Cinco motivos para incluir a previdência privada no seu planejamento financeiro

Desde a aposentadoria até o custeio de um curso no exterior, investimento pode contemplar os mais diferentes objetivos de vida

Uma aposentadoria tranquila é o desejo de grande parte dos brasileiros para a maturidade. É o que revela uma pesquisa da Fenaprevi – Federação Nacional de Previdência Privada e Vida conduzida pelo Instituto Datafolha. Segundo o estudo, 53% dos respondentes querem se aposentar aos 60 anos, mas apenas 28% acreditam que, de fato, vão conseguir. Por outro lado, a entidade estima que apenas 8% da população brasileira possui planos de previdência privada, o que revela o enorme potencial desse mercado no país.

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C Josias & Ferrer no JRS

De acordo com Marcelo Rosseti, superintendente executivo da Bradesco Vida e Previdência, aposentadoria é algo que requer organização e visão de longo prazo. “A previdência privada não deve ser o único investimento de um planejamento financeiro consistente, mas é absolutamente indispensável que faça parte dele”, aconselha.

A seguir, o executivo aponta cinco importantes diferenciais desse poderoso aliado para a formação de uma reserva financeira:

1. É acessível – “Atualmente, é possível ingressar em fundos sofisticados, com acesso aos mercados globais, com aplicação inicial a partir de R$ 50”, explica o superintendente executivo da Bradesco Vida e Previdência. “Dessa forma, é possível começar investindo valores menores, que cabem no bolso, e, ao longo do tempo, ir aumentando os aportes, de acordo com a possibilidade e o momento de vida de cada um”.

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2. Atende diversos objetivos de vida – Diferentemente do que muitos pensam, a previdência privada não se destina apenas a fins de aposentadoria. “O produto vai muito além, podendo ser programado, por exemplo, para prover respaldo financeiro a uma especialização no exterior, um período sabático, uma transição de carreira, a abertura de um negócio, a aquisição de um imóvel ou planejamento sucessório”.

3. Pode ser feita em qualquer idade – Desde um recém-nascido, qualquer pessoa pode ter um plano de previdência privada em seu nome. “A infância e a adolescência são as melhores fases para que os pais introduzam o tema das finanças e se programem para ajudar os filhos a realizar suas metas. Nunca é tarde para começar, mas, quanto maior o prazo de contribuição, menor será o esforço exigido para se alcançar a reserva desejada, não somente pela possibilidade de se efetuarem aportes de menor valor, mas também pelo efeito dos juros compostos no tempo. Em outras palavras, quanto mais cedo se inicia, mais o tempo trabalha a seu favor”.

4. Contempla todos os perfis de investidores – O forte avanço e a sofisticação da indústria de investimentos deram origem a um imenso leque de produtos que atendem aos mais diferentes perfis de investidores, desde os mais conservadores até os mais arrojados. “Temos hoje uma grande diversificação, incluindo fundos de renda fixa, multimercados, crédito privado, ESG e também com exposição global”.

5. Oferece benefícios fiscais – Para quem faz a declaração de Imposto de Renda completa e contribui para o INSS, a modalidade PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) permite deduzir as contribuições feitas ao plano até o limite de 12% da renda bruta anual. Já para quem utiliza a declaração simplificada e adere ao VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre), o imposto incide apenas sobre os rendimentos, no momento do resgate. Outro aspecto favorável é a portabilidade, que permite ao investidor trocar de gestor ou de fundo sem a incidência de imposto, alterando sua estratégia de investimento em função do momento de vida. E há também a possibilidade de escolha do regime tributário, entre progressivo, cuja alíquota segue a tabela de IR das pessoas físicas, mas pode ser compensada na Declaração de Ajuste Anual, ou regressivo, caso em que a alíquota do IR diminui à medida que o prazo da aplicação aumenta, podendo chegar a 10% a partir do décimo primeiro ano. Além disso, destaca Marcelo Rosseti, “há isenção do chamado ‘come-cotas’, cobrança semestral de Imposto de Renda que incide sobre os rendimentos de fundos de investimento”.

Por fim, o superintendente executivo da Bradesco Vida e Previdência orienta como proceder para fazer a melhor escolha e contar sempre com o plano mais adequado às suas necessidades:

“Estabeleça previamente o objetivo a ser atingido. Informe-se sobre as opções disponíveis no mercado e os gestores que proporcionam os melhores resultados, de acordo com o seu prazo de investimento. Escolha o regime tributário mais adequado às suas necessidades e ajuste o plano ao seu momento de vida, tanto com relação a valores quanto a risco, horizonte de investimento, rentabilidade e benefício desejados. E reavalie periodicamente o plano e seus objetivos, para efetuar as correções de rota que se ­fizerem necessárias”.

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