Setor de seguros cresce e demanda novos conhecimentos

Especialista orienta seguradoras sobre passos para registro da marca

De acordo com dados da Susep, por meio da Síntese Mensal e com base nos números encaminhados pelas seguradoras, o mercado de seguros teve um crescimento de 11,8% em 2021 em relação ao ano anterior. Com isso, muitas empresas de seguros estão entrando no mercado. Porém, como novos players em um segmento acirrado, é necessário ter conhecimentos que vão além dos relacionados ao universo dos seguros.

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Dentre as novas habilidades necessárias para as seguradoras os ferramentais de marketing. “Antigamente os serviços eram vendidos no famoso ‘boca a boca’, batendo de porta em porta, anunciando em jornais e revistas ou pagando altos valores em outdoors e outras mídias financeiramente inacessíveis para micro, pequenos e médios negócios. Atualmente, o boca a boca é a internet, as redes socais, o Google. Ter um site é fundamental para divulgar os serviços de seguro e estar nas redes sociais é obrigatório, explica Cristiane Sampaio, diretora de contas e conteúdo da agência ACTA Comunicação Integrada.

Outro ponto crucial para quem trabalha com seguros é o registro de marcas. Silvia Martins, fundadora da Martins & Fernandes Marcas e Patentes, falou sobre o assunto, dando dicas e orientações para quem tem uma seguradora.

Como as novas empresas de seguros podem se precaver de possíveis processos jurídicos por conta de registro de marcas?

A solução para evitar possíveis processos jurídicos envolvendo a marca e/ou o nome fantasia da empresa é fazer o Requerimento do Registro junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial – INPI, diretamente ou por meio de uma consultoria especializada em Registro de Propriedade Intelectual. Para obter esse registro é necessário encaminhar ao órgão a documentação da empresa, junto ao formulário de requerimento para aquisição do protocolo da marca que é adquirido no momento do pedido de registro. O requerimento garante à empresa a prioridade da marca no Brasil e, posteriormente, após a análise do examinador do INPI, será liberado o Certificado de Registro que garante a exclusividade em território nacional da marca pelo período de dez anos, podendo ser renovado por infinitos decênios, de acordo com a Lei da Propriedade Industrial – LPI.

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É comum as empresas terem as palavras “seguro” ou “seguradora” em seus nomes/marcas. Uma empresa do mesmo segmento pode utilizar palavras iguais em sua marca, visto que é muito difícil fugir das nomenclaturas “seguro” e “seguradora”?

Sim, a palavra seguro ou seguradora poderá ser utilizada por todas as empresas de seguros junto à marca, pois trata-se de um termo genérico, comum para esse segmento.

Quais os primeiros passos para uma seguradora obter o registro de marca?

Para requerer uma marca, a primeira medida a ser adotada pelas seguradoras é fazer uma pesquisa junto ao banco de marcas do INPI de forma avançada. Essa modalidade de pesquisa ajuda a evitar requerimento de marcas colidentes com registros ou depósitos anteriores, o que tornaria o registro inviável. Não havendo empecilho, o pedido de marca deverá ser protocolado e acompanhado durante todo o seu trâmite processual que tem um prazo médio de oito meses.

Quanto custa o registro de marcas para uma empresa de seguros?

Não existe uma tabela fixa de valores de honorários, mas podemos dizer que o requerimento de registro custa em média de dois a três salários-mínimos, além das taxas do INPI.

A que pontos mais as seguradoras precisam ficar atentas em relação a registro de marcas?

É importante ressaltar que em todo segmento existem bons e maus profissionais, então, antes de contratar uma empresa para fazer esse trabalho, verifique há quanto tempo essa empresa está no mercado, quem são seus clientes, qual é a missão dessa empresa, o que poderá ser pesquisado em suas redes sociais e em seu site. As boas empresas trabalham no sentido de orientar os clientes.

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