação pelos colaboradores. As ações devem ser efetivas e recorrentes. Um bom diagnóstico pode ser obtido através do processo de auditoria de cultura de compliance, prática ainda pouco adotada pelas empresas no Brasil.

E é preciso ir além da questão de prevenção ao assédio. Pesquisa da McKinsey and Co publicada no início de 2018, mostra a correlação entre diversidade e resultados. Sem a promoção de respeito e empatia no ambiente de trabalho, não será possível promover a diversidade, tampouco otimizar os resultados esperados. Num mercado competitivo, as organizações não podem se dar ao luxo de perder talentos, nem de desperdiçar recursos.

4 – Ampliação do uso de tecnologias

A adoção de soluções tecnológicas como aliadas dos Programas de Compliance continua. Os treinamentos e-learning e o uso de analytics nas auditorias são uma realidade, e devem continuar sua evolução de aplicação no próximo ano.

É visível os diversos e distintos níveis de maturidade existentes no quesito tecnologia nos Programas de Compliance das empresas que atuam no Brasil. O uso de algorítimos e soluções automatizadas nos controles internos é uma prática em evolução, e o RPA (robotic process automation) é ainda pouco disseminado, mas deve iniciar um movimento de adoção pelo Compliance a partir de 2019. A aposta na inteligência artificial continua, em especial no suporte à dúvidas sobre a aplicação de regras e na identificação de fraudes em potencial.

5 – Amadurecimento dos Programas de Compliance

Muitas das iniciativas iniciadas em 2013 e 2014 estão se consolidando, e se refletem em Programas que atingiram a maturidade em termos de existência dos elementos e de ter algum histórico em 2017 e 2018. Como consequência, a busca por ações de reconhecimento público cresceram em 2018, movimento que tende a continuar em 2019. São exemplos de reconhecimento a iniciativa Empresa Pró-Ética e a certificação ISO 37.001, de sistema de gestão antisuborno.

Contudo, vale destacar que por outro lado, 1 em cada 4,3 empresas ainda possuem baixo nível de maturidade. Parte das empresas deste grupo devem iniciar as ações em 2019, seguindo o movimento do mercado.

*Jefferson Kiyohara é líder da prática de riscos & compliance da Protiviti, consultoria global especializada em Gestão de Riscos, Auditoria Interna, Compliance, Gestão da Ética, Prevenção à Fraude e Gestão da Segurança.