A importância da inteligência emocional para corretores de seguros

Por Leonardo de Freitas, Diretor da Organização de Vendas do Grupo Bradesco Seguros

O jornalista científico americano e considerado pai da inteligência emocional (IE), Daniel Goleman, define como os cinco pilares da IE as seguintes habilidades: conhecer e controlar as próprias emoções, automotivação, empatia e a capacidade de relacionar-se interpessoalmente. Todos eles reforçam a importância do autoconhecimento como forma de se desenvolver nos diversos setores da vida.
Atualmente, somos constantemente estimulados com inúmeras informações, mudanças mundiais e demandas constantes no trabalho, por isso é essencial que saibamos lidar com a carga emocional presente em nossa rotina. Além disso, a inteligência emocional é umas das habilidades do profissional do futuro. Ou seja, se ansiamos por uma melhora na atuação profissional, seja a curto, médio ou longo prazo, é necessário dedicarmos tempo para nos desenvolvermos.

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Acredito que o profissional com alta adaptabilidade e flexibilidade está mais bem preparado para enfrentar as adversidades que se encontram em seu dia a dia. Nesse sentido, aqueles que trabalham em contato direto com público, entre tantas outras características, precisam desenvolver as habilidades que envolvem os pilares da inteligência emocional.

Aproveito para citar um exemplo que conheço bem: os corretores de seguros. Estes profissionais estão na ponta do processo, em contato direto com segurados, formando um importante elo entre as necessidades dos clientes e as empresas seguradoras, que atuam para oferecer exatamente o que essas pessoas precisam. Nesse cenário, sensibilidade é fundamental para entender os clientes e suas demandas. Por isso, o corretor de seguros precisa cuidar não apenas da parte técnica de sua profissão, mas também priorizar a saúde mental e saber lidar com a carga emocional.

Para entender a importância da inteligência emocional para os corretores de seguros, podemos analisar como conhecer e controlar as próprias emoções ajudam a desempenhar um bom trabalho. Uma frustração por algum acontecimento que deve ser digerida a tempo de conversar com o cliente, uma preocupação que exige uma conversa com gestor. Ter essa sensibilidade de gerenciar as próprias emoções é fundamental para chegar ao fim do dia sem se sentir exausto.

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Além disso, a automotivação é um diferencial na nossa rotina. Cada um sabe o que motiva a sair da cama pela manhã para trabalhar, o que sustenta aquela grande sonho almejado, o que nos faz procurar melhorar nossas entregas. A automotivação é singular, única e é ela que, em muitos momentos, nos faz seguir. Quem trabalha com equipe de vendas sabe que a motivação é mola propulsora que impacta todo um time. E não conseguimos motivar os outros sem estarmos motivados.

Acredito que empatia e a capacidade de se relacionar interpessoalmente são habilidades conectadas e presentes no dia a dia do corretor de seguros. Como esse profissional desenvolve a capacidade de entender o cliente, suas necessidades e até mesmo antecipar demandas? A empatia nesse ponto é fundamental para entender o outro, suas emoções e fazer o exercício de se colocar em seu lugar para o compreender. Disso resulta a capacidade de lidar com o outro, estabelecer e manter as relações.

Usei o exemplo do corretor de seguros para falar sobre inteligência emocional porque esse profissional é um dos personagens principais do mercado segurador. Para entender tanto sobre o outro, que é o segurado, é necessário o hard skill, claro, mas as habilidades emocionais são cada vez mais necessárias para lidarmos bem com o outro e conosco.

 

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