Consórcio é um investimento? Especialista explica o motivo pelo qual as pessoas falam mal dessa modalidade

Conversamos com João Torre, um dos maiores especialistas nessa modalidade, para entender como o consórcio pode ser um grande investimento

Você com certeza já ouviu falar sobre o consórcio, um produto financeiro que é conhecido como “autofinanciamento” para adquirir bens e serviços, típico do Brasil.
Popularmente, o consórcio é utilizado como uma forma programada de economizar dinheiro, por exemplo, uma pessoa que não consegue juntar dinheiro para ter sua própria casa adquire um consórcio na esperança de poupar. Mas, afinal, o consórcio é ou não é um investimento? Essa modalidade financeira é consolidada no Brasil desde a década de 1960 e regulada pelo Banco Central, mas mesmo assim ainda é um assunto polêmico no universo dos investimentos, apesar de ter ajudado milhões de pessoas a conquistarem bens e alavancar o seu patrimônio.

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Conversamos com João Torre, especialista em Aumento Patrimonial e Renda Passiva através de Imóveis com Consórcios e sócio fundador da Soluções e Investimentos, para entender o porquê de muitas pessoas falarem mal dessa modalidade. Um dos motivos é que alegam que ele demora para ser contemplado. João explica: “se você não conta com uma assessoria especializada, que ajuda a ter mais chances de ser contemplado, pode demorar mesmo”. Dessa forma, o consórcio serve como uma ferramenta para te ajudar a investir, mas ele não é apenas isso, ele pode trazer rentabilidade.

“Outro motivo que leva as pessoas a falarem mal do consórcio é o fato do crédito ser reajustado a cada ano para garantir o seu poder de compra. Depois de contemplado, o seu bem também se valoriza. Você prefere 10% de valorização ou 10% de juros?”, explica o especialista. Se você pagar até o final sem usufruir da contemplação, você tem o valor de crédito atualizado (considerando INCC e IPCA), o que entrega um crédito maior que os valores pagos ao longo do plano, o consórcio tem rendimentos sobre o crédito contratado.

João também comenta sobre a alienação. “Muitas pessoas criticam o fato do bem ficar alienado durante o prazo do consórcio, assim como no financiamento, o bem é a garantia da quitação do valor. Porém, o financiamento tem o prazo em média de 30 anos, enquanto o consórcio tem o prazo de 15 a 20 anos”, explica.

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O consórcio é uma ótima forma de aumentar o seu patrimônio. Você pode comprar seu imóvel em um local de valorização e ter lucro com esse investimento, seja alugando ou vendendo.

“Podem não acreditar, mas você pode construir um patrimônio sem se descapitalizar através do consórcio imobiliário. E ainda, conseguir uma alavancagem patrimonial de até 10x o valor investido”, explica João.

É necessário avaliar bem as necessidades do investidor e suas expectativas. Se você quer ter um acesso rápido ao bem ou serviço, se não for sorteado rapidamente ou não tiver recursos financeiros para dar um lance competitivo, pode se sentir frustrado com o investimento. Por isso, é importante avaliar as necessidades individualmente e as condições da contratação.

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