Pesquisa da KPMG avalia a percepção de riscos dos executivos do setor de seguros

Entre as conclusões, o aumento da importância da tecnologia como catalizadora de mudanças

Todos já perceberam que há uma grande corrida das seguradoras em todo o mundo pela inovação, capaz de reinventar processos, produtos e a forma de se comunicar com clientes. Praticamente esse é o caminho para a longevidade dos negócios, tornando a seguradora relevante para os seus clientes em um mundo em mudança. Pensando nisso, a KPMG fez uma pesquisa com 70 executivos de todo o mundo para saber mais sobre as iniciativas de transformação recentes, as capacidades existentes e suas percepções de maiores riscos e barreiras que enfrentam. Quase metade dos entrevistados é da Europa (48%), seguida pelas Américas em 33% e Ásia-Pacífico em 19%.

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De acordo com o relatório, intitulado “Empowered for the future: Insurance reinvented” (Aperfeiçoado para o futuro: Seguro reinventado), a maioria das seguradoras compreende a necessidade urgente de transformação, mas estão lutando para reinventar suas organizações para o futuro. “Muitas seguradoras estão mais focadas sobre as implicações da política de regulamentação e não podem colocar total atenção nas mudanças necessárias para inovar com seus clientes”, segundo a KPMG.

Segundo a sócia da KPMG, Luciene Magalhães, as empresas têm consciência da necessidade de transformação visando ao cliente, mas um número pequeno realmente se modificou. “Parece que muitas seguradoras estão mais focadas em políticas regulatórias e não estão dando a atenção necessária às mudanças nas preferências e nas necessidades do usuário. Essa deveria ser a inspiração para os esforços das seguradoras em reinventar-se. Aprimorar a empresa para os clientes é o que a diferencia”, afirma a executiva.

Enquanto a maioria dos participantes do setor conhece que seus negócios e modelos operacionais precisam evoluir, a pesquisa sugere que o setor tem pela frente um grande desafio para colocar suas ideias em prática. Apenas 5% das seguradoras pesquisadas disseram que seus esforços de transformação foram ideal; e 42% disseram que a falta de perspicácia de gestão de mudança é uma barreira para a transformação bem-sucedida, de acordo com um novo relatório da KPMG International.

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“As seguradoras têm tentado transformar as suas organizações ao longo de décadas, mas ainda muito pouco mudou realmente”, observa Mary Trussell, sócio da KPMG que se dedica ao tema inovação de seguros e mudança e um dos autores do estudo. “Se as seguradoras querem verdadeiramente ‘reinventar’ seus negócios e se posicionar para o sucesso em um mundo de inovação disruptiva, elas terão de fazer mudanças mais fundamentais para os seus modelos de negócios e operacionais do que nunca”, observa no estudo.

O relatório também descobriu que os executivos de seguros consideram cada vez mais a tecnologia como um catalisador para a mudança. Quarenta e sete por cento disseram que as novas plataformas móveis e aplicativos estão forçando mudanças em seus negócios e criam novas oportunidades para a transformação; 45% disseram o mesmo sobre redes sociais e colaboração e 41% indicaram o mesmo sobre dados e análises. “Em alguns casos, a tecnologia pode funcionar como um catalisador, como a introdução da telemática no uso do seguro de carro, mas você não pode deixar que a tecnologia dirigir o o negócio, bem como também não quer que ele te ultrapasse”, observou o autor.

Cerca de um terço dos entrevistados afirmou que aguardava o que era feito pelo setor com tecnologias disruptivas, a fim de encontrar inspiração para reinventar suas organizações. O relatório constatou que as seguradoras estão a tomar cada vez mais ideias, abordagens e até mesmo o talento de outros setores para ajudar a melhorar a sua eficácia. “O que é importante”, observou o autor, “é encontrar maneiras de competir com outras organizações líderes que disputam a atenção dos consumidores, e não apenas outras seguradoras.”

O estudo sugere que os clientes devem ser a inspiração para os esforços das seguradoras se reinventar. Em um setor altamente regulado, tratar alterações na regulação como um trampolim para melhorar o negócio para os clientes, em vez de algo a ser suportado, distingue jogadores. Os dados sugerem que muitas seguradoras ainda não conseguem medir a recompensa final.

*Informações de CNseg.

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