Mercados emergentes entre a cruz e a espada 466

Mercados emergentes entre a cruz e a espada

Menor ritmo da economia norte-americana pode atrair investimentos para emergentes, mas há riscos que devem ser acompanhados

Está semana será relevante em termos de divulgações de indicadores, as notas do Banco Central do setor externo, de crédito e política monetária e de política fiscal nos dias 25, 26 e 28, respectivamente. O IBGE apresentará o PIB de 2018 na quinta-feira (28). Indicadores no exterior também serão destaque, com foco no PIB norte-americano e seu deflator de consumo, que serão divulgados nos dias 28 e 1º, respectivamente.

Será para estes dados no exterior, em especial nos EUA, que as atenções dos mercados deverão se voltar. Não é de hoje que a economia norte-americana vem dando sinais de desaceleração. Na verdade, isso ocorre desde meados do segundo semestre do ano passado. Indicadores industriais, do mercado imobiliário, de ciclo de negócios e principalmente de vendas varejistas apresentam evolução aquém das expectativas desde então. Entre as motivações desse movimento estão o aperto das condições financeiras, o imbróglio comercial com a China, a realização dos preços de renda variável e a paralisação das atividades do Governo. Não por acaso, portanto, o Banco Central norte-americano recuou em sua estratégia de aperto da política monetária.

Quais os impactos desse cenário para economias emergentes? À primeira vista, esse recuo pode representar um alívio para economias emergentes. De fato, o menor ritmo de aumento ou mesmo a estabilidade da taxa básica de juros nos EUA favoreceria movimentos de fluxos de capitais e de investimentos em prol de economias emergentes. Neste caso, poderíamos conter a trajetória de fortaleza da moeda norte-americana. De certa forma, foi exatamente isso que ocorreu desde janeiro, conforme figura abaixo.

Divulgação
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Vale observar, entretanto, que esse movimento não é isento de riscos. Pelo contrário. Há pelo menos três tipos de risco que devem ser monitorados. Primeiro, o aprofundamento da desaceleração da economia norte-americana. Cabe monitorar a evolução do mercado de trabalho nos EUA, último bastião das análises otimistas. Segundo, a evolução dos conflitos comerciais sino-americanos, já que não é possível dizer que o pior já passou. Por fim, há a desaceleração da economia chinesa, sob a qual pesam mais dúvidas do que certezas. Se um desses riscos se precipitar, o mencionado alívio será revertido pela aversão a risco, em detrimento de economias emergentes. A Mapfre Investimentos está atenta aos riscos e às oportunidades desse cenário binário.

Empresas e Setores: Mineração e Construção

  • Mineração: O desastre em Brumadinho e a suspensão da operação de oito barragens da Vale por determinação da Justiça fizeram com que a oferta de minério de ferro fosse reduzida em nível global. Como a demanda se manteve estável, os preços subiram – os preços do minério de ferro estão 15% mais altos após o desastre. O valor de referência é o negociado na bolsa de Dalian, com teor 62%. Entretanto, a commodity que a Vale produz tem um teor superior, difícil de ser reproduzido. Como o minério de ferro de maior teor tem correlação com aqueles negociados em Bolsa, é possível que os preços do produto premium da companhia também tenham subido em igual ou maior magnitude.
  • Construção Civil: Os dados divulgados pelo Secovi na última semana demostraram alta de 27% nas vendas de imóveis em São Paulo, incluindo unidades novas e as já concluídas, que ainda estavam no estoque das construtoras. O setor foi um dos que mais sofreu na recente crise. Isso porque depois de terem comprado imóveis na planta, diversos clientes passaram a desistir da decisão, o chamado “distrato”. Se antes da crise o índice de distratos ficava em torno 10% das vendas, estes passaram para o patamar de 40% durante a crise. O modelo de negócios consiste em comprar, construir e vender. Como as vendas rarearam, os estoques nos balanços aumentam. Assim, as empresas passaram a ficar com as unidades devolvidas e tiveram de conviver com a administração de estoques. Unidades paradas exigem gastos com manutenção, encargos de condomínio e pagamento de IPTU. O crescimento das vendas traz um duplo alívio para as construtoras: a possível retomada do setor, viabilizando novos lançamentos, e o interesse dos clientes nas unidades já construídas.

Gestão: No fim do túnel há uma reforma, mas no caminho muita volatilidade

Arrefecido um pouco do otimismo com a troca de governo no começo do ano, o mercado já começa a se dar conta de que a aprovação da reforma da Previdência não será simples. Porém algumas ‘análises’ que ouvimos por aí pecam ao restringir as economias fiscais aos R$ 1,1 trilhão da PEC apresentada ao Congresso no último dia 18: a ela estão vinculados dois Projetos de Lei de aproximadamente R$ 200 milhões (incluindo aí a reforma dos militares), R$ 3 milhões em repasses previstos do BNDES ao Tesouro e de R$ 200 milhões a R$ 400 milhões advindos da MP 871 (combate a fraudes), totalizando R$ 2 trilhões.

Isto nos lembra a lenda da queda do filósofo, astrônomo e matemático Tales de Mileto em um poço enquanto observava os céus, na ocasião comentada por uma testemunha ocular da história: “eis aqui um homem que estuda as estrelas e não pode ver o que está a seus pés”. A Mapre Investimentos antecipa um período tortuoso e volátil para o mercado durante a ‘travessia’ da reforma da Previdência pelo Congresso, em que toda e qualquer notícia sobre sua tramitação será amplificada no movimento intradiário dos preços.

Como boa notícia da semana passada, destaque para os avanços reportados nas negociações comerciais entre os EUA e a China, o que ajudou a fortalecer o dólar e melhorou o humor dos investidores no cenário externo, contribuindo para o desempenho das bolsas na Ásia e nos Estados Unidos. No Brasil, o Ibovespa oscilou muito em ambas as direções nas sessões durante a semana para encerrar praticamente estável, com o dólar avançando cerca de 1% e os DIs também em ligeira alta.

Nesta próxima semana, destaque no Brasil e nos EUA para os dados do PIB do 4T18, bem como a continuidade da temporada de resultados corporativos. Também no radar a repercussão do encontro do presidente Donald Trump com o presidente chinês, Xi Jinping, sobre as negociações comerciais, com um desfecho favorável podendo dar suporte adicional às commodities ao longo da semana.

Willis Towers Watson contrata nova Diretora de Relacionamento com Clientes 563

Angela Quintans possui vasta experiência no desenvolvimento e na implementação das diretrizes de mitigação de riscos

A consultoria e corretora global Willis Towers Watson acaba de contratar Angela Quintans como nova Diretora de Relacionamento com Clientes. Com cerca de 30 anos de atuação no mercado segurador, a executiva passou por grandes empresas como a Vale S/A e a SulAmérica.

Em seu último posto, foi responsável por coordenar e liderar a equipe de Seguros da Vale em escritórios do Brasil, Canadá e Suíça. Também atuou no desenvolvimento e implementação das principais diretrizes de mitigação de riscos por meio de produtos de seguros em nível global.

Além disso, era a responsável por gerenciar as renovações dos principais seguros corporativos da região da América Latina como patrimônio, responsabilidade civil, carga, vida, aeronáutica, casco e P&I, entre outros.

A executiva é formada em Engenharia Civil pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC — RJ) e com MBA em Marketing pela FGV-RJ.

Cursos de extensão promovem qualificação rápida com menor investimento 442

Programas estão disponíveis no Rio de Janeiro (RJ) e em São Paulo (SP), dependendo da opção. O pré-requisito é ensino superior completo

Para profissionais que buscam o conhecimento especializado encontrado em programas de Lato Sensu, porém, sem tempo ou recursos para investir, a ENS oferece cursos de extensão derivados das disciplinas dos MBAs da Instituição. Dessa forma, os alunos podem obter qualificação de forma rápida e adquirir habilidades específicas dos ramos que desejam, com investimento reduzido.

As extensões também possibilitam a interação dos alunos com os participantes dos MBAs, gerando rica troca de experiências profissionais e ampliação da rede de network. Caso aprovado no curso de extensão, o aluno que almejar uma formação mais completa poderá solicitar aproveitamento dos créditos nos cursos regulares de MBA, de acordo com os respectivos programas.

Da grade curricular do MBA Gestão Jurídica do Seguro e Resseguro, estão com oferta os cursos de Seguros de Riscos de Engenharia e Seguros de Propriedade; Seguros do Agronegócio; Seguros de Responsabilidade Civil Geral, Riscos Profissionais (E&O) e Seguros Ambientais, entre outras opções.

Como parte do MBA Gestão Estratégica de Seguros, alguns dos programas disponíveis são Gestão Financeira; Gestão de Resseguro; Matemática Financeira; e Gestão de Seguros Patrimoniais.

Já o MBA Gestão de Riscos e Seguros deu origem às extensões Métodos Qualitativos para Tomada de Decisão Gerencial em Riscos e Gestão de Riscos e Segurança no Trabalho.

Os programas estão disponíveis no Rio de Janeiro (RJ) e em São Paulo (SP), dependendo da opção. O pré-requisito é ensino superior completo.

Para conferir a programação completa, investimentos e conteúdos os interessados devem acessar o site ens.edu.br, onde também é possível efetuar inscrições.

SindSeg RS: Encerra hoje gestão de Guacir Bueno e Guilherme Bini toma posse durante evento em março 1496

Encontro marcará o primeiro Almoço do Mercado de Seguros de 2020

Termina no dia de hoje (14) a gestão de Guacir Bueno e sua diretoria como presidente do Sindicato das Seguradoras do Rio Grande do Sul – SindSeg RS. A entidade realizará no dia 12 de março, quinta-feira, a primeira edição do Almoço Mensal do Mercado de Seguros deste ano, que também terá como atração principal, a cerimônia de posse da nova diretoria, eleita no dia 14 de janeiro, que ficará na gestão pelos próximos dois anos e tem a frente Guilherme Bini.

O Almoço do Mercado de Seguros acontece a partir das 12 horas na Associação Comercial – Largo Visconde do Cairú, 17 – 7º andar. Os convites custam R$ 70,00 e já estão disponíveis. Para participar é preciso confirmar a presença até o dia 10 de março, através do e-mail margareth.souza@sindsegrs.org.br.

No Facebook do SindSeg RS, Guacir Bueno mandou uma mensagem ao mercado de seguros e a nova equipe que assumirá o Sindicato:

Prudential do Brasil Vida em Grupo lança a campanha “PMExpress” 690

Com abrangência nacional e voltada para todas as corretoras de seguros parceiras da companhia, a ação tem o objetivo de fortalecer ainda mais o relacionamento com os corretores

A Prudential do Brasil Vida em Grupo começou 2020 em pleno vapor com a nova campanha ‘PMExpress’. A iniciativa, de abrangência nacional e voltada para as cerca de 1.600 corretoras de seguros parceiras da empresa, tem o objetivo de estreitar e fortalecer ainda mais o relacionamento com os corretores.

A nova campanha – que começará em março e vai até o final do mês de maio – terá como destaque o VG Express, carro chefe da companhia. Moldado especialmente para pequenas e médias empresas, o seguro de vida em grupo proporciona cobertura básica para morte, e adicionais para morte acidental, invalidez por acidente, invalidez por doença e assistência funeral.

“As pequenas e médias empresas são especialmente importantes para a economia brasileira, já que representam atualmente a maior fonte de renda e emprego para a população. Elas chegam a ser responsáveis por mais de 50% do PIB gerado no setor de comércio e mais de um quarto do PIB total do Brasil, segundo o IBGE. Mais de 50 milhões de pessoas trabalham ou têm sua renda ligada de alguma forma às PMEs, o que mostra o enorme potencial de crescimento que podemos ter nesse setor. Desta forma, a nova campanha PMExpress representa, também, uma oportunidade de levarmos a proteção do seguro de vida para cada vez mais funcionários desse valioso segmento”, ressalta o vice-presidente de Vida em Grupo da Prudential do Brasil, Carlos Guerra.

Com apoio da HDI Seguros, projeto Primeiro Serviço estimula mobilidade social por meio do esporte 570

Iniciativa voltada para educação esportiva seleciona jovens de baixa renda para formar profissionais do tênis

A HDI Seguros, quinta maior seguradora de automóvel e a sexta de residência no País, é parceira pioneira do projeto Primeiro Serviço, iniciativa socioeducativa voltada para a inclusão de crianças e adolescentes da comunidade de Paraisópolis, em São Paulo (SP).

Recém lançado, o projeto educacional foi desenvolvido pela Fabiana Freitas, uma das sócias do complexo esportivo Play Tennis, e Glauco Pereira, coordenador técnico do Play Tennis, e oferece formação profissional para futuros professores de tênis, além de prática esportiva, curso de português e inglês e outras atividades educacionais para jovens de baixa renda.

“Acreditamos no esporte em geral e no tênis em particular como um meio de mobilidade social. Pegadores de bola viram jogadores e professores, e encontram novos interessados entre os pegadores recém-chegados”, diz Murilo Riedel, presidente da HDI.

O executivo ressalta que, embora o tênis ainda seja percebido como um esporte elitizado, muitos projetos sociais vêm trabalhando para ampliar o acesso de outras classes sociais à modalidade, incentivando crianças e adolescentes a jogarem. “É exatamente esse aspecto que nos chamou a atenção, por ser algo conectado com algo que acreditamos, que é a mobilidade social por meio do esporte”, completa Riedel.

A primeira etapa da seleção dos candidatos ocorreu em janeiro, na Play Tennis Morumbi, com cerca de 90 jovens de baixa renda, com idades entre 10 e 25 anos. Ao final, foram selecionados 37 jovens para participar do Primeiro Serviço, sendo que sete serão contratados pela Play Tennis em regime CLT e terão acesso ao programa educacional; os outros 30 também participarão do projeto educacional completo, que engloba outros cursos de formação, inclui outros cursos de formação, cursos de inglês, aulas de tênis e outras atividades. A inserção no projeto é totalmente gratuita.

Patrocinadora do Rio Open 2020

A HDI Seguros é patrocinadora da edição 2020 do Rio Open, maior torneiro de Tênis da América Latina. A competição acontece entre os dias 15 e 23 de fevereiro, no Jockey Clube Brasileiro, localizado no bairro da Gávea, Zona Sul do Rio de Janeiro (RJ). Em sua 7ª edição, o torneio vai reunir alguns dos melhores tenistas da atualidade, entre eles, o austríaco Dominic Thiem, número 5 do ranking da ATP, e o croata Borna Coric, número 25.