Mercados emergentes entre a cruz e a espada 373

Mercados emergentes entre a cruz e a espada

Menor ritmo da economia norte-americana pode atrair investimentos para emergentes, mas há riscos que devem ser acompanhados

Está semana será relevante em termos de divulgações de indicadores, as notas do Banco Central do setor externo, de crédito e política monetária e de política fiscal nos dias 25, 26 e 28, respectivamente. O IBGE apresentará o PIB de 2018 na quinta-feira (28). Indicadores no exterior também serão destaque, com foco no PIB norte-americano e seu deflator de consumo, que serão divulgados nos dias 28 e 1º, respectivamente.

Será para estes dados no exterior, em especial nos EUA, que as atenções dos mercados deverão se voltar. Não é de hoje que a economia norte-americana vem dando sinais de desaceleração. Na verdade, isso ocorre desde meados do segundo semestre do ano passado. Indicadores industriais, do mercado imobiliário, de ciclo de negócios e principalmente de vendas varejistas apresentam evolução aquém das expectativas desde então. Entre as motivações desse movimento estão o aperto das condições financeiras, o imbróglio comercial com a China, a realização dos preços de renda variável e a paralisação das atividades do Governo. Não por acaso, portanto, o Banco Central norte-americano recuou em sua estratégia de aperto da política monetária.

Quais os impactos desse cenário para economias emergentes? À primeira vista, esse recuo pode representar um alívio para economias emergentes. De fato, o menor ritmo de aumento ou mesmo a estabilidade da taxa básica de juros nos EUA favoreceria movimentos de fluxos de capitais e de investimentos em prol de economias emergentes. Neste caso, poderíamos conter a trajetória de fortaleza da moeda norte-americana. De certa forma, foi exatamente isso que ocorreu desde janeiro, conforme figura abaixo.

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Vale observar, entretanto, que esse movimento não é isento de riscos. Pelo contrário. Há pelo menos três tipos de risco que devem ser monitorados. Primeiro, o aprofundamento da desaceleração da economia norte-americana. Cabe monitorar a evolução do mercado de trabalho nos EUA, último bastião das análises otimistas. Segundo, a evolução dos conflitos comerciais sino-americanos, já que não é possível dizer que o pior já passou. Por fim, há a desaceleração da economia chinesa, sob a qual pesam mais dúvidas do que certezas. Se um desses riscos se precipitar, o mencionado alívio será revertido pela aversão a risco, em detrimento de economias emergentes. A Mapfre Investimentos está atenta aos riscos e às oportunidades desse cenário binário.

Empresas e Setores: Mineração e Construção

  • Mineração: O desastre em Brumadinho e a suspensão da operação de oito barragens da Vale por determinação da Justiça fizeram com que a oferta de minério de ferro fosse reduzida em nível global. Como a demanda se manteve estável, os preços subiram – os preços do minério de ferro estão 15% mais altos após o desastre. O valor de referência é o negociado na bolsa de Dalian, com teor 62%. Entretanto, a commodity que a Vale produz tem um teor superior, difícil de ser reproduzido. Como o minério de ferro de maior teor tem correlação com aqueles negociados em Bolsa, é possível que os preços do produto premium da companhia também tenham subido em igual ou maior magnitude.
  • Construção Civil: Os dados divulgados pelo Secovi na última semana demostraram alta de 27% nas vendas de imóveis em São Paulo, incluindo unidades novas e as já concluídas, que ainda estavam no estoque das construtoras. O setor foi um dos que mais sofreu na recente crise. Isso porque depois de terem comprado imóveis na planta, diversos clientes passaram a desistir da decisão, o chamado “distrato”. Se antes da crise o índice de distratos ficava em torno 10% das vendas, estes passaram para o patamar de 40% durante a crise. O modelo de negócios consiste em comprar, construir e vender. Como as vendas rarearam, os estoques nos balanços aumentam. Assim, as empresas passaram a ficar com as unidades devolvidas e tiveram de conviver com a administração de estoques. Unidades paradas exigem gastos com manutenção, encargos de condomínio e pagamento de IPTU. O crescimento das vendas traz um duplo alívio para as construtoras: a possível retomada do setor, viabilizando novos lançamentos, e o interesse dos clientes nas unidades já construídas.

Gestão: No fim do túnel há uma reforma, mas no caminho muita volatilidade

Arrefecido um pouco do otimismo com a troca de governo no começo do ano, o mercado já começa a se dar conta de que a aprovação da reforma da Previdência não será simples. Porém algumas ‘análises’ que ouvimos por aí pecam ao restringir as economias fiscais aos R$ 1,1 trilhão da PEC apresentada ao Congresso no último dia 18: a ela estão vinculados dois Projetos de Lei de aproximadamente R$ 200 milhões (incluindo aí a reforma dos militares), R$ 3 milhões em repasses previstos do BNDES ao Tesouro e de R$ 200 milhões a R$ 400 milhões advindos da MP 871 (combate a fraudes), totalizando R$ 2 trilhões.

Isto nos lembra a lenda da queda do filósofo, astrônomo e matemático Tales de Mileto em um poço enquanto observava os céus, na ocasião comentada por uma testemunha ocular da história: “eis aqui um homem que estuda as estrelas e não pode ver o que está a seus pés”. A Mapre Investimentos antecipa um período tortuoso e volátil para o mercado durante a ‘travessia’ da reforma da Previdência pelo Congresso, em que toda e qualquer notícia sobre sua tramitação será amplificada no movimento intradiário dos preços.

Como boa notícia da semana passada, destaque para os avanços reportados nas negociações comerciais entre os EUA e a China, o que ajudou a fortalecer o dólar e melhorou o humor dos investidores no cenário externo, contribuindo para o desempenho das bolsas na Ásia e nos Estados Unidos. No Brasil, o Ibovespa oscilou muito em ambas as direções nas sessões durante a semana para encerrar praticamente estável, com o dólar avançando cerca de 1% e os DIs também em ligeira alta.

Nesta próxima semana, destaque no Brasil e nos EUA para os dados do PIB do 4T18, bem como a continuidade da temporada de resultados corporativos. Também no radar a repercussão do encontro do presidente Donald Trump com o presidente chinês, Xi Jinping, sobre as negociações comerciais, com um desfecho favorável podendo dar suporte adicional às commodities ao longo da semana.

Varejo digital no Brasil fatura mais de R$ 32 bilhões no 1º semestre de 2019 357

Varejo digital no Brasil fatura mais de R$ 32 bilhões no 1º semestre de 2019

E-commerce nacional tem alta de 16,3% de faturamento na primeira metade do ano

O mercado digital brasileiro gerou R$32,1 bilhões no 1º semestre deste ano, o que representa um crescimento de 16,3% sobre o mesmo período do ano anterior. Os dados são do relatório NeoTrust, elaborado pelo Compre&Confie, empresa de inteligência de mercado focada em e-commerce, em parceria com o E-commerce brasil.

O relatório traz uma visão 360° do varejo online, com intuito de oferecer ao mercado compreensão e clareza no segmento do e-commerce. Traduzindo em números, no 1º semestre de 2019 houve um total de 76,5 milhões de pedidos, contra 66 milhões no período do ano passado.

Já o tíquete médio teve leve aumento de 0,3%, com uma média de R$420,3 gastos na primeira metade de 2019, ante R$419 reais por pedido no mesmo período do ano anterior.

No Brasil, cerca de 19,7 milhões de consumidores fizeram pelo menos uma compra virtual no 1º semestre de 2019, o que representa um aumento de 35,8% em relação ao primeiro semestre de 2018.

A partir do dia 18/07, o relatório NeoTrust estará disponível no site do Compre&Confie e no aplicativo da companhia. Com a maior abrangência no monitoramento de dados reais de vendas do mercado brasileiro, o NeoTrust é o censo no mercado de e-commerce do país.

Clube da Bolinha recebe novo confrade 140

Encontro aconteceu no Centro do Rio

Clube da Bolinha recebe novo confrade
Clube da Bolinha recebe novo confrade / Divulgação

Aconteceu ontem, dia 16 de julho, mais um jantar do Clube da Bolinha, no Restaurante Aspargus, no Centro do Rio. Neste mês, o encontro foi realizado, excepcionalmente, na terceira terça-feira do mês.

Mesmo com a chuva e ventania na cidade, o encontro contou com a presença de 15 confrades. Alexandre Leal, o mais novo Bolinha, recebeu o pin de seu padrinho, Danilo Silveira, que aproveitou a ocasião para ressaltar que, apesar do seu recente convívio com Alexandre, nutre profunda admiração pelo seu trabalho à frente da Diretoria Técnica da CNseg, bem como pela sua forma de relacionar com todos.

No sorteio do aniversariante do mês, o contemplado com a tradicional caneta foi o confrade Marcello Hollanda.

O Clube da Bolinha do Rio de Janeiro é uma confraria criada por membros do mercado segurador que se reúne mensalmente para trocar ideias, estreitar o networking e ter um momento de lazer. A Reitoria 2018/2020 é composta por Neival Fritas, Gloria Faria e Gilberto Villela.

Mongeral Aegon tem nova superintendente de Comunicação 390

Mongeral Aegon tem nova superintendente de Comunicação

Mirella Lavrini é formada em Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero e tem MBA em Finanças pelo Insper

A seguradora Mongeral Aegon tem nova superintendente de Comunicação. Mirella Lavrini é formada em Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero e tem MBA em Finanças pelo Insper. A executiva acumula mais de quinze anos de experiência em áreas de comunicação e marketing, com passagem de grandes empresas como Netshoes, Pernambucanas, Vivo e Wal-Mart Brasil.

Mirella será responsável pela gestão da marca do grupo Mongeral Aegon e pelas equipes de Comunicação e TV Corporativa. A superintendente reporta diretamente ao diretor de Marketing e Afinidades, Nuno Pedro David.

Reservas dos planos de previdência privada batem a marca de R$ 873,1 bilhões em maio 483

Reservas dos planos de previdência privada batem a marca de R$ 873,1 bilhões em maio

Valor é 11,0% maior que registrado no mesmo período do ano anterior, aponta FenaPrevi

Os planos de previdência privada aberta fecharam o mês de maio com R$ 873,1 bilhões em reservas, volume 11,0% superior registrado no mesmo período do ano anterior, segundo dados da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi), entidade que representa 67 seguradoras e entidades abertas de previdência complementar no país.

De janeiro a maio, as contribuições somaram R$ 45,7 bilhões, resultado 3,7% superior aos cinco primeiros meses de 2018, quando totalizaram R$ 44,0 bilhões. A captação líquida seguiu com saldo positivo de R$ 15,5 bilhões.

Na análise por tipo de contratação de planos, a modalidade individual respondeu por R$ 40,1 bilhões das novas contribuições, os planos para menores por R$ 740 milhões, e os planos coletivos registram R$ 4,8 bilhões em novas contribuições. Em relação às famílias de produtos, segundo a FenaPrevi, o VGBL recebeu R$ 41,6 bilhões e o PGBL R$ 3,7 bilhões dos aportes. Já nos planos tradicionais, as contribuições foram de R$ 300 milhões.

Diversificação de portfólio

Segundo a FenaPrevi, os participantes estão se deslocando gradativamente para fundos multimercado em busca de maior rentabilidade. Até maio deste ano, 11,6% dos recursos foram alocados nesta modalidade. O índice era de 10,2% em 2018; 8,1% em 2017; e 5,7% em 2016. “A trajetória de juros baixos tem exercido forte influência na estratégia de alocação das reservas dos planos de previdência privada pelos participantes, que estão buscando fundos de maior risco e rentabilidade”, avalia Jorge Nasser, presidente da FenaPrevi.

Os dados da federação mostram que de janeiro a maio foram contabilizados 13,2 milhões de pessoas com planos de previdência, sendo 10,1 milhões de participantes com planos individuais e 3,1 milhões com planos coletivos (oferecidos em forma de benefícios aos colaboradores, e planos contratados por sindicatos e associações de classes para adesão de seus associados). O total de 13,1 milhões de participantes representa hoje 6,27% da população.

Seguradora corporativa do Grupo Allianz apresenta nova líder na América do Sul 365

Glaucia Smithson é a nova CEO da Allianz Global Corporate & Specialty (AGCS) na América do Sul / Divulgação

Glaucia Smithson junta-se ao time da Allianz Global Corporate & Specialty (AGCS) como CEO América do Sul

Allianz Global Corporate & Specialty SE (AGCS), a seguradora corporativa do Grupo Allianz, aponta nova líder regional para seus negócios na América do Sul: em 12 de agosto, Glaucia Smithson assume o posto de CEO América do Sul, sucedendo Angelo Colombo, que deixa a AGCS em alguns meses. Em seu novo papel, ela se reportará a Sinéad Browne – Chief Regions and Markets Officer. A partir do escritório em São Paulo, Glaucia irá liderar a estratégia da companhia como resseguradora Allianz Global Corporate & Specialty Resseguros Brasil S.A. (AGCS Brasil), cujo foco é o crescimento sustentável no Brasil e em outros mercados sulamericanos como Chile, Argentina e Colômbia. Este anúncio está sujeito a aprovações regulatórias.

Glaucia chega a AGCS vinda da Zurich Brazil, onde era Diretora de Seguros Empresariais, Vida, Corporativo e Previdência, bem como CEO da Zurich Resseguros Brasil. Como parte deste duplo enfoque ela liderou a estratégia da empresa, visando o crescimento rentável e gerenciando relacionamentos importantes com grandes clientes e corretores, bem como apoiando as operações de seguros da Zurich Brasil. Em mais de 10 anos na Zurich, trabalhando no Reino Unido e Brasil, ela assumiu papeis cada vez mais seniores dentro da subscrição, incluindo Diretora de Linhas Empresariais e Chief Underwriting Officer.

Chief Regions and Markets Officer Sinéad Browne comenta “ Estou muito feliz porque teremos Glaucia liderando nosso time América do Sul, um de nossos mercado-chave em crescimento. Ela traz consigo mais de 20 anos de experiência em seguros, tanto em nível Brasil quando globalmente, e possui a perspectiva estratégica e a abordagem focada no crescimento que nos ajudarão a aumentar o sucesso que temos na América do Sul. Aproveito para agradecer ao Angelo pela liderança da companhia nos últimos anos. Seu papel foi fundamental para lançarmos e expandirmos nossa presença na América do Sul e construirmos o forte time que temos ali”.

AGCS Brasil começou em 2013 e está sediada em São Paulo. Atendendo a clientes de toda a América do Sul e também seguradoras locais, oferece subscrição especializada e experiência no resseguro de apólices individuais ou como parte de um programa global. Suas soluções abrangem uma ampla gama de riscos corporativos como patrimonial, responsabilidade civil, engenharia, transportes, linhas financeiras, energia e aviação. A unidade de negócios América do Sul, que emprega cerca de 50 colaboradores, contribuiu com aproximadamente EUR 100 millhões em prêmios brutos do volume total subscrito pela AGCS globalmente em 2018 (EUR 8.2 bilhões).

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