Escassez de recursos desafia a gestão de parques naturais pelo Brasil 951

“Parques nacionais têm um único funcionário responsável, em média, por quase 11 mil hectares – o que equivale a cerca de 11 mil campos de futebol”, analisa Mariana Haddad, coordenadora responsável por estudo lançado pelo Semeia

Equipes enxutas, escassez de recursos e falta de infraestrutura básica para visitação são alguns dos principais desafios enfrentados pelas equipes gestoras de parques naturais do país e mapeados na 5ª edição da pesquisa Diagnóstico de Uso Público em Parques Brasileiros: A Perspectiva da Gestão, lançada esta semana pelo Instituto Semeia. Com a participação de 370 parques naturais das três esferas governamentais, presentes nos seis biomas e nas cinco regiões do Brasil, o estudo traça um raio-X da realidade dessas áreas a partir da percepção dos profissionais que atuam no cotidiano desses espaços.

A quantidade reduzida de trabalhadores para cuidar dessas áreas foi um dos aspectos apontados pela pesquisa. Dentre o universo entrevistado, 49% dos parques contam com equipes de até 10 funcionários e 9% possuem apenas uma pessoa em seu quadro de colaboradores. “Parques nacionais têm um único funcionário responsável, em média, por quase 11 mil hectares – o que equivale a cerca de 11 mil campos de futebol. Já na esfera estadual, esse número cai: seria um funcionário para cerca de 2 mil hectares e, no âmbito municipal, um funcionário para 58 hectares”, explica Mariana Haddad, coordenadora do Semeia responsável pelo estudo.

Além disso, grande parte do tempo de trabalho dessas equipes é dedicada às rotinas administrativas (41%), aspecto que acaba diminuindo a disponibilidade de os funcionários estarem em outras ações também importantes para a concreta implementação dos parques, como as atividades de uso público, visitação e conservação ambiental. “Isso ilustra o grande desafio que a gestão enfrenta para conciliar todas as demandas contando com um quadro reduzido”, enfatiza Haddad. Mesmo em meio a essa carência, o estudo evidencia que os parques são capazes de atrair e reter profissionais qualificados.

Outro fator de escassez identificado na pesquisa diz respeito aos recursos disponíveis para a gestão dos parques. Na opinião de 67% dos profissionais entrevistados, faltam subsídios – financeiros e humanos, como supracitado – para a realização das atividades do parque. Especificamente sobre o aspecto financeiro, 40% dos participantes responderam não ter acesso às informações orçamentárias dos parques em que atuam. Entre os que têm acesso a esses dados, seja de forma parcial ou total, o valor médio do orçamento em 2019 para os parques federais foi de R$ 790 mil, para os municipais, de R$ 800 mil, e os estaduais, R$ 9,6 milhões.

“Para se ter uma ideia, nos Estados Unidos, o National Park Service, órgão responsável por gerenciar 421 unidades, que correspondem a 34 milhões de hectares, teve em 2019 um orçamento de US$ 2,4 bilhões. O ICMBio, no mesmo ano, teve um orçamento de R$ 791 milhões, isto é, US$ 142,6 milhões, para gerir cerca de 170 milhões de hectares de áreas protegidas terrestres e marinhas”, argumenta a coordenadora.

Diante desse cenário limitante, a geração de receitas por meio de atividades de uso público, tais como serviços de alimentação, estacionamento ou vendas de souvenir, seria uma alternativa possível para ajudá-los na manutenção desses espaços, mas a realidade mostra que somente 24% dos parques que receberam visitantes em 2019 utilizam essa possibilidade. “As equipes gestoras dos parques lidam com recursos restritos. Por outro lado, a pesquisa evidencia que existe um potencial, ainda subutilizado, de receitas que poderiam vir a ser geradas e revertidas para o aprimoramento dos parques”, analisa Haddad. Exemplo disso é que, embora 13% dos parques tenham gerado receita por meio da cobrança de ingresso em 2019, em 62% este recurso financeiro não é revertido diretamente para o parque.

Tudo isso também reflete significativamente nas condições de visitação, um dos pontos centrais levantados pela pesquisa. Mais da metade dos parques não possuem infraestrutura básica – como banheiro, estacionamento, entre outros – para receber visitantes. Das unidades que receberam visitantes em 2019 (79%), apenas 7% afirmaram contar com uma estrutura que garante plenamente as necessidades básicas de visitação em suas áreas e somente 11% consideram que a manutenção das estruturas está em excelente estado.

Para Mariana, essa situação prejudica a experiência de visitantes e pode comprometer uma das vocações dos parques, prevista no Sistema Nacional de Unidades de Conservação – o SNUC –, que diz respeito ao contato com a natureza, à recreação e ao ecoturismo. “Nossos parques têm um grande potencial turístico. Temos locais com paisagens cênicas exuberantes, que poderiam ser mais visitados e conhecidos pela sociedade. Mas no momento em que não oferecemos condições básicas de visitação, esse potencial fica comprometido e essas áreas ficam impedidas de cumprir plenamente uma de suas missões fundamentais, além da conservação: serem o elo de aproximação entre as pessoas e a natureza”, conclui a especialista.

Dados da pesquisa refletem o contexto de complexidade da agenda ambiental e reforçam a importância do fortalecimento de órgãos gestores

O panorama de desafios da gestão dos parques mapeado pela pesquisa vem ao encontro de um dos momentos mais complexos da agenda ambiental brasileira, especialmente para os órgãos gestores de áreas protegidas do país.

Recentemente, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), responsável pela gestão de 334 unidades de conservação – sendo 74 parques distribuídos pelo país – teve seu orçamento total reduzido de R$ 791 milhões em 2019 para R$ 596 milhões em 2020. Não obstante, o quadro de funcionários do órgão também sofreu reduções sob a justificativa de ganhos de eficiência administrativa. Em alguns casos, isso resultou na destinação de um maior número de UCs sob a responsabilidade de um único gestor.

Ainda em 2020, o Ministério do Meio Ambiente criou um Grupo de Trabalho para analisar uma possível fusão entre o ICMBio e o IBAMA, situação que pode incidir diretamente na capacidade do Estado brasileiro de gerir seus parques e demais UCs.

Para o diretor-presidente do Semeia, Fernando Pieroni, o retrato feito pela pesquisa reforça a importância de a sociedade agir em prol do fortalecimento dos órgãos responsáveis por essas áreas. “Para além das vulnerabilidades, esses dados chamam a atenção para o potencial pouco aproveitado dos nossos ativos ambientais, que podem se tornar fontes expressivas de desenvolvimento socioeconômico e de sustentabilidade do próprio sistema brasileiro de UCs”, argumenta Pieroni.

Ele ainda complementa: “A pesquisa também abre espaço para um debate importante sobre a necessidade de avançarmos numa agenda mais moderna e empreendedora sobre os parques brasileiros e seus órgãos gestores, de modo que esses órgãos tenham mais autonomia e consigam fomentar oportunidades relacionadas ao turismo e à adoção de parcerias e concessões de serviços em parques, por exemplo”.

Sobre esse último ponto, a pesquisa identifica que 93% dos respondentes acreditam que o modelo possa melhorar a infraestrutura dos parques, e 89% consideram que o atendimento aos usuários também poderia ser beneficiado com as parcerias. À vista disso, Pieroni reforça que a adoção desse instrumento pode auxiliar as equipes gestoras dos parques em questões que hoje preocupam e demandam muita atenção desses profissionais. “Na prática, os gestores passam a atuar mais focados em ações voltadas à conservação e à fiscalização desse parceiro privado, que é mais ágil, flexível e vocacionado a desenvolver serviços turísticos que melhoram a experiência dos visitantes”, conclui o diretor-presidente.

Sabemi desenvolve modalidade de seguros para colaboradores 604

Ação busca engajar público interno para aprimorar a experiência do segurado e atender à demanda crescente do mercado

Na contramão do que vem sendo registrado no mercado segurador, a busca por seguros pessoais cresceu durante a pandemia. Dessa forma, com o objetivo de se preparar para atender às novas demandas de mercado, a Sabemi, uma das principais seguradoras do país, deu início a uma série de ações para qualificar ainda mais sua atuação no mercado de seguros.

Entre as iniciativas, está o lançamento de duas modalidades de seguros exclusivas para os mais de 500 colaboradores da companhia espalhados pelo Brasil, que resultou de uma parceria firmada entre as áreas de Recursos Humanos e de Inteligência de Negócios da Sabemi.

De acordo com a Gerente de RH da companhia, Paula Bizzi, os produtos foram desenvolvidos para atender às necessidades dos profissionais da Sabemi, que foram estimulados a responder uma pesquisa de intenção de compra sobre as assistências mais aderentes às suas rotinas. “Esse benefício foi criado para dar ainda mais proteção e tranquilidade ao dia a dia do nosso público interno”, afirma Paula.

Os produtos também buscam ser uma espécie de laboratório da marca, em que os próprios profissionais são estimulados a usufruir de todas as assistências contempladas nas modalidades escolhidas e compartilhar feedbacks sobre os serviços oferecidos. Para o Diretor Comercial da Sabemi, Leandro Carvalho, os colaboradores passam a ter um papel ainda mais estratégico para o negócio, pois, com o seguro, eles têm a possibilidade de testar na prática o que é ofertado aos segurados da Sabemi, tornando-se uma referência essencial para a aferição da qualidade dos produtos da empresa.

“Este lançamento faz parte da nossa estratégia permanente de aperfeiçoar a experiência do segurado. Tenho certeza de que os nossos colaboradores, com participação ativa, vão contribuir ainda mais para conduzirmos a régua de relacionamento com nossos segurados a um patamar ainda mais elevado”, afirma Carvalho.

As duas modalidades preveem a Cobertura por Morte Qualquer Causa e contemplam uma cesta de assistências especiais para os segurados: A opção “Você Mais” conta com assistências residencial, auto básica (para automóveis), de eletrodomésticos (linhas branca e marrom), alimentação e desconto para compra de medicamentos em farmácias. Já a modalidade “Somos Mais”, oferece, além das assistências previstas no produto anterior, a Assistência Educação.

Esses também são os primeiros produtos cuja contratação se dá de forma totalmente digital, por meio de um software de formalização online. Com isso, o segurado passa a ter mais agilidade e autonomia na utilização do serviço e das assistências.

Susep divulga Síntese Mensal com dados do setor em fevereiro 463

Susep divulga Síntese Mensal com dados do setor em fevereiro

Documento é atualizado de acordo com o envio pelas empresas

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) divulgou hoje a Síntese Mensal dos principais dados relativos ao desempenho do setor de seguros até fevereiro de 2021. As informações foram obtidas a partir dos dados encaminhados pelas companhias supervisionadas. O documento é atualizado de acordo com o envio pelas empresas, podendo haver ajustes em função de recargas do Formulário de Informações Periódicas (FIP). Na edição de fevereiro de 2021, os principais destaques foram:

  • O setor supervisionado arrecadou R$ 46,47 bilhões nos dois primeiros meses de 2021, quase R$ 1,8 bilhão (4%) a mais do que os R$ 44,69 bilhões arrecadados no mesmo período de 2020.
  • Os seguros de danos apresentaram crescimento nominal de 11,6% no acumulado de 2021 em comparação com o mesmo período de 2020. O segmento auto apresentou crescimento de 1% no período, enquanto os demais ramos de seguros de danos apresentaram crescimento de 20,6%.
  • Nos seguros de pessoas, o seguro de vida segue como destaque, com crescimento de 11,4% no acumulado de 2021 em relação ao acumulado de 2020. O seguro prestamista também teve bom desempenho, com alta de 5,0% na mesma comparação.
  • As contribuições do VGBL atingiram o patamar de R$ 20,06 bilhões nos dois primeiros meses de 2021, o que representa uma alta de 0,8% em relação ao mesmo período de 2020. O PGBL apresentou queda de 9,2% nas contribuições e os resgates caíram 19,9% no período.
  • A participação do segmento de auto nos seguros de danos foi de 41,8% no acumulado de 2021, enquanto no mesmo período de 2020 a participação do segmento era de 46,1%. Esse movimento é motivado principalmente pelo crescimento significativo de outros ramos de seguro, como os seguros de responsabilidade civil, riscos nomeados e operacionais, rural, compreensivos e transportes, que juntos apresentaram uma participação de 30,5% em 2021, contra 26,6% em 2020.
  • O seguro de doenças graves, classificado no segmento de seguros de pessoas, e que provê uma indenização ao segurado caso este seja diagnosticado com uma das doenças especificadas na apólice, acumulou prêmios em 2021 no valor de R$ 193,6 milhões, o que representa um crescimento de 19% em relação a 2020.

Confira a Síntese Mensal de fevereiro neste endereço.

Zurich anuncia mudanças nas diretorias comerciais da Regional Sul e da Regional São Paulo Interior 458

Mudanças já passam a valer na segunda-feira, 12

Uma das maiores seguradoras do mundo e presente no Brasil há mais de 80 anos, a Zurich promove mudanças no comando de duas de suas diretorias comerciais regionais a partir de 12 de abril. A Diretoria Regional Sul passa a ser liderada por Luciano Silveira e a Diretoria Regional São Paulo Interior ficará sob a responsabilidade de João Amato.

Luciano Silveira é graduado em direito pela Universidade Luterana do Brasil, do Rio Grande do Sul, e possui um MBA Executivo pela Fundação Dom Cabral, de São Paulo. Com carreira executiva de 30 anos no mercado segurador, consolidada em gestão comercial e de negócios nos segmentos de seguros gerais, saúde, vida, capitalização e previdência privada, o executivo trabalha na Zurich desde março de 2011, onde já liderou duas diretorias comerciais, a própria Regional Sul, de março de 2011 a agosto de 2016, e a Regional São Paulo Interior desde então. Antes disso, teve passagem pela SulAmérica Seguros.

Graduado em marketing pela Universidade Paulista (UNIP) e com MBA em Gestão de Negócios de Seguros e Previdência pela Fundação Instituto de Administração (FIA), João Amato possui ainda Certificação Técnica de Seguros Pessoais concedia pela CVG/FECAP. Além disso, participou do Programa de Desenvolvimento de Executivos da Fundação Dom Cabral e do Programa de Formação LOMA (PFLP) Financial Services Education. Com experiência profissional de mais de 25 anos no mercado segurador, trabalha na Zurich desde 2012, onde entrou como superintendente de massificados, passando depois a superintendente comercial de parcerias e, nos últimos quase cinco anos, atuou liderando a diretoria comercial do segmento de Associações. Antes, teve passagens pela Tokio Marine, Unibanco AIG Seguros e Previdência e Mapfre Seguros.

Ainda como parte das mudanças, Luiz Gasperi assume interinamente, também a partir de 12 de abril, a diretoria comercial do segmento de Associações. Gasperi, que trabalha na Zurich desde janeiro de 2017 e é Gerente Executivo de Relacionamento com Corretores, dará continuidade ao plano estratégico de negócios da companhia e à construção de novas parcerias da empresa no mercado segurador brasileiro.

O Diretor Executivo de Distribuição da Zurich no Brasil, Marcio Benevides, comenta as mudanças promovidas. “Seguimos firmes com a nossa proposição de valor para atender de maneira orientada, personalizada, inovadora, transparente, ágil e eficaz. Por isso, tenho certeza de que continuaremos fazendo a diferença no mercado, uma vez que todo o time busca pela excelência de forma recorrente e segue com a missão de fortalecer o corretor, nosso parceiro estratégico. Estamos felizes pelo Luciano Silveira e João Amato, bem como agradecemos Waldecyr Schilling, que durante sua permanência na Diretoria Regional Sul da companhia, sempre contribuiu de forma valiosa, com postura de liderança atuante e colaborativa. Sucesso a todos!”.

Pedrinhas engajam comunidade em prol de ações sociais 554

José Pedro Vianna Zereu é Gestor de Projetos e Inovação do escritório Agrifoglio Vianna Advogados Associados / Reprodução

Associação Beneficente Amor ao Próximo já recebeu 20 cestas básicas; E a ideia é arrecadar ainda mais

José Pedro Vianna Zereu se juntou ao time da presidente Suellen Farias como Diretor Social do Clube da Pedrinha do Rio Grande do Sul. E já em suas primeiras ações implementou iniciativa que engaja os pedrinhas aniversariantes de cada mês em prol de arrecadação de donativos que serão destinados a entidades beneficentes.

Em abril, as contribuições coletadas serão destinadas a Associação Beneficente Amor ao Próximo, de Porto Alegre. “Eu via as carinhosas postagens do Clube homenageando os aniversariantes, e então pensei que, por não estarmos confraternizando presencialmente, juntar os aniversariantes do mês em um grupo para realizar uma boa ação poderia ser de grande valia tanto para a realização das ações sociais quanto para a interação entre os membros da entidade”, conta sobre a ideia.

Antes mesmo do dia 10 do mês, o grupo já doou mais de 20 cestas básicas. “Começamos agora em abril e os membros aniversariantes já tem um grupo de WhatsApp, em que compartilham as ideias sobre como e o que podemos realizar. A largada foi dada e o movimento já começou a gerar boas ações”, comenta. “Penso que essa proposta pode potencializar o crescimento dos projetos sociais dentro do Clube e fortalecer esse propósito lindo que a presidente Suellen traz como missão pra os pedrinhas”, acrescenta.

Sobre o desafio de estar a frente da pasta social, José Pedro encara com tranquilidade. “Sempre me senti impelido a fazer trabalhos sociais. Já fazia isso de forma modesta na Pequena Casa da Criança, uma ONG no Partenon, em Porto Alegre. Mas internamente sabia que poderia fazer mais. Tive uma vida muito privilegiada comparado com maior parte da população brasileira, tanto em termos afetivos, quanto em condições financeiras. Sinto que a retribuição do que recebi é uma responsabilidade ética”, destaca.

Além disso, o diretor reforça que os pedrinhas podem esperar muita movimentação oriunda da diretoria social, tendo em vista a situação de pandemia que arrasa muitas famílias pelo Brasil a fora. “Apesar de estarmos ainda precisando nos resguardar fisicamente, muita gente que está em situação desesperadora não pode ser negligenciada. As consequências da pandemia estão afetando todos, porém, grande parte das pessoas que já tinham pouco para uma vida digna, pioraram. Ou seja, se faz necessário, mais do que nunca, a ajuda, a compaixão e ações diretas para o cuidado com a vida. Portanto, através da comunicação facilitada pela tecnológica, temos condições de movimentar muita ajuda”, explica. “Convido todos os pedrinhas a participarem dessa pasta comigo. É uma pasta aberta a toda e qualquer consideração que possa potencializar a intenção de tornar melhor a vida de pessoas que estão passando por situações críticas por falta de atendimento as necessidades básicas para vida de um ser humano”, conclui.

Após autorização da Susep, 88i almeja liderança em seguros digitais 464

88i recebe autorização para atuar no ambiente Sandbox

Empresa obteve outorga para operar no ambiente Sandbox

A 88i Seguradora Digital primeira seguradora 100% digital do país voltada para plataformas digitais (distribuição D2D – digital to digital) – anunciou nesta segunda feira (05) que obteve autorização da Superintendência de Seguros Privados (Susep) para atuar, por até três anos, dentro do ambiente Sandbox – modelo com menor custo regulatório e maior flexibilidade para inovações – por meio da portaria 7784

A 88i Seguradora Digital vai operar junto a empresas do segmento de e-commerce, mobilidade, delivery e fintechs na comercialização de soluções configuradas em três ecossistemas de proteção: (1) Vida Digital (celular, tablet, lap top e demais eletrônicos); (2) Vida, Saúde & Bem-Estar (acidentes pessoais e telemedicina); e; (3) Proteção Financeira (impedimento ao trabalho e entregas protegidas).

Saiba mais: 88i recebe autorização para atuar no ambiente Sandbox

A seguradora digital inicia sua operação consolidando alianças estratégicas com grandes players do segmento digital – entre elas, Pic Pay, Vá de Taxi , U4Crypto e Bitfy, possibilitando que as soluções de proteção desenhados para o consumidor final sejam integradas, em até quatro semanas, às plataformas das parceiras. A base dos negócios são tecnologias de ponta de inteligência artificial, dentro da arquitetura e do que existe de mais moderno da Amazon Web Services, e processos inovadores exclusivos da 88i.

O modelo de negócios se apoia no tripé “Simples, Intuitivo e Digital”, orientações que definem as soluções de proteção disponibilizadas nos ecossistemas das empresas: planos intermitentes (liga-desliga), proteção em tempo real, sem carência e a preços competitivos, com um mínimo de exclusões, permitindo que as pessoas tenham custos de cobertura ajustadas às suas necessidades e possibilidades financeiras. A empresa quer replicar no Brasil experiências de sucesso observadas em outros mercados, onde 90% dos clientes passaram a consumir seguros pela primeira vez em função do acesso digital fornecido por seguradoras digitais, como Lemonade (EUA) e ZhongAn (China).

Transformação

Fundada em 2018 pelo economista Rodrigo Ventura como empresa de tecnologia de seguros, a 88i decidiu virar a chave do negócio para os ecossistemas digitais de proteção no ano passado para tornar-se a primeira e única seguradora 100% digital do país, com soluções direcionadas ao B2B2C. Aportes da Domo Investidora e de anjos investidores especializados no mercado digital, possibilitaram avançar nas novas tecnologias e processos inovadores para o mercado digital. “Com nossas soluções vamos apoiar o crescimento destes ecossistemas, assim como a fidelização dos clientes. E mais. Vamos abrir as portas do mercado de seguros para todas as pessoas”, comenta Ventura.

Este ano, Ventura trouxe para a 88i um dos executivos mais renomados de seguros do mundo. Fernando Moreira, que atuou em 35 mercados distintos em processos disruptivos – presidente da HSBC Seguros, CEO Cigna CMC e PingAng ( ambas na China) e Head Global de Seguros da Scotiabank (Canadá) – , assumirá como CEO da 88i Seguros Digitais com a missão de maximizar valor para os clientes e transformar a startup do Sandbox da Susep em líder de mercado de seguros digitais nos próximos cinco anos. Em 2021, a seguradora espera comercializar 50 mil apólices e chegar a R$ 7 milhões em prêmios. Em 2022, mira multiplicar por dez o resultado projetado.

O potencial é grande, segundo o executivo, considerando o tamanho do mercado, estimado em dois mil ecossistemas digitais, entre aplicativos de fintechs, plataformas de e-commerce e empresas ligadas à mobilidade e delivery, e por onde circulam em torno de 120 milhões de pessoas. “O mercado brasileiro atua majoritariamente em meios tradicionais e, por isso, ainda não se mostra atraente para o consumidor digital. A 88i Seguradora Digital é a antítese das seguradoras tradicionais. Com nossas soluções, a proteção estará disponível a um ‘clique’. Estamos dando o primeiro passo para uma transformação completa deste mercado, começando com soluções simples, intuitivas e digitais”, conclui Moreira.