Seguradoras expandem para micro e pequenas empresas

Segmento de mercado cresce dois dígitos ao ano; produtos customizados atendem às características de cada negócio, de cafés à indústria de metais, passando por salões de beleza

Do universo de micro, pequenas e médias empresas ativas e formais existentes no Brasil, cerca de 70% não contam com qualquer tipo de seguro empresarial, o que, de acordo com especialistas da área, indica que ainda há um amplo e significativo mercado para a expansão dos negócios de seguradoras. Por esse motivo, as coberturas para este segmento de empresas – principalmente de micro e pequenas – vêm crescendo, em média, mais de 20% ao ano desde o início desta década.

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Gente Seguradora no JRS

Thomas Batt, CEO da Seguros Sura, antiga RSA Seguros, lembra que ainda em 2014 uma pesquisa indicava entre os principais aspectos de preocupação do micro e pequeno empresário o acirramento da concorrência, a preocupação com as taxas de crédito, a reorganização dos negócios, a estratégia de expansão, o relacionamento com clientes e processos de inovação. Ou seja: a preocupação em relação a riscos por algum tipo de ocorrência ou incidente, natural ou não, ficou de fora.

Daí que os especialistas avaliam que não estar coberto por algum tipo de seguro empresarial é correr um risco altíssimo diante de eventuais catástrofes que poderiam desorganizar completamente a situação patrimonial da empresa ou, na pior das hipóteses, fechá-la definitivamente.

Batt ressalta que os produtos para as MPMEs são oferecidos com serviços agregados de assistência, o que ajuda o empreendedor em caso de alguma necessidade que não seja caracterizada por um sinistro.

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Europ Assistance Brasil

A Tokio Marine, que passou a in vestir em seguros específicos para as MPMEs há dois anos, disponibilizou recentemente um seguro para academias de ginástica, que in clui o pagamento de aluguel e reembolso do prêmio de fiança locatícia em caso de incêndio e até a instalação em novo local. A apólice garante ainda orientação jurídica para casos de questionamentos sobre a práti ca da profissão nesses estabele cimentos.

“Para 2016, esperamos crescer em tor no de 20%, baseados nos investimentos que estamos fazendo nesta carteira”, diz o diretor-executivo de produtos pessoa jurídica da Tokio Marine, Felipe Smith.

*Informações de Vladimir Goitia/DCI.

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